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segunda-feira, 10 de junho de 2019

ENTREVISTA PARA MONOGRAFIA


 
Jéssica Menezes, Roberta Borba e Yara Barros  obrigada pelo contato. O trabalho de vocês está sucinto e com informações precisas. Para nós, poetas e poetisas de cordel, é muito bom verificar que as informações oferecidas foram respeitadas em seus conteúdos. Eu e Dalinha Catunda publicamos o link aqui no CORDEL DE SAIA, blog em que somos parceiras e que tem como objetivo abrir mais uma janela para a divulgação da produção feminina na literatura de cordel. 
Muito boa sorte em seus estudos e trabalhos que ainda apresentarão ao longo de suas formações.
Um abraço e contem conosco para futuros encontros,

CORDEL DE SAIA
Dalinha Catunda
 &
Rosário Pinto

CLIC no link do texto:
https://link.medium.com/sUbOzrvpoX

domingo, 9 de junho de 2019

AS MULHERES DO CORDEL - LEILA FREITAS



NOME: Francisca Leila Freitas de Lucena
NATURALIDADE: Acopiara/CE
Leila Freitas desenvolve um Projeto chamado Cordel Magico para mais de 1000 alunos. É Coordenadora Pedagógica de uma Escola com mais de 700 alunos.
Atualmente é mestre em Educação; pós-graduação em Gestão Escolar; pós-graduação em Educação Global; MBA em Gestão Empresarial;
Tem dois livros paradidáticos publicados. Um livro didático como coautora e tem 10 cordéis (folhetos) publicados.
A Cordelista escreve para o publico infanto-juvenil. Entre seus dez cordéis, destaca-se: As duas moedas de ouro de Bento. Eis aqui as três primeiras estrofes do cordel citado:
Em Ouro preto vivia
Um menino Sonhador,
Inteligente, educado,
Filho de um agricultor
Ele se chamava Bento
E sonhava em ser doutor.
*
Em suas idas e voltas
No trajeto da escola
Certo dia, distraído,
Rasgou a sua sacola
E no chão topou algo com
Sua chinela de sola...
*
Duas moedas de ouro
Viu na areia a brilhar
Bento, muito admirado,
Quase sem acreditar
Voltou depressa pra casa
Para com os pais confirmar.
*
Pesquisa de Dalinha Catunda Cad. 25 da ABLC






quinta-feira, 6 de junho de 2019


Mais um peleja virtual entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto

NOSSO SÃO JOÃO
1
DALINHA CATUNDA
É tempo de São João
Tempo de festa junina
É hora de festejar
A tradição nordestina
Um rito tradicional
Que veio de Portugal
E todo mundo se anima.
2
ROSÁRIO PINTO
Nesta data festejamos
Sempre com muita alegria
As colheitas do sertão,
Regadas com poesia
Seguindo a oralidade
Matando nossa saudade
Em noites de euforia.
3
DALINHACATUNDA
Tem dança tem cantoria
Tem festa e animação
Tem fogueira, tem quadrilha
Tem arraiá com balão
Somente para enfeitar
Balão não dá pra soltar
Porque queima a plantação
4
ROSÁRIO PINTO
Tem iguarias gostosas:
Milho cozido e assado,
Pamonha, batata doce,
Tem quentão bem apurado
Tem canjica com canela
Abarrotando a panela
E tudo vem do roçado.
5
DALINHA CATUNDA
Tem vestido de babado
Tem paixão e simpatia
A moça que quer casar
Vai se olhar numa bacia
No tronco da bananeira
A moça que é solteira
A faca virgem enfia.
6
ROSÁRIO PINTO
A menina de hoje em dia
Já não veste sua chita
Dança funk, não quadrilha,
Não usa laço de fita
Fica com João, Pedro e Zé
Não frequenta arrasta-pé.
Pula como uma cabrita.
7
DALINHACATUNDA
O passado ressuscita
Quem gosta de tradição
Com vestimenta caipira
Dança xaxado e baião
Agarradinho num xote
Leva cheiro no cangote
Tudo ao som de Gonzagão!
8
ROSÁRIO PINTO
Cada vez que chega junho
Esta festa popular,
Que é patrimônio nosso
Assume o seu lugar
Firma nossa identidade
Em meio à festividade.
Que se deve preservar.
9
DALINHA CATUNDA
Para lembrança avivar
Dessa nossa tradição
O casamento matuto
Anima a celebração
Uma noiva de barriga
Casa em meio à briga
Na quadrilha de São João.
10
Santo Antônio abre a festa. RO
É o Santo Casamenteiro. DA
São João anima a roça RO
Com fogueira no terreiro DA
São Pedro é Protetor RO
De viúva e pescador RO
E do céu é o porteiro. DA

