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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mestre Lucas Evangelista na ABLC


Lucas Evangelista na ABLC
Numa rápida visita a Crateús, eu e Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, passamos uma agradável tarde na Academia de Letras de Crateús, na companhia de do nosso mestre de cultura, cordelista, violeiro e cantador, Lucas Evangelista. Desfrutamos também da simpática presença do poeta Humberto Rodrigues Paz.
Entre uma conversa e outra fomos agraciados com livros cordéis e cds, presentes dos dois poetas, os quais agradeço a atenção.
Nessa ocasião, o presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, convidou o mestre Lucas Evangelista a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, conforme sugestão do Presidente Gonçalo, O nome de Lucas Evangelista será apresentado por mim na primeira plenária de 2016. Posso dizer que vamos abrir 2016, com chave de ouro.

Dalinha Catunda

O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras

O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras
O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras, aconteceu na Chácara Cantinho da Dalinha, Com a presença da Academia Brasileira de Literatura de cordel, da Academia dos Cordelistas do Crato, Da Saciedade dos Poetas de Barbalha, com a presença de poetas independentes e apologistas da literatura de cordel, vindos de Reriutaba, Trapiá, Santa Quitéria, Crato, Barbalha.
Representando o Município de Ipueiras, contamos com a presença de professores liderados pelo secretário adjunto da educação professor Antônio Neto Alves.
Gostaria de ter convidado muito mais poetas e amigos, mas a chuva me roubou o alpendre onde boa parte dos poetas se acomodam.
Agradeço o apoio de meu companheiro, mais uma vez, ajudando em todas as etapas, e deixo aqui meus agradecimentos a todos os amigos e poetas que compareceram a este evento cultural.
Dalinha Catunda

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CHUVA NA PORTEIRA


-- CHUVA NA PORTEIRA
*
De um lado um cajueiro
Do outro um pé de jurema
No meio uma porteira
Que hoje me serve de tema
Eu vejo a chuva caindo
É o sertanejo sorrindo
Chega ao fim o seu dilema.
*
A chuva traz alegria
Para o povo do sertão
A água que cai do céu
Molha o ressecado chão
A natureza em festa
Contente se manifesta
Em forma de brotação.
*
O sertão troca de roupa
Cresce o mato na campina
É verde pra todo lado
Mudando a agreste sina
Volta o tempo da bonança
E cresce a esperança
Nessa terra nordestina.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

COMENDO E ROENDO CACHAÇA


COMENDO E ROENDO CACHAÇA
*
DÃO DE JAIME
Minha mulher me pediu
Para eu deixar de beber
Você sabe quando é
Que isso vai acontecer?
Quando pinga virar chexo
Aí nesse dia eu deixo
Porque eu faço é roer

*
DALINHA CATUNDA
Eu pedi ao meu marido
Para deixar de beber,
Ele falou bem depressa
Vou deixar se quer saber!
Hoje é uma ladainha
Ele come com farinha
Só mesmo vendo pra crer.
*

Foto do Acervo de Dalinha Catunda

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

AS ATITUDES REAIS, BROTAM DUM GESTO PEQUENO.


AS ATITUDES REAIS,
BROTAM DUM GESTO PEQUENO.
Mote de Dalinha Catunda
*
CONSELHO DE MÃE
*
Minha mãe já me alertava,

Que Tudo demais é sobra.
A vida às vezes me cobra
Os conselhos que ela dava.
Acho até que eu escutava,
Pois meu juízo é pleno.
Remédio vira veneno
Quando se toma demais!
AS ATITUDES REAIS,
BROTAM DUM GESTO PEQUENO.
Dalinha Catunda
*
 Muita coisa em nossas vidas, 
passam que nem percebemos, 
sorrateiras, não as vemos, 
e assim vão despercebidas... 
As pessoas entretidas, 
nem percebem o leve "aceno", 
cheio de AMOR - amor pleno – 
mas, AMOR nunca é demais... 
AS ATITUDES REAIS, 
BROTAM D'UM GESTO PEQUENO.
David Ferreira
*
Minha mãe também falava
Todo excesso é demasia,
Com a barriga vazia,
De luxo não se tratava,
Mulher não se maltratava,
Chuva pequena é sereno,
Linheiro não tem empeno,
Seja na frente ou atrás,
AS ATITUDES REAIS
BROTAM DUM GESTO PEQUENO
Francisco Almeida

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

PROSA DE MATUTO COM DALINHA E ZEALBERTO

PROSA DE MATUTO COM DALINHA E ZEALBERTO
*
ZEALBERTO
Uma cancela que geme
quando passo à tardinha,
cachorro novo latindo
espantando uma galinha,
são coisas do pé-de-serra,
são coisas de minha terra,
São da terra de Dalinha.
*
DALINHA CATUNDA
Na tua terra e na minha
Nunca foi de se espantar
Acordar de manhazinha
Ouvindo o galo cantar
Após tirar a tramela
Se debruçar na janela
Pra ver o gado passar.
*
ZEALBERTO
 Logo cedo, ao acordar
Tomar leite bem quentinho 
Vindo do peito da vaca
Direto pro canequinho,
Cuscuz, ovo, carne assada,
Escutando a passarada,
Saindo alegre do ninho.
*
DALINHA CATUNDA
Comer feijão com toucinho
Na hora de almoçar,
De galinha caipira
Os ovos pra acompanhar,
Com arroz e com farinha
Fica pranto na cozinha
O que se vai degustar.

*

sábado, 2 de janeiro de 2016

NO ALPENDRE










NO ALPENDRE
*
GREGÓRIO FILOMENO
*
No alpendre do oitão
Cinco ou seis redes armadas
Participam da palestra
Várias pessoas deitadas
Remexendo fantasias 
De mil histórias passadas.

*
DALINHA CATUNDA
*
As noites são encantadas
São recreios do labor
Um café uma cachaça
Boa prosa com humor
E no meio da conversa
Sempre tem um cantador.
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Fotos de Dalinha Catunda