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quarta-feira, 6 de março de 2019

MEMÓRIAS DO CORDEL DE SAIA



Então amiga Dalinha Catunda! Estes nossos Encontros no CORDEL DE SAIA, com as CIRANDAS (a primeira foi uma de Natal), PELEJAS VIRTUAIS (naquela época era o ORKUT), lomgp tempo na estrada.

E lá em dois mil e nove
Surgiu CORDEL DE SAIA
Convidamos as mulheres
Para compor em nossa praia.
Primeiro com as CIRANDAS
Versos de todas as bandas
Foi uma grande propaganda.
*
Uma das primeiras poetisas convidada a entrar na Sala de Visitas do CORDEL DE SAIA foi Creusa Meira, em 2010, com seu poema Pelas ruas da cidade, poema com mote aberto a quem desejasse participar. Foi, assim, aberta a temporada de “venha poetar conosco.” Naquela ocasião respondi a Creusa:
“Olá amiga Creusa,
Você já está em nossa Sala de Visitas. Esperamos que goste do espaço, da iluminação, das anfitriãs, dos amigos que andam por cá, dos docinhos, dos recitais que ocorrem com muita frequência, das CIRANDAS POÉTICAS, sempre acompanhadas de depoimentos de ilustres poetas. Somos essencialmente nordestinas, portanto, estaremos com as portas sempre abertas e, há sempre mais um lugar à mesa. (Rosário Pinto, 2010)

Pelas ruas da cidade
1
Pelas ruas da cidade
Vão em marcha, confiantes
Carregando nos semblantes
Seus anseios de igualdade
Lutam com dignidade
Por respeito, sonhos mil
Vencem qualquer desafio
Heroínas resistentes
São fortes e são valentes
As mulheres do Brasil
2
Tantas vezes agredidas
Por maridos, pais ou estranhos
Não contabilizam ganhos
Somente grandes feridas
Apesar de tão sofridas
Enfrentando um mundo hostil
Não perdem jamais o brio
Vão à luta sorridentes
São fortes e são valentes
As mulheres do Brasil

3
Pelo fim da violência
Nunca deixem de lutar
É preciso erradicar
Esse mal e dar ciência
De uma lei que com urgência
Em nosso país surgiu
Maria da Penha é mil
Fiquem, pois, todos cientes
Que são fortes e valentes
As mulheres do Brasil
4
Já existe uma central
De atendimento à mulher
Ligue de onde estiver
Quando sofrer algum mal
Terá amparo legal
Que enquadrará o vil
Colocando-o num covil
De bandidos indecentes
São fortes e são valentes
As mulheres do Brasil!
(Creusa Meira) 

segunda-feira, 4 de março de 2019

PUXANDO O CORDÃO DAS CORDELISTAS


PUXANDO O CORDÃO DAS CORDELISTAS 
*
DALINHA CATUNDA
Sou poeta cordelista
Sou guerreira na missão
Faço meu cordel com zelo
Com apego e devoção
Eu também estou na lista 
Onde a mulher cordelista
Registra sua oração.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Sou poeta cordelista
Com muita satisfação
Versejo com alegria
E amor no coração
Defendo a literatura
O Cordel é arte pura
Em qualquer ocasião
*
BASTINHA JOB
Também mexo com Cordel
E ele mexe comigo
Passeio em sua temática
Conectada,eu sigo
Com todas as Cordelistas
Inspiradas e benquistas
Nesse aconchego amigo!
*
ROSÁRIO LUSTOSA
E para ser cordelista
Nordestino tem que ser
Valorizar sua origem
Do Nordeste entender
Saber falar sua língua
Ler e também escrever.
*
ANILDA FIGUEIREDO
Adoro ser cordelista,
Digo sem pedir segredo,
Gosto de escrever versos,
Pois traço rima sem medo,
Valorizo o que eu faço,
E deixo aqui o abraço
De Anilda Figueiredo.
*
HELIANA LEITE
A vida do cordelista
Se resume numa rima
Na vida ele é artista
O astral ta la em cima
Canta a vida com beleza
Transformando dor em riso
Exaltando a natureza...
*
VÂNIA FREITAS
Também como Cordelista
Nesta farra vou entrar
Quero mostrar que a cultura
Se acha em qualquer lugar
Aqui do meu Ceará
Eu trago o verso de lá 
E junto com meu cantar.
*
ROSARIO PINTO
Há tanto tempo na estrada
A mulherada festeja!
Abrindo novos espaços 
O que sempre se almeja.
São as mulheres na pista.
Brasileira, cordelista,
Enfrentando a correnteza.
*
ESIO RAFAEL
A Dalinha é liderança
E cuida como ninguém 
Das mulheres cordelistas 
Deus dê saúde amém
Se um dia precisar 
Pode me convocar 
Dou de conta do harém.
*
Postagem de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

