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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Bastinha e Dalinha Nos oito pés a quadrão

Bastinha Job e Dalinha Catunda Nos oito pés a quadrão
BASTINHA  JOB
Você não é repentista
mas tem presença e conquista
tem faro pra qualquer pista
fala ao nosso coração;
tem carisma na poesia
o seu cordel contagia
seu verso é pura alegria
NOS OITO PÉS A QUADRÃO!
DALINHA CATUNDA
Loura não me repreenda
Queria ser de contenda
Fazer versos sem emenda
Aprontando confusão,
Xingar bardo num combate
Para esquentar o debate
Cantando o bate e rebate
NOS OITO PÉS A QUADRÃO.
BASTINHA JOB
Desde, desde muito cedo
de contenda tive medo
tremo perna, tremo dedo,
procuro uma proteção:
Erato não me inspira
a Musa me nega a lira
padeço dias de ira
NOS OITO PÉS A QUADRÃO.
Dalinha Catunda
Já eu sou bem enxerida
Atirada e destemida,
Esta porção atrevida
Mexe com minha emoção.
Se a musa se manifesta
Sou capaz de fazer gesta
Pois a rima vira festa
EM OITO PÉS DE QUADRÃO.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mestre Lucas Evangelista

Encontro com o Mestre Lucas Evangelista.
Tive a grata satisfação de encontrar em Crato, no VIII Encontro de Mestres do Mundo, onde fui com minha amiga Josenir Lacerda, o mestre Lucas Evangelista, que escreve, canta, vende cordel e continua um craque na viola.
Tanto eu, como Josenir Lacerda, fomos presenteadas pelo poeta Lucas Evangelista com obras de sua autoria: O livro, “Centenário de Crateús Em Literatura de Cordel” e o cd, “Poema da Carta do Marginal”.
Meus agradecimentos, meu carinho ao poeta Lucas Evangelista.
Dalinha Catunda
Na foto: Lucas Evangelista, Dalinha Catunda e Josenir Lacerda

domingo, 26 de janeiro de 2014

CORDELTECA EM IPUEIRAS

CORDELTECA DALINHA CATUNDA Sábado com a presença do secretário de cultura Nelito Catunda e seu antecessor Tardeli Oliveira, implantamos na cidade de Ipueiras, a 17ª cordelteca com o aval da ABLC, Academia Brasileira de literatura de Cordel. Neste evento cultural contamos com a presença do presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, que veio do Rio de Janeiro, com a presidente da ACC, Academia os Cordelistas do Crato, Anilda Figueiredo. Na ocasião, Anilda Figueiredo, foi convidada a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, dando prosseguimento ao intercâmbio pelo qual tanto tenho lutado entre as academias: ABLC e ACC. Contamos também com a marcante presença da poeta cordelista Josenir Lacerda, uma das fundadoras da ACC, que muito tem me ajudado nesta interação. É ela, o fio da meada na construção desta teia. Josenir veio acompanhada do marido Miguel Teles e do filho Miguel Junior, braço forte na organização do evento. Tivemos ainda da Academia dos Cordelistas do Crato: Mana que animou a todos com sua energia e Luciano Carneiro cordelista e Mestre de Cultura, que como sempre deu um show com suas declamações. Na comitiva do Crato, destaco também as professoras, Franci e Liduina que fazem parte do Grupo Flor do Cariri e foram de suma importância para o evento. Não poderia deixar de citar o comparecimento de minha prima querida, Fátima Prado. Neste “Encontro de poetas cordelistas na cidade de Ipueiras” enriquecendo o evento tivemos o cordelista Elmo Nunes que veio de Poranga, e o poeta João de Reriutaba, que veio em comitiva. Meus agradecimentos aos amigos, as professoras e os radialistas que aqui estiveram prestigiando este Encontro de Poetas em Ipueiras. 

Dalinha Catunda

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nas asas do pavão misterioso


Pinto, Maria Rosário. Nas asas do pavão misterioso: 90 anos de sucesso. Campina Grande, PB: Cordelaria Poeta Manoel Monteiro, 2013. 12 p.
Clic no link e leia na íntegra.  

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Texto e foto do Jornalista Leandro Freire

Parabenizo a atual gestão da Academia de Cordelistas do Crato (ICC), pela iniciativa e o reconhecimento de artistas, que fazem todo diferencial na propagação e divulgação da cultura popular do nosso Ceará.
Cumprimentos pelo título de Sócio Benemérito, que será outorgado a Poeta Cordelista, Dalinha Catunda, filha da cidade Ipueiras, mas que tem o Crato como seu segundo lar.
É um reconhecimento justo pela bela trajetória, desempenhada em prol da nossa cultura.
Atenciosamente,
Leandro Freire
(Jornalista - Fortaleza/CE)
 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ACC- ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO


Natal Agreste

NATAL AGRESTE 
*
O natal que vejo agora
É um natal diferente
É só compra e presente
Jesus, o povo ignora.
Saudades tenho d’outrora
Do natal que antes tinha
O presépio era lapinha,
Montado lá na matriz,
Na igreja o povo feliz
Rezava sua ladainha.
*
Se era simples o presente
Nunca vi reclamação,
Era só animação
Da criançada contente
Animando ambiente
Que hoje não vejo igual.
A árvore de natal
De garrancho era feita
E eu ficava satisfeita
De ajudar no ritual.
*
Era mesmo devoção
Ir para missa do galo,
A ceia era um regalo,
Nos natais do meu sertão
Tinha comemoração
Mas tinha o Deus menino
No templo nordestino
Nos meus natais do agreste
Onde a estrela celeste
Guiava nosso destino.
*
Texto de Dalinha Catunda
Imagem: aascj.org.br