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sábado, 31 de dezembro de 2011

QUE VENHA O ANO NOVO

Mais uma ótima contribuição que recebemos por e-mail e estamos dividindo com os amigos do blog Cordel de Saia. Desde já agradecemos Nando Poeta e nos juntamos a ele nos votos de feliz 2012.
Cordel de Saia
Dalinha e Rosário
Ipueiras-Ceará
31-12-2011
CORDEL DE SAIA mais uma vez recebe o poeta e acadêmico Sávio
Pinheiro, agora com sua mensagem de ANO NOVO, no labor de seu trabalho pora  uma saúde de qualidade para todos nós. BOA NOITE e BOM PLANTÃO poeta. Seus pacientes, com certeza, se sentirão mais seguros nesta passagem de ano ao seu lado. PARABÉNS pelo empenho pela qualidade de saúde que oferece àqueles que assiste e para os quais dedica suas pesquisas. 

Sávio Pinheiro disse...


NOITE EM BRANCO
O Natal não ficou só em rabugens
Já que a pomba da paz apareceu.
Ostentou branca luz, que me aqueceu,
E voou exibindo as suas penugens.

Sobre as folhas jaziam as lanugens,
Que cobriam os frutos, no apogeu,
De uma ceia que Deus me ofereceu
Pra o Natal não passar em brancas nuvens.

No Ano Novo, estarei bem diferente,
Pois a festa que alveja tanta gente
Não será como a noite do Natal.

De plantão, corpo meu não terá dança,
Mas minh’alma trará grande esperança
Pois, de branco, estarei no hospital.

Desejamos a todos, amigos e visitantes um ANO NOVO sempre NOVO como em todos os anteriores. Afinal, somos nós que mudamos. Os anos, os dias, as horas... sempre são iguais.
Até já,
Cordel de Saia
Rosário & Dalinha
Brasília, 31 12 2011, 23:35 h.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cordel de Saia recebe Morais Moreira

CORDEL DE SAIA recebeu do poeta Zé Walter Pires o poema de autoria de seu irmão, o poeta, cantor e músico Moraes Moreira. Agradecemos o carinho de Moraes e Zé Walter pelo carinho.


Cordel de Saia
*
Eu não tô nessa de gênero
Eu quero O Cordel de Saia
Eu falo de um sentimento
Que não é fogo de “paia”
Mulher é só poesia
Em qualquer hora do dia
E até quando sol desmaia
*
No tempo dessa clareza
Eu quero a luz da manhã
Nós somos sim duas bandas
Formando uma só maçã
Ninguém segura esses lados
Só querem viver colados
E se atraem como um imã
*
Não fosse Maria Bonita
Quem seria Lampião?
Talvez só um cangaceiro
Sem amor no coração
A mulher é uma uva
E cai assim como chuva
Na seca do meu sertão
*
Rodando a sua baiana
Almejo ver o cordel
Aqui, acolá eu já vejo
Homens tirando o chapéu
Verseja mulher, verseja
Brilhando em qualquer peleja
Feito uma estrela no céu
*
No decorrer da história
A vida, a humanidade
Fizeram de muitas delas
Heroínas de verdade
E como elas foram dignas
Quebrando sim, paradigmas
Da nossa sociedade
*
Mulheres em verso e prosa
Raquel, Clarice, Cecília
Dona Cora Coralina
Vejam que maravilha
Sem me esquecer das Amélias
Diná, Raquel e Adélias
De quem Elisa é filha?
*
É dura a realidade
As vezes é muito triste
Saber que existem lugares
Onde a mulher não existe
Diante dessa parada
Se muitas não fazem nada
Há outras de dedo em riste
*
Por isso minhas senhoras
Enfrentem esses senhores
Na plenitude do ser
Sem ser Maria das Dores
Assumam o seu papel
Nas sílabas de um cordel
Vivendo só de esplendores.
*
Moraes Moreira
Rio de Janeiro/dez/11

domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL X MULHER na visão de Sávio Pinheiro

CORDEL DE SAIA recebe Sávio Pinheiro, poeta e membro da ABLC, que nos traz seu poema de Natal com a temática do nascimento de Jesus mas, sempre objetivando alertar a mulher para os cuidados com a saúde - na gravidez e parto.
*
NATAL SEM PRÉ-NATAL
*
No mês nono antes de Cristo
Uma jovem fecundou
O fruto da esperança
Que ela, encantada, sonhou,
O seu nome era Maria,
Por liberdade, lutou.
*
Gravidez não planejada,
Calmamente, ela aceitou,
Sendo fruto de uma luz
Divina, assim brotou,
Santo menino Jesus
No seu ventre se gerou.
*
A gestação transcorreu
Sem existir pré-natal
Realizado por leigo
Ou por profissional.
Somente a fé no seu Deus
Reacendeu-lhe a moral.
*
Sua residência modesta
Sem condição sanitária
Dificultava o viver
(Vida era temporária).
Tinha assistência difícil,
Faltava Atenção Primária.
*
No ventre avolumado
A criancinha crescia,
Sem um acompanhamento, 
A fé em Deus a nutria,
A gravidez dava a graça
E a esperança luzia.

