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terça-feira, 10 de julho de 2018

O GALO IOIÔ


O GALO IOIÔ
*
Vi um galo fanfarrão,
Que fez o maior salseiro,
Se achando dono da rinha
Cagou no pau do poleiro,
Por isso foi condenado,
Mas agora encarcerado,
Protesta o arruaceiro.
*
Chamou os três mosqueteiros
Pra lhe tirar da prisão.
Pegou outro galo amigo,
Que estava de plantão,
Mas vendo bater badalo
Distante cantou de galo
Quem tinha a chave na mão.
*
O galo velho ciscou,
E fez roda e fez titica.
Um dizia solta o galo,
Já o outro, o galo fica!
O galo ia e voltava,
E desse jeito ficava,
Igual a couro de pica.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

SOL E LUA por Lindicássia Nascimento

Hoje eu vi o sol saudando
Com ar de apaixonado
A deusa da noite clara
Com raio iluminado
Eu vi no céu toda nua
Pendurada, linda, lua
Deixando- o inebriado.
*

Lindicássia Nascimento.
Poeta de Cordel e Presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

DANDO CARÃO NO DÃO


DANDO CARÃO NO DÃO
*
DÃO DE JAIME
Não sei porque o destino
Tá fazendo isso comigo
Meu coração de menino
Está correndo perigo
Pensa que tá numa boa
Se apaixonando a toa
Fica todo derretido
Mas essa louca paixão
É por outro coração
Que já é comprometido.
*
DALINHA CATUNDA
Meu querido amigo Dão
Vou lhe dizer num segundo
Só coração vagabundo
Vive essa situação
Quem lhe tem no coração
É o amor da sua vida
A sua mulher querida
Sua santa companheira
A sua eterna parceira
Que lhe acompanha na lida.
*
Dalinha Catunda

Dalinha Catunda e Mareira de Acopiára


TIRANDO UMA LASQUINHA 
*
MOREIRA DE ACOPIARA
Repare e preste atenção
No que eu tenho pra dizer:
Falta pouco pra morrer
De sofrer ingratidão.
Falta consideração,
Sobra botada perdida,
Postura e língua comprida,
Mas a musa se projeta.
Optei por ser poeta,
Sou um lascado da vida.
*
DALINHA CATUNDA
Eu faço verso a granel
Eu faço trova e poema
Pois versejar é meu lema
Vivo feito um menestrel
Faço e recito cordel
Nos versos sou atrevida
Só escolhi esta lida
Porque já nasci poeta
Se a musa nunca me veta
Não sou lascada na vida.
*
Foto Dalinha Catunda

terça-feira, 3 de julho de 2018

MULHERES NO MARTELO AGALOPADO


MULHERES NO MARTELO AGALOPADO
*
DALINHA CATUNDA
Quando a chuva caiu forte no chão
Eu rezei muito mais do que devia
Vi enfim que o milagre acontecia
De alegria vibrou meu coração
De repente enverdece meu sertão
A campina engalana-se com flores
Na paisagem divina tem mil cores
No gorjeio festivo o passarinho
Se acasala e concebe mais um ninho
A bonança chegou ouço rumores.
*
CREUSA MEIRA
Esse tempo de seca que eu vivi
Na infância distante e adolescência
Deu-me grande lição e experiência
Para cada caminho que segui
Toda a vez que uma chuva cai aqui
E ouço o ronco bem forte do trovão
Bate em mim uma certa emoção
Que me faz esquecer por um momento
As mazelas de um desmoronamento
Tão frequente na atual situação.

*
Versos de Dalinha Catunda e Creusa Meira
Decassílabo com Tonicidade: na terceira, sexta e décima.

terça-feira, 26 de junho de 2018

O MAL DESTRÓI A BELEZA DAS MATAS CHEIAS DE FLORES

O MAL DESTRÓI A BELEZA
DAS MATAS CHEIAS DE FLORES
*
Quisera poder falar
Palavras soltas ao vento
Traduzindo o pensamento
De quem consegue sonhar
Quisera também trilhar
Caminhos multicolores
Balbuciando louvores
À grande mãe Natureza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
O ar que envolve a cidade
Tem o nitrato e carbono
Que prejudicam o sono
Trazendo a enfermidade
Além dessa realidade
Há outros destruidores
Com barulhentos motores
E fome de malvadeza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
O povo quer o progresso
Com responsabilidade
Sem expor a sociedade
A um clima de retrocesso
Quem visa o grande sucesso
Causando tantos horrores
São os aproveitadores
Esbanjantes de torpeza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
Eu vejo tanta magia
No galho da aroeira
Na folha da amendoeira
Que cai no chão todo o dia
Vejo o rio que corria
Hoje a transportar odores
Vejo gente sem valores
Com poderes, sem nobreza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
Por que tamanha ganância
Que só a maldade espalha
Por que não ser quem batalha
Na vida, com elegância
Por que cuspir arrogância
No chão de tantos amores
Por que não ter os primores
Da humildade e da presteza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
Colunista do Cordel de Saia - Creusa Meira
Poeta de cordel, natural de Dom Basílio (BA), residente em Salvador.
 creusacaires@gmail.com

segunda-feira, 25 de junho de 2018

JORNADA CULTURAL EM BARBALHA


CAPOEIRA, MACULELÊ E SAMBA DE RODA
NO TERREIRO DE MESTRE CHICO DO CEARÁ
Nas andanças pelo cariri, participei do primeiro MUNGUNZÁ COM POESIAS VERSOS E PROSAS INTINERANTE. Um projeto criado pela SOCIEDADA DOS POETAS DE BARBALHA.
Um dos mais bonitos eventos que já participei. Aconteceu na comunidade do poeta Dão de Jaime, no sítio Santo Antônio de Arajara.  No Terreiro Cultural do Arte e Tradição de Mestre Chico do Ceará, nunca vi tanta animação.  Eu poderia falar dos visitantes, dos poetas que se apresentaram, mas no fundo nós fomos apenas, (mas com muito prazer) figurantes.
Pois quem deu um show de verdade foi a família de Dão de Jaime, tendo no comando mestre Chico do Ceará e sua esposa Socorro. A família inteira: Mulher, marido, filhos sobrinhos, numa perfeita interação, se apresentaram com samba de roda, Maculelê e Capoeira.
Nem precisa dizer que todo mundo entrou na dança. Foi uma alegria total. Esse sim, é o Brasil que eu quero.
Não posso deixar de falar do lançamento do cordel OS MILAGRES DO LIMÃO, de Dão de Jaime.
Fui em companhia do casal Josenir Lacerda e nos acompanhando Luiz Isael e Fátima Prado.
Quero agradecer aqui a Caravana Cultural da SPB, organizada pela presidente, Lindicássia Nascimento e dizer da minha alegria em participar do primeiro Mungunzá Itinerante.
Foi show de bola mesmo.
Todos estão de parabéns.
*
Dalinha Catunda