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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

HABITE O DEPÓSITO LEGAL


BIBLIOTECA NACIONAL
   DEPÓSITO LEGAL
I
Cordel não está só nas feiras,
Saiu também do sertão
Assim sendo se espalhou
Por toda nossa nação.
Na boca do violeiro
Vai despontando arteiro
Em rádio e televisão.
II
A grande Biblioteca,
Nomeada Nacional
Vai fazer uma campanha,
Movimento sem igual
Para arrecadar cordel
Pois sabe que é seu papel
Ter bom acervo atual.
III
No depósito Legal,
Ficará sua produção.
Com certeza bem cuidada
Será na repartição.
Ocupando tal espaço
Ela dará novo passo,
Em prol da divulgação.
IV
Feche com esta campanha,
Cordelista Brasileiro,
Mostre que nosso Brasil,
Do cordel hoje é celeiro
Espalhe nossa cultura,
Pois cordel literatura
Está no país inteiro
V
Já fui a Biblioteca
Fazer minha doação.
Daniele Recebeu
Toda minha produção.
Fui muito bem recebida
Estou muito agradecida
Pela total atenção.
VI
Você que escreve cordel,
Aproveite a ocasião.
No depósito legal
Dê sua contribuição,
Pois terá sua memória
Registrada na história,
Que conta nossa nação.
*
Texto Dalinha Catunda
Foto: Biblioteca Nacional
Visite:
Cantinhodadalinha.blogspot.com
rosarioecordel.blogspot.com

Endereço da Biblioteca Nacional - Depósito Legal
Site: www.bn.br
Avenida Rio Branco, nº 219 / 239, 3º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Cep: 20040-008. Tel: (21) 2220-1899 / 2220-1892 - Email: ddl@bn.br

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FUXICO NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA


Caros amigos(as) poetas,

Cordel de Saia recebeu de Fernando Assumpção, Academia Brasileira de Literatura de Cordel – Conselho Consultivo, a Agenda de participação dos poetas que já confirmaram presença na Feira da Providência, que ocorrerá nas datas abaixo:

Dia 01/12 – 5ª feira
14:00 h – Separo Campelo;
16:00 h – Dalinha Catunda; e,
18:00 h – Rosário Pinto

Dia 02/12 – 6ª feira
14:00 h – João Batista Melo;
16:00 h – Ivamberto Albuquerque e,
20:00 h – William J. G. Pinto

Dia 03/12 – Sábado
16:00 h – Gonçalo Ferreira da Silva; e,
18:00 h – Chico Salles

Dia 04/12 – Domingo
14:00 h – Manoel Santamaría;
16:00 h – Sergival Silva; e,
18:00 h – João Batista Melo


O espaço será inteiramente dedicado à literatura de cordel, onde os poetas poderão fazer lançamentos de novos títulos de livros, folhetos, cds, dvds, xilogravuras; e, receberão o público visitante com músicas, declamações, recitais e, muita conversa com aqueles que desejarem conhecer melhor esta literatura que chegou nos baús dos descobridores e aqui ganhou fisionomia e identidade própria, constituindo um gênero literário, genuinamente brasileiro.


Aportou na Bahia e estendeu-se sertão a dentro, inicialmente na voz dos cantadores e, posteriormente, com a chegada da Imprensa no Brasil, Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros na edição de e distribuição de folhetos de cordel, abriu espaço para folheteiros e distribuidores. Os livretos, romances, como eram chamados, adentraram o Nordeste Brasileiro no lombo de animais e no curso dos rios. A expansão originou a criação de novas modalidades e, a transposição de temáticas europeias para as que retrataram a realidade nordestina no início do século XX. Mas, como disse Franklim Maxado Nordestino, em O cordel do cordel, 1981 - não ficou só Nordeste, viajou com o retirantes nas carroceiras de caminhões para o Sul do país e daí para todas as regiões, onde houvesse o aceno de melhores condições de vida. Hoje a literatura de cordel caminha célere de norte a sul, leste a oeste do país.