sábado, 2 de março de 2019

FOLIÃO QUE TEM PEGADA/NÃO PEGA SEM PERMISSÃO.


*
Vou brincar o carnaval
Hoje é dia de folia
Já vesti a fantasia
Eu vou de mulher fatal
Mas não avance o sinal
Sem minha autorização
Na cara eu lhe sento a mão
Se entrar nessa roubada:
FOLIÃO QUE TEM PEGADA
 NÃO PEGA SEM PERMISSÃO.
*
Vou dançar frevo e marchinha
No samba vou me esbaldar
Até o dia raiar
Danço sem perder a linha
Quero sua mão na minha
Quero aquele olhar pidão
E celebrar a paixão
Depois de ser conquistada
FOLIÃO QUE TEM PEGADA
 NÃO PEGA SEM PERMISSÃO.
*
Glosas de Dalinha Catunda
Mote de Tião Simpatia.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

CARNAVAL COM EFEITO

CARNAVAL COM EFEITO
Lindicássia Nascimento.
*
Acordei tranquilamente
Na terça de carnaval
Não sei se é bem ou mal
Sei que me sinto contente
Nem um pingo de aguardente
Meu organismo contém
Mas isso até que convém
Hoje estou mais feliz
Pela escolha que fiz
Não me apegar a ninguém.
*
Tomar cachaça é fatal
Quando rola uma paixão
No calor de uma emoção
Um amor de carnaval
Hoje sufoco esse mal
Encurralado no peito
Não há quem possa dar jeito.
Não vou mais beber cachaça
Essa paixão não tem graça
Já não faz nenhum efeito!

Barbalha-Ce, 28/02/2017.
*
Postagem de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

GAZETA DE NOTÍCIA INFORMA

O jornalista Luiz José Teles dos Santos abre espaço na GAZETA DE NOTÍCIAS de 22 de fevereiro de 2019 na coluna CANTINHO DA POESIA, assinada por Dalinha Catunda para noticiar a publicação do folheto Se tem mulher no cordel, você tem que respeitar, lançado em 22/01/2019, no Teatro Saberes do Sertão em Ipueiras, Ce, por ocasião do VI ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS, promovido por Dalinha Catunda.  A publicação é mais uma peça decorrente das pelejas virtuais, em que mulheres poetisas glosam seus motes em homenagem à produção feminina na literatura de cordel. Coube ao CORDEL DE SAIA a responsabilidade pela edição.

SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Mote: Dalinha Catunda
*
DALINHA CATUNDA
O homem é mestre no verso,
e a mulher nunca se acanha,
rodando a saia com manha,
Ingressa nesse universo.
Encara tema diverso
Na cultura popular,
Ocupando seu lugar,
ela faz bem seu papel.
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.

ROSÁRIO PINTO
A mulher só aglutina
Com sua sabedoria
Canta noite, canta dia
Burilando sua rima
Tem calma, não desatina
O seu lema é cantar
O verso metrificar
Já provou não ser bedel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR

ANILDA FIGUEIREDO
Homem tem nó no pescoço
Mulher tem dengo e tem manha
Tem respeito e não apanha
E quando agarra no osso
Pode ser idoso ou moço
Tá difícil de soltar
Os dois se dana a rimar
Cada um no seu papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.

