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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

.CORDEL DE SAIA NO CIBERESPAÇO.


.CORDEL DE SAIA NO CIBERESPAÇO.
As pelejas virtuais, os cordéis coletivos, tem ocupado a vida de poetas e as páginas do face, e tem se intensificado.
Mais do que interagir, é descobrir e trazer para as redes sociais poetas de todo canto do Brasil, principalmente do nordeste.
O CORDEL DE SAIA, blog que sou autora e gestora junto com a cordelista Rosário Pinto, desde 2009 já vem organizando “As Cirandas de Versos”, as pelejas virtuais e os cordéis coletivos.
Em 19, de janeiro, no Teatro Saberes do Sertão, no Cantinho da Dalinha, O CORDEL DE SAIA com a presença de suas gestoras fez o Lançamento do título: SE TEM MULHER NO CORDEL/VOCÊ TEM QUE RESPEITAR, no VI ENCONTRO DE CORDELISTAS NA CIDADE DE IPUEIRAS.
O cordel desenvolve um o mote de Dalinha Catunda, é uma realização CORDEL DE SAIA.
No lançamento, contamos com várias cordelistas, que participaram das glosas: Anilda Figueiredo, Dalinha Catunda, Lindicássia Nascimento, Rosário Pinto, Vânia Freitas.
Anilda Figueiredo presidente da ACC e Lindicássia Nascimento presidente da SPB levaram seus exemplares, para a cordelteca de cada de cada instituição, para o colegiado e para o acervo pessoal.
Já foram colocados nos correios por mim e por Rosário Pinto uma cota de cordéis para cada participante. É um mimo oferecido pelo CORDEL DE SAIA, que ao longo de sua existência, tem contado com essas mulheres maravilhosas do cordel.
Blog: Cordel de Saia
Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
Rosário Pinto
rosariuspinto@gmail.com


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

ATEANDO FOGO NO GRACEJO

ATEANDO FOGO NO GRACEJO.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Das vezes que o procurei
Nenhuma te encontrei
Por certo assim estarei
Outra vez a procurar
Sentindo dificuldade
Pra matar essa saudade
Misturada com a vontade
De poder te encontrar.
*
DALINHA CATUNDA
Um sujeito que se esconde
Se enfia não sei aonde
Fica mudo e não responde
Eu que não vou procurar
Não fico desesperada
Parto pra nova empreitada
E por não ser acanhada
Mando o cabra se lascar.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Poder matar o desejo
Te fazendo um gracejo
Poder sentir no teu beijo
O gosto do paladar
Na ternura do amor
Na quentura do calor
Do teu corpo abrasador
Deixando o meu aflorar.
*
DALINHA CATUNDA
Pra matar o meu desejo
Que é quente é sertanejo
Eu caio em cima sem pejo
Daquele que sabe amar
Eu dou corda e o cabra acorda
Feliz ele pinta e borda
Quando a magia transborda
Eu vejo a cobra fumar.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Aflorando a emoção
Aflorando excitação
Aflorando o coração
Dessa poeta ao versar.
Versar com magnitude
Versar com mais atitude
Versar nessa plenitude
Versar, cantar e glosar!
*
DALINHA CATUNDA
Quando aflora a emoção
Agente cai do colchão
E ali mesmo no chão
Tem jiripoca a piar
E nesse meu escarcéu
O cabra perde o chapéu
Pode não entrar no céu
Mas vê estrela a brilhar.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Se assim com esse canto
Não despertar teu encanto
Eu mudarei pra outro canto
Onde eu possa encontrar
Em outros braços calor
A ternura d'outro amor
Noutro corpo abrasador
Outra fonte para amar!!!
*
DALINHA CATUNDA
Com essa minha cantiga
Só o cabra bom formiga
E acorda o pé da barriga
Sem medo de se estrepar
Eu canto a felicidade
De quem vive de verdade
E tem personalidade
Até para gracejar.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Dessa forma o tal sujeito
Parece ter um defeito
Já que nada surte efeito
Nem tem arte pra encantar
E se ele não respondeu
Também não correspondeu
É porque não conheceu
A tua forma de amar.
*
DALINHA CATUNDA
Tem cabra que é feito galo
Só tem bico pra cantar
E na hora do bem bom
Começa a sapatear
Faz zoada, roda e cisca,
Entre tanto não belisca
Com medo de se borrar.