Conquistou o reconhecimento acadêmico e artístico. É mote de outras manifestações culturais e transcende espaço, tempo e região, o que a torna, incontestavelmente, gênero literário.


Venha ouvir os poetas!!!
Temos muitas histórias para contar, cantar e encantar - seja em verso ou em prosa.
Texto e foto: Rosário Pinto

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CORDEL NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA

Cordéis de Dalinha Catunda
CORDEL NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA
*
Na Feira da Providência
Fazendo belo papel,
Um espaço especial.
Conseguiu nosso cordel,
Nosso folheto enxerido
Que por lá será vendido
Bem exposto em painel.
*
O cordel que sempre esteve,
Nas feiras do meu sertão,
Migrou com os nordestinos
Ganhou nome, ganhou chão,
E deve ao cabra da peste
Ter saído do Nordeste,
Para encantar a nação.
*
Vender cordel numa feira,
É tarefa emocionante,
Eu que escrevo meu cordel
E desta arte sou amante,
Fazer parte desta história
Na verdade é uma glória
Para esta retirante.
*
O cordel está na feira,
No rádio e televisão,
Virou tema de novela
Conquistou esta nação,
Já virou coisa de bamba
Pois em escola de samba,
Chega como inovação.
*
Navegando na internet
“Bateu asas do sertão”
É moda também tendência
É primor e evolução
Na Feira da Providência
Eu vou prestar reverência
Ao cordel, minha paixão
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
Visite:
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CORDEL EM MOVIMENTO

Da esquerda para direita: Dalinha, Fernando, Rosário e Gonçalo

CORDEL BEM IMATERIAL

Hoje no auditório CNFCP – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular ocorreu uma significante reunião com Beth Costa, coordenadora do departamento de pesquisa e com a pesquisadora Guacira Waldek.

Na pauta desta reunião discutiu-se o plano de trabalho para o levantamento preliminar do registro nacional da literatura de cordel como bem imaterial.

Gonçalo Ferreira da Silva, Presidente da ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, acompanhado do benemérito e projetista Fernando Assumpção e das acadêmicas: Dalinha Catunda e Rosário Pinto, tomaram parte neste debate, onde tópicos importantes foram abordados, elucidando os caminhos a serem seguidos.
*
Nota do blog: www.cordeldesaia.blogspot.com
Na foto uma pausa para o café
Visite:
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CORDEL EM MOVIMENTO


 RECEBEMOS POR E-MAIL
Caros amigos e amigas,
 Aceitem este convite... (em anexo)
e convidem os amigos!

Estamos muito satisfeitos com o resultado
deste trabalho.
Um livro cordel, muito bem ilustrado em edição bilíngue
pela ENSINAMENTO EDITORA, de Brasília.
Será uma grande festa,
com sua presença!
João Nicodemos
www.poemasdonicodemos.blogspot.com/
http://www.youtube.com/user/jotanikos1
www.artedenicodemos.blogspot.com/

Visite também:
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

CORDELISTAS NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA

Da esquerda para direita: Rosário, Fernando, Dalinha, Sepalo e Gonçalo

CORDELISTAS NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA

Mais uma vez o benemérito e projetista da ABLC, Fernando Assumpção, numa demonstração de esforço e competência consegue para o colegiado da Academia Brasileira de Literatura de Cordel um espaço na 51ª Feira da Providência no Rio Centro.

Diz Fernando:
 “Este espaço certamente, será um local de divulgação da nossa Academia e também um espaço de firmarmos cada vez mais nossa instituição como cultural.”

Neste espaço teremos apresentações dos cordelistas: declamando, lendo cordéis, cantando côco, ou seja, cada um desempenhando suas habilidades.

Lá também será exposta a venda uma importante obra da história da literatura de cordel, Os 100 Cordéis Históricos, por um preço bem convidativo, obra que não deve faltar na estante dos amantes da Literatura de Cordel.

Além de tudo que já citei, os cordelistas da ABLC estarão expondo e vendendo seus cordéis neste importante espaço.
A hora é de somar e pensar num grupo que unido poderá chegar longe.

