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sábado, 13 de outubro de 2018

ENCONTRO COM AUTORES DE LITERATURA DE CORDEL


Convidada pela professora Solange Medeiros, participante do curso VERSOS DE CORDEL NA CENA CARIOCA, idealizado pela Arte Educadora Beth Araújo compareci no dia 11/10/2018 do ENCONTRO COM OS AUTORES, promovido pelo CIEP ADÃO PEREIRA NUNES, em Irajá, Rio de Janeiro.
Realizamos leituras e falamos da literatura de cordel, suas origens, temáticas, elaboração das estrofes e a formatação e ilustração da peça gráfica dos folhetos.  No mesmo evento o autor João Batista Melo levou suas histórias e seus versos. Regado com leituras de títulos adequados para escola, alunos, pais e professores.
O público ouvinte, em sua maioria composto de imigrantes nordestinos, foi muito participativos. Recebi perguntas sobre as origens da literatura de cordel, sua forma e conteúdo e quais foram os autores e folhetos mais conhecido, vendidos e lidos. Havia grande curiosidade e interesse em cada olhar.

Agradecimentos:
Elizabeth Valente - diretora geral
Virgínia - diretora adjunta
Glaucia - coordenadora

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

BOTEI A DOR NO VARAL E ENXUGUEI O MEU PRANTO

BOTEI A DOR NO VARAL
E ENXUGUEI O MEU PRANTO
HELIODORO MORAIS
Eu vi a desilusão
Da minha infelicidade
Jorrar na dor da saudade
Do poço da solidão
Vi derramar-se no chão
Tristeza pra todo canto
A minha dor chorou tanto
Que fez o bem do meu mal
BOTEI A DOR NO VARAL
E ENXUGUEI O MEU PRANTO
*
DALINHA CATUNDA
Quando vi desmoronar
Meu castelo construído
O meu sonho destruído
Resolvi me levantar
E por não querer chorar
Arranjei novo acalanto
Sou mulher e me garanto
O golpe não foi fatal:
BOTEI A DOR NO VARAL
E ENXUGUEI O MEU PRANTO.
*
Mote : Heliodoro Morais


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CORDEL DE SAIA NA OFICINA LITERÁRIA DO HUGG II





CORDEL DE SAIA NA OFICINA LITERÁRIA DO HUGG
Mais uma vez o Cordel de Saia, esteve na Oficina Literária do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle:
 Repassando um pouco da história do cordel,
Fazendo roda de leitura para que as alunas se familiarizem com essa literatura,
 Explicando as regras, nesse primeiro momento, focando especialmente na rima.
É um grupo de mulheres, pequeno, porém interessado e atento que já participa da Oficina Literária do HUGG.
 As aulas ministradas pelo Cordel de Saia, é um mote desenvolvido dentro da oficina já existente.
Dalinha Catunda
 cad. 25 da ABLC
“Nuclearteterapia Hugg
A Oficina Literária do HUGG passou o primeiro semestre deste ano mergulhada na criação de um Cordel sobre sua trajetória nesses 19 anos de sua história no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.
O Cordel nasceu em agosto dentro do Processo de Criação do Grupo componente (nossas poetas e contadoras de histórias) através da Arteterapia!
Lançamos nosso Cordel (Ensaio em Sextilhas) em 14 de setembro na Biblioteca do Rio Comprido. Dois dias depois tivemos a notícia do Cordel tornando-se Património Cultural do Brasil!
Neste momento temos a participação conosco das Cordelistas Dalinha Catunda e Rosário Pinto da Academia Brasileira de Literatura de Cordel!! — com Edla Oliveira, Custodia Virgilia d'Araujo Dias, Renascer Unirio, Regina Macri e Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG.”
Regina Macri

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A MULHER EM TRÊS TEMPOS NO CORDEL














A MULHER EM TRÊS TEMPOS NO CORDEL
1º - a mulher teve grande importância no ofício de repassar a cultura popular. Foi mestre em difundir suas tradições, contando histórias, lendas, causos, cantando cantigas de ninar, fazendo adivinhas, cantando cantigas de roda, repassando as superstições, pois tudo isso é parte da andante cultura oral. O cordel parente próximo do repente não ficou de fora, era lido contado ou cantado, também, por mulheres. Era dessa forma que a mulher contribuía com a cultura, nos tempos passados. Reuniam-se em alpendres terreiros e calçadas.
2º - a mulher foi tema dos folhetos nas mais diversas formas: A musa, louvada por seus poetas, escrachada por outros, conforme o olhar de cada bardo sobre a figura feminina.
3º - finalmente, chegou a vez da mulher marcar espaço, e ocupar seu lugar ao lado do homem de igual para igual. Não, apostando numa competição, e sim numa parceria, ocupando a lacuna a ela destinada. E assim, aconteceu. A mulher hoje escreve cordel, ministra oficinas, ocupa as academias de literatura, onde antes era apenas um “clube do bolinha.” Enfim, a mulher ganhou voz e começa a ser respeitada como poeta cordelista.
 Mais uma vez, consegue reunir, aglomerar, não em alpendres, calçadas, terreiros, nem na debulha do feijão, mas num espaço muito mais amplo, a internet! Onde navega com garra, conhecimento, participando das pelejas virtuais, desbravando novos caminhos e fincando sua bandeira, nas mídias contemporâneas.
Nas fotos as Mulheres Cordelistas que nos ajudam a manter o intercâmbio entre as Academias de Cordel.
Texto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
rosariuspinto@gmail.com