Sentindo-se indisposta
Era grande o seu tormento,
Pois sem existir equipe
Pra lhe dar contentamento
Sobrava a fé no seu Deus
Pra lhe acalmar o lamento.
*
Se as pernas lhe pesavam
Ou as doíam, somente,
Ela ficava tristonha
Suportando humildemente
Rezando para o Deus-pai
E o louvando bravamente.
*
Quando o vômito se mostrava
E a azia, ela sentia,
Sofria muita gastura,
Pois o Dramin não havia
E elevando as mãos pro céu
Ao Deus-pai, ela pedia.
*
O Imperador Romano
Pra controlar a nação
Ordenava que o censo
Contasse a população
Organizando o seu povo,
Apesar da migração.
*
A nossa Virgem Maria
Sendo mulher de ação
Sabia que, em Nazaré,
O censo era obrigação
Tendo, ela, que constar
Como membro da nação.
*
Sendo este obrigatório
A esperta santa implora:
- Meu José cuide em buscar,
Precisamos ir agora,
Arranje logo um transporte,
Pois temos que ir embora.
*
São José atarantado
Laçou um jumento forte,
Um asno muito ligeiro,
Que o preservava por sorte,
Dando a família castiça
A esperança de um norte.
*
Já perto do nono mês
Ela sente as contrações
Que, apesar, de indolores,
Anunciam vibrações
Dando a Santa Maria
Sublimes resoluções.
*
Ela olha o firmamento
E sente algum desatino,
Mas estando amparada
Pelo Dono do destino
Prevê o belo futuro
Deste sagrado menino.
*
Ele dá um pontapé
E mexe com harmonia
E Ela vendo que está próximo
E chegando o grande dia
Fica bastante contente
E com sublime alegria.
*
Os olhos celestiais,
Que orbitavam em Maria
Reluziam para o mundo
Com toda a pedagogia
Irradiando a esperança,
Que Deus almejou, um dia.
*
Uma dor no baixo ventre
Sente a compadecida
Pressentindo aproximar-se
O surgir de uma nova vida,
Tendo, já, que se abrigar,
Ter proteção garantida.
*
Numa outra contração
A Santa Maria implora:
- José, trate de arranjar 
Um bom abrigo, agora!
(- Não tinha casas de parto
Para atender à senhora).
*
A cidade de Belém 
Estando superlotada,
Não havia um só lugar
Para mantê-la hospedada.
Daí, Maria pernoitar
Embaixo de uma latada.
*
Em singela manjedoura
Nasce o menino Jesus
Sem serviços de saúde
Nem assistência do SUS
Pais e filho sem agasalhos
Sem enxoval, quase nus.
*
A criança quando chora
Já Irradia o seu poder
E exalando o tom da graça
Dá aos pais grande prazer.
- Nasce o menino de Deus
Para o mundo proteger.
*
A sua graça é divina
E tem grande proteção
Sem precisar de vacinas
Para qualquer prevenção,
Pois tem o leite materno
Ao alcance de sua mão.
*
Uma estrela anunciou 
O local do nascimento,
A boa nova deslumbrou
A todos, nesse momento,
E até quem não o sabia
Teve um bom pressentimento.
*
Quando amanheceu o dia
Já havia alguns presentes:
Os reis magos os trouxeram
Deixando a todos contentes
Demonstrando para nós
Quem regará as sementes.
*
A mãe santa amamentava
O seu filhinho querido,
Pois sabia que o seu povo
Nunca seria esquecido,
Pois veio, Ele, pra salvar
O pecador mais temido.
*
Quedou-se apreensiva
Consciente do perigo,
Pois os políticos vigentes
Premeditavam um castigo:
Eliminar as crianças
Era a meta do inimigo.
*
O rei Herodes com medo
De um novo rei vir crescer
Eliminava as crianças
Pra, o seu reino, não perder.
Daí, nascendo um filho homem
Com certeza ia morrer.
*
A estratégia do poder,
Que menosprezou Maria,
Que maltratou São José
E incentivou rebeldia
Favoreceu a maldade,
Que o Deus-Pai não queria.
*
Sávio Pinheiro
NATAL de 2011
(diretamente de Fortaleza, CE)