Texto e foto de Dalinha Catunda
Na foto O presidente da ABLC e parte do colegiado em reunião. 
 Visite:
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CHAMA DA SAUDADE


A CHAMA DA SAUDADE
*
Uma panela no fogo,
De fogo feito no chão.
A lenha queima e faz chama
Chamando minha emoção
Arde de novo a saudade
Da minha velha cidade
Que fica lá no sertão.
*                    
Que saudades do feijão
Cozinhado com “toicim”
Do arroz com colorau,
Na sobremesa alfenim,
Daquela vida singela
Que eu achava tão bela,
Mas o progresso deu fim
*
 E você, sente saudades do que?

SINTO SAUDADES NO SERTÃO
DA CABAÇA DE ÁGUA FRIA
DO BORNAL COM FARINHA
DO VELHO FAZENDO PROFECIA
DA GALINHA DO TERREIRO
O PORCO GORDO NO CHIQUEIRO
ERA ASSIM QUE EU QUERIA

COMENDO NAMBÚ ASSADA
COM A LENHA DO FOGÃO
DA CASA DO SERTANEJO
QUE FUMAÇA COMO VULCÃO
CONZINHANDO UMA PANELA
QUE É DE BARRO FEITO ELA
DA LAMA DO PORÃO

TEXTO: JATÃO VAQUEIRO
 *
Chegou Rosário Pinto
*
Eu também tenho saudades
Do cuxá com macaxeira
Mingau de milho na banca
Do rio e da lavadeira
Da nossa carne de sol
Curimatã a anzol
E de toda brincadeira
*
 Meu pai foi violeiro
Seresteiro e cantador
Nas noites de lua cheia,
Era mesmo um resplendor
No terraço lá de casa
Ele ali extravasava
Todo o seu grande amor

Texto de Dalinha Catunda 
Foto colhida no blog do Airton Soares 
Visite: 
www.cantinhodadalinha.blogspot.com

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESPAÇO CULTURAL – FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO - por Rosário Pinto

Da esquerda para direita: Ivamberto, Rosário, Gonçalo, Dalinha, Mena e Fernando
Sepalo Campelo, João Batista e Rosemar Sônia

 Espaço Cultural da ABLC na Feira de São Cristóvão, aberto dia 13 de novembro de 2011, às 14:30 horas

João Batista Melo, Sepalo Campelo e outros poetas do Colegiado da ABLC, fincaram pé para a abertura do espaço, há muito conquistado, mas inviabilizado por pendências financeiras, junto à Feira de Tradições Nordestinas, no Rio de Janeiro.

Fernando Assumpção, benemérito da ABLC acreditou na idéia e buscou recursos para a viabilização. Conquista significativa para os poetas do Rio, que ali poderão colocar seus folhetos para venda.         A iniciativa está começando, mas promete vigor e muita energia no cumprimento de seus objetivos:

 - divulgação da literatura de cordel;
 - comercialização de folhetos; e,
 - realização de eventos como lançamentos de livros e folhetos, tardes festivas.

O espaço vincula-se estritamente com o movimento da poesia popular no Rio de Janeiro. Ocorre em momento propício, pois, paralelamente, caminha para o desenvolvimento das pesquisas do registro de Bem de Patrimônio Imaterial, junto ao DPI/Iphan/MinC. Sem qualquer vínculo político-partidário, o local promete muitas realizações.

Cordel de Saia foi conferir e prestar seu apoio.

Fotos e texto de Rosário Pinto
Visite ainda:
www.rosarioecordel.blogspot.com
www.cantinhodadalinha.blogspot.com

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Espaço para ABLC na Feira de São Cristovão

Chico Salles, Fernando Assumpção e Sepalo Campelo
Ivamberto, Rosário, Gonçalo Ferreira, Dalinha, Mena, Fernando
Ivamberto, Rosário, Fernando, Dalinha, Santa Maria
Guloseimas nordestinas em nossa mesa
Da esquerda para direita: João Batista, Fernando Assumpção, Dalinha Catunda

Sangue Novo e Espaço Inaugurado
*
O projeto de um espaço na Feira de São Cristovão, Feira de Tradições Nordestinas, reivindicado pela ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, adormecia em promessas e questionamentos. Ganhou sangue novo com a atuação dos acadêmicos: Sepalo Campelo e João Batista que se empenharam em brigar por este projeto desacreditado por muitos.