*
- Lindicássia Nascimento.
Presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha. Cad. 06
Dalinha Catunda da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. cad. 25.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MULHERES CORDELISTAS DO VIRTUAL AO IMPRESSO



A boa surpresa de Vânia Freitas, no VI ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS NA CIDADE DE IPUEIRAS.
A cordelista, Vânia Freitas, que sempre se dispõe a participar da troca de versos, das pelejas virtuais, achou pouco participar desses desafios apenas via internet e se dispôs a editar dois cordéis com motes de mulheres.
Glosando o mote de minha autoria: BIQUEIRA FAZ MELODIA/QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO,
Mote esse, por duas vezes glosado em minha página, no face, Vânia fez um apanhado e editou um cordel.
Mote de Dalinha Catunda desenvolvido em 2017, pelos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Raiz Nordestina (Zé Ferreira)
Davi Ferreira
José Lacerda
Rainilton Viana
Edson Francisco
Vânia Freitas
Luiz Ferreira Liminha
Em 2019 o mote voltou a ser apresentado e glosado com participação dos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Gevanildo Almeida
Antônio Cassiano
Silvano Lyra
Tata Brito
Sueli Diniz
Chico Mulungu.
O segundo mote glosado foi da autoria de Vânia Freitas:
VINHO QUE POETA BEBE/ É VINHO DE INSPIRAÇÃO.
Poetas que acompanharam Vânia nesse mote:
José Fonseca
David Ferreira
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Socorro Alencar
Josy Maria
Maria Luciene
Rosário Pinto.
Agradecer a  poetisa Vânia Freitas, o presente, e dizer que já estão em minha Cordelteca em Ipueiras. Foi uma ótima surpresa. Você é uma cordelista, que participa, que interage e que nos encanta sempre.

Dalinha Catunda cadeira 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O SEMEAR DE LINDICÁSSIA


O SEMEAR DE LINDICÁSSIA
*
Você é semente ao vento
Brota em qualquer estação
Em toda farta colheita
Tem seu pulso, sua mão,
Você é mulher que faz
É de batalha e de paz
Nunca se abate em ação.
*
É a semente plantada
É tronco reprodutor
Seus galhos se espalharam
Nas folhas do esplendor
Oriunda de Barbalha
Fruto seu nasce sem falha
No cultivo do que for.
*
E semeando cultura
Pela serra se esparrama
Desce e sobe agilmente
E se desenrola em rama
Por novos cantos circunda
Nessa difusão profunda
Da raiz vem sua fama.
*
Lindicássia Nascimento
Filha de Dona Angelina
Traz a força da mulher
Num sorriso de menina
E com muita garra e luz
Essa cabocla conduz
Nossa arte nordestina.
*
Versos de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
Em homenagem a Lindicássia.
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

