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domingo, 28 de fevereiro de 2016

- O BARCO ESTÁ AFUNDANDO E OS RATOS PULANDO FORA.











O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
E OS RATOS PULANDO FORA.
 mote: Antônio Torreão
*
O Brasil foi saqueado
Mas tudo pode mudar
Sei que o tempo vai virar
É vento pra todo lado
Com vendaval esperado
Muita gente reza e chora
O Moro mete a espora
Tem Federal no comando
O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
E OS RATOS PULANDO FORA.

Dalinha Catunda
*
Todo político sem classe
De consciência miúda
Muda o governo, ele muda
Como se nada mudasse
Mas quando surge um impasse
Bem no apertar da hora
Pula a cerca e vai embora
A procura de outro bando
O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
E OS RATOS PULANDO FORA.

Gregório Filomeno

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Já alcancei o horizonte, Só com meu jeito de ser.

*
DALINHA CATUNDA
Como quem nunca quer nada
Vou comendo meu pirão
E cheia de precaução
Eu como pela beirada
Vou seguindo minha estrada
E sempre a me precaver
Sem medo de me perder
Vou subindo serra e monte
"Já alcancei o horizonte,
Só com meu jeito de ser."
*
BASTINHA JOB
Eu fico de longe olhando
Estudando o ambiente
De cara,assim,frontalmente
Posso não sair ganhando
Por isso vou sapeando
Para logo perceber
Erros não vou cometer
Não tem ninguém que me afronte
"Já alcancei o horizonte,
Só com meu jeito de ser."

*
Mote de Silvano Lira

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

SE VOCÊ MOSTRAR A SUA/ EU TAMBÉM MOSTRO A MINHA

SE VOCÊ MOSTRAR A SUA
EU TAMBÉM MOSTRO A MINHA
*
Educação sei que tenho
Porém sem uso constante
Quando encontro um tratante
O meu saber eu retenho
E mostro meu desempenho
Na hora da picuinha
Também sei sair da linha
Sou mulher que não recua
SE VOCÊ MOSTRAR A SUA
EU TAMBÉM MOSTRO A MINHA
*
Quanto mais versos eu faço
Mais eu gosto de fazer
A cabeça tem prazer
Em fomentar o meu traço
E cada rima que eu laço
Na minha estrofe se alinha
Minha verve não definha
Eu crio sem falcatrua
SE VOCÊ MOSTRAR A SUA
EU TAMBÉM MOSTRO A MINHA
*
Um poeta que dá mote
Mas corre pra não glosar
Não sei o que vai mostrar
Se sempre sai no pinote
Eu já peguei um magote
Mas bravura ninguém tinha
Coragem tem é Dalinha
Que nesse campo atua.
SE VOCÊ MOSTRAR A SUA 
EU TAMBÉM MOSTRO A MINHA

*
Mote de Ivaldo Batista

Glosas de Dalinha Catunda

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

CULTURA POPULAR

CULTURA POPULAR
Ontem dia 17 de fevereiro participei com alguns colegas da Literatura de Cordel e com representantes de outras áreas da cultura popular no Centro Nacional de Folclore e Cultura, de uma roda de conversa a convite da Secretária de Cultura do Rio de Janeiro.
Do cordel contamos com a presença de Rosário Pinto, Edmilson Santini, Severino Honorato. José Franklin.

Lá conheci, figuras importantes como Mestre Tão da Capoeira. Gim o bonequeiro, Isabel de Oya entre outros representantes da cultura popular.
Dalinha Catunda

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

COBRA MOLE

COBRA MOLE
*
BASTINHA JOB
Tem cobra inofensiva
na cidade e no sertão
já topei com muitas delas
sem nenhum perigo então
é a cobra de veado
meu bote já tava armado
ela nem se ergueu do chão!
*
DALINHA CATUNDA
Com cobra desanimada
Não adianta bulir
Você morre assobiando
E ela nada de subir
E nem hipnotizada
Ela cumpre a jornada
Nem adianta persistir.
*
BASTINHA JOB
Tem cobra de todo tipo
Pequena ou varapau
Tamanho não é problema
Se o desempenho né mau;
Se é peçonhenta a cobra
Eu tenho razão de sobra:
Mato ela e mostro o pau!
*
DALINHA CATUNDA
Tem cobra, minha amiga,
De saber estou careca
Se enrosca com outra cobra
E não come perereca
E do Rio de Janeiro
Até chegar Limoeiro
Eu encontrei uma reca!
*
BASTINHA JOB
 Aqui no nosso nordeste
Cabra diz ser muito macho
Pega mulheres de penca
Se orgulhando do capacho
Mas na hora do bem bom
A prosa muda de tom
Porque arriou o cacho!
*
DALINHA CATUNDA
Já vi cobra venenosa
Deixar veneno na folha
Na hora do vamos ver
Ela fica na encolha
E nessa situação
Sempre fica é na mão
Quem não tem outra escolha
*
BASTINHA JOB
Brasileiro engole sapo
Come muita perereca
Se engasga com pinto murcho
Se vem dentro da cueca;
E a comida chinesa
Tem cobra à milanesa
Degustando ninguém peca!
*
DALINHA CATUNDA
Pinto crescido é galeto
Na brasa eu como assado
O maiorzinho é frango
Com este eu faço um guisado
Agora vou assumir
Eu como de repetir
O do pescoço pelado.
*
BASTINHA JOB
O pescoço depilado
Fica fino,sem sabor
O de gogó engrossado
Se engole sem sentir dor
Gosto mesmo é de rolinha
Com sal,apimentadinha
Não sinto nem o ardor!
*
DALINHA CATUNDA
Nós temos o mesmo gosto
E nisso pode apostar
Uma rolinha é gostosa
Eu aprendi a tratar
Depeno em seguida escaldo
Dela tiro um bom caldo
Depois é só degustar.
*
DALINHA CATUNDA
Bastinha Muito obrigada
Por esta boa conversa
Até que foi engraçada
Ninguém aqui foi perversa
E para falar de cobra
Coragem temos de sobra