O Benemérito Fernando Assumpção responsável pela elaboração dos projetos da ABLC, vendo quão importante seria esta conquista para a divulgação e o crescimento do cordel, abraçou esta causa e fez malabarismos, não medindo esforços para pagar as dívidas e nos proporcionar um bonito evento onde os que acreditavam, ou não, estiveram presentes batendo palmas e se fartando com os comes e bebes que nos foi proporcionado.
O evento contou com a presença do presidente e boa parte dos acadêmicos da ABLC,

O Blog Cordel de Saia, representados pelas acadêmicas: Dalinha Catunda e Rosário Pinto, apoiadoras e incentivadoras do projeto, além de dar suporte para o benemérito e projetista Fernando Assumpção lá estiveram cobrindo o evento.
*
Texto e fotos de Dalinha Catunda
Visite Também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nótícia: Lançamento de CRONISTAS INTERNAUTAS

Caros amigos, 
*
Convido a todos para o lançamento do livro Cronistas Internautas, que acontecerá no próximo sábado, 12 de novembro de 2011, pelas 19 horas, na Praça do Carmo, em Olinda, na VII Festa Literária Internacional de Pernambuco - FLIPORTO.
Trata-se de uma coletânea de textos produzidos por colunistas do site Jornal da Besta Fubana, do qual tenho a honra de participar, com a coluna "Contos, Crônicas e Cordéis". Aliás, estou muito feliz por ser um dos Cronistas Internautas selecionados. 
Notícia colhida no blog MUNDO CORDEL, de Marcos Maírton
*
Passe por aqui, temos sempre novas informações.

SERTANEJO OH! XENTE

 









Edmilson Providência, um livro e um CD que recomendo

Estive no Ceará em outubro na temporada do caju. Alem de deliciar-me com o caju e seus derivados, andei divulgando a literatura de cordel, participando de programas de rádio e inaugurando cordeltecas.

Em Crateús conheci o poeta e escritor Edmilson Providência que me presenteou com o livro Sertanejo oh! Xente.

Sertanejo Oh! Xente é um misto de poemas musicados, poesia, prosa, jingles, cordel, e finaliza com textos do próprio autor e outros escritores sobre o centenário da majestosa Crateús.
O CD com os poemas musicados, aqui citados, todos da autoria de Edmilson Providência me agradaram e muito! E com certeza agradarão os gostos mais apurados.
Li o livro, ouvi o CD e recomendo.
1- Sertanejo Oh! Xente
2- Lamento da Natureza
3- Tempo
4 – Queimadas
5- Mulher
6-Tributo a Nelson Gonçalves
7- Noite
8-Oh, Crateús
Contato
MULHER

O QUE DIZ OS OLHOS DESTA MULHER
TÁ NA FLOR DA PELE
NA FORÇA DA FÉ
TÁ NO BRILHO DA LUA, NA RUA
QUE É MINHA E QUE É TUA
E DE QUEM QUISER
TÁ NO MEU CORAÇÃO ESTA MULHER

TÁ NA FÉ, TÁ NA CRIAÇÃO
DE UM SER QUE SE GERA
 NO APERTO DE MÃO
NA AMIZADE SINCERA
TÁ NO MEU CORAÇÃO ESTA MULHER

TÁ NA BRIZA DO AMANHECER
NO PERFUME DA ROSA
CANTIGA NA PROSA
PRÁ QUEM QUISER LÊ
TÁ NO MEU CORAÇÃO ESTA MULHER

NÃO É FICÇÃO
O QUE SINTO POR ELA
IMAGINAÇÃO O QUE O AMOR REVELA
O QUE DIZEM OS OLHOS DESTA MULHER
*
Visite também:www.cantinhodadalinha.blosspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com


terça-feira, 8 de novembro de 2011

VAI QUERER ENTRAR NA RODA?


