O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
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quinta-feira, 25 de maio de 2017
E Por Falar em Cordel
Uma ótima matéria do jornal Nexo sobre cordel.
https://www.nexojornal.com.br/especial/2017/05/03/Os-versos-e-tra%C3%A7os-da-literatura-de-cordel
quarta-feira, 24 de maio de 2017
DAS ANDANÇAS CULTURAIS
DAS ANDANÇAS CULTURAIS
Passei quase dois meses no Ceará, cumprindo uma agenda
cultural e aproveitando um pouco da invernada.
O primeiro evento foi o lançamento do cordel “Centenário
de Pedro Martins Aragão”
Dentro da celebração organizada por Dolores Maria, Neta e
filha do coração, do homenageado.
O evento aconteceu no dia 08-04-2017 com a presença de
boa parte da sociedade de ipueirense, que prestigiou esse ícone de nossa
história.
Nota e fotos do acervo Dalinha Catunda
segunda-feira, 22 de maio de 2017
LUIZ GONZAGA O MENSAGEIRO DO NORDESTINO
LUIZ GONZAGA
O MENSAGEIRO DO NORDESTINO
1
A musa peço licença,
A Deus pai inspiração,
Recorro também a nossa
Senhora da Conceição,
Para passar com meu verso
Adentrar nesse universo
Onde reinou Gonzagão.
2
Luiz Gonzaga nasceu
Dia de Santa Luzia.
Lá no céu uma estrela
Brilhou quando o rei nascia.
Ele viveu seu reinado
Como ser iluminado
Mensageiro da alegria.
3
Foi o velho Januário
Que seu nome escolheu.
Em homenagem a Santa
Esse nome recebeu.
O filho de Ana Batista
Brilhou muito como artista,
E chegou ao apogeu.
4
Pela sua trajetória
Luiz hoje é lendário.
A história do forró
Escreveu em seu fadário.
Amava seu pé-de-serra,
E a sua querida terra,
Chamava de relicário.
5
Com triângulo e Zabumba,
Sua voz virou rotina.
Viajou pelo Brasil,
Com a sua concertina.
Propagou xote e xaxado,
Andando pra todo lado,
Com a verve nordestina.
sábado, 18 de março de 2017
UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.
UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.
*
A guerreira nordestina
É grande em sua luta
Não se abate na labuta
Nem acha que tudo é sina
Com coragem ela ensina
Que devemos prosseguir
Sem pensar em desistir
Ela escancara o sorriso
Mostrando que é preciso
Olhar pra frente e seguir.
Verso de Dalinha Catunda
Foto: Ivonete Morais
sexta-feira, 17 de março de 2017
ABLC presta sua homenagem a Pedro Costa
ABLC presta sua
homenagem a Pedro Costa
Ontem, dia 15 de março, primeira plenária de 2017,
a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, fez sua homenagem ao nosso
companheiro, Pedro Costa que nos deixou prematuramente.
O presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva,
falou sobre a passagem de Pedro e de sua importância em várias áreas da cultura
popular.
Além do minuto de silêncio, muitos dos poetas que
lá estavam, leram suas décimas e as décimas enviadas por poetas do Cariri e do
Piauí e da Bahia, em homenagem a Pedro Costa. Madrinha Mena, também emocionada
falou da partida de Pedro.
E como já foi falado, a ABLC fará um cordel com
versos de seus acadêmicos e com poetas convidados, da Academia de Cordel do
Piauí, para assim ficar registrado um pouco da saga deste companheiro que se
foi.
Dalinha Catunda.
quinta-feira, 16 de março de 2017
E no país em que tudo é relativo... e vivemos por um fio. .
*
No país do escracho!
Caros amigos, leitores
Olha só que confusão
Em que suruba danada
Foram meter o povão.
Parece coisa do demo
Tamanha complicação
*
Estes governos revoltam.
Com sua democracia
Que na miséria do povo
É pura demagogia
Parecendo até cinismo
Falar em cidadania
*
Todos dizem “Eu não sabia!
