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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

AS MULHERES DO CORDEL

*
O sol anuncia o dia
Com perfeita harmonia
No nascente a alegria
Apontando o despertar
O melhor se espera ainda
Ao anoitecer que finda
Enraiando a lua linda
No quadrão a beira mar.
*
Lindicássia Nascimento –
Barbalha - CE região do Cariri Cearense
Técnica em Fruticultura Irrigada pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico ( CENTEC) pelo CVTEC - Barbalha
Nascida no campo, onde exala cheiro do mato, onde a terra é fértil e os mananciais de águas vivas sobressaem com nitidez nas encostas da chapada do Araripe, irrigando o solo que sustenta a vida. Cenário inspirador que me motiva a compor versos e poesias. Sou filha de agricultores. Mãe de um casal de filhos, indubitavelmente bênçãos de Deus. Cordelista, sócia fundadora da Sociedade dos `Poetas de Barbalha (SPB), ocupando a cadeira de Nº 6, tendo como patrono, Minerva Diaz de Sá Barreto, a voluntária da paz. Com 15 títulos publicados e temas variados, carrego no peito o gosto pela literatura de cordel e a vontade de propagar inspirações poéticas.
Atualmente, sou Educadora de Ciências agrárias, do Pro jovem Campo Saberes da Terra, no município de Barbalha e Facilitadora da oficina de literatura de cordel do projeto Mais Cultura nas Escolas 2015 da EMEIF-Bom Jesus e Iniciativa Parceira do referido Projeto.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O CANTADOR MAL AMADO


O CANTADOR MAL AMADO
1
Conheci um cantador
Que se exibia na feira
Das bandas do Ceará
Comedor de macaxeira
Era bem chato o sujeito
Em todos via defeito
Metia mesmo a madeira.
2
Um dia ele me pegou
E deu o maior sermão
Querendo discutir rima
Também metrificação
Escutei a ladainha
Mas a vontade que eu tinha
Era de sentar-lhe a mão.
3
Só ele tinha valor,
Só ele era preparado
Dele era a melhor rima
Em verso metrificado
Gostava de criticar
E chegou mesmo a rasgar
Um cordel lá no mercado,
4
Um vate principiante
Foi lhe mostrar um cordel
Ele rasgou o folheto
Numa atitude cruel
E depois no chão jogou
O cidadão humilhou
Fazendo feio papel
5
Qualquer um aceita crítica
Aceita uma correção
Não se aceita é grosseria
Nem falta de educação
Isso não é competência
Eu chamo incoerência
Essa é minha opinião
6
Descrevo aqui o sujeito
Que parece um caburé
Se sentado é pequeno
Parece menor de pé
A orelha do fulano
É daquelas de abano
Ficam fora do boné.
7
Voz de taquara rachada
Tem o dito repentista
E fanhoso que nem ele
Nunca vi nenhum artista
Pois a voz do infeliz
Sai mesmo é pelo nariz
Mas ele não baixa a crista.
8
Quando está na cantoria
Bota a bandeja no chão
Cada pessoa que chega
Ele faz apelação
E vai pedindo dinheiro
Junto com um companheiro
Cada qual o mais pidão.
9

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ANDANÇAS PELO CARIRI CEARENSE



















ANDANÇAS PELO CARIRI CEARENSE
.
Estou regressando depois de longos e importantes dias. Aos poucos irei repassando para vocês essa minha maratona cultural.
Estive em alguns eventos no Cariri Cearense.
Apresentei-me na Mostra SESC Cariri de Culturas, com o Grupo Flor do Cariri, inserido num conjunto de apresentações do Grupo, Café com Verso na Casa de Vó.
Participei do projeto Cordel na Feira, do SESC do Crato, na homenagem aos 25 anos da Academia dos Cordelistas do Crato.
Participei do programa de Vandinho Pereira da TV Verde Vale, Ceará Diverso. Lançando um cordel, Me apresentando com Josenir Lacerda, num cordel cantado e com Fátima Correia um numero musical.
Participei do IV Seminário do Verso Popular, promovido pela ACC, Academia dos Cordelistas do Crato.
Do encontro do IPHAN, que vem discutindo o registro do cordel e do repente como bem imaterial.
E por último, para minha grande alegria, A Sociedade dos Poetas de Barbalha, presenteou-me de maneira magnífica, pondo meu nome em sua Cordelteca.
Quero agradecer a minha amiga cordelista Josenir Lacerda, que dividiu comigo a criação do Grupo Flor do Cariri. E foi quem primeiro me levou para essa terra abençoada onde a cultura faz morada.
Meu muito obrigada ao Vandinho Pereira, que patrocinou e lançou meu cordel, e fez algumas gravações comigo alguns para seu programa, Ceará Diverso.
Agradecer a presidente da ACC, Academia dos Cordelistas do Crato, Anilda Figueiredo que se desdobrou em mil e consegui organizar um Seminário impecável. Parabéns, Anilda, você é nosso orgulho.
Agradecer e parabenizar, Beth e Rosilene e todo pessoal do IPHAN pela simpatia e a oportunidade que tivemos de discutir mais uma vez sobre a Literatura de Cordel e seu futuro.
A Reunião e união, a confraternização dos cordelistas e repentistas marcou significativamente esse encontro.
Meu abraço a todos.






segunda-feira, 9 de novembro de 2015

NO TOPO ESSE MEU REPENTE.