ENTRANDO NA RODA
*
Bastinha Job
A Mulher numa ciranda
roda, roda que faz gosto
ela vem, ela comanda
sem macumba, sem encosto;
Rosário, amiga Dalinha
Aqui quem diz é Bastinha
num abraço bem fraterno;
a mulher sempre dá gosto
e tira qualquer encosto
exorciza até o inferno!

*
Dalinha Catunda
Querida amiga Bastinha,
Gostei do teu versejar
Aqui quem fala é Dalinha
Que a baiana vai rodar,
Pois quando entro na roda
Eu canto e ninguém me poda
Nem tira minha atenção,
Com meu canto de mulher
Que sempre diz o que quer
Homem toma precaução.
*
Rosário Pinto
Amigo(a) poeta, deixe,
Aqui o seu comentário
Faremos um inventário.
Chegue vendendo seu peixe,
Pra que a mulher não se queixe
A mulherada produz,
Versos que a tudo conduz.
Ela não está calada,
Faz poesia animada
Seu verso sempre reluz



Foto: cirandas.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

LI NO JORNAL

CORDEL NA BN

Li na coluna do Anselmo Góis no jornal O Globo de sábado, 05 de novembro e repasso aos leitores do blog Cordel de Saia.

“CORDEL NA BN
A biblioteca Nacional vai iniciar uma campanha para incentivar repentistas e cordelistas a mandarem suas obras para lá.
Eu apoio.”

O cordel que veio da Europa e aqui chegou com histórias de princesas, logo mudou de cara transformando-se num cordel caboclo onde os temas nordestinos eram abordados encantando os nordestinos em feiras, alpendres e calçadas.

Mais tarde com a necessidade do nordestino, que fugia da seca para melhorar de vida, o cordel chega às grandes capitais nos alforjes dos migrantes. Crescendo e criando asas, volta a Europa nos braços da internet.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MULHER NA CIRANDA POÉTICA

CIRANDA POÉTICA

A presença da mulher na literatura de cordel
*
Esta Ciranda poética objetiva trazer para a cena literária as produções que tratam da inserção da mulher no universo da produção poética.
1
A mulher em movimento,
No cordel já é presença,
Leva ao mundo o que pensa,
Traz no verso sentimento:
Se está triste, faz lamento,
Mas no riso logo abranda
Com coragem, à frente anda,
Nos seus passos a firmeza;
Traz o ritmo e a beleza
Ao rodar nesta ciranda.
(Creusa Meira – Bahia)
2
E na Literatura de Cordel
a mulher se revelou que é capaz
qualquer tema apresentado, ela faz
com precisão e a firmeza do cinzel;
outras vezes, ela é favo de mel
nessa Arte se firmou e é segura;
faz folheto e também xilogravura
no verso decassílabo, o meu preito
minha homenagem e o meu respeito
à Musa verdadeira da Cultura!
(Bastinha Job – Ceará)
3
Sejam bem-vindas mulheres
Em nossa literatura
Com seus versos criativos
Recheados de ternura
Porque mulher não faz mal
Quando ao homem se mistura
(Zé Walter Pires – Bahia)
4
Muito tempo, o cordel ficou refém
Da visão do cruel patriarcado,
À mulher o espaço foi negado,
O que à arte do verso não fez bem.
Se a mulher foi tratada com desdém,
Com esforços venceu os preconceitos,
Com talento firmou os seus preceitos,
Com beleza enfeitou a poesia,
Sem rancor, com muita galhardia,
Triunfou, conquistando seus direitos.
(Marco Haurélio – São Paulo)
5
Josenir no cordel pôs maestria
e Bastinha expandiu o seu percurso,
veio Rosário Pinto e o deu recurso
na internet com a tecnologia,
a mulher no cordel mostrou um guia
que precisa ser visto e ser seguido,
porque muito nós temos aprendido
com mulheres guerreiras como essas
que ao cordel já pregaram muitas peças
e o tornou hoje em dia bem mais lido
(Raul Poeta – Rio Grande do Norte)
6
Hoje, vejo com orgulho
Um universo diferente
A mulher que era excluída
Da poesia, do repente
Com jeitinho, vem chegando
Mostrando que é competente.
(Nelcimá de Morais – Paraíba)
7
Abram alas, meus senhores,
para o verso popular
que em nosso cordel de saia
a mulher tomou lugar.
É cordel feito ciranda
cantada à beira do mar.
(Zilma Ferreira Pinto – Paraíba)
8
Na poesia, a mulher
põe toda sua emoção,
em qualquer modalidade,
cordel, soneto ou canção,
mulher que escreve verso
escreve com o coração.
(Nezita Alencar – Paraíba)
9
Dona de si bem segura
Mulher brilha no cordel
E faz bonito papel
Na arte da literatura.
Preconceito não atura,
Entra na roda com gosto
E cativa o sexo oposto
Com sua criatividade
Mostrando capacidade,
Dando ao cordel novo rosto.
(Dalinha Catunda – Ceará /Rio de Janeiro)
10
A mulher é uma musa,
Que o homem sempre quer bem
Pelo amor que ela traduz
Pela beleza que tem
Ela inspira o menestrel
E o poema de cordel
Já escreve muito bem.
(Bento Raimundo Leitão Rodrigues – Ceará)
11
Patativa do Assaré,
Nos contou toda a verdade:
Foi Mãe Preta quem cantou,
Cantigas da oralidade.
Histórias da tradição,
Guardadas no coração,
Por toda a posteridade
(Rosário Pinto – Maranhão /Rio de Janeiro)

