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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cordel de Saia e animação



Cordel de Saia, composto por Rosário Pinto e Dalinha Catunda esteve hoje, 06/09/2018, no Hospital Universitário Gaffrée Guinle fazendo uma tarde de recreação para dois grupos de idosos: Renascer e Oficina Literária – do Projeto de Extensão da Pró Reitoria de Extensão da UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ambos os projetos são desenvolvidos no Hospital Gaffrée Guinle, sob a coordenação de Regina Macri, Arte-terapeuta e Coordenadora da Oficina Literária do HUGG.

Foi uma tarde muito agradável onde mais ou menos 150 pessoas formavam uma plateia atenta e animada que respondia com sorrisos e aplausos nossas apresentações.
Lá falamos de literatura de cordel, de mulheres, apresentamos pequenas pelejas, fizemos declamações e tivemos também um momento de trovas populares além dos versos engraçados.
No final, para nossa alegria, o grupo fez um canto de agradecimento e boa parte da plateia veio nos abraçar mostrando contentamento.
Tarde de alegria e magia poética!
Nota do Cordel de Saia

AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI - CORDEL -


AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI
1
Para guiar os meus passos
Eu peço licença a musa
Que tem sido camarada
Quando rogo não recusa
E por ser condescendente
Ilumina minha mente
Que pede, mas não abusa.
2
Eu sou Dalinha Catunda
Sou poeta popular
Minha mãe é poetisa
Sempre gostou de rimar
O fio da tradição
Eu peguei da sua mão
Para meus versos fiar.
3
Envolvida com os versos
Cordelista me tornei
Sabendo que esse universo
Que admiro e adentrei
O homem é maioria
Porém a mulher queria
Fazer parte dessa grei.
4
Foi chegando de mansinho
E firmando o pensamento
Escrevendo seu cordel
Com garra e discernimento.
Não tardou a demarcar
Nessa história seu lugar
E seu comprometimento.
5
Quando o homem acordou
Viu que não era esparrela
Sentiu a mulher no todo
Não somente uma costela
Viu o canto da mulher
Que meteu sua colher
Enfrentar qualquer querela.
6
Hoje no Brasil inteiro
Tem mulheres cordelistas
Pois apesar do machismo
Já somos muitas nas listas
Confirmando nosso traço
Ocupando mais espaço
E tendo novas conquistas.
7
E se o cordel criou asas
A mulher junto voou
No seio do Cariri
Acolhida ele encontrou
Nessa seleta morada
A mulher enamorada
Tal arte revigorou.
8
A mulher do Cariri
Tem postura no cordel
Pesquisa e conhecimento
Ela bota no papel
Faz bonito no presente
Sua garra é evidente
E se reflete em laurel.
9
Assim sendo resolvi
Fazer minha louvação
A mulher caririense
Que preserva a tradição
E mostra sua cultura
No cordel literatura
Com afinco e inspiração.
10
Deus queira que eu não esqueça
De ninguém nesse momento
Que me garanta destreza
Na força do pensamento
Que flua a imaginação
Nessa minha louvação
A quem tem merecimento.
11

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Lançamento do cordel As mulheres Cordelistas do cariri.


https://www.youtube.com/watch?v=wQrfz_RpSvc&feature=youtu.be

Autoria de Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com

Palestra sobre cordel na URCA


Da agenda no Crato:
Registro de minha participação numa palestra junto com a poeta de cordel Josenir Lacerda para uma turma de alunos da URCA. O tema que leva a sigla: AME, no desenrolar significa, Arte, musica e esperança. 
Foi um prazer grande participar junto com Josenir Lacerda e interagir com uma turma tão atenta. 
Nota de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 4 de setembro de 2018

TROFÉU CENTENÁRIO 2018


Da agenda no Ceará.
Na noite de, 31/08/2018, entre muitos poetas e convidados, estive, prestigiando, a festa dos agraciados com o troféu Centenário gonzagueano em Fortaleza, apoiando a Lindicassia Nascimento, presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha e recebendo o troféu de Anilda Figueiredo, presidente da ACC e Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC.
Momento de grande importância para a cultura popular. 