E não fui um presepeiro.
Mas, se tem farinha pouca,
Quero meu pirão primeiro!”
O povo vai se ajeitando,
Talvez saia do atoleiro.
*
Voltamos às privatizações,
Com o Estado falido,
E vendendo o patrimônio.
O povo vive aturdido
Sem saber pra onde correr,
Continua oprirmido.
*
Vamos voltar para o tempo
Com a luz de lampião
Que afeta nossa vista
Estraga nosso pulmão
Tudo como conseqüência
Da tal privatização.
*
No ponto em que chegamos,
Não existe “data venha”.
Pois, “salvo melhor juízo”,
Na cozinha eu uso lenha
Cada um faz o que pode
Da forma que lhe convenha
*
Para cumprir a medida
Inventaram uma meta,
No consumo lá de casa,
Parece coisa incorreta
Bisbilhotando a vida
De quem anda em linha reta
*
Até o nosso São Pedro
Recebeu sua incumbência
Providenciar que chova
Pela divina clemência!
Assim ficou de plantão
Sem perder a paciência.
*
Ah! Que saudades que tenho
Dos tempos que já se vão
Toda chuva que caía
Anunciava o trovão
Nosso querido São Pedro
Nem pensava em apagão
*
Há governantes que cuidam
Da saúde do povão
Mas aqui é diferente:
Pois o nosso cidadão
Somente é visto e lembrado
Quando chega uma eleição
*
Sofrendo as ameaças
De ver luzes apagadas
As famílias constrangidas
Ficam sempre aperreadas
Banham-se rapidamente
Usam roupas mal lavadas
*
Não se pode ouvir o rádio
Pois na corrente é ligado
Televisão, nem pensar
O lazer foi controlado
A gente tem que ficar
No escuro e abafado
*
Não consigo entender
A tal globalização
O mundo todo alinhado
O Brasil na contramão
Se isto é globalizar...
Fora, a globalização!
*
Hoje as nossas riquezas
Pelo mundo, empenhadas.
Nossas maiores empresas
Já foram arrematadas
(Em leilões constrangedores)
No país, espoliadas.
*
O distante dirigente
Quando chega a eleição
Beija o povo ardentemente
Chega perto da nação
Foge dele quando vem
O final da votação
*
O Brasil é sempre jovem
Como país do futuro
Vamos chegar à velhice
Em regime muito duro
Nossas crianças vivendo
Sem conforto e no escuro
*
Até mesmo o futebol
Já está prejudicado
Horário em nossos estádios
Agora está controlado
Para se ganhar a copa
O sonho fica adiado
*
Também como anda a vida
Com as coisas escrachadas
Nossa seleção não ganha
Nem dos times de peladas
Só falta agora perder
As copas já conquistadas
*
Nosso país hoje vive
A grande guerra civil
A violência parece
Ser de pólvora um barril
A continuar assim
Morrerão de mil em mil
*
O povo passando fome
E com a barriga vazia
Já perdeu as esperanças
E também a fantasia
Pagando pelos enganos
Com erros em demasia
*
Sem ter a quem reclamar
Paga conta exorbitante
Liga para o ouvidor
Com ouvidos de mercante
Cansado, o povo desiste,
Do sonho de reclamante
*
Quem tem o dom de poeta
Rimando sente alegria
O cordel é uma luz
Que a todo mundo “alumia”
E não existe apagão
Que apague a poesia.
(Rosário Pinto)
Olha só que confusão
Em que suruba danada
Foram meter o povão.
Parece coisa do demo
Tamanha complicação
*
Estes governos revoltam.
Com sua democracia
Que na miséria do povo
É pura demagogia
Parecendo até cinismo
Falar em cidadania
*
Todos dizem “Eu não sabia!
E não fui um presepeiro.
Mas, se tem farinha pouca,
Quero meu pirão primeiro!”
