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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Cordel de Saia na Biblioteca Parque



Cordel de Saia na Biblioteca Parque
Ontem, dia 28 de maio, O Cordel de Saia representado por Dalinha Catunda e Rosário Pinto, participou de uma reunião entre poetas, escritores, cordelistas e representantes da cultura do Rio de Janeiro, na Biblioteca Parque.
O assunto principal foi nos informar sobre os novos rumos da cultura e como poderemos participar.
O mais importante foi saber que podemos nos organizar para fazer eventos naquele espaço e nós do Cordel de Saia, saímos animadas e conversamos com Severino Honorato, membro da Caravana do Cordel para programarmos um evento juntos.
Os espaços começam aparecer, aqui no Rio de Janeiro, para a Literatura de Cordel e o Cordel de Saia que já tem bagagem com certeza não perderá essa viagem.
No evento tivemos a grata surpresa de encontrar o poeta Mano Melo e aproveitamos para fotos e um papo da hora. Conversamos com a professora Solange Medeiros, doamos cordéis para alimentar a cordelteca de sua escola e trocamos ideias com o cordelista Severino Honorato.
*
Nota do Cordel de Saia
Dalinha Catunda – dalinhaac@gmail.com
Rosario Pinto – rosariuspinto.@gmail.com

Maria Sem Véu. Cordel de Dalinha Catunda

MARIA SEM VÉU
1
Eu de Maria sou filha
Neta e bisneta também
Herdei da prole esse nome
Que da sucessão provém
Portanto, eu sou Maria
Guerreira do dia a dia
Que na luta se mantém.
2
Eu sou Maria de Lourdes,
Sou Aragão e Catunda.
É na gleba nordestina
Minha raiz mais profunda
Minha alma não fraqueja
Sou Dalinha sertaneja
Do Ceará, oriunda.
3
Quantas Marias eu fui
A quantas me comparei
Nas linhas desse cordel
Em versos discorrerei
Quem nasceu pra ser Maria,
Jamais se acovardaria
Para viver me alistei.
4
Fui Maria-sem-vergonha
Nos jardins daquele chão
A tal Maria teimosa
Em era de reinação
Tempos de felicidade
Bem na flor da mocidade
Das primícias e emoção.
5
Como Maria das graças
Eu esbanjei alegria
Faceira desaforada
Replena de rebeldia
Uma flor a ser colhida
Que multiplicou na vida
Sem ser a Virgem Maria.
6
Assim então me tornei
A tal Maria das Dores
Em tempos de pouca idade
Acreditei em amores
E saí no prejuízo
Pois perdi meu paraíso
Provei dos velhos rigores
7
Em Maria Madalena,
Eu logo fui transformada
A torpe sociedade
Não se esqueceu da pedrada
Sem lembrar que era vidraça
Quase que me despedaça
Então fui expatriada.
8

segunda-feira, 6 de maio de 2019

CORDEL DE SAIA EM AÇÃO

Estive representando o CORDEL DE SAIA na FLIRME-RJ & 1ª Festa Literária do CREJA, em Outubro de 2018, a convite da professora Neyla Tafakgi,
Informamos que estamos à disposição de Coordenadores e Professores para as atividades artísticas de 2019. Temos novidades no repertório e acreditamos levar entretenimento e cultura em um só momento.
No dia 25 de outubro, o CREJA realizou a sua 1ª Festa Literária, a FLICREJA, juntamente com a Festa Literária da Rede Municipal de Ensino – FLIRME-RJ.
A 1ª FLICREJA homenageou a literatura nordestina. Sua programação contou com a apresentação de cordéis, textos diversos de autores nordestinos, vídeos, cirandas e a presença das cordelista convidada Rosário Pinto.
 Por ocasião da FLIRME-RJ, homenageou também o poeta Manoel de Barros.
“Nossa feira literária é a expressão de um processo de envolvimento com a literatura que atravessa o ano letivo, a escola e todo o trabalho pedagógico” (Daniel de Oliveira – Coordenador Pedagógico)

Para ver mais sobre a 1ª FLICREJA, acesse: http://crejarj.wixsite.com/creja/galeria-imagens-2018 
Deixe seus comentários
 Faça contato:
Rosário Pinto
(21) 9 8100-9159
&
Dalinha Catunda
(21) 9 8225-0145

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O POETA E O FOLHETEIRO, 2019, 2ª edição


Acaba de sair do forno pela Cordelaria Manoel Monteiro a segunda edição da publicação O poeta e o folheteiro, da edição à venda, 2019.   

