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domingo, 7 de julho de 2019

CORDEL DE SAIA, CORDEL COLETIVO E AS REDES



CORDEL DE SAIA, CORDEL
COLETIVO E AS REDES
*
A internet chegou
Para o cordel melhorou
A sua divulgação.
A mulher bem atuante
Logo seguiu adiante
Pois gostou da inovação.
*
Deu nova vida ao cordel
Faz a ciranda a granel
E tem um objetivo,
Que é conectar poeta
Pois adotando essa meta
Faz o cordel coletivo.
*
Cordel de Saia é vezeiro
Posso dizer pioneiro
Isso não é novidade.
Sabe dar o seu pinote
Traz o poeta pro mote
E glosa a modalidade.
*
O Blog Cordel de Saia
Que se adianta e ensaia
Traz pra vitrine a mulher.
Aquela que no passado
Guardou seu verso rimado
Porém hoje espaço quer.
*
O Ciberespaço é rinha
Aonde a mulher caminha
Sem medo de pelejar
Pois hoje tem parceria
Não foge da cantoria
Pois conquistou seu lugar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

sábado, 6 de julho de 2019

A MULHER, O CORDEL, E A TÃO SONHADA FLIP



A MULHER, O CORDEL E A TÃO SONHADA FLIP.
A mulher vem travando uma luta constante em busca da igualdade.
E a luta para se firmar na literatura de cordel não é diferente.
Quantas vezes fomos a pequenas feiras ou bienais de livros, apenas como consumidoras, ou para bater palmas para os poetas que tinham seus estandes e um palco para declamar seus versos.
A internet veio para ser nossa vitrine, um espaço democrático onde todos podem mostrar seus trabalhos, suas performances e sua capacidade.
Hoje divulgamos nossa caminhada em sites, blogs e principalmente no face. Organizamos e participamos de Seminários, participamos dos eventos do IPHAN onde se discutia o processo do registro do cordel. Recebemos convites de universidades, hospitais, escolas, do SESC, de restaurantes. Somos motivo de estudos em monografias, enfim, a mulher conquistou seu lugar.
Eu acho que tanto o cordel, como a mulher, após o registro do cordel, como patrimônio cultural e imaterial do Brasil, ganharam asas. A mulher marcou presença, como pesquisadora, como poeta, e apareceu abraçada a essa literatura, não tem como desvencilhar.
E para coroar a crescente trajetória, ser convidada pela Superintendência do IPHAN/RJ – www.iphan.gov.br/rj – através de sua superintendente Mônica Costa, em conjunto com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP – www.cnfcp.gov.br – com Elisabeth Costa diretora do Departamento de Pesquisa, em parceria com Iphan/Paraty, para participar das atividades de literatura de cordel na FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, como já registrou, a cordelista Rosário Pinto, é simplesmente chegar ao pódio.

Aqui do Rio de Janeiro na caravana da ABLC temos os seguintes convidados: Dalinha Catunda, (Lobisomem) Victor Alvim, Rosário Pinto, que não poderá viajar, pois está se reestabelecendo de uma cirurgia, do Cariri, representando a ACC, a presidente da Academia dos Cordelistas do Crato, Anilda Figueiredo, que já faz um intercâmbio com o CNFCP na organização dos seminários que acontecem no Crato.
Fico feliz, pois sei que faremos bonito, daremos nosso toque feminino e com certeza seremos a representação de mulheres abrindo espaço para outras mulheres no futuro.

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com.

CACIMBA DE INSPIRAÇÃO - Um mimo que recebi do poeta José Walter Pires.


CACIMBA DA INSPIRAÇÃO

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Eu queria beber água 
Nessa cacimba profunda,
Onde Dalinha Catunda 
A sua verve deságua,
Sem jamais revelar mágoa,
Da sua vida nativa,
Da qual não se fez cativa
Como mera “nordestina”;
Porém, Transformando a sina
Fez-se cordelista altiva
.
Rompendo os grilhões da sorte,
Numa luta sem cansaço,
Conquistou o seu espaço,
Vislumbrando além do “norte”,
Como mulher livre e forte,
Sendo amante da verdade,
Cantando com liberdade,
Sonhos, desejos, paixões,
Sem dar vez às convenções
Pra sua saciedade!
Soube cantar o sertão
Como poucos vi cantar!
Com versos pra revelar
A mais sincera paixão
Que devota ao seu rincão:
Árvores, flores, animais,
E as beleza naturais,
A sua gente e a cidade,
Mas morrendo de saudade
Do que não volta jamais!
.
José Walter Pires

quinta-feira, 4 de julho de 2019

FLIP – FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY – DE 10 a 14 de JULHO 2019


Fui convidada pela Superintendência do IPHAN/RJ – www.iphan.gov.br/rj – através de sua superintendente Mônica Costa, em conjunto com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP – www.cnfcp.gov.br – com Elisabeth Costa diretora do Departamento de Pesquisa, em parceria com Iphan/Paraty, para participar da organização das atividades de literatura de cordel na FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty.
O Iphan Paraty disponibilizou seus espaços para que os autores/as de literatura de cordel e repentistas façam dali um ponto de apoio na divulgação, exposição, venda e atividades variadas de poetas e poetisa de cordel.
CORDEL DE SAIA estará representado pelas poetisas Dalinha Catunda e Anilda Figueiredo. Por motivos de saúde, não poderei participar mais ativamente, entretanto, assumo a responsabilidade de fazer a divulgação dos acontecimentos.