Sávio Pinheiro
Poeta de cordel e médico, natural de Vársea Alegre (CE). Responsável pelo projeto Receitando o Cordel na Saúde Coletiva – Literatura de Cordel como Instrumento de Educação Popular para a Saúde, de Sávio Pinheiro, foi tema da matéria de capa da Revista Brasileira Saúde da Família, na publicação de julho a setembro de 2006, por ter sido o vencedor do I Encontro de Experiências Exitosas da Estratégia Saúde da Família, sediado em João Pessoa (PB).
*
Continue conosco e veja também:
http://rosariocordel.blogspot.com
http:cantinhodadalinha.blogspot.com
Notas e Foto: Rosário Pinto

sábado, 24 de dezembro de 2011

ANTIGOS NATAIS

Amigos e leitores do Cordel de Saia, desejo a todos vocês um Natal com muita paz, amor e saúde 

ANTIGOS NATAIS
*
Dezembro chega e me faz
Lembrar os velhos natais
Vividos lá no sertão
Com meus irmãos e meus pais.
Nas terras alencarinas,
Vivi festas natalinas,
Que não esqueço jamais.
*
Um peru bem gordo tinha,
Pra véspera de Natal.
Na cozinha o movimento
Era fora do normal.
A galinha recheada,
Com farofa e costurada
Era um prato especial.
*
Uma árvore de garrancho,
Enfeitada com algodão.
Uma estrela prateada
Bem feita de papelão,
Coberta com purpurina
Na árvore nordestina
Enfeitava a ocasião.
*
O sapatinho me lembro
Não poderia faltar.
Debaixo de minha rede
Nunca deixei de botar,
Confesso que achava belo
O presentinho singelo
Que não deixei de ganhar.
*
E melhor do que os presentes
Era a nossa animação,
Porque na simplicidade
Que reinava no sertão,
Só em receber presente
A criançada contente
Mostrava satisfação.
*
Pros meninos caminhão,
Feito de lata e madeira.
Um pião feito de pau
Tudo comprado na feira.
E a bonequinha de pano
As meninas todo ano,
Ganhavam pra brincadeira.
*
Contudo o que mais recordo,
Daqueles natais que eu tinha
Era o presépio montado,
Que se chamava lapinha.
Ver o Jesus com seus pais
Cercado por animais,
Encantava esta Dalinha.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto retirada do blog amormaternoirosinha.blogspot.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E a Ciranda de Natal percorre o país...

(a PAZ da Lagoa das Gaivotas, região de Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses)
*
Caros amigos,
*
Cordel de Saia publica mensagem recebida do Centro Cultura dos Cordelistas do Ceará - CECORDEL (cecordel@yahoo.com.br) os versos do poeta Guaipuan Vieira, para as festas deste NATAL e do ANO NOVO que virá.
*

"Surge o dia do natal
Festa tradicional
Cheia da graça divina
Noite mais clara, mais viva,
Além de mais expressiva
Santamente natalina.
*
Essa noite que altiva
Quando a paz se mais cultiva
O mundo assim comemora;
Representa uma alegria
No coração de Maria
Nascendo uma nova aurora...(...)"
*
Nossa amiga poeta Bastinha Job também nos ofereceu sua bela contribuição para este NATAL. Obrigada Bastinha e que o pequeno menino Jesus continue iluminando o seu caminho.
&
Querida Rosário Pinto,
grande Dalinha Catunda
muita alegria eu sinto
muito prazer me inunda;
tenham um santo Natal
um ano sensacional.
felicidade  a granel
que a Musa da inspiração
jorre, jorre em borbotão
para gáudio do cordel!
(Bastinha Job)
*
 Envie você também sua mensagem para cordeldesaia@gmail.com

Mantenha contato:
http://rosarioecordel.blogspot.com
http:cantinhodadalinha.blogspot.com
Foto: Rosário Pinto
(... e este por de sol?...)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Reedição CIRANDA DE NATAL

Cordel de Saia para este Natal entendeu por bem reeditar a Ciranda proposta em 2010, como forma de agradecer as constantes participações de acadêmicos e amigos convidados. Sendo assim, renovamos nossos desejos de  um FELIZ NATAL e um ANO NOVO pleno de realizações aos membros da ABLC e simpatizantes. Agradecemos a participação de todos e esperamos contar com vocês para as próximas Cirandas poéticas que ainda virão. Estamos com todo o "gás" para transformar este espaço num elo que congregue mulheres poetas e homens que admiram a entrada do feminino no mundo da literatura de cordel.