O folheto nos traz a trajetórias desses “dois figurões”, em tempos em que a divulgação da notícia era raro. Então, o poeta de cordel e o folheteiro assumiram esse papel. 

A importância não ficou restrita à notícia, mas ao Registro das manifestações da cultura popular, das festas religiosas, das brincadeiras, das cantigas e do conhecimento de rezas, benzeduras e da influência climática no plantio e na vida de cada pessoa.

O poeta e o folheteiro
1
Dois figurões importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
LEANDRO foi precursor
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
Que até hoje se propaga
Por este Brasil inteiro
Por isto que o pioneiro
Da lembrança não se apaga...
3
Poeta e grande tipógrafo
Seus folhetos imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo os distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
Para comprar poesia
4
Poucos recursos havia
O comércio era precário
Sustentou muita gente,
Vendendo: de Abecedário
Aos romances de Amor,
De Aventura e de Terror,
Pelejas e Anedotário.
5
Por sítios, vila e cidade,
Viajando toda a vida
Seu Lendro produzindo
E o folheteiro na lida
Apurando alguns mil réis,
Com a venda dos cordéis,.
Tinha renda garantida.
6
O folheteiro enfrentava
Todo impasse, todo obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir,
Pensar, amar, refletir,
Fazendo do verso oráculo.
7
LEANDRO compôs uns mil
Títulos foram vendidos
Sua Tipografia era
Um trabalho de aguerridos
O seu eterno borralho
Foi montando o cabeçalho,
Folheteiros atendidos.
8
Ferramentas mudaram
Esta bela profissão.
O folheteiro hoje vende
Folhetos em profusão,
Mas, nas Redes Sociais,
Não nas feira naturais,
Como foi na ocasião.
9

terça-feira, 23 de abril de 2019

CORDEL DE SAIA NA FLIPORTELA




CORDEL DE SAIA NA FLIPORTELA
*
O cordel dançou ciranda
Lá na quadra da Portela
A mulher fez requebrado
Com sua dança singela
Carioca e nordestina
Abraçando a mesma sina
Deixando a feira mais bela.
*
Clarice ocupou seu campo
Da malha não teve dó
Danou-se a fazer boneca
Ligeira como ela só
Acabei ficando fã
Dessa mulher artesã
Que faz boneca com nó.
*
A Verônica deu voz
A poesia popular
Em sua apresentação
Teve graça ao declamar
Ela se vestiu de chita
E com sua voz bonita
Fez a plateia dançar.
*
Nessa feira eu conheci
Com muita satisfação
A sorridente Kish Lopes
Também Eliza Jordão
E vi Solange Medeiros
Tivemos papos ligeiros
Mas guardei no coração.
*
Passeando pela quadra
Encontrei Gustavo melo
Expondo como autor
Com ele já tinha um elo
Pois somos do Ceará
Falamos muito de lá
Do nosso canto singelo.
*
O Lobisomem também
Estava na exposição
Exibindo seus cordéis,
Seus livros, na ocasião,
Entretido em sua tenda
Trocando e fazendo venda
Como manda a tradição.
*
Carlos Maia apareceu,
Prestigiando o evento
Um ator muito simpático
Moço de muito talento
E foi boa companhia
Alegrando nosso dia
É verdade, não invento.
*
Beth Araújo elegante
Diretora em seu papel
Ensaiou as cordelistas
Para as cenas com cordel
Comigo e com Rosário
Produziu um bom cenário
Caprichou no painel.
*
Paulo Carneiro, fotógrafo
Fez Brilhar o nosso dia
Se esmerou para fazer
A nossa fotografia
Coisa de profissional
Ficou sensacional
E melhor ninguém faria.
*
Assim o Cordel de Saia
Desfilou na passarela
Visitando Madureira
Indo a quadra da Portela
Era Rosário e Dalinha
Botando o cordel na linha
Nos passos da FLIPORTELA.
*
Eu aos organizadores
Quero parabenizar
Por tudo que vi na quadra
Não saí sem me encantar
Saí feliz e contente
Quando tiver novamente
Garanto que vou voltar.
*
Cordel de Dalinha Catunda cade. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.co,


