Seguidores

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

GLOSANDO NA REDE

EU SOU
*
PÁDUA GOMES GORRION
Sou da terra nordestina
Sou caboclo sonhador
Sou forró de oito-baixo
Sou vaqueiro aboiador
Sou Asa branca voando
Sou Assum preto chorando
Sou poeta cantador.
*
DALINHA CATUNDA
Sou a brisa na palmeira
Sou cheiro de alfazema
Sou a flor da catingueira
Sou espinho de jurema
Sou do cantador parceira
Sou os versos do poema.
*
JOSÉ RODRIGUES FILHO
Sou filho de nove Estados
Sou Cariri Sou Agreste
Sou Brejo de Pernambuco
Sou mesmo Cabra da Peste
Sou imburana-de-cheiro
Sou chamado de vaqueiro
Sou nascido no Nordeste.
*
DALINHA CATUNDA
Sou lamparina e pavio
Sou luz na escuridão
Sou Vagalume piscando
Sou o luar do sertão
Sou estrela matutina
Sou cabloca nordestina
Sou água de ribeirão
*
JOSÉ RODRIGUES FILHO
Sou a vela e o candeeiro
Sou pirilampo no breu!
Sou cupim de murundu
Sou agnóstico e ateu.
Sou poeta nordestino
Sou dono do meu destino
Sou Baco, não sou Morfeu.
*
DALINHA CATUNDA
Sou a vela da jangada
Sou a cor verde do mar
Sou o canto da sereia
Sou cruviana a soprar
Sou a renda das rendeiras
Sou filha das Ipueiras
Sou das terras de Alencar.
*

Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ANIVERSÁRIO DA ABLC E O BAIÃO DE MADRINHA MENA

ANIVERSÁRIO DA ABLC E O BAIÃO DE MADRINHA MENA
*
É nossa ABLC
Quem hoje aniversaria
Um baião de dois gostoso
Reunião e alegria
Teve em Santa Tereza
A festa foi uma beleza
E replena de alegria.
*
Caprichou Madrinha Mena
No tradicional baião
Lá cantou Morais Moreira
Abraçado ao violão
Chico Sales gente fina
Cantou sua Masculina
Todos foram no refrão.
*
Wiliam J.G. Pinto
Bom poema declamou
Cabral de Cabaceira
Também se aventurou
E sem sair da linha
Declamou também Dalinha
E o sarau continuou.
*
E lá esteve Spalo,
E Campelo seu irmão,
José Pinto e Jacaré,
Animando o casarão
Gonçalo, digo e repito
Disse um poema bonito
Marcela ouviu com atenção.
*
Madrinha Mena obrigada
Pela comemoração
Este seu baião de dois
Já virou foi tradição
Salve nossa academia
Salve, salve a poesia
E nossa celebração.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

COM QUE ROUPA

COM QUE ROUPA?
*
Vejam só que maravilha
Que ideia arretada
Teve Cristina Brasil
Uma nobre deputada
Que quer mais austeridade,
Decoro, dignidade,
E vestimenta adequada.
*
Pra corrigir o histórico
Minha nobre deputada
Não precisa proibir
Uma blusa decotada
Nem mesmo uma saia justa
Discernimento não custa
Devia ter a bancada.
*
A mulher deve ter peito
Para enfrentar a labuta
Botar as mangas de fora
Sem medo sair pra luta
E acabar com a engrenagem
Que move a ladroagem
Que essa corja disputa.
*
Quem tem vergonha na cara
Não põe dinheiro na meia
Não põe dólar na cueca
Roubalheira não semeia
Não usa suas calcinhas
Para por umas notinhas
Na repartição da ceia.
*
Vou dar uma sugestão
Minha cara deputada
Faça é roupa sem bolso
Pra vestir essa cambada
Se não o Brasil afunda
Levando fumo na bunda
Dessa gente engravatada.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O SORRISO DE MANO MELO

Morais Moreira, Dalinha Catunda e Mano Melo

O SORRISO DE MANO MELO
*
Não diga que não é belo
Este sorriso de Mano
E não é qualquer fulano
Quem tem a graça de Melo
Não é sorriso amarelo
O riso que escancara
O sorriso está na cara
Porém vem do coração
Por isso preste atenção:
Este vate é joia rara.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

domingo, 23 de agosto de 2015

Viagem a Canindé

Querido amigo, Tonico,
 Só hoje estou chegando em casa, no Rio de Janeiro, por isso o silêncio.
Fiquei muito contente em conhecê-lo pessoalmente e em sagrar nossa amizade nessa visita a Canindé. Gostei muito de conhecer parte de sua família, embora tudo muito corrido, mesmo assim deu para perceber a beleza de sua filha, a amabilidade de esposa Patrícia, que nos recebeu muito bem na casa de Dona Mundinha Cruz. Fiquei encantada com Dona Mundinha e com ela deixei,
além de meus contatos a promessa de um dia voltar para um papo maior.
Nem lhe falo do carro, na ida fez a besteira de queimar um fusível e na volta furou dois pneus.
Acho que São Francisco ficou com ciúmes de São Sebastião e dificultou a viagem. Só conseguimos viajar em paz quando no meio do caminho comprei um quadro de São Francisco.
Acho que vou fazer um cordel contando a saga desta viagem a Canindé.
O santo ficou como eu queria, na minha igreja. Muito obrigada pelo presente. Luiz gostou muito e também lhe agradece.
Obrigada pelos livros de sua autoria: “RAIMUNDO MARREIRO – O POETA POPULAR”, “NO CENTENÁRIO DO POETA”, “APUIARÉS NO MEU DESTINO”. Agradeço também as belas dedicatórias em versos, garanto que vou ler seus livros com carinho e aprender mais sobre as gentes de Canindé.
No mais, é só pedir desculpas pelo atraso, que não foi proposital, mas desarticulou um pouco nosso encontro e agradecer a presença de Patrícia, de sua filha, a hospitalidade de Dona Mundinha que tão bem nos recebeu.
A você Tonico, meu agradecimento maior por ter feito de uma amizade virtual uma amizade real que certamente continuará depois deste primeiro encontro de nossas famílias. VALEU!!!!!!

 *
Dalinha Catunda

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

OFERTE A OUTRA O ANDOR POIS SOU APENAS TROCISTA.

OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
DALINHA CATUNDA
Já andei curtindo a vida
Do jeito que me aprazia
Tive dias de alegria
E disso nem Deus duvida
Despachada e atrevida
O meu choro é de artista
A minha cena é prevista
E meu senso é burlador.
OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
BASTINHA JOB
Se tenho os pés de barro
Tenho também santo forte
Que aponta sempre o meu norte
Da direção não desgarro
Pego com força e me agarro
E me equilibro na pista
O meu lado de humorista
Faz meu estro gozador
OFERTE A OUTRO O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA
*
DALINHA CATUNDA
Nem solteira nem casada
Porém tenho companheiro
Que me segurou ligeiro
Hoje estou bem amarrada
Não assinei papelada
Nem contratei retratista
De santinha não me vista
Rasguei o véu do pudor
OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
Foto e mote de Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mulheres do Cordel

MULHERES DO CORDEL
Vânia Freita


Nome: Maria Vânia Freitas de Alencar Carvalho Frota
Nasc.: 25/8/1948 Cidade: Fortaleza Estado:Ceará
Graduação - Letras pela UECE Pós na área de Administração Pública também pela UECE
Comecei a escrever cordel em janeiro de 2002 e já alguns títulos publicados e dois livros em cordel. Além do cordel faço soneto, poesia livre. Gosto muito de poesia popular. Hoje sou aposentada e nas horas vagas quando não compondo estou pintando.

Parte superior do formulário
*
 AQUELE QUE ME CATIVA
EU NUNCA DEIXO DE LADO
E SE ELE É APAIXONADO
CANTO COMO PATATIVA
PROCURO SER CRIATIVA
CONQUISTO SEU CORAÇÃO
E SINTO QUE A INSPIRAÇÃO
CORRÓI U'A ALMA COM FOME
“POR ISSO QUE O HOMEM COME
NA PALMA DA MINHA MÃO
Glosa de Vânia Freitas

Mote de Josy Maria