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segunda-feira, 5 de março de 2018

NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER


NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER
*
Não posso chamar de homem
Cabra que bate em mulher.
Peço perdão ao jumento,
Mas é um jegue qualquer.
Não vale o que a gata enterra
Só presta embaixo da terra
E nem sei se a terra quer.
*
Não entendo uma mulher
Que por si perde o respeito
Que apanha do marido
Pra larga-lo não tem peito
Que o amor próprio não tem
Humilha-se vai além
Pra não perder o sujeito.
*
E quando o covarde é preso
Por causa d'uma agressão
A Besta paga fiança
E o liberta da prisão
Por temor ou por cegueira
Vive a sua vida inteira
Só debaixo de opressão.
*
A paixão d'uma mulher
Jamais deve ser maior
Do que o seu amor próprio
Pois não tem nada pior
Do que viver humilhada
Maltratada e massacrada
Numa condição menor.
*
Pois nós temos mil maneiras
De acabar com covardia
Covardes são confiantes
Essa é nossa garantia
A mulher tem sua manha
Sua astúcia é tamanha
Homem algum desconfia.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

DALINHA CATUNDA E DIDEUS SALES



QUE A GENTE SAIBA FLORIR
ONDE A VIDA NOS PLANTAR.
*
DIDEUS SALES
Sonhemos luz para a mente
Mais amor pro coração
Atitude em cada ação
Paz pro coração dolente
Conforto para o carente
Bondade para espalhar.
Lutemos pra ter pra dar
Pra não termos que pedir.
QUE A GENTE SAIBA FLORIR
ONDE A VIDA NOS PLANTAR.

*
DALINHA CATUNDA
Quando parti do sertão
A dor partiu o meu peito
Na saudade não dei jeito
Maltratava o coração
Mas a resignação
Chegou para me acalmar
Distante do meu lugar
Eu tive que prosseguir:
QUE A GENTE SAIBA FLORIR
ONDE A VIDA NOS PLANTAR.
*
Mote de (Dideus Sales)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ARROLADA


ARROLADA
1
Vou contar um episódio
Uma história singular
Um Inusitado estupro
Que nem chegou a rolar
Mesmo estando desolada
A vítima inconformada
Resolveu denunciar.
2
Já que tinha decidido
Não mudou de opinião
Sujeito tão atrevido
Merece mesmo é prisão
E pensando assim sem dó
Já partiu paro o BO
Com muita indignação.
3
Logo pegou uma amiga
Que o sujeito conhecia
Juntinhas as duas foram
Direto a delegacia
Paciente o delegado
Que cuidava do condado
A tal vítima atendia.
4
Ele foi atencioso
Cumprindo sua função
Mandou a dupla sentar
E chamou o escrivão
Naquele exato momento
Tomou o depoimento
E pé da situação.
5
A senhora então me diga
Como tudo sucedeu
Como foi que o meliante
Com a dama procedeu
Para aqui eu registrar
E o sujeito procurar
Depois do relato seu.
6
A mulher envergonhada
Não sabia o que dizer
Na cadeira acanhada
Começou a se mexer
Entretanto o delegado
Todo cheio de cuidado
Ajudou no decorrer.
7
Com a voz mansa e pausada
Bem calmo naquele dia
Foi fazendo umas perguntas
Para ver o que colhia
De modo bem respeitoso
Educado e cauteloso
Pois o fato assim pedia.
8
Ele tirou sua roupa
E as calças dele arriou
E de dentro das cuecas
O órgão então retirou 
E com o órgão na mão
Começou a infração
E da senhora abusou?
9
A mulher olhou pra amiga
Também para o delegado
Esqueceu sua mudez
E com um riso acanhado
Respondeu a indagação
Naquela ocasião
Com o rosto inda corado.
10
Doutor eu vou lhe dizer
Um órgão eu não vi não!
Era só uma cornetinha
Que mal cabia na mão
Eu nem sei como alguém
Que um tico de pinto tem
Se aventura nessa ação.
11

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

José Rodrigues de Oliveira [Jota Rodrigues] 09/05/1934-22/02/2018

Amigos leitores,

É com pesar que informo o falecimento do poeta José Rodrigues de Oliveira, o Jota Rodrigues, natural de Águas Belas, Pe., um dos mais tradicionais poetas populares do Brasil, radicado no Rio de Janeiro. Como os demais, suas temáticas estão voltadas para os valores da educação social, familiar e da escola. Em suas composições temos muitos folhetos biográficos. Biografias de artistas da música e de políticos. Todos os seus trabalhos trazem xilogravuras do próprio autor.

A Biblioteca Amadeu Amaral tem sob sua guarda 159 títulos de Jota Rodrigues. Dentre eles, ressalto o folheto dedicado a Manuel Diégues Júnior, que foi reeditado em 2012 em homenagem ao centenário do renomado folclorista.

Clic nos links e leia na íntegra os folhetos selecionados.

C2380 – 1ª ed.
Jota Rodrigues [José Rodrigues de Oliveira]. Nascimento e vida do sociólogo Dr. Manoel Diégues Júnior. .[S.l.: s.n., 19--]. 8 p. 31 estrofes : setilhas : 7 silabas.

