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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A DOR DO POETA


A DOR DO POETA
*
Ninguém decifrou a dor do poeta
Em suas metáforas nos poemas,
Nelas o Vate incute seus dilemas
Utilizando uma forma indireta.
*
Ninguém percebeu suas amarguras,
Nem o triste percurso do seu fado...
O destino não foi um bom legado,
E nem foram poucas suas agruras.
*
Se nos versos revela-se contente,
O sorriso dissimula a tristeza...
Fingindo ser feliz, o bardo mente!
*
Tendo a musa cúmplice tão presente
Na composição germina nobreza
Ocultando a dor que só ele sente.
*
Foto e soneto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

LOUVANDO MADRINHA MENA


LOUVANDO MADRINHA MENA
1
Conheci Madrinha Mena
Vendendo cordel na praça
Recebeu-me com sorriso
E conversava com graça
Fizemos logo amizade
E daquelas de verdade
Que o tempo não embaraça.
2
Foi ela quem me levou
Ao seio da Academia
Lá comecei declamando
Quando o momento pedia
Com grande satisfação
Eu via lá no salão
A madrinha que aplaudia.
3
Muitas vezes voltei lá
Porque vi sinceridade
O tempo foi reforçando
A nossa boa amizade
Que cultivo com carinho
Mena foi um bom caminho
Que trilhei nessa cidade
4
Hoje na ABLC
Posso bem assegurar
Foi o encontro com Mena
Que garantiu meu lugar
Esse encontro nordestino
Forjado pelo destino
Pra minha sorte traçar.
5
Por isso nesse cordel
Com muita satisfação
A Madrinha dos Poetas
Faço minha louvação
A musa peço passagem
Pra dizer nessa mensagem
O que dita a emoção.
6
Cearense do Ipu
Maria do Livramento
Era mais uma migrante
Fugindo do sofrimento
Foi no Rio de Janeiro
Que conheceu seu parceiro
E deu certo o casamento.
7
Mena sofreu no passado
Mas seu presente reluz
Ninguém passa a vida inteira
Apenas levando cruz
Sua vida não foi só fel
Apareceu o cordel
Pra dar brilho a sua luz.
8
Com seu Gonçalo Ferreira
Livramento se casou
Tendo um marido poeta
Ao cordel se dedicou
Essa guerreira Maria
Na feira cordel vendia
Três filhos assim criou.
9
Sendo Gonçalo poeta
Dona Mena violeira
Do céu caiu pra Gonçalo
Uma bendita parceira
Muito feliz vive Mena
A vida pra ela acena
Na morada da ladeira.
10
Quando ela afina a viola
Eu peço minha cantiga
É do tempo do cangaço
Gosto de música antiga
E sai “Maria Bonita”
Ela canta até faz fita
Para agradar a amiga.
11

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Academia Brasileira de Literatura de Cordel 27 Anos


LOUVANDO OS 27 ANOS DE ABLC
1
Vinte sete anos faz
Nossa amada academia
Eis a minha louvação
A casa da poesia
Que bem difunde o cordel
E assim cumpre seu papel
No embate do dia-a-dia.
2
Eu louvo Madrinha Mena,
Louvo Gonçalo Ferreira
Louvo o cordel erudito
E louvo o cordel de feira
Louvo a popular cultura
Que adota a literatura
Nesta casa brasileira.
3
Louvo Juvenal Galeno
Poeta do meu agrado
É dele minha cadeira
Patrono seja louvado
Na sua quadra singela
Canta a jangada de vela
Nos versos do meu passado
4
Ao General Peregrino
Faço minha louvação
Pelo gesto de nobreza
Pela sua doação
Juntou São Saruê
Com nossa ABLC
E sagrou esta união.
5
Louvo cada cordelteca
Implantada no país
Obra desta academia
Que me deixa bem feliz
Pois ajuda a propagar
A cultura popular
Do modo que sempre quis
6
Louvo sete de setembro
Porque nasceu neste dia
A grande instituição
Chamada academia
Brasileira de Cordel
Que contém em seu plantel
Bardos de categoria.
*
Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda –

Cadeira 25 – patrono Juvenal Galeno.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

