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quinta-feira, 8 de junho de 2017

CORDEL NO IFRJ
Hoje, eu e Rosário pinto, participamos de uma mesa redonda no Instituto Federal do Rio de Janeiro, debatendo sobre o livro Cordelizando a Inclusão. Um livro de literatura de cordel em braile, do qual participei falando sobre homossexualidade e da violência contra a mulher.
Antes, também no IFRJ, ministramos uma oficina sobre literatura de cordel. Aos pouquinhos os espaços vão se abrindo para o cordel na Cidade Maravilhosa.

Dalinha Catunda

segunda-feira, 5 de junho de 2017

SANTO ANTÔNIO OU SÃO GONÇALO?

SANTO ANTÔNIO OU SÃO GONÇALO?
*
Meu querido Santo Antônio,
Não perca oportunidade
De me arranjar um marido.
Estou falando a verdade!
Ou apelo a outro Santo,
Que me faça a caridade.
*
Há tempos que lhe recorro,
Sem ver qualquer resultado.
Pelo jeito o senhor anda
Desatento ou relaxado.
Ou tendo tantos pedidos,
Foi deixando o meu de lado.
*
Acho que o senhor é mesmo,
Um santinho do pau oco.
Eu peço, suplico, imploro
Só ainda não dei soco
Para atender meu pedido
E me tirar do sufoco.
*
Só que agora eu descobri,
Que o senhor tem concorrente.
Um santo casamenteiro,
Que é menos exigente,
Que se chama São Gonçalo,
E é muito eficiente.
*
Diz o povo que ele casa
Mulher de qualquer maneira:
A donzela, a desquitada,
Viúva e até mãe solteira,
As que já passaram da idade,
E quem é  raparigueira.
*
Por isto, meu Santo Antônio,
O senhor preste atenção:
Me arrume um bom casamento,
Ou mudo de devoção.
Vou procurar São Gonçalo
Já cansei de embromação
*
Não há solteira que aguente,
Essa sua lentidão.
São Gonçalo desempenha,
Muito melhor a função,
E por não ser exigente
É veloz na solução.
*
Santo não faz diferença
Na hora do matrimônio.
Me arranjo com São Gonçalo,
Se vacilar Santo Antônio
Se eu ficar no caritó
Faço o maior pandemônio.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 4 de junho de 2017

SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA ONTEM, HOJE E SEMPRE.

SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA
ONTEM, HOJE E SEMPRE.
1
A dona musa agradeço
Por me dar inspiração
Para falar de Barbalha
De poeta e tradição
Para avivar a saudade
Que guarda a Sociedade
De José Sebastião.
2
Nesses meus versos sentidos
Nesse meu cantar saudoso
Vou prestar minha homenagem
Sem fazer verso pomposo
Ao nosso Zé presidente
Sempre muito eficiente
Ser humano prestimoso.
3
A cultura ficou órfã
Deste homem de valor
Um poeta dedicado
Um excelente gestor
E que tinha como meta
Agregar cada poeta
Sem jamais se indispor.
4
Um sorriso de menino
Com seu ar de timidez
Tinha a força dum gigante
Sobrava-lhe sensatez
Para seguir adiante
Como grande comandante
Altivo em tudo que fez.
5
Na saga desse guerreiro
A sua grande batalha
Foi sim, a Sociedade,
Dos Poetas de Barbalha
A ela se dedicou
Com muita garra lutou
Sem ser só fogo de palha.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

SOU SEM GRUPO

SOU SEM GRUPO
*
Eu acho muito engraçado
Bem irônico esse papel
Vejo gente no cordel
Sem entender do riscado
Mandando ficar calado
Quem expõe seu pensamento
Falando deste momento
Que assola toda nação
Tolher não é solução
É só falta de argumento.
*
Quem de paraquedas cai
Numa instituição
Ser a dona da razão
É coisa que não atrai
Quem direito subtrai
Negando a democracia
Somente atrai rebeldia
Nesse grupo entro não
Essa é minha opinião
Muito obriga e bom dia!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda



quarta-feira, 24 de maio de 2017

DAS ANDANÇAS CULTURAIS











DAS ANDANÇAS CULTURAIS
Passei quase dois meses no Ceará, cumprindo uma agenda cultural e aproveitando um pouco da invernada.
O primeiro evento foi o lançamento do cordel “Centenário de Pedro Martins Aragão”
Dentro da celebração organizada por Dolores Maria, Neta e filha do coração, do homenageado.

O evento aconteceu no dia 08-04-2017 com a presença de boa parte da sociedade de ipueirense, que prestigiou esse ícone de nossa história.
Nota e fotos do acervo Dalinha Catunda




segunda-feira, 22 de maio de 2017

LUIZ GONZAGA O MENSAGEIRO DO NORDESTINO

LUIZ GONZAGA
O MENSAGEIRO DO NORDESTINO
A musa peço licença,
A Deus pai inspiração,
Recorro também a nossa
Senhora da Conceição,
Para passar com meu verso
Adentrar nesse universo
Onde reinou Gonzagão.
2
Luiz Gonzaga nasceu
Dia de Santa Luzia.
Lá no céu uma estrela
Brilhou quando o rei nascia.
Ele viveu seu reinado
Como ser iluminado
Mensageiro da alegria.
3
Foi o velho Januário
Que seu nome escolheu.
Em homenagem a Santa
Esse nome recebeu.
O filho de Ana Batista
Brilhou muito como artista,
E chegou ao apogeu.
4
Pela sua trajetória
Luiz hoje é lendário.
A história do forró
Escreveu em seu fadário.
Amava seu pé-de-serra,
E a sua querida terra,
Chamava de relicário.
5
Com triângulo e Zabumba,
Sua voz virou rotina.
Viajou pelo Brasil,
Com a sua concertina.
Propagou xote e xaxado,
Andando pra todo lado,
Com a verve nordestina.