12
Graças a Deus, a mulher
Reconheceu seu espaço
Porém conserva o abraço
Daquele que bem lhe quer
Faz com garbo o seu mister
Com talento, o seu papel
No universo do cordel
Conquistou prestígio e fama
Produz do jeito que ama
Apaixonada e fiel.
Josenir Alves de Lacerda- Crato-Ceará
13
A mulher sempre foi um ser valente,
Apesar da má fé do opressor.
Hoje, mostra, bonito, o seu valor
De maneira singela e eloquente.
Na poesia se mostra inteligente,
Pois compõe e declama com emoção.
Grande musa, ao abrir o seu coração,
Faz disparos de bonitos fonemas
Escrevendo, de vez, belos poemas
Com a força sublime da paixão.
(Sávio Pinheiro – Fortaleza, CE)
*
Novembro 2011
.
Memórias poéticas
*
Creusa Meira – Bahia
Poeta de cordel, natural de Dom Basílio (BA), residente em Salvador. Apaixonou-se pela literatura de cordel, após contato com a poesia de Patativa do Assaré e os escritos de seu Pai Né Meira (bandolinista), que escreveu Diários e ABCs em sextilhas e os esqueceu entre papéis guardados. Com o advento do Cordel na internet participou de um festival de versos virtuais e um concurso de Cordel.

Zé Walter Pires – Bahia
Poeta de cordel, cronista e contador de causos, José Walter Pires, natural de Ituaçu,  radicado em Brumado (BA). Sociólogo, Advogado, Educador Seus folhetos tem caráter social, educativo. Busca principalmente divulgar as técnicas de elaboração da criação poética voltada para a metodologia da literatura de cordel.
www.fatorsh.com.br

Bastinha Job – Santo Amaro - Assaré - Ceará
Sebastiana Gomes de Almeida Job, Bastinha,
Nasceu em Santo Amaro município de Assaré. Sente-se orgulhosa de ser conterrânea de Patativa.
Professora de Língua Portuguesa e Literatura Popular da Universidade Regional do Cariri – URCA. Desta última cadeira foi também sua fundadora.
bastinhajob@ig.com.br

Marco Haurélio – São Paulo
Poeta de cordel, 1974, natural de Ponta da Serra, sertão baiano. Desde muito cedo entrou  em contato com a literatura de cordel, escrevendo sua primeira estória com apenas seis anos. Licenciado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia. Ministra palestras sobre cordel e literatura popular.