Parabéns a todos os agraciados e ao Pedro Sampaio, por mais uma grande realização, no contexto cultural, propagando nossa cultura.

Dalinha Catunda

AS TRÊS PIXOTAS DE POÁ















AS TRÊS PIXOTAS DE POÁ

*
As três “pixotas” fogosas
Partiram pra capital.
Na casa de margarida
Ficaram com seu aval,
E na hora de dormir
Eu quase morro de rir
Da roupa que era igual.
*
Camisola e Baby doll
Tinham o mesmo padrão
As moranguinhos de ITU
Encheram logo o colchão
Cada qual a mais fofinha
Para não dizer gordinha
Pois pode dar confusão.
*
Quando eu olhei para o trio,
Disse: Só no Ceará!
Todo mundo de vermelho
As três santas de poá
Lindicássia Nascimento
Com seu atrevimento
Foi dizendo: Venham cá!
*
- Nós estamos é tão linda,
Que eu vou já fotografar!
Eu ainda quis correr,
Mas linda com o celular
Fez o que não devia:
A nossa fotografia
Só por isso eu vou postar.
*

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

OFICINA DE CORDEL NA CENA CARIOCA

Curso Versos de Cordel na Cena Carioca
Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro 
O projeto é decorrente do interesse despertado a partir do espetáculo Mulheres no cordel. Chega na esteira do Poesia Encena,  projeto vitorioso, concebido e realizado por Beth Araújo com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro. 
Dinamizador, Apresentação do curso, Dinâmica e Bibliografia.
Maria Rosário Pinto – Licenciatura em Letras PUC/RJ, pesquisadora e documentalista da área de cultura popular, dedicada à literatura de cordel. É poeta de cordel. Trabalhou por 18 anos na Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/IPHAN. Responsável pela seleção, higienização, catalogação, indexação, guarda e disponibilização deste acervo. Tem alguns artigos e textos publicados em livros, folhetos, catálogos, no site da Fundação Casa de Rui Barbosa, no espaço de biografias de poetas de cordel, também no site IELT - Instituto de Estudos de Literatura e Tradição, em Portugal. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, desde 2001. Classifica no Edital Mais Cultura – Prêmio Patativa do Assaré, 2010, com a publicação de 3.000 exemplares pelo Ministério da Cultura.

> o que motivou a proposição deste curso;
> a qualificação e experiência da dinamizadora;
> a dinâmica de apresentar poemas de um saber sedimentado pelas tradições de transmissão entre gerações;
> trabalhar o modo de fazer literário;
> indicação da bibliografia utilizada; e,  
 > experimentação prática de composição.

A evolução da literatura de cordel

A importância dos estudos da literatura de cordel face à necessidade de manter a tradição dos conhecimentos da oralidade. A literatura de cordel é ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores. A produção de folhetos de cordel desafia os tempos modernos mantendo-se viva e atuante.

A função da oralidade como fonte de transmissão, e a riqueza das formas de expressão e do saber e fazer literário. O poeta cordelista é, sobretudo, um atento observador dos processos de atualização da sociedade em sua estrutura social, política e/ou tecnológica.

A oficina sobre Literatura de cordel tem como base a inserção da literatura de cordel como ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores, com o objetivo de estimular a leitura, a reflexão e a transposição do universo literário dos folhetos para o próprio universo. Despertar o gosto pela narrativa e pela estética dos folhetos.

Apresentar os conhecimentos básicos para a composição do folheto de cordel, e despertar o interesse do grupo envolvido. 

O curso toma por base: a história da literatura de cordel, poetas e editores, verso, métrica, rima, oração e a confecção do folheto e de suas capas.


Bolsas poéticas

Fontes de pesquisas: sites e blogs

Biblioteca Amadeu Amaral, do CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR/CNFCP/Iphan/MinC – www.cnfcp.gov.br

Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC – www.ablc.com.br


Facebook – Rosário Pinto e Cordel de Maria

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Texto: Rosário Pinto