Nota: Rosário Pinto

terça-feira, 2 de julho de 2019

CORDEL BEM CULTURAL E IMATERIAL BRASILEIRO


CORDEL BEM CULTURAL E IMATERIAL BRASILEIRO
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O cordel literatura
Agora já tem aval
Já ganhou o seu registro
É bem imaterial 
Cultural e brasileiro
Na banca no Tabuleiro
Mostra seu potencial.
*
Ele saiu do nordeste
Chegou as grandes cidades
Está na televisão
E nas universidades
Em revistas e jornais
E nas redes sociais
Com as suas novidades.
*
Pelos versos bem rimados
Pela metrificação
Pelas histórias narradas
E respeito a oração
O cordel encanta, sim,
Tem começo, meio e fim,
É bom prestar atenção.
*
Cordel não é presepada
Tem regras para ser feito
Quem diz que faz, mas não faz,
E se sente no direito
De ensinar, mas sem saber,
Papel feio vai fazer
Além de ser desrespeito.
*
Ministrar uma oficina
Apenas com teoria
É simplesmente zombar
De quem tem sabedoria
Pois quem quer mesmo ensinar
Deve se capacitar
Tem que ter categoria.
*
O cordel é popular
Mas tem normas a seguir
Quem se assina cordelista
Não pode se permitir
Um cordel mal acabado
Capenga, de pé quebrado,
Carecendo corrigir.
*
Tem curioso infiltrado
Na cultura popular
Se valendo do cordel
Sem as regras dominar
Dizendo que é ensaio
Exibindo em balaio
Para projetos ganhar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Texto do Professor Aragão, sobre o cordel, MARIA SEM VÉU.

Bom dia, poeta Dalinha Catunda.

Li com muita atenção o seu novo cordel MARIA SEM VÉU, aliás como faço
invariavelmente com toda obra que pelas minha mãos passa.

Devo esclarecer que o fato de me expressar por meio privado não estou
vetando a sua publicização, é que tenho algumas hesitações quando me
exponho, seja pela escrita ou oralmente.

Se não faço citações de sábios  pode transparecer arrogância,
auto-suficiência ou, opostamente, ignorância quanto a existência
deles.

Percebo que algumas palavras originárias de saberes científicos são
lançadas na mídia e assumem caráter popular e muita vez até mal
empregadas; destaco duas delas: empoderamento e resiliência, sim, vou
lançar mão delas no decorrer desta minha divagação acerca do seu
cordel em foco; mas vou de vagar.

Apresentação e/ou prefácio em  folheto de cordel para mim é coisa nova
, salvo melhor juízo, e, a partir da minha constatação, para meu
deleite tem sido recorrente.

Esta 'novidade' quando bem entendida pelos seus executores é, sem
dúvida,um facilitador prévio  para que o leitor possa imaginar quão
valorosa é a obra que lhe chegou as mãos. Onde quero chegar? -
Conhecia a poeta Lindicássia Nascimento através de esporádicos
desafios poéticos contigo. Só agora tive a raríssima oportunidade de
sentir a extensão da sua competência, sensibilidade e zelo pela nossa
língua. A sua apresentação tem a dimensão exata, nos limites extremos
e perigosos da prolixidade, que nos empurra para a redundância ou pela
síntese precipitada, mutiladora do pensar alheio.

A lindicássia foi capaz de traduzir o sentimento de todas as Marias,
citadas ou omitidas, a final são tantas!.

São mais de trinta Marias
De procederes distintos
A mais ousada de todas
Revelou muitos instintos.
Longe de ter sido Amélia
Nem uma insossa camélia
A desdenhar dos famintos.

Maria que não aceita
Ser TOCADA como as outras,
Por demais empoderada
Sem se fechar como ostras
Gostei de te vê sem véu
Por isso tiro o chapéu
Sem desprezo pela outras.

A psicologia, a sociologia, a filosofia etc, se apropriaram de maneira
honesta e justa do vocábulo RESILIÊNCIA que tem seu emprego genésico
na física e uso agora, creio que apropriadamente, dizendo que você deu
prova de resiliência ao ser submetida a tantas intempéries sem que se
deformasse, física ou psicologicamente, quando um sem número de outras
Marias com tão menos repuxões apresentaram flacidez de caráter ,
renunciando a essência, que nos faz fortes e singulares.

Por fim, só não hesito em declarar como foi intelectualmente excitante
vê-la despida por inteiro, circulando pelas veredas e estradas que
você mesmo as construiu e pavimentou de POESIA LIBERTÁRIA.

G. O. Aragão. Rio,26 de junho de 2019.

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Texto do Professor Geraldo Oliveira Aragão
Foto do poeta Zé Salvador

terça-feira, 25 de junho de 2019

Na plenária de junho de 2019 da ABLC


Tópicos da plenária da ABLC de 19 de junho de 2019.
A plenária foi das mais movimentadas do ano. Com musicas, declamações e grande plateia.
Por ser o mês de junho, de tradições nordestinas, a música do Gonzagão foi a escolhida para animar a solenidade. Entre muitos poetas, Moraes Moreira foi o primeiro a se apresentar, homenageando Luiz Gonzaga, eu me apresentei declamando meus versos sobre Santo Antônio.
Tive o prazer de reencontrar a pesquisadora, Ana Carolina, foi quem me entrevistou para o projeto do registro do cordel como Patrimônio Cultural Imaterial da Brasil.
O poeta cearense Zé Salvador, lá esteve apresentado um projeto interessante com novos cordelistas e fotografando o evento.
Enfim, encontrei muitos amigos do quadro da ABLC, foi gratificante, assistir e participar da plenária.
Fotos e nota de: Dalinha Catunda, cad. 25 da ABLC.