NO EXERCÍCIO DO CORDEL


NO EXERCÍCIO DO CORDEL
*
DALINHA CATUNDA
Essa grande interação
Quero aqui agradecer
Praticar é aprender
É prestar mais atenção
Nessa virtual lição
Onde o cordel é o tema
Esse é um bom sistema
Para quem quer praticar
Conviver e melhorar
É aprender sem dilema.
*
LUIZ ADEMAR MUNIZ
Mesmo com meu verso ralo
Quebrado de baixo à cima
Sem ter métrica nem rima
Para escrever não me abalo
Meu cordel, vou declamá-lo
À toda hora e segundo
No desejo mais profundo
Qu'existe no universo
Eu quero espalhar meu verso
Por toda parte do mundo.
*
DALINHA CATUNDA
Luiz Ademar Muniz
Poeta capacitado
Que foge do pé quebrado
Tua estrofe assim diz
Versejando foi feliz
Fez a metrificação
Caprichou na oração
Não se perdeu ao rimar
Brincando de versejar
Fez versos com precisão.
*
JOÃO RODRIGUES
Para se fazer cordel
Não basta um verso fazer
Nem qualquer coisa escrever
Numa folha de papel
Não basta falar do fel
Que é a terra rachada
Nem falar de enxurrada
De sertão ou de fartura
Pois nossa literatura
Precisa ser respeitada.
*
DALINHA CATUNDA
O cordel é exigente
Pois tem regra na feitura
Não é qualquer criatura
Que leva o cordel à frente
Porém sendo paciente
E tendo dedicação
Usando a inspiração
É possível aprender
Basta somente querer
E prestar muita atenção.
*
CARLOS AIRES
Nosso cordel necessita
De poeta competente,
Que escreva corretamente
Pois a poesia escrita
Ficará bem mais bonita
Quando essa composição
Se encaixa com perfeição
Bem no regime da ética
Com consistência poética
Firmeza na construção.
*
DALINHA CATUNDA
Não quero aqui descartar
Nosso linguajar matuto
Do singelo vate astuto
Que também sabe rimar
Aprendeu metrificar
Através da oralidade
Porque vem da antiguidade
Da boca do menestrel
A história do cordel
Na voz da simplicidade.
*
BASTINHA JOB
Fazer o verso isométrico
Sempre com a mesma medida
Fazer verso heterométrico
No cordel, não tem saída;
A redondilha maior
É a medida melhor 
Para o verso popular 
Ninguém vai achar defeito
O cordel será perfeito
Gostoso de recitar.
*
DALINHA CATUNDA
O verso de pé quebrado
Desabona a criação
Pois sem metrificação
O verso fica aleijado
No cordel esse cuidado
Jamais poderá faltar
Vamos a regra adotar
Fazer bonito papel
Não se faz um bom cordel
Sem saber metrificar.
*
GEVANILDO ALMEIDA
Vendo essa imagem na tela
Posso ver com perfeição 
Sempre Dalinha em ação
Essa Poetisa bela
E valorizando aquela
Nossa cultura adorada
Por autores declamada
Em pontos de festivais
E nas bancas de jornais
Para o povo repassada.
*
DALINHA CATUNDA
Chegou primeiro Ademar
Para nossa interação
Cantou bonito o João
Sem esquecer de contar
E para melhor ficar
Carlos Aires com Firmeza
mostrou a sua grandeza
Falando de competência
Pois o cordel tem ciência
Bardo tem que ter destreza.
*
ROSÁRIO PINTO
CORDEL é literatura.
Vem de antiga tradição,
Por ela tenho afeição.
Reflete nossa cultura
Tem regras, tem estrutura.
Do homem já foi reduto
Sendo erudito ou matuto.
Mas finalmente a mulher,
Chegou com sua colher,
P’ra mexer nesse produto.
*
DALINHA CATUNDA
Quem tem ouvido apurado
Sempre descobre o defeito
Quando o pé não sai perfeito
Logo o erro é notado
Não é bom ser apressado
É melhor ter atenção
Dar sentido a oração
Da rima não descuidar
Pra melhor estruturar
Os versos da criação.
*
BASTINHA JOB
 O ritmo de um cordel
Deve ser sequenciado
Tônica, átono marcado
Isso sabe o menestrel 
Do antigo ao novel 
Sabe ser cadenciado
Não faz verso mutilado
Tudo na justa medida
Rima e métrica dão vida
Ao cordel bem inspirado.
*
CREUSA MEIRA
 Por mais que eu fique distante
Das estradas do Cordel
Ele chega num tropel
E me envolve nesse instante
Na peleja extasiante
Desses grandes menestréis
Abnegados, fiéis
Que constroem a melodia
Rimando com maestria
Os seus brilhantes Cordéis
*
VÂNIA FREITAS
No cordel se usa a rima
A métrica e a oração
E o verso tem expressão
Se a inspiração vem de cima
É tirar ouro de mina
É espalhar a poesia
É fazer com maestria
O cordel de qualidade
Não importa quantidade
No cordão desta magia.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Minha escrita vem da alma
Escrevo com emoção
Discorro no coração
Os versos que me acalma
Tiro o chapéu, bato palma
Pra quem bota no papel.
Eu admiro o menestrel
Que compõe sua poesia
Que dela faz cantoria
E transforma em cordel.
*
JOSÉ WALTER
 Vou entrar na brincadeira,
Falando coisa séria:
O cordel não é pilhéria,
Porém arte verdadeira,
Poesia pioneira,
Numa bela trajetória,
Construindo sua história,
Para ficar nos anais,
Sem se arrefecer jamais,
Numa luta meritória!
*
DAVID FERREIRA
Fazer cordel, com certeza,
pelo menos, para mim, 