O povo vai se ajeitando,
Talvez saia do atoleiro.
*
Voltamos às privatizações,
Com o Estado falido,
E vendendo o patrimônio.
O povo vive aturdido
Sem saber pra onde correr,
Continua oprirmido.
*
Vamos voltar para o tempo
Com a luz de lampião
Que afeta nossa vista
Estraga nosso pulmão
Tudo como conseqüência
Da tal privatização.
*
No ponto em que chegamos,
Não existe “data venha”.
Pois, “salvo melhor juízo”,
Na cozinha eu uso lenha
Cada um faz o que pode
Da forma que lhe convenha
*
Para cumprir a medida
Inventaram uma meta,
No consumo lá de casa,
Parece coisa incorreta
Bisbilhotando a vida
De quem anda em linha reta
*
Até o nosso São Pedro
Recebeu sua incumbência
Providenciar que chova
Pela divina clemência!
Assim ficou de plantão
Sem perder a paciência.
*
Ah! Que saudades que tenho
Dos tempos que já se vão
Toda chuva que caía
Anunciava o trovão
Nosso querido São Pedro
Nem pensava em apagão
*
Há governantes que cuidam
Da saúde do povão
Mas aqui é diferente:
Pois o nosso cidadão
Somente é visto e lembrado
Quando chega uma eleição
*
Sofrendo as ameaças
De ver luzes apagadas
As famílias constrangidas
Ficam sempre aperreadas
Banham-se rapidamente
Usam roupas mal lavadas
*
Não se pode ouvir o rádio
Pois na corrente é ligado
Televisão, nem pensar
O lazer foi controlado
A gente tem que ficar
No escuro e abafado
*
Não consigo entender
A tal globalização
O mundo todo alinhado
O Brasil na contramão
Se isto é globalizar...
Fora, a globalização!
*
Hoje as nossas riquezas
Pelo mundo, empenhadas.
Nossas maiores empresas
Já foram arrematadas
(Em leilões constrangedores)
No país, espoliadas.
*
O distante dirigente
Quando chega a eleição
Beija o povo ardentemente
Chega perto da nação
Foge dele quando vem
O final da votação
*
O Brasil é sempre jovem
Como país do futuro
Vamos chegar à velhice
Em regime muito duro
Nossas crianças vivendo
Sem conforto e no escuro
*
Até mesmo o futebol
Já está prejudicado
Horário em nossos estádios
Agora está controlado
Para se ganhar a copa
O sonho fica adiado
*
Também como anda a vida
Com as coisas escrachadas
Nossa seleção não ganha
Nem dos times de peladas
Só falta agora perder
As copas já conquistadas
*
Nosso país hoje vive
A grande guerra civil
A violência parece
Ser de pólvora um barril
A continuar assim
Morrerão de mil em mil
*
O povo passando fome
E com a barriga vazia
Já perdeu as esperanças
E também a fantasia
Pagando pelos enganos
Com erros em demasia
*
Sem ter a quem reclamar
Paga conta exorbitante
Liga para o ouvidor
Com ouvidos de mercante
Cansado, o povo desiste,
Do sonho de reclamante
*
Quem tem o dom de poeta
Rimando sente alegria
O cordel é uma luz
Que a todo mundo “alumia”
E não existe apagão
Que apague a poesia.
(Rosário Pinto)
quarta-feira, 1 de março de 2017
Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.
Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.
*
Gostaria de avisar aos poetas que participaram do Cordel Coletivo, desenvolvendo o mote de minha autoria: Aqui no Rio de Janeiro/ Mora o cordel nordestino.
Que os cordéis já ficaram prontos. O lançamento será dia 15 de março, na plenária da ABLC.
Endereço: Rua Teixeira de Freitas nº 5 - 3º andar. Cada participante se apresentará lendo sua estrofe.
Quem não for, por favor, avisar, pois estarei entregando os cordéis também. Quem quiser apanhar antes, é só entrar em contato.
Dalinha Catunda
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