Afirmo sem controversa.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O silêncio me defende/ e o tempo julga a questão.


- O SILÊNCIO ME DEFENDE
E O TEMPO JULGA A QUESTÃO.
*
Por causa da hipocrisia
Resolvi ganhar o mundo
Porém nem por um segundo
Desfiz-me do que eu queria
Sem o nó que me prendia
Liberta entrei em ação
Hoje em plena ascensão
Quem previu meu fim se rende
- O silêncio me defende
e o tempo julga a questão.
*
Glosa: Dalinha Catunda
Mote de Pedro Ernesto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Poetas no cordão do vagalume

VOU DE VAGALUME
*
DALINHA CATUNDA
Pra brincar o carnaval
Consultei o meu guru
Sem dinheiro pro cocar
Botei pena de urubu
A roupa a gente resume
Vou tal qual o vagalume
Só com luz no mucumbu.
*
BASTINHA JOB
Com a luz no mucumbu
Vai ser um brilho profundo
O sucesso é geral
No Rio e em todo o mundo
Manda a receita pra mim
Pra Eu brilhar um tiquim
Mesmo que seja no fundo!
*
DALINHA CATUNDA
Esse meu brilho, Bastinha,
É algo que sempre abunda
Emana do mucumbu
Reflete por toda bunda
Eu fico toda coquete
É de rosca meu soquete
Não me causa barafunda
*
LIMINHA
Igualmente a vagalume
Fantasia de primeira
Vai brincar sem gastar muito
Lá na sua Ipueira
Vai ser luz pra todo lado
Mas, porém tenha cuidado
Cuide bem da sinaleira...
*
DALINHA CATUNDA
Amigo não se preocupe
Com a minha segurança
Da sinaleira eu cuido
Ninguém vai fazer lambança
Se alguém tentar um toque
Vai levar coice e choque
E um chute na poupança.
*
ÉSIO RAFAEL
"admiro o vaga lume/
Entrando de mata a dento/
Com sua lanterna acesa
sem se apagar com o vento/
De vez em quando desliga/
Poupando seus elementos".
*
*
DALINHA CATUNDA
Admiro um pirilampo
Quando ele chega assim
Com sua luz florescente
Trazendo um brilho sem fim
Não sei se ele se liga
Mas eu faço até figa
Pra ele pousar em mim.
*
MARCOS MEDEIROS
No carnaval quero ver
Dalinha na minha tela
pulando toda risonha  
mostrando que brilha e é bela
feito um lindo vagalume  
que à noite escura assume  
seu luzir na piscadela.
*
DALINHA CATUNDA
Tendo a mira dos seus olhos
Vou brincar puxar cordão
Ocupar suas meninas
Ocupar sua visão
Com meu brilho intermitente
Encandeio sua mente
Na avenida ou no salão.
*
MARCOS MEDEIROS
Você mira nos meus olhos
eu os fecho pra sonhar
entro assim na brincadeira
que você quer provocar  
com seu brilho de candeia  
minha mente é lua cheia  
numa noite de luar.
*
DALINHA CATUNDA
No clarão da lua cheia
Que sua mente alumia
Sou fada sou feiticeira
Sou sonho sou fantasia
No bloco da criação
Quimera é ilusão
Que resulta em poesia.
*
VÂNIA FREITAS
Quisera eu ser tão bela
Como a poeta Dalinha
Brincar bem no carnaval
Sambando em cima da linha
Com as luzes do pirilampo
Na cidade ou no campo
Ela brilha até sozinha.
*
DALINHA CATUNDA
Cada estrela tem seu brilho
O seu não é diferente
No bloco que rege a vida
Você é resplandecente
Na cinza ou no carnaval
Comigo ou com Pardal
Você vai seguir em frente.

*