POUCO A POUCO EU COLOQUEI
NO TOPO ESSE MEU REPENTE.
 Mote de Silvano Lyra
*
Eu fui prestando atenção
E como quem nada quer
Fiz meu verso de mulher
Evocando inspiração
No pé de cada oração
Fiz a rima coerente
Da métrica sou ciente
E foi assim que cheguei:
POUCO A POUCO EU COLOQUEI
NO TOPO ESSE MEU REPENTE.
Dalinha Catunda
*
Não sei se devo ou não
Colocar minha colher
Mas como toda mulher
Faço até mesmo questão
De fazer minha oração
Apesar de ser ciente
Que não é muito decente
Entrar nesta que entrei
POUCO A POUCO EU COLOQUEI
NO TOPO ESSE MEU REPENTE.

Vânia Freitas
*

Xilo de Cícero Lourenço

quinta-feira, 29 de outubro de 2015












A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.

Mote de Simorion de Matos---
*
Da vida nada se leva
Depois da grande vertigem
Voltamos à nossa origem
O barro de Adão e Eva
Depois que a alma se eleva
A matéria é consumida
A cova só não liquida 
O ouro da dentadura
A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.

Gregório Filomeno
*
Coitada da pobre dama
Que só as pregas quer ser
Do pedestal vai descer
Pois já perdeu sua fama
Do cetim da sua cama
Saiu quem lhe deu guarida
Agora desprevenida
Sabe quanto a vida é dura
A LAMA DA SEPULTURA
COBRE OS ORGULHOS DA VIDA.


Dalinha Catunda

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

 RUMORES DO MUNDO POLÍTICO
*
O Brasil é uma beleza
Vejo com satisfação
Nesta terra abençoada
De fato não tem ladrão
Tudo que ouço falar
Vejo outro replicar
Que é golpe e invenção.
*
Lula não tá enrolado
Nem também Renan Calheiros
Eduardo Cunha não tem
As contas nos estrangeiros
Essa onda de propina
Só sai de língua ferina
Os chamados fofoqueiros.
*
Levantar falso é pecado
Mas se faz nessa nação
Vejo estampado em jornais
Também na televisão
Um monte de gente à toa
Falando da turma boa
Do mais alto escalão
*
Tudo isso é mentira
Quiçá seja só miragem
Político brasileiro
Não vive de sacanagem
Isso tudo é só maldade
A nossa sociedade
Não entende a engrenagem.
*
Pegaram Dirceu pra Cristo
Meu Deus que judiação
Por duas vezes o coitado
Recebeu condenação
Ele e Fernando Baiano
Para evitar maior dano
Não apontam seu patrão.
*
Segundo os fofoqueiros
Tem mais gente na quadrilha
E é só questão de tempo
Pra pegar a camarilha
Se Moro dá seu aval
A polícia federal
Acaba achando trilha.
*
Dilma abre sua boca
E diz com convicção:
- No meu governo não tem
Nem teve corrupção.
Será que eu sou jumenta
E a senhora presidenta
De fato é quem tem razão?
*
O povo fala demais
E já virou ladainha
Fala em dinheiro na meia
Também dentro da calcinha
Dizem que a fonte não seca
Enfiaram na cueca
O dólar que não definha.
*
Nunca houve mensalão
É balela lava Jato
O chamado petrolão
Não passou de um boato
Tudo é só estardalhaço
O povo eterno palhaço
É quem vai pagar o pato?
*
Versos de Dalinha Catunda

 Charge SPONHOLZ

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"NO REINO DA GATUNAGEM/ TUDO RIMA COM LADRÃO."


"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
*
Coitada da pátria amada
Coitada da mãe gentil
Na mão desta classe vil
Constantemente roubada
Sinto-me acabrunhada
Com esta situação
E não vejo solução
Pra reter a sacanagem
"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
Dalinha Catunda
*
Nosso Brasil brasileiro
é um país molestado.
Quem trabalha é maltratado, 
todo dia, o ano inteiro,
não merece ter dinheiro 
(que é chamado de quinhão), 
mas políticos, esses não, 
são os reis da malandragem...
"NO REINO DA GATUNAGEM 
TUDO RIMA COM LADRÃO."
David Ferreira
*
Mote de Dalinha Catunda
Charge Bessinha