Foto: Acervo Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de junho de 2019

SÃO JOÃO por Nelcimá de Morais

São João
João, um belo menino
Com mel foi alimentado
Viveu com os pais num deserto
A um carneirinho abraçado
De beleza exuberante
Seu cabelo cacheado.

Ao Senhor S. João Batista
Todos queremos louvar
Uns lhe fazem bandeirinhas
Outros balões vão soltar
Fica tudo colorido
Para o seu dia saudar.

O nosso S. João Batista
Primo de Nosso Senhor
Grande é sua santidade
Merece o nosso louvor
Não esqueçamos que ele
Jesus Cristo batizou.

Por causa de Salomé
Também foi sacrificado
As maldades de Herodes 
O fizeram martirizado
Hoje rogamos por ele
Que no céu tá assentado.

O seu dia é festejado
Quadrilha, xote, baião
Muita gente animada
Pra dançar um forrozão
Ciranda e coco de roda
Pra te festejar, São João.

O céu fica colorido
Nessas terras brasileiras
E sob o brilho dos astros
Fazemos nossas fogueiras
E os mastros de São João
Passam a ser nossas bandeiras.

Nelcimá Morais
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 4 de junho de 2019

Eu levo minha vidinha/ Do jeito que gosto e quero


EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
Mote de Dalinha Catunda
*
Não nasci pra ser padrão,
Tenho manha e sou teimosa,
Não sou fraca ou desditosa,
Piso com força no chão.
Eu sou mulher do sertão!
Sem queixa, sem lero-lero,
Ti ti ti eu não tolero,
Quem diz isso é Dalinha:
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
BASTINHA JOB
Amo a vida simplesmente 
Do jeito que ela vier 
Não desfolho malmequer 
Não sou de usar pano quente;
Prefiro ser indecente 
Moralista não tolero 
Mando um redondinho zero 
Pra quem não entrar na minha:
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO!

*
DALINHA CATUNDA
Resolvi ser diferente
Somente pra não ser santa
Eu sei que meu jeito espanta
Porém fico indiferente
Pra viver eu boto é quente
Tempo bom eu não espero
Levo na valsa ou bolero
A saga que é só minha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
VÂNIA FREITAS
Abro a boca e solto o verso
Na estrada por onde passo
Sem régua e sem compasso
Eu faço meu universo
Cheio de verso e reverso
Dizem que sou nota zero
Porém não me destempero
Não ligo pra essa gentinha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
ROSÁRIO PINTO
Rancor comigo não casa
Procuro limpar o astral
E sem conversa banal
P’ra fofoca não dou asa
E quando a besteira vasa 
A vida é um bolero
Confusão jamais tolero 
Não vivo de picuinha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO

*
RITINHA OLIVEIRA
Eu sou simples e caseira 
Não costumo viajar 
Sei me tele transportar 
E de forma aventureira
A minha mente matreira 
Me leva ao que mais venero 
Realizar eu espero 
A loucura que é só minha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO 
*

CREUSA MEIRA
Nem sempre falo de mim
Pode ser por timidez
Mas não perco a minha vez
De glosar um mote assim
Não sei se é bom ou ruim
Que seja melhor, espero
Para viver, considero
Ser do modo que se alinha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
 Nessa vida sou cigana
E não tenho paradeiro
Vivo com pouco dinheiro
Melhor do que quem reclama
Que tem tudo e não se ama
Eu canto e danço bolero
Sou provocante e paquero
Quando quero entro na linha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
IVONETE MORAIS
Sou mulher determinada
E sei que feliz eu sou
Sempre caminhando vou
Curtir minha liberdade
Com real felicidade
Nos versos eu me esmero
As vezes danço um bolero
Tento andar sempre na linha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
RITINHA OLIVEIRA
A caneta da alegria
Rabisca os versos meus
Ela foi dada por Deus
E eu a uso todo dia
Pra honrar a poesia
Componho verso sincero
É simples mais eu espero
Agradar em cada linha
Eu levo minha vidinha
Do jeito que gosto e quero.
*
MANA CARDOSO 
Eu gosto do meu lugar 
Meu pacato Romualdo 
Aqui eu tenho respaldo 
E gosto de ensinar
Alunos a versejar 
Confusão eu não tolero
Um Brasil melhor espero 
Sei que não luto sozinha
EU LEVO MINHA VIDINHA

DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
DAVID FERREIRA
Essas nossas poetisas, 
a começar por Dalinha, 
Bastinha Job e Ritinha, 
todas reais e concisas, 
Rosário e Vânia (precisas)
para o que der e vier 
cada qual no seu mister
harmoniza a própria lida...
Cada uma leva a vida 
do jeito que gosta e quer

*
Mote de Dalinha Catunda
Xilo de Maércio Lopes
Golas das mulheres do cordel
*
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 3 de junho de 2019

A MULHER por Joames, Joaquim Mendes


À MULHER:
A mulher é co-autora
Das coisa que o homem cria,
Assim fora no passado,
Como está sendo hoje em dia,
Qualquer homem sem mulher
Tem uma vida vazia.

A mulher sempre auxilia
Na solução dos problemas,
Protagoniza os roteiros
Dos mais variados temas
Por isso a parabenizo
Nos versos dos meus poemas..

Mulher está nos cinemas
Brilha na televisão,
A famosa da cidade,
A modesta do sertão,
Todas elas são iguais
Na minha concepção.

Hoje as mulheres estão
Conquistando seu lugar
No trabalho, no amor
Ou na gerência do lar,
Mas há homem que esquece
Que toda mulher merece
Trabalhar, viver e amar!
*
Versos de Joames - Joaquim Mendes

Dalinha Catunda cadeira 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

domingo, 2 de junho de 2019

Peleja virtual, Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda














A RINHA ENTRE DALINHA CATUNDA E
ANILDA FIGUEIRÊDO
1)
Dona Anilda anda sumida,
Mas não por vontade minha,
Poeta que faz bom verso
Nunca peleja sozinha,
Venha pelejar comigo,
Saia logo do castigo,
Vamos armar nossa rinha.
(Dalinha)
2)
Parabéns, cara Dalinha,
Nossa grande poetisa,
No verso você é craque,
Na rima é uma papisa,
E se pegar cabra frouxo,
Sei que vai dar um acocho,
Ou matar de uma pisa.
(Anilda)
3)
Amiga que improvisa
E que canta em meu louvor,
Se for pra bater, eu bato,
É pequeno o meu temor,
Basta oferecer o mote,
A língua vira chicote,
E tome chiqueirador!
(Dalinha)
4)
Neste sertão sofredor,
Não me escondo de ninguém,
Já dei surra em poeta,
Que rimava muito bem,
Você é boa poetisa,
Mas não troco de camisa
Pra lhe exemplar também.
(Anilda)
5)
Do jeito que você vem,
Tá querendo enfrentamento.
Se vier com desaforo,
Já sabe que não aguento,
Não vou lhe poupar da pisa,
Minha língua não alisa
Quem vem com atrevimento.
(Dalinha)
6)
Vem montada num jumento,
Eu vim no meu alazão,
Quando a gente se encontrar,
Venha estirando a mão,
Pois a minha palmatória
Vai mandar você pra glória,
Rezar com Frei Damião.
(Anilda)

7)
Quem chama aquilo alazão,
Não conhece pangaré.
Meu jumento não empaca,
Nele monto e boto fé,
Aproveite a palmatória
Para usar na trajetória,
Não pague promessa a pé.
(Dalinha)
8)
Deixe desse rapapé,
Eu conheço a sua fama,
Já vi você em Brasília,
Foi vestida num pijama,
Massageando gelol,
Procurando um urinol,
Debaixo da sua cama.
(Anilda)
9)
Anilda, não faça drama,
Pois não procurei penico,
A história do pijama
Foi ideia de jerico,
O seu era de florzinha,
O meu era de bolinha,
As duas pagaram mico.
(Dalinha)
10)
Sendo assim, eu calo o bico,
Para não dizer asneiras.
Eu falo do Cariri,
E você, de Ipueiras,
Pode até ficar legal,
Nosso cordel virtual
Pra lançar em nossas feiras.