segunda-feira, 22 de abril de 2019

FESTA LITERÁRIA DA PORTELA, 2019

Solange, Clarice,Verônica, Dalinha, Rosário, Beth e Elisa
Elisa Jordão, Rosário Pinto, Solange Medeiros e Dalinha Catunda
Estive com Dalinha            Catunda na companhia de várias professoras da rede municipal de educação na Fli-Portela - FESTA LITERÁRIA DA PORTELA, 2019. Na ocasião a professora Verônica Carvalho apresentou meu poema Feira Nordestina e em seguida uma estrofe marcando a força da mulher com o mote “se tem mulher cordel, você tem que respeitar”, de Dalinha Catunda. Logo depois veio a Ciranda com a participação de alunos professores.
Trocamos folhetos com o escritor Júlio Emílio Braz, que nos ofereceu seu livro Pretinha, Eu?.
*
A ocasião foi propicia para divulgarmos nosso papel como legítimas representantes da literatura de cordel, assumindo a responsabilidade do significado de sermos hoje detentoras desse Bem de Patrimônio Cultural Brasileiro, que atravessa os tempos e mantém viva a tradição.
*
Lá encontramos o poeta Lobisomem Victor Lobisomem, que é nosso confrade na ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, o escritor Gustavo Melo e a equipe da Biblioteca Itinerante do SESC e oferecemos folhetos de cordel para a formação de uma Cordelteca.
João Gustavo Melo, Dalinha Catunda e Rosário Pinto
*
CORDEL é literatura.
Vem de antiga tradição,
Por ele tenho afeição.
Reflete nossa cultura.
Tem regras, tem estrutura.
Do homem já foi reduto
Seja erudito ou matuto.
Mas finalmente a mulher,
Chegou com sua colher,
E mexeu neste produto.
*
Meu nome? Rosário Pinto
Vou deixando a minha glosa.
Faço verso, faço prosa,
Expresso tudo que sinto,
O machismo eu não consinto!
As poetas brasileiras
Ultrapassaram barreiras
Firmando seus belos versos
Em cenários adversos
Abrindo novas clareiras.
(Rosário Pinto)
Beth Araujo, Rosário Pinto Kishinora, Dalinha Catunda
Nota: CORDEL DE SAIA
Rosário Pinto

sábado, 20 de abril de 2019

Cordel de Saia na FLIPORTELA


CORDEL DE SAIA na FliPortela – Festa Literária, 2019 – Portela Cultural
Nós, do CORDEL DE SAIA, Dalinha Catunda e Rosário Pinto, representantes da literatura de cordel, no Rio de Janeiro, estivemos presentes na abertura da primeira edição da FliPortela – Festa Literária, 2019, na Quadra da Portela.
 A professora Verônica Carvalho, numa performance especial, apresentou o poema de cordel Feira nordestina, de Rosário Pinto, intercalado com extrato do folheto Se tem mulher no cordel, você tem que respeitar, mote de Dalinha Catunda. Na sequencia participamos de uma ciranda com um grupo de alunos e professoras.
Lá encontramos o poeta Victor Alvim Garcia [Lobisomem] nosso confrade na Academia Brasileira de Literatura de Cordel com quem trocamos ideias e folhetos.
Fizemos doação de títulos para a biblioteca itinerante da rede SESC, nessa primeira FLIPORTELA que promete.
Nota do Cordel de Saia:
Dalinha Catunda e Rosário Pinto