não é tão simples assim,
pois, além da sutileza,
requer do dote, clareza,
bom humor, hegemonia,
competência e sintonia
e, decerto, um bom assunto,
sem preterir o conjunto:
métrica, rima e melodia.
*
SETILHAS
ANILDA FIGUEIREDO
Cordel é uma delgada corda,
Com as pontas estendidas,
Sendo uma na Europa
E a outra, em nossas vidas;
Pendurando belos versos,
Na verdade réus confessos
Julgados pela barriga.
*
MANA CARDOSO
Pra escrever um bom cordel
É preciso conhecer
Rima, Métrica , Oração

E bom conteúdo ter
É dar conta do recado
Num assunto caprichado
Para quem gosta de ler.
*
MURILO CARDOSO
Cordel é uma delgada corda,
Com as pontas estendidas,
Sendo uma na Europa

E a outra, em nossas vidas;
Pendurando belos versos,
Na verdade réus confessos
Julgados pela barriga.



Foto e edição de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A CIRANDA DO CORDEL


A CIRANDA DO CORDEL
*
DALINHA CATUNDA
Eu sou Dalinha Catunda
Cordelista a cirandar
Na roda dessa ciranda
Quero o cordel divulgar
Sou a força da Mulher
Na Cultura popular.
*
ANILDA FIGUEIRADO
Sou Anilda Figueiredo
O cordel me leva além
Marco o passo da ciranda
Que o cordel no meio tem
Cordel em sala de aula
Não demora logo vem.
*
CHICA EMÍDIO
O meu nome é Chica Emídio
Sou professora e atriz
No meio duma ciranda
Danço canto e peço bis
E se tem cordel no meio
Eu sou muito mais feliz.
*
DENISE PRIMO
Chamo-me Denise Primo
Poetisa também sou
Tenho dó de quem entrou
Na ciranda e não dançou
Tenho dó de quem já leu
Um cordel e não gostou.
*
FATIMA CORREIA
Sou a Fátima Correia
Danço, canto e represento
Com uma flor no cabelo
Faceira eu me apresento
Da ciranda e do cordel
Não tiro meu pensamento.
*
ROSÁRIO PINTO
Meu nome é Rosário Pinto
Na Ciranda eu sou a tal
Também escrevo cordel
Eu vim lá de Bacabal
Na história da ciranda
Eu deixei o meu aval.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Lindicássia Nascimento
Assim eu fui batizada
Gosto muito de ciranda
Adoro saia rodada
E para louvar cordel
Sou poeta preparada.
*
Versos de Dalinha Catunda




terça-feira, 29 de janeiro de 2019

PORÉM PRÍNCIPE ENCANTADO/É COISA DE ANTIGAMENTE


PORÉM PRÍNCIPE ENCANTADO

É COISA DE ANTIGAMENTE.
*
Peguei meu lápis de cor
Colori nosso universo
Ao lado de cada verso
Eu desenhei uma flor
No caderninho do amor
Eu brinquei de adolescente
Até cupido inocente
Inventei para recado
PORÉM PRÍNCIPE ENCANTADO
É COISA DE ANTIGAMENTE.
*
Botei um batom carmim
E beijei o bilhetinho
Dobrei com todo carinho
Mas não guardei só pra mim
Mandei pra você, enfim,
Toda feliz e contente
Pois não tirava da mente
Meu pretenso namorado
PORÉM PRÍNCIPE ENCANTADO
É COISA DE ANTIGAMENTE.
*
Mas enquanto eu desenhava
O mais bonito castelo
Meu sonho que era belo
Aos poucos desmoronava
Feito criança eu chorava
A dor no peito presente
E o travesseiro ciente
Solidário me alertava:
PORÉM PRÍNCIPE ENCANTADO
É COISA DE ANTIGAMENTE.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda