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quinta-feira, 29 de outubro de 2015












A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.

Mote de Simorion de Matos---
*
Da vida nada se leva
Depois da grande vertigem
Voltamos à nossa origem
O barro de Adão e Eva
Depois que a alma se eleva
A matéria é consumida
A cova só não liquida 
O ouro da dentadura
A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.

Gregório Filomeno
*
Coitada da pobre dama
Que só as pregas quer ser
Do pedestal vai descer
Pois já perdeu sua fama
Do cetim da sua cama
Saiu quem lhe deu guarida
Agora desprevenida
Sabe quanto a vida é dura
A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.


Dalinha Catunda

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

 RUMORES DO MUNDO POLÍTICO
*
O Brasil é uma beleza
Vejo com satisfação
Nesta terra abençoada
De fato não tem ladrão
Tudo que ouço falar
Vejo outro replicar
Que é golpe e invenção.
*
Lula não tá enrolado
Nem também Renan Calheiros
Eduardo Cunha não tem
As contas nos estrangeiros
Essa onda de propina
Só sai de língua ferina
Os chamados fofoqueiros.
*
Levantar falso é pecado
Mas se faz nessa nação
Vejo estampado em jornais
Também na televisão
Um monte de gente à toa
Falando da turma boa
Do mais alto escalão
*
Tudo isso é mentira
Quiçá seja só miragem
Político brasileiro
Não vive de sacanagem
Isso tudo é só maldade
A nossa sociedade
Não entende a engrenagem.
*
Pegaram Dirceu pra Cristo
Meu Deus que judiação
Por duas vezes o coitado
Recebeu condenação
Ele e Fernando Baiano
Para evitar maior dano
Não apontam seu patrão.
*
Segundo os fofoqueiros
Tem mais gente na quadrilha
E é só questão de tempo
Pra pegar a camarilha
Se Moro dá seu aval
A polícia federal
Acaba achando trilha.
*
Dilma abre sua boca
E diz com convicção:
- No meu governo não tem
Nem teve corrupção.
Será que eu sou jumenta
E a senhora presidenta
De fato é quem tem razão?
*
O povo fala demais
E já virou ladainha
Fala em dinheiro na meia
Também dentro da calcinha
Dizem que a fonte não seca
Enfiaram na cueca
O dólar que não definha.
*
Nunca houve mensalão
É balela lava Jato
O chamado petrolão
Não passou de um boato
Tudo é só estardalhaço
O povo eterno palhaço
É quem vai pagar o pato?
*
Versos de Dalinha Catunda

 Charge SPONHOLZ

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"NO REINO DA GATUNAGEM/ TUDO RIMA COM LADRÃO."


"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
*
Coitada da pátria amada
Coitada da mãe gentil
Na mão desta classe vil
Constantemente roubada
Sinto-me acabrunhada
Com esta situação
E não vejo solução
Pra reter a sacanagem
"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
Dalinha Catunda
*
Nosso Brasil brasileiro
é um país molestado.
Quem trabalha é maltratado, 
todo dia, o ano inteiro,
não merece ter dinheiro 
(que é chamado de quinhão), 
mas políticos, esses não, 
são os reis da malandragem...
"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
David Ferreira
*
Mote de Dalinha Catunda
Charge Bessinha

terça-feira, 29 de setembro de 2015

HOJE NÃO TEM CANTORIA TEM SÓ VIOLA A CHORAR.

HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
*
Pras bandas do Juazeiro
A viola emudeceu
O repente entristeceu
Pois se foi Silvio Granjeiro
Cantador e violeiro
Que a todos soube encantar
Com seu jeito de cantar
Com sua sabedoria
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
Dalinha Catunda
*
Companheira lastimosa
Recostada ali num canto
Parece conter o pranto
Pela perda dolorosa
Como se a face amorosa
Visse o dono se ausentar
Sem poder lhe acompanhar
Tristonha, ela silencia
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR
Josenir Lacerda
*
 Faço versos pro poeta
Que partiu sem sua viola
A tristeza me assola
A tristeza me afeta
Poesia incompleta
Lá se foi Silvio Granjeiro
Embaixador verdadeiro
Perdi minha alegria
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
Ulisses Germano
*
Com Dalinha compartilho
A dor dessa perda grande
Minha tristeza se expande
A viola não dedilho;
Mas vejo o clarão do brilho
De quem foi iluminar
O céu está a cantar
Toda a terra silencia:
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
Bastinha Job

*
Meu adeus ao violeiro
Que para o céu foi embora
A sua cidade chora
Está de luto Juazeiro.
E triste o Nordeste inteiro
Com seu povo a lastimar
Por não ouvir mais cantar
Esse ás da poesia
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR...
Tonico Marreiro
*
A poesia também chora
Com saudade da sua rima
O verso ficou sem clima
Cedo você foi embora
Lá no céu Nossa Senhora
Vai ouvir o seu cantar
Sua viola vai encantar
E levar muita alegria
"HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR".
Vânia Freitas
*
Sua vida foi cultura
Sua linguagem o cordel
Seu verso um favo de me
Vocabulário “u’a” fartura
Sua pessoa “u’a” doçura
Nasceu para versejar
Juazeiro seu lugar
Sua arte a poesia
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR...
Luiz Ferreira Liminha
*
 De abaiara para o mundo
Assim foi sua trajetória
Não me sai da memória
Esse dom tão profundo
Ele do sertão oriundo
soube bem representar
A cultura do lugar
em glosa e poesia
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR
Israel Batista
*
O Cariri está triste
Pelar partida do bardo,
Que conduziu o seu fardo
Da melhor forma que existe.
Sua alegria resiste
Em nossa mente morar,
Lembraremos seu cantar
Toda hora, a cada dia.
HOJE NÃO TEM POESIA,
SÓ TEM VIOLA A CHORAR.
Chico Joânio
*
O verso que ele fazia
Não faltava nem sobrava
e Por onde ele cantava
so espalhava alegria
Seu repente e poesia
O seu doce recitar
O seu caráter exemplar
Agora é só nostalgia 
HOJE NAO TEM CANTORIA
SÓ TEM VIOLA A CHORAR. 
Regiopidio Gonçalves Lacerda
*
Aproveito este momento
Pra também compartilhar
De uma tristeza sem par
De angustia e sofrimento
Sílvio partiu no momento
Que mais podia cantar
E ninguém vai superar
A arte que ele trazia
HOJE NÃO TEM CANTORIA
É SÓ VIOLA A CHORAR
(Vandinho Pereira)

Homenagem a Silvio Granjeiro

Num mote de Dalinha Catunda. 

