Seguidores

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Deposito Legal e Literatura de Cordel



A Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro - na Coleção “Memória Nacional” da Biblioteca Nacional:

 Atenção cordelistas de todo Brasil, Alessandra Moraes, atual responsável pela Divisão de Depósito Legal da Biblioteca Nacional está nos informando que estão retomando a divulgação do Depósito Legal numa nova fase após a Literatura de Cordel ter se transformado em Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Os cordelistas que já doaram cordéis se tiverem novos cordéis, por favor, remeter 01 exemplar de cada. E para os que nunca doaram da mesma forma, basta 01 exemplar.
Dalinha Catunda

A Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro - na Coleção “Memória Nacional” da Biblioteca Nacional:

Através do Depósito Legal (Leis 10.994/2004 e 12.192/2010) a Biblioteca Nacional recebe para seu Acervo a produção intelectual brasileira, na qual a Literatura de Cordel desempenha um papel fundamental.

Envie 01 exemplar de cada uma de suas obras de Cordel, importante Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, para integração à Coleção “Memória Nacional”, que reúne as publicações e obras musicais realizadas no país ao longo do tempo.

Endereço:

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL
Av. Rio Branco, 219 - 3º andar - Centro
20040-008 - Rio de Janeiro - RJ
A/C: Divisão de Depósito Legal

Contatos:

Divisão de Depósito Legal:
Tels.: (21) 2220 1892, (21) 3095 3950 e (21) 3095 3951

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 8 de abril de 2019

MEMÓRIAS DO CORDEL DE SAIA II


MEMÓRIAS DO CORDEL DE SAIA II
Trazendo para o presente as boas contribuições do Blog CORDEL DE SAIA para a Literatura de Cordel.
CORDEL DE SAIA EM EDIÇÃO EM BRAILE
Dia 08 de abril, comemora-se O Dia Nacional do Braile, sistema de leitura em alto-relevo para deficientes visuais. Foi inventado pelo francês Louis Braille, em 1827.
Comemora-se na data de nascimento de José Álvares de Azevedo, O Patrono da Educação dos  Cegos no Brasil
O Cordel de Saia, formado pelas cordelistas: Dalinha Catunda e Rosário Pinto, participou de uma importante edição, de um livro em braile, CORDELIZANDO A INCLUSÃO, organizado por Rosangela Silva (IFRJ); Vanderson Pereira (IFRJ) e Waldmir Araujo Neto (UFRJ). Pela ABLC, participou o presidente Gonçalo Ferreira da Silva.
Essa edição contou com o apoio Academia Brasileira de Literatura de Cordel, do blog www.cordeldesaia.blogspot.com.
Na realização tivemos o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia,
Universidade Federal do Rio de Janeiro,
E Instituto Benjamin Constant.
Cada poeta de cordel contribuiu com dois títulos voltados para a inclusão de alunos com deficiência visual e que almejam conhecer a literatura de cordel.
CORDEL DE SAIA
 Fotos e texto: Dalinha Catunda

domingo, 7 de abril de 2019

Coleção DEZ MULHERES POTIGUARES


CORDEL DE SAIA - registro e preservação da memória de mulheres que marcaram e marcam a memória da cultura brasileira.
Recebi da poetisa Jardia Maia coleção DEZ MULHERES POTIGUARES, com 10 títulos de autoras de literatura de cordel. A coleção visa trazer à baila nomes como:

Palmyra Wanderley, por Jardia Maia;
Clotilde Tavares, por Emília Carla;
 Leilane Assunção, por Vani Fragosa;
 Ana Maria Cascudo, por Rosa Regis;
Glorinha Oliveira, por Rosa Regis;
Zila Mamede, por Rosa Regis;
 Auta de Souza, por Rita Cruz;
Júlia Augusta de Medeiros, por Jussiara Soares;
 Nísia Floresta, Sirlia lima; e,
Noilde Ramallho, por Sirlia Lima.

Todas, autoras e biografadas, mulheres que deixam suas marcas e seus nomes registrados na história da literatura brasileira.


Xilogravuras: Célia Albuquerque

CORDEL DE SAIA
Texto e foto: Rosário Pinto

Apresentação: professora Aparecida Rego
Edições Casa do Cordel

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Não vou mudar de calçada/Pra você não me encontrar.


NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
Mote de Dalinha Catunda
*
DALINHA CATUNDA
Com toda sinceridade,
Pois eu sou sincera, sim!
Quem quiser gostar de mim
Não venha com falsidade.
Se eu for a sua cidade,
Com você me deparar
Minha cara vou virar,
Sem bater em retirada.
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Eu acho que você pensa
Que eu lhe dou atenção
Porém não faço questão
Minha verdade é ofensa
Pra mim você não compensa
Não preciso nem lembrar
Não venha me adular
Não gosto de palhaçada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.

*
FRANCILDO SILVA
Não tenho medo de nada
Nesta vida neste chão
Por isso falo ao mundão
Que sou ruim igual pancada
Na canela inflamada
Como pinto a beliscar
Numa pereba a picar
Estando ela apostemada
NÃO VOU MUDAR E CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR
*
BASTINHA JOB
Não tenho rabo de palha
Se não devo, nada temo,
Na gemedeira, não gemo
Nem vou jogar a toalha;
Eu já levei muita galha
E isso me fez pensar
Se você não soube dar
Fique então de mão fechada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.

*
AGLIBERTO BEZERRA
 Quem cultiva inimizade
Fica andando na espreita
Cedo da noite se deita
Vive sem ter liberdade
Anda pouco na cidade
Se no campo então morar
Quando frequenta um bar
Não dá as costas pra entrada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR
*

CREUSA MEIRA
Tive uma amiga na infância
Que pegava meus brinquedos
Quebrava tudo com os dedos
E eu nem dava importância
Não agia com arrogância
Mas deixava de falar
Com ela e ia brincar
Com a outra mais educada
EU MUDAVA DE CALÇADA
PRA ELA NÃO ME ENCONTRAR.
*
LUIZ BENICIO
Se você não quer me ver,
Mude você de caminho,
Porque eu serei espinho,
Que no seu pé vai doer,
Para você aprender,
Comigo não mais brincar,
Pois eu serei seu azar,
De outra vida passada.
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA,
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
*
Mote de Dalinha Catunda

domingo, 31 de março de 2019

Esse meu jardim florido/é cacimba de saudade


ESSE MEU JARDIM FLORIDO,
É CACIMBA DE SAUDADE!
*
Quando rego minhas flores,
Desperto a recordação,
Que mora em meu coração.
Entre suspiro e rumores,
Evoco antigos amores,
E choro a fugacidade,
Do que foi felicidade,
Porém hoje é fenecido...
ESSE MEU JARDIM FLORIDO,
É CACIMBA DE SAUDADE!
*
BASTINHA JOB
Anilda fotografou 
Esse jardim invernado 
esse mote bem bolado 
Dalinha fez e glosou 
O perfume se espalhou 
Por toda minha cidade 
Trouxe a fraternidade
E o verso foi atingido:
ESSE MEU JARDIM FLORIDO 
É CACIMBA DA SAUDADE.
*
ANILDA FIGUEIREDO
No jardim da minha vida
Plantei as mais lindas flores,
Umas foram dessabores,
Que eu encontrei na lida.
Agora, já na descida,
Enfrento a realidade,
Esqueço o que foi maldade,
Recordo o amor vivido,
ESSE MEU JARDIM FLORIDO
É CACIMBA DE SAUDADE.
*
Mote de Dalinha Catunda
Foto de Anilda figueiredo
Mote inspirado na postagem de Anilda.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Cordéis do poeta Ernane Tavares


Cordéis do Poeta Ernane Tavares
*
Ganhei de Ernane Tavares,
E fiquei muito contente,
Um bocado de cordéis.
Hoje agradeço o presente
Ao prezado cordelista.
Aumentei a minha lista.
Na cordelteca vigente.
*
Verso de Dalinha Catunda.

A IMPORTÂNIA DO REGISTRO DA LITERATURA DE CORDEL

CORDEL DE SAIA traz, mais uma vez, notícias sobre o Registro da Literatura de Cordel como Bem de Patrimônio Cultural Brasileiro, pelo Iphan, ocorrido no final de 2018.

A pauta teve a iniciativa de Luana, secretária da ABLC e contou com a participação do Presidente Gonçalo Ferreira da Silva e das acadêmicas: Alba Helena, Dalinha Catunda e Rosário Pinto. Nas entrevistas falamos de patrimônio e da inserção da literatura de cordel na sala de aula e de sua importância educacional, cultural e social.

https://tvescola.org.br/videos/17347/?fbclid=IwAR0FBUXofWTh5BvIqDoHI2I8FunuJJwLI7lu2d3CBhdyCZJj5hS9evlhxlg

Texto: Cordel de Saia
Rosário Pinto e
Dalinha Catunda