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quarta-feira, 11 de julho de 2018

LOGO - CORDEL DE SAIA





LOGO - CORDEL DE SAIA
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DALINHA CATUNDA
O Cordel de Saia Chega
Trazendo renovação
Cada saia pendurada
Tem a representação
Da mulher que pinta e borda
E para o cordel acorda
Com a sua aplicação.
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ROSÁRIO PINTO
Cordel de Saia festeja
A sua nova versão
Ressaltando os trabalhos
Feitos com o coração.
Versos e laços de fita
Onde a mulher acredita
Dedicar sua paixão.
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DALINHA CATUNDA
De flores fiz a moldura
Pra ficar mais feminino
De chita fiz cada saia
Dando o toque nordestino
O pontinho de corrente
Une a mulher do presente
Que tem cordel no destino.
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ROSÁRIO PINTO
Agora tem nova cara
Com marca artesanal
Pano, linha e agulha,
Desenho fenomenal,
De toda mulher artista,
Da cultura ativista.
Saias em grande varal.
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Logomarca: Dalinha Catunda
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terça-feira, 10 de julho de 2018

O GALO IOIÔ


O GALO IOIÔ
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Vi um galo fanfarrão,
Que fez o maior salseiro,
Se achando dono da rinha
Cagou no pau do poleiro,
Por isso foi condenado,
Mas agora encarcerado,
Protesta o arruaceiro.
*
Chamou os três mosqueteiros
Pra lhe tirar da prisão.
Pegou outro galo amigo,
Que estava de plantão,
Mas vendo bater badalo
Distante cantou de galo
Quem tinha a chave na mão.
*
O galo velho ciscou,
E fez roda e fez titica.
Um dizia solta o galo,
Já o outro, o galo fica!
O galo ia e voltava,
E desse jeito ficava,
Igual a couro de pica.
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Versos e foto de Dalinha Catunda

SOL E LUA por Lindicássia Nascimento

Hoje eu vi o sol saudando
Com ar de apaixonado
A deusa da noite clara
Com raio iluminado
Eu vi no céu toda nua
Pendurada, linda, lua
Deixando- o inebriado.
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Lindicássia Nascimento.
Poeta de Cordel e Presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

DANDO CARÃO NO DÃO


DANDO CARÃO NO DÃO
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DÃO DE JAIME
Não sei porque o destino
Tá fazendo isso comigo
Meu coração de menino
Está correndo perigo
Pensa que tá numa boa
Se apaixonando a toa
Fica todo derretido
Mas essa louca paixão
É por outro coração
Que já é comprometido.
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DALINHA CATUNDA
Meu querido amigo Dão
Vou lhe dizer num segundo
Só coração vagabundo
Vive essa situação
Quem lhe tem no coração
É o amor da sua vida
A sua mulher querida
Sua santa companheira
A sua eterna parceira
Que lhe acompanha na lida.
*
Dalinha Catunda

Dalinha Catunda e Mareira de Acopiára


TIRANDO UMA LASQUINHA 
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MOREIRA DE ACOPIARA
Repare e preste atenção
No que eu tenho pra dizer:
Falta pouco pra morrer
De sofrer ingratidão.
Falta consideração,
Sobra botada perdida,
Postura e língua comprida,
Mas a musa se projeta.
Optei por ser poeta,
Sou um lascado da vida.
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DALINHA CATUNDA
Eu faço verso a granel
Eu faço trova e poema
Pois versejar é meu lema
Vivo feito um menestrel
Faço e recito cordel
Nos versos sou atrevida
Só escolhi esta lida
Porque já nasci poeta
Se a musa nunca me veta
Não sou lascada na vida.
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Foto Dalinha Catunda

terça-feira, 3 de julho de 2018

MULHERES NO MARTELO AGALOPADO


MULHERES NO MARTELO AGALOPADO
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DALINHA CATUNDA
Quando a chuva caiu forte no chão
Eu rezei muito mais do que devia
Vi enfim que o milagre acontecia
De alegria vibrou meu coração
De repente enverdece meu sertão
A campina engalana-se com flores
Na paisagem divina tem mil cores
No gorjeio festivo o passarinho
Se acasala e concebe mais um ninho
A bonança chegou ouço rumores.
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CREUSA MEIRA
Esse tempo de seca que eu vivi
Na infância distante e adolescência
Deu-me grande lição e experiência
Para cada caminho que segui
Toda a vez que uma chuva cai aqui
E ouço o ronco bem forte do trovão
Bate em mim uma certa emoção
Que me faz esquecer por um momento
As mazelas de um desmoronamento
Tão frequente na atual situação.

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Versos de Dalinha Catunda e Creusa Meira
Decassílabo com Tonicidade: na terceira, sexta e décima.

terça-feira, 26 de junho de 2018

O MAL DESTRÓI A BELEZA DAS MATAS CHEIAS DE FLORES

O MAL DESTRÓI A BELEZA
DAS MATAS CHEIAS DE FLORES
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Quisera poder falar
Palavras soltas ao vento
Traduzindo o pensamento
De quem consegue sonhar
Quisera também trilhar
Caminhos multicolores
Balbuciando louvores
À grande mãe Natureza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
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O ar que envolve a cidade
Tem o nitrato e carbono
Que prejudicam o sono
Trazendo a enfermidade
Além dessa realidade
Há outros destruidores
Com barulhentos motores
E fome de malvadeza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
O povo quer o progresso
Com responsabilidade
Sem expor a sociedade
A um clima de retrocesso
Quem visa o grande sucesso
Causando tantos horrores
São os aproveitadores
Esbanjantes de torpeza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
*
Eu vejo tanta magia
No galho da aroeira
Na folha da amendoeira
Que cai no chão todo o dia
Vejo o rio que corria
Hoje a transportar odores
Vejo gente sem valores
Com poderes, sem nobreza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
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Por que tamanha ganância
Que só a maldade espalha
Por que não ser quem batalha
Na vida, com elegância
Por que cuspir arrogância
No chão de tantos amores
Por que não ter os primores
Da humildade e da presteza
O mal destrói a beleza
Das matas cheias de flores
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Colunista do Cordel de Saia - Creusa Meira
Poeta de cordel, natural de Dom Basílio (BA), residente em Salvador.
 creusacaires@gmail.com