Raul Poeta –
Tem vários trabalhos publicados em parceria com outros poetas e individualmente. É professor de Literatura de Cordel e literatura clássica, ministra palestra sobre cultura popular em área que é também pesquisador. Escreve em todas as modalidades poéticas, principalmente na literatura clássica.  Sua linha mais direta é: 9916 2839
raul-poeta@hotmail.com

Nelcimá de Morais – Santa Luzia - Paraíba
Poeta de cordel e professora, natural de Santa Luzia, (PB), 1957. Aos 18 anos ingressou no magistério, exercendo suas atividades nas cidades de Junco do Seridó, Santa Luzia, Patos e João Pessoa, onde reside atualmente. Com muitos folhetos publicados e várias oficinas realizadas, Nelcimá é responsável pelo Blog de Cordel.
Blog de Cordel

Zilma Ferreira Pinto – Paraíba
Poetisa e cordelista paraibana, autora de vários títulos, dentre eles:
Romance de Mané Besta e da Princesa Sabida
A Demanda do Santo Graal
A história da Santa Igreja de Abraão e Jesus Cristo
O Romance de Ferdinando e Maria
Os Mártires de Cunhaú
O caso do fogo de Ageu acontecido em Barra de Santana na ribeira do Paraíba do Norte
A vida de Maria da Pedra ou a gesta de uma mulher que se tornou personagem do Parque da Pedra da Boca.

Nezite Alencar – Crato - Ceará
Desde menina, rabiscava poemas, coisa de adolescente. Em 1987, fez, ela própria uma seleção e publicou o primeiro livro: Em forma de Coração.  Professora primária continuou escrevendo poesias para uso em sala de aula. Em 2005 foi convidada por um editor, (ex-aluno) a escrever cordéis didáticos para uma coleção. Foi assim sua estréia no cordel, participando com três títulos da "coleção cordel" da Editora Paulus – SP. Entrou para a Academia dos Cordelistas do Crato, convidada por Josenir Lacerda. Selecionada pelo Prêmio Patativa do Assaré, 2010, com o poema, Juanito e o Monstro Marinho, cordel do gênero maravilhoso, já no prelo.
 (nezitealencar@globo.com)

Dalinha Catunda – Ceará/Rio de Janeiro

Dalinha Catunda – Ceará/Rio de Janeiro
Dalinha Catunda, Maria de Lourdes Aragão Catunda, poeta popular, natural de sua Ipueiras, CE, de onde tira toda a sua inspiração, nos apresenta uma poesia leve e que brota da alma, borbulhante como água de uma fonte que nunca se esgota. Sua temática é sempre corajosa, carregada de humor e com rimas impecáveis. Sua criatividade/atividade é intensa, explode ao menor sinal. Basta cutucá-la com um tema qualquer, que logo começa um novo poema.

Bento Raimundo Leitão Rodrigues – Ceará
Nasceu na Lagoa das Pedras dos Rodrigues, município de Crateús, CE. É repentista, sanfoneiro e violeiro. Não costuma correr de uma boa peleja e topa qualquer desafio.

Rosário Pinto – Maranhão/Rio de Janeiro
Pesquisadora e responsável pela Cordelteca – Memória da literatura de cordel, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP. Natural de Bacabal, MA, mas desde criança radicada no Rio de Janeiro. Faz suas primeiras incursões do campo da poesia, já publicou Fuxico de Mulher, uma peleja virtual, em parceria com Dalinha Catunda.


Sávio Pinheiro
Poeta de cordel e médico, natural de Vársea Alegre (CE). Responsável pelo Projeto Receitando o Cordel na Saúde Coletiva – Literatura de Cordel como Instrumento de Educação Popular para a Saúde, de Sávio Pinheiro, foi tema da matéria de capa da Revista Brasileira Saúde da Família, na publicação de julho a setembro de 2006, por ter sido o vencedor do I Encontro de Experiências Exitosas da Estratégia Saúde da Família, sediado em João Pessoa (PB).