domingo, 7 de outubro de 2018

VERSOS DE CORDEL NA CENA CARIOCA

O projeto é decorrente do interesse despertado a partir do espetáculo Mulheres no cordel. Chega na esteira do Poesia Encena,  projeto vitorioso, concebido e realizado pela Arte/Educadora Beth Araújo com o apoio da Gerência de Leitura e Audiovisual da Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro. 
Dinamizador, Apresentação do curso, Dinâmica e Bibliografia.
Maria Rosário Pinto – Licenciatura em Letras PUC/RJ, pesquisadora e documentalista da área de cultura popular, dedicada à literatura de cordel. É poeta de cordel. Trabalhou por 18 anos na Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/IPHAN. Responsável pela seleção, higienização, catalogação, indexação, guarda e disponibilização deste acervo. Tem alguns artigos e textos publicados em livros, folhetos, catálogos, no site da Fundação Casa de Rui Barbosa, no espaço de biografias de poetas de cordel, também no site IELT - Instituto de Estudos de Literatura e Tradição, em Portugal. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, desde 2001. Classifica no Edital Mais Cultura – Prêmio Patativa do Assaré, 2010, com a publicação de 3.000 exemplares do folheto Catalogação de cordel pelo Ministério da Cultura.

- o que motivou a proposição deste curso;
- a qualificação e experiência da dinamizadora;
- a dinâmica de apresentar poemas de um saber sedimentado pelas tradições de transmissão entre gerações;
- trabalhar o modo de fazer literário;
- indicação da bibliografia utilizada; e,  
 - experimentação prática de composição.

A evolução da literatura de cordel

A importância dos estudos da literatura de cordel face à necessidade de manter a tradição dos conhecimentos da oralidade. A literatura de cordel é ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores. A produção de folhetos de cordel desafia os tempos modernos mantendo-se viva e atuante.

A função da oralidade como fonte de transmissão, e a riqueza das formas de expressão e do saber e fazer literário. O poeta cordelista é, sobretudo, um atento observador dos processos de atualização da sociedade em sua estrutura social, política e/ou tecnológica.

O curso sobre Literatura de cordel tem como base a inserção da literatura de cordel como ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores, com o objetivo de estimular a leitura, a reflexão e a transposição do universo literário dos folhetos para o próprio universo. Despertar o gosto pela narrativa e pela estética dos folhetos.

Apresentar os conhecimentos básicos para a composição do folheto de cordel, e despertar o interesse do grupo envolvido. 

O curso toma por base: a história da literatura de cordel, poetas e editores,verso, métrica, rima, oração e a confecção do folheto e de suas capas.

Paralelo aos estudos da literatura de cordel são desenvolvidas atividades de dramaturgia, artesanto e música.








quinta-feira, 4 de outubro de 2018

São Francisco por Bastinha Job


SÃO FRANCISCO
*
São Francisco de Assis
patrono da Ecologia.,
neste abençoado dia.
tenhamos por diretriz,
ter um mundo mais feliz
respeitando os animais
aves e mananciais
dessa rica Natureza
e o futuro, com certeza,
não sairá dos anais.
*
Bastinha Job
dalinhaac@gmail.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/
Dalinha Catunda Cad. 25 da ABLC

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A FORÇA E A IMPORTÂNCIA DAS PELEJAS VIRTUAIS


A criação do blog CORDEL DE SAIA chegou para divulgar a poesia feminina na literatura de cordel e com ele teve início um grande levantamento de autoras de literatura, que ali são chamadas a participar de Cirandas poéticas. A partir daí e, com a força das mídias virtuais, estas mulheres deram início a vários debates on-line, ora em prosa, ora em poesia.

Dalinha Catunda e Rosário Pinto deram o pontapé inicial desta modalidade e, trazendo para a cena o universo feminino. A primeira peleja realizada no mensager foi Fuxico de mulher. O debate começou como uma brincadeira e resultou na publicação de folheto.

No folheto Pelejas virtuais, 2018, Dalinha Catunda relata as pelejas travadas com várias autoras e autores. Agora já é comum, basta jogar uma estrofe com MOTE e, a disputa está no ar. Como em todo desafio, as primeiras estrofes remetem para os informes sobre os debatedores. Têm inicio com a apresentação dos poetas e a consequente e, de praxe, depreciação dos versos do adversário, enaltecendo suas próprias qualidades poéticas. É assim que se dá nas mais tradicionais pelejas. Cabe aqui ressaltar que, no folheto aqui citado, Dalinha Catunda usa o recurso da “deixa” em todas as estrofes de seu poema.

Estas pelejas virtuais que começaram como brincadeiras tornaram-se mais frequentes e trouxeram para a cena vários poetas e poetisas que, até então, permaneciam mais reclusos em suas localidades. Todos, com suas características, informam, encantam e deleitam os leitores que ficam ansiosos por novos embates. Em paralelo às pelejas virtuais, Cordel de Saia desenvolve as publicações de folhetos coletivos.

Pelo fato de serem compostas on-line estas contendas ganharam o mundo e hoje estão referenciadas nos mais distantes lugares.
“Chegaram ao estrangeiro
As pelejas virtuais
Tem pelejas em revistas
Temos cordéis em jornais
A mulher ganhou espaço
E também marca seu traço
Nestes tempos atuais.”
(Dalinha Catunda)



Maria Rosário Pinto
ABLC, cadeira 18