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terça-feira, 30 de julho de 2019

MINHAS CAPAS MINHA ARTE



MINHAS CAPAS MINHA ARTE
*
Eu sempre gostei das artes
Inda hoje dou valor
Eu gosto de desenhar
De fazer versos de amor
Gosto de fotografar
De pintar e de bordar
Aprendi no interior.
*
Às vezes até me arrisco
A fazer ilustração
Fazer capas de cordel
Para minha produção
Nunca gostei de rotina
Sou assim desde menina
Gosto de transformação.
*
Versos e capas de Dalinha Catunda
Essas são capas, de cordel. desenhadas por mim.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

A plenária de Julho 2019 da ABLC

A plenária de Julho da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
A plenária de julho teve como tema central a homenagem ao paraibano Jackson do Pandeiro em comemoração ao seu centenário.
Lá se fez presente, Alessandra Moraes responsável pelo depósito legal da Biblioteca Nacional, incentivando a doação de cordéis para o acervo da BN.
Alessandra dos Santos, que vem usando a literatura de cordel em suas apresentações nas praças, no interior de São Paulo, também esteve presente enriquecendo a reunião com suas declamações e trazendo proposta de projetos para a literatura de cordel.
Eu lá estive, falando da FLIP – Festa Literária de Paraty. Falei da importância do cordel após ter sido declarado com bem Imaterial e cultural do Brasil.
Falei dos poetas da ABLC que participaram da Festa em Paraty, Moreira de Acopiara, Klévisson Viana e Arievaldo Viana. Agradeci aos poetas parceiros dessa jornada, Severino Honorato, Cícero Maranhão e José Salvador, que estavam presente na plenária, e representaram muito bem o cordel propagando nossa cultura nordestina.
Lá prestigiei quem merecia e dei o meu recado.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 16 de julho de 2019

FLIP- RODA DE CONVERSA - Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda


RODA DE CONVERSA A MULHER NO CORDEL
A Mulher no Cordel foi o tema da Roda de Conversa com Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda, na FLIP2019.
A mediadora foi Ana Ferraz, da Editora Coqueiro.
Entre alguns temas debatidos, falou-se do cordel que sempre foi bem popular, mas que hoje muitos acham que ele deve ser escrito na língua culta com a finalidade de entrar nas escolas e chegar às universidades. Eu particularmente sou contra que se escreva errado, mas acho que não compromete ser escrito na linguagem coloquial, com os devidos cuidados.
Discorremos sobre o papel da mulher na história do cordel.  No primeiro momento, quando ela lendo, repassava as novas gerações em calçadas, alpendres em sítios e fazendas as histórias em cordel. Ali também ela contava histórias de trancoso, fazia a roda de versos e brincava com adivinhações.
No segundo momento a mulher se descobriu tema dos poetas nos livretos de cordel, às vezes enaltecida e muitas vezes mal falada e até escrachada.
Depois de muito tempo, a mulher que já escrevia e guardava seus versos, resolveu retirá-los das gavetas e ocupar a lacuna que lhe pertencia por direito na literatura de cordel.
As dificuldades, não foram poucas, pois campear num espaço onde o homem reinava desde sempre, não era tarefa fácil. Mas mulher com sua teimosia, não abriu mão de assegurar o seu espaço no mundo do cordel.
Fomos invisíveis por muito tempo. Hoje somos reconhecidas e convidadas para os grandes eventos e posso até dizer, que o homem tem um novo olhar sobre a mulher cordelista.
Um assunto que me preocupa e até me incomoda, e na roda de conversa foi abordado, é que a mulher que poderia ser mais parceira uma da outra, se veste de vaidade, cada uma quer reinar no seu território e esquecem que a parceria e o que vai nos levar além.
Não podemos ser rivais, devemos ser cumplices, fazer projetos juntas, seminários, encontros, pois só assim ocuparemos dignamente nosso espaço.
O Cariri me abriu essa possibilidade.  Através dessa abertura, eu levei mulheres do Cariri para o Rio de Janeiro e entrei no espaço cultural do Cariri. Fazemos muito bem esse intercâmbio, inclusive, umas hospedando as outras.
Não quero ser a dona da verdade, nem quero todos os louros. Não seremos nada sozinhas. Vamos ser estrelas, sim, cada uma com seu brilho, pois ser grande é pertencer a uma constelação.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com




 

Matéria publicada no "EL PAÍS"


https://maladeromances.blogspot.com/2019/07/materia-publica-no-el-pais.html?fbclid=IwAR1f-4l7mnJyP_mEfs3HLHlkA_G1vnDp7WiMJ6_1JIQjmVwT1MdRNFPsg4Q

segunda-feira, 15 de julho de 2019

MULHER - CORDEL E PARATY


O CORDEL COM ESPAÇO NOBRE EM PARATY
Nós os poetas de cordel, tivemos pela primeira vez um espaço, exclusivo, na Festa Literária de Paraty de 2019. Espaço democrático, onde poetas de boa parte do Brasil em perfeita harmonia souberam se acomodar.
Dividimos espaço, dividimos comidas, tomamos conta das bancas de vendas, uns dos outros, declamamos e cantamos em conjunto, e ali pela primeira vez, senti uma perfeita confraternização, onde todos os cordelistas eram do mesmo tamanho.
Sem jogos de vaidades, a alegria foi geral, saímos às ruas cantando cordel, embalando os transeuntes e trazendo a literatura de cordel para uma interação maior.
Eu, Dalinha Catunda e Anilda Figueiredo, convidadas pelo IPAN, fomos representando a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Academia dos cordelistas do Crato e o blog Cordel de Saia.
Posso aqui dizer, que nos valeu o registro do cordel como Patrimônio Imaterial e Cultural do Brasil, pois esse movimento levou a literatura de cordel para as grandes mídias e o IPHAN com sua sensibilidade nos presenteou com a oportunidade de brilharmos nessa grande festa, onde cada um com sua estrela deu brilho a grande constelação do cordel.
Aqui agradeço a cada poeta e a cada funcionário do IPHAN, a cada amigo que foi nos visitar, enfim, a todos que se irmanaram conosco nessa grande festa.
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com