  

C6901 – 2ª ed.
Jota Rodrigues [José Rodrigues de Oliveira]. Nascimento e vida do sociólogo Dr. Manuel Diégues Junior. Rio de Janeiro, RJ: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, 2012. 9 p. 31 estrofes : setilhas : 7 sílabas. 
(Edição fax-similar em homenagem ao centenário do folclorista Manuel Diégues Junior)


C0632
Jota Rodrigues [José Rodrigues de Oliveira]. O cordel na pedagogiaNova Iguaçu: [s.n.], 1983. 8 p. 31 estrofes : setilhas : 7 sílabas. 

C4050
Jota Rodrigues [José Rodrigues de Oliveira]. Origem e identidade do cordel. Nova Iguaçu: [s.n.], 1994. 8 p. 31 estrofes : setilhas : 7 sílabas.


Jota Rodrigues inaugurou a Sala do Artista Popular com a exposição JOTA RODRIGUES, folhetos, romances/literatura de cordel, pelo período de 31 de maio a 17 de junho de 1983.


Deixe aqui seus comentários e sua solidariedade.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A Viola falou mais alto no evento em Ipueiras





Retalhos do evento.

Quando a viola falou mais alto.
Entre muitas atrações no V Encontro de Poetas Cordelista na Cidade de Ipueiras, destaco a presença e a apresentação da dupla, Aldemá de Marais e Marlon Torres, poetas e cantadores.
A dupla além de cantar algumas modalidades do repente, brincaram com a plateia animando o evento. Quando a dupla de desfez, Marlon deu um show soltando a voz com um repertório de primeira.
No final da festa formou-se uma animada roda onde todos cantavam, e Tião Simpatia com Marlon e Aldemá de Morais acompanhavam com suas violas.
Como se diz no meu Ceará: “Foi só o ouro”.
Dalinha Catunda


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Grupo Flor do Cariri no Encontro de Poetas e Cordelistas em Ipueiras















Da agenda cultural, retalhos do evento
O Grupo Flor do Cariri em Ipueiras
O Grupo Flor do Cariri que foi criado em 2013, composto por mulheres poetas, professoras, donas de casa, mais uma vez abrilhantou o Encontro de Poetas e Cordelistas, na cidade de Ipueiras.
Como de Costume iniciou sua apresentação com a cantiga de roda, Ó Flor ó linda flor, que vem projetando o grupo e mais uma vez, não só agradou os presentes, como teve seu refrão cantado pela plateia. Em seguida o grupo cantou: Desata o nó, Sabrino e o animado coco. Alexandra Salvador deu um show com seus instrumentos e no final puxou um cordão desfilando entre a plateia com a música de despedida.
Ainda no repertório do FLOR DO CARIRI tivemos a peça, A Filha de Dona Chica, representada por Chica Emídio e Dalinha Catunda, bem aplaudida também.
Quero agradecer cada membro deste grupo, que aqui compareceu recebendo os aplausos dos ipueirenses.  E que Josenir Lacerda, Fatima Correia e Dariany sintam-se aplaudidas mesmo a distância, pois o grupo é a essência de cada componente.
Quero ressaltar que muitos elogiaram a musicista Alexandra Salvador e que muitos também lamentaram a ausência de Fátima Correia.
 O grupo conta na sua formação atual com: Anilda Figueiredo, Alexsandra Salvador, Dalinha Catunda, Denise, Chica, Fátima Correia, Josenir Lacerda e Dariany Sami.

Dalinha Catunda
Encontro aconteceu: Em 20-01-2018

Homenagem das Acadêmicas da ABLC ao Presidente Gonçalo Ferreira.


Homenagem ao presidente da ABLC. Lançamento do Cordel: Gonçalo Ferreira da Silva (80 anos de história)
No Encontro de Poetas Cordelistas em Ipueiras a primeira apresentação, foi uma homenagem a Gonçalo Ferreira da Silva, Presidente da ABLC que em dezembro último, completou seus oitenta anos.
No evento lançamos o cordel, feito em homenagem ao presidente. Neste cordel por mim organizado com a colaboração de Rosário Pinto, temos a participação das mulheres cordelistas que ocupam uma cadeira na ABLC. Alba Helena, Anilda Figueredo, Dalinha Catunda, Josenir Lacerda e Rosário Pinto.
Na ausência de algumas autoras, tivemos a colaboração de outras poetas, lendo as estrofes em homenagem ao mestre Gonçalo.
Assim fico a apresentação:

Alba Helena foi representada por Maria de Fátima Vieira da vice-presidente- da SPB.
Anilda Fiqueredo leu suas estrofes
Dalinha Catunda leu suas estrofes.
Josenir Lacerda foi representada por Lindicássia Nascimento presidente da SPB
Rosário Pinto foi representada pela poeta, cordelista e escritora de Limoeiro do Norte radicada em Fortaleza Vânia Freitas.
Eis o cordel:
DALINHA CATUNDA
Cadeira, 25 da ABLC
*
Mestre Gonçalo Ferreira
Oitenta anos de idade
Com muita capacidade
Vencendo cada barreira
Lá no alto da ladeira
No cimo de Santa Tereza
Demonstra sua destreza
Na arte de versejar
Como sabe declamar
Disseminando beleza.
*