CIRANDA DE NATAL 2011/2ª edição
*
Depois que a gente cresce
O Natal muda de cor.
Os presentes são detalhes.
E a ceia tem mais valor.
A família reunida
A Deus pai agradecida
Celebra em seu louvor.
Dalinha Catunda
*
Natal de nossas infâncias
Jantar arroz de cuxá
Sete filhos, bem crianças,
Alegres, sempre a cantar
Bons tempos em Bacabal
A minha terra Natal,
Difícil não recordar.
Rosário Pinto
*
O Natal reverencia,
A pureza da verdade
De um ser supremo que tinha
Como arma a humildade
Com a qual mudou a forma
De pensar da humanidade.
Gonçalo Ferreira da Silva
*
Já ouço o toque dos sinos
Anunciando o Natal
Recordando o nascimento
De um menino especial
Aí me assalta a lembrança
De outra pobre criança
Esmolando no sinal
Manoel Monteiro
*
E nessa dança legal
A ordem é Cirandar
Para que neste Natal
Deus possa abençoar
Todo o povo brasileiro
Envolto nesse luzeiro
De amor e de fortaleza
De respeito e liberdade
De paz e fraternidade
Com nossa Mãe Natureza!
Bastinha Job
*
Nasceu em um berço humilde
O nosso Jesus Menino.
Viveu, pregou o amor
Ao grande e ao pequenino...
Lembrar, imitar o Cristo,
Creio se resume nisto,
O espírito natalino!
.Rouxinol do Rinaré
*
No Natal que se aproxima
Seja mais um voluntário
Ajudando quem precisa,
Do jeito mais solidário!
Não pense enganar a Deus,
Pois, o feito vai pros seus
Registros no prontuário.
Pedro Monteiro
*
Neste Natal eu queria
Um pouco menos de luz
Queria mais humildade
Nesta festa que conduz
A pensar e refletir
Nessa vida prosseguir
Na estrada de Jesus.
Chico Salles
*
Da humanidade é guia
Do universo é modelo
É exemplo de doçura
Trata irmão com desvelo
Tira a paixão põe amor
Para diluir a dor
Tempo predito a revê-lo
Geraldo Oliveira Aragão
*
O Natal está chegando
E precisamos saber
O seu significado
Pra gente não inverter
Jesus e papai Noel
Qual do Natal o papel?
Amar, comprar ou vender?
Marcus Lucenna
*
NATAL, palavra bonita!
E fácil de escrever
Mas tem um sentido amplo
Falta só o homem entender
Não é só ceia e presente
Isso não nos faz crescer.
Nelcimá de Morais
*
O aniversariante
Que é tão especial
Trocaram pelo comércio
Coisa que não é legal
Mas aproveito o ensejo
E pelo Cristo desejo
A você, feliz natal
Varneci do Nascimento

Foto em reunião na ABLC
Continue conosco neste NATAL  e até o ANO NOVO 2012

TROVAS PARA O NATAL



Trovas para o Natal
Natal é vida, é ternura...
Celebremos, pois, por isto,
A nascença da figura
Do Salvador Jesus Cristo.

Imersos em harmonia,
Despidos de egoísmo,
Conheçamos do Natal
A magia, o simbolismo:

A divina claridade
Da bela árvore de luz,
Simboliza, na verdade,
A chegada de Jesus.

Neste ciclo fraternal
Os presentes e afagos
Representam no Natal
As ofertas dos Reis Magos.

Na maior celebração
Cristã da humanidade,
Velas inspiram ação,
Ternura e boa vontade.

Estrela, por sua vez,
No período natalino,
Reproduz a fé dos Reis
D’ encontrarem o Menino.

Cartões que levam bonitas
Mensagens por toda a terra,
Com frases tão bem escritas,
Surgiram na Inglaterra.

Com graça, encanto e magia
O presépio reproduz
As cenas na estrebaria
Onde nascera Jesus.

Como símbolo de fartura,
A ceia e os adornos seus,
Degustam-se com ventura,
Em veneração a Deus.

Na data do nascimento
Do divino Salvador,
Aumentemos o fermento
Na massa do pão do amor.
*
Agradecemos a colaboração em trovas do poeta Dideus Sales
 Foto Dalinha Catunda