CURTIÇÃO VIRTUAL ENTRE POETAS

O DOUTOR E DUAS IMPACIÊNTES
*
DALINHA CATUNDA
A Bastinha com Dalinha
Resolveram Pelejar
Doutor Sávio entrou na rinha
Mas acho que deu azar.
*
SÁVIO PINHEIRO
A trepadeira, Catunda,
É planta que sai da linha,
É planta que só abunda 
Na plantação de Bastinha.
*
DALINHA CATUNDA
A trepadeira que abunda
Só não sobe em Pinheiro
É pau fraco de segunda
Onde o cupim dá ligeiro.
*
SÁVIO PINHEIRO
Pinheiro é madeira nobre
Que o cupim não danifica
Ela é tão alta que cobre,
Ela é tão forte que fica.
*
DALINHA CATUNDA
Pinheiro nunca foi nobre
Nem aqui nem no Japão
Única coisa que cobre
É defunto no caixão.
*
SÁVIO PINHEIRO
Mesmo preso num caixão
O Pinheiro tem estampa,
Ele morto de emoção 
É duro e levanta a tampa
*
DALINHA CATUNDA
Branco meio amarelado
Nem segura a dobradiça
Tem o miolo brocado
A madeira é quebradiça.
*
BASTINHA JOB
Quando a gente fica velho
Tudo fica derrubado
Até o próprio evangelho
Assina esse atestado
*
DALINHA CATUNDA
Agora chegou Bastinha
Pra me ajudar na encrenca
Com a nossa ladainha
O seu pinheiro despenca.
*
BASTINHA JOB
Meu pinheiro veio um pinto
Que picando amoleceu
O pau amarelo e tinto
Num cantinho feneceu.
*
DALINHA CATUNDA
Pau branco e amarelado
Como pinheiro da dó.
Se por traça é atacado
Termina virando pó.
*
DALINHA CATUNDA
Competente é o doutor
Na tal colonoscopia
Onde o homem faz amor
Só a mão ele enfia.
*
BASTINHA JOB
Nessa época digital
Usar a mão é conforto
A impressão mais legal
Substitui quem tá morto!
*
SÁVIO PINHEIRO
A pizza é massa, um amor,
Que traz aquele gostinho,
Diferente do doutor,
Que só recebe o cheirinho.
*
DALINHA CATUNDA
Coitadinho do Doutor
Que na sua profissão
Sente apenas o odor
Suspira passando a mão.
*
SÁVIO PINHEIRO
O Pinheiro é pau bonito
Que sobe até no natal.
Aquecendo o periquito,
Não vejo nada imoral.
*
DALINHA CATUNDA
Pinheiro pau esquisito
Só serve pra fazer cruz
Foi um pinheiro maldito
Que crucificou Jesus.
*
SÁVIO PINHEIRO
O Pinheiro é um instrumento
Um pouco tímido e sapeca
Fica todo mais sedento
Quando vê a perereca.
*
DALINHA CATUNDA

Joguei praga num Pinheiro
Que só era uma merreca
De janeiro a Janeiro
Ele dorme na cueca.
*
BASTINHA JOB
Se ele dorme de cueca
Que tem pinto sem dinheiro
Não vale uma merreca
É galo sem galinheiro!
*
SÁVIO PINHEIRO
O fumante sofre muito
Por ver morrer o seu taco
Coitadinho do infeliz
Que sofre pelo tabaco.
*
DALINHA CATUNDA
Quando vejo o Pinheiro
Que de madeira é só naco
Sei por que é só no cheiro
Que ele encara o tabaco.
*
DALINHA CATUNDA
Bastinha cara amiga
A rinha esta desmontada
O doutor perdeu a briga
E a dupla foi aclamada.
*
Dalinha Catunda
Caro Doutor obrigada
Pode voltar pro plantão
A luta foi animada
Volto noutra ocasião.
*
Interação virtual Com:
1 - Bastinha Job – Cordelista da ACC
Academia dos Cordelistas do Crato
2- Dalinha Catunda – Cordelista da ABLC
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
3 - Sávio Pinheiro– Cordelista da ABLC
Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Xilo de Cícero Lourenço

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CORDEL TEM REGRAS


*
O verso pra ser perfeito
Tem que se metrificar
Na rima é bom reparar
Pra não sair com defeito
Não faça verso malfeito
E pratique pra valer
Regras tem que obedecer
Se quiser fazer cordel
Anote bem no papel
Qualquer um pode aprender.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PAPO DE INTERNET EM TROVAS


DALINHA CATUNDA
Na trova da trepadeira
Pintou até urubu
Com todo essa brincadeira,
Eu digo: “Só no Curu!”
*
VÂNIA FREITAS
É a tal flor de Urubu
Que dá em qualquer terreiro
Trepadeira sem tabu
Que trepa sem paradeiro.

*
BASTINHA JOB
Vânia Freitas sua trova
Foi de muita inspiração
Que urubu é a prova
Seja qualquer opção!

*
DALINHA CATUNDA
Vânia meu muito obrigada
Por completar o rebu
Pois nessa nossa empreitada
Não faltou nem urubu.
*
Fotos de Dalinha Catunda