BASTINHA JOB
Se o verso não for matuto
Respeitem a nossa língua
Ela está morrendo á míngua
Num português dissoluto;
Com verso mau não disputo
Regra é pra orientar
Existe pra ensinar
Não versejar à revel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR

CREUSA MEIRA
O direito à igualdade
Sempre foi nossa bandeira
Seguindo numa trincheira
Lutamos por liberdade
Dentro da sociedade
Marcamos nosso lugar
Conseguindo conquistar
Seu registro em papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*
LINDICASSIA NASCIMENTO
Merecemos mais respeito
E mais valorização
Mais amor no coração
Deixar de ter preconceito
Temos os mesmos direito
Aqui e em todo lugar
No papel e no pensar
Nosso instinto é fiel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR


Já é regular este tipo de produção que objetiva trazer para a cena a poesia da mulher na literatura de cordel.

Dalinha Catunda e Mana Cardoso, No passo dos versos















NO PASSO DOS VERSOS 1
*
Nos meus tempos de criança
Muitas quadrinhas eu lia
Nunca tirei da lembrança
As trovas que eu ouvia.
*
O tempo foi se passando
Logo saí da cartilha
Peguei o rumo dos versos
E fui seguindo essa trilha
Em pouco tempo saí
Das trovas para sextilha.
*
Fui gostando achando bom
Também fui “pegando pilha”
Acabei até fazendo
Meus versos para quadrilha
Metrificando e rimando
Bons conselhos escutando
Eu alcancei a setilha.
*
As mangas arregacei,
Nas oitavas eu cheguei,
Se no caminho pequei
Não foi falta de oração
Eu posso dizer até
Em meus versos boto fé
Caprichei em cada pé
Eis aqui o meu quadrão.
*
A décima tão querida
Foi a última a chegar
Veio para me encantar
Minha estrofe escolhida
Muitas vezes requerida
Na hora da criação
Com mote e inspiração
Sai uma glosa perfeita
Assim fico satisfeita
E termino a preleção.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda


NO PASSO DOS VERSOS 2
(parodiando Dalinha)
*
Ainda bem pequenina
Depressa aprendi a ler
Escrever uma quadrinha
Foi bem fácil, pode crer.
*
Para escrever melhor
Eu resolvi pesquisar
Chegou a vez da sextilha
É bonito versejar
Mas eu já estou pensando
Noutra estrofe destacar.
*
Estrofe de sete versos
Eu gosto de escrever
Pra mim é a mais completa
Pra escutar e pra ler
Sua metrificação
Com perfeita entonação
Faz da leitura um prazer.
1
 Cada vez mais estudando,
Escrevendo, pesquisando,
Eu fui me aprimorando
Com grande empolgação
Assistindo festivais
Pelas redes sociais
E até presenciais
Enfim cheguei ao quadrão.

*
Sigo sempre esse esquema
Nos cordéis da Academia
Escrevo com simetria
Dez versos em um poema
De acordo com o tema
Faço com satisfação
Quadrinha e até quadrão
Com rima apropriada
Correta, metrificada
Quanto a versificação.

*
Mana Cardoso

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

SOU TROCISTA E FAÇO GRAÇA/DOS VERSOS SOU ALQUIMISTA.


SOU TROCISTA E FAÇO GRAÇA
DOS VERSOS SOU ALQUIMISTA.
*
Eu sei que o mundo não é
Só graça, só alegria,
Mas por nada eu poderia
No bom Deus perder a fé
E por isso estou de pé
Não sou mulher pessimista
Sou poeta cordelista
Não dou aval a desgraça
SOU TROCISTA E FAÇO GRAÇA
DOS VERSOS SOU ALQUIMISTA.
*
Mote e glosa de Dalinha Catunda