GLOSANDO NA REDE

EU SOU
*
PÁDUA GOMES GORRION
Sou da terra nordestina
Sou caboclo sonhador
Sou forró de oito-baixo
Sou vaqueiro aboiador
Sou Asa branca voando
Sou Assum preto chorando
Sou poeta cantador.
*
DALINHA CATUNDA
Sou a brisa na palmeira
Sou cheiro de alfazema
Sou a flor da catingueira
Sou espinho de jurema
Sou do cantador parceira
Sou os versos do poema.
*
JOSÉ RODRIGUES FILHO
Sou filho de nove Estados
Sou Cariri Sou Agreste
Sou Brejo de Pernambuco
Sou mesmo Cabra da Peste
Sou imburana-de-cheiro
Sou chamado de vaqueiro
Sou nascido no Nordeste.
*
DALINHA CATUNDA
Sou lamparina e pavio
Sou luz na escuridão
Sou Vagalume piscando
Sou o luar do sertão
Sou estrela matutina
Sou cabloca nordestina
Sou água de ribeirão
*
JOSÉ RODRIGUES FILHO
Sou a vela e o candeeiro
Sou pirilampo no breu!
Sou cupim de murundu
Sou agnóstico e ateu.
Sou poeta nordestino
Sou dono do meu destino
Sou Baco, não sou Morfeu.
*
DALINHA CATUNDA
Sou a vela da jangada
Sou a cor verde do mar
Sou o canto da sereia
Sou cruviana a soprar
Sou a renda das rendeiras
Sou filha das Ipueiras
Sou das terras de Alencar.
*

Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ANIVERSÁRIO DA ABLC E O BAIÃO DE MADRINHA MENA

ANIVERSÁRIO DA ABLC E O BAIÃO DE MADRINHA MENA
*
É nossa ABLC
Quem hoje aniversaria
Um baião de dois gostoso
Reunião e alegria
Teve em Santa Tereza
A festa foi uma beleza
E replena de alegria.
*
Caprichou Madrinha Mena
No tradicional baião
Lá cantou Morais Moreira
Abraçado ao violão
Chico Sales gente fina
Cantou sua Masculina
Todos foram no refrão.
*
Wiliam J.G. Pinto
Bom poema declamou
Cabral de Cabaceira
Também se aventurou
E sem sair da linha
Declamou também Dalinha
E o sarau continuou.
*
E lá esteve Spalo,
E Campelo seu irmão,
José Pinto e Jacaré,
Animando o casarão
Gonçalo, digo e repito
Disse um poema bonito
Marcela ouviu com atenção.
*
Madrinha Mena obrigada
Pela comemoração
Este seu baião de dois
Já virou foi tradição
Salve nossa academia
Salve, salve a poesia
E nossa celebração.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

COM QUE ROUPA

COM QUE ROUPA?
*
Vejam só que maravilha
Que ideia arretada
Teve Cristina Brasil
Uma nobre deputada
Que quer mais austeridade,
Decoro, dignidade,
E vestimenta adequada.
*
Pra corrigir o histórico
Minha nobre deputada
Não precisa proibir
Uma blusa decotada
Nem mesmo uma saia justa
Discernimento não custa
Devia ter a bancada.
*
A mulher deve ter peito
Para enfrentar a labuta
Botar as mangas de fora
Sem medo sair pra luta
E acabar com a engrenagem
Que move a ladroagem
Que essa corja disputa.
*
Quem tem vergonha na cara
Não põe dinheiro na meia
Não põe dólar na cueca
Roubalheira não semeia
Não usa suas calcinhas
Para por umas notinhas
Na repartição da ceia.
*
Vou dar uma sugestão
Minha cara deputada
Faça é roupa sem bolso
Pra vestir essa cambada
Se não o Brasil afunda
Levando fumo na bunda
Dessa gente engravatada.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O SORRISO DE MANO MELO

Morais Moreira, Dalinha Catunda e Mano Melo

O SORRISO DE MANO MELO
*
Não diga que não é belo
Este sorriso de Mano
E não é qualquer fulano
Quem tem a graça de Melo
Não é sorriso amarelo
O riso que escancara
O sorriso está na cara
Porém vem do coração
Por isso preste atenção:
Este vate é joia rara.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda