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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

CAMINHOS DA REPORTAGEM - TV BRASIL


Dia 13 de agosto de 2019 será exibido o Programa CAMINHOS DA REPORTAGEM, da TV BRSIL, para o qual eu e Dalinha Catunda fomos convidadas.

Nossa participação foi norteada por inúmeros subsídios teóricos e poéticos à volta da produção feminina na literatura de cordel. Gravamos na Barraca da Chiquita na Feira de São Cristóvão, que comemora seus 40 anos de Feira.de São Cristovão.

Apontamos a posição da mulher na história da literatura de cordel. As dificuldades vividas e a coragem de escrever e publicar num domínio masculino, onde a mulher era mero objeto da poesia dos grandes romances nas décadas de 30/40 e 50.

Somente a partir de 1970 é que se pode verificar a autoria feminina em publicação de folhetos de cordel. A figura da mulher sempre apareceu com características de – virtude, honestidade, beleza e, sob a ótica masculina e, com cunho moralizante. A mulher, na sociedade patriarcal, era reclusa, aos cuidados do lar e a educação dos filhos, à satisfação social do marido. Sua educação não ia além da possibilidade de contar histórias e contos de encantamento para os filhos, das cantigas de ninar; ler e escrever livros de receitas, quando muito. Valia o jargão: se uma mulher aprende a ler, será capaz de receber cartas de amor”. A estrutura de reclusão era imposta de forma muito velada e justificada como “zelo familiar”. Havia os gêneros mais adequados para as mulheres, face à moral e os bons costumes. Ainda assim, algumas mulheres, neste jogo de poder burlavam a vigilância patriarcal ou dos maridos e apoderavam das formas poéticas executadas pelos homens Veja a quadrinha popular do início do século XX, abaixo:

Menina que sabe muito
É menina atrapalhada,
Para ser mãe de família,
Saiba pouco, ou saiba nada.”


A primeira mulher que publicou, em 1938, o fez sob o pseudônimo masculino de Altino Alagoano, foi assim que Maria José das Neves Batista Pimentel assinou seu folheto O Viulino do diabo ou o valor da honestidade.

Altino Alagoano [Maria das Neves Batista Pimentel]. O viulino do diabo ou o valor da honestidade. [S.l.]: MEC/Pronascec Rural - SEC/Pb - UFPb - Funnape, 1981. 48 p. 242 estrofes : sextilhas : 7 silabas. (Biblioteca da vida Rural Brasileira). 


Texto: Rosário Pinto
Fotos: Dalinha Catunda e Rosário
Do CORDEL DE SAIA

domingo, 11 de agosto de 2019

NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY IX



NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY IX
*
Severino Honorato
Lá na Casa do Cordel,
O agitador cultural,
Fez um bonito papel.
O poeta aboiador
Foi bom apresentador
Prestigiando o plantel.
*
Obrigada Severino
Pela sua atenção
Nossa cultura agradece
A sua dedicação
Divulgar nossa história
E resguardar na memória
A popular tradição.
*
Fotos de Daniela Reis
Versos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
Fundadora do Cordel de Saia.

MULHERES NEGRAS NA LITERATURA BRASILEIRA


Fragmentos do cordel "HERANÇA DA DIÁSPORA AFRICANA" de Tereza Custódio.

Homenagem a Maria Firmino dos Reis, Auta de Souza, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Jarid Arraes, Beatriz Nascimento, Alzira Rufino, Mel Duarte, Geni Guimarães, Lia Vieira, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Claudete Alves.
*

MULHERES NEGRAS NA LITERATURA BRASILEIRA
1
São diversas competências
Que a negritude legou.
U’a constelação de gênios
Nas belas-letras brilhou,
Apresento essas mulheres
Que nas letras cintilou
2
Das bandas do Maranhão,
A primeira romancista:
Foi a Firmina dos Reis
Mestra abolicionista,
Escreveu alguns romances,
Mostrando ser grande artista.
3
"Úrsula" foi publicado
No ano cinquenta e nove.
Foi o primeiro romance
Do século dezenove.
A obra da nordestina
Cativa, encanta, comove.
4
Professora concursada
De uma rede estadual,
Firmina dos Reis nos deu
Outro livro magistral:
"A Escrava" nos relata
Uma vivência real.
5
No século dezenove,
Auta de Souza escreveu
"Horto", livro singular
Da autora, a que venceu
A cruel tuberculose,
E ela, em Natal, morreu.
6
Carolina de Jesus,
Negra pobre, desprezada,
Escreveu no seu diário,
Numa folha desbotada
Suas dores, suas mágoas
De mãe e de favelada.
7
Estudou só por dois anos,
E aprendeu a escrever.
Narrou "Quarto de Despejo",
Best-seller veio a ser:
Mais de quarenta países
Tal obra vieram a ler.
8
A Conceição Evaristo,
Uma escritora mineira,
É doutora de prestígio,
Deixou mensagem altaneira:
Mulher negra escreve bem
Mesmo sem eira nem beira.
9
Participou de palestras
Nas Feiras de Paraty.
Sua obra "Olhos d’água"
Deu-lhe o prêmio Jabuti.
O livro "Ponciá Vicêncio"
Recomendo para ti.
10
Ana Maria Gonçalves,
Outra escritora mineira,
Em "Um Defeito de Cor",
Relatou a saga inteira
De uma idosa africana
Que foi vítima da cegueira.
11
O livro "Lugar de Negro"
Lélia Gonzalez lançou.
A grande Claudete Alves
"Virou Regra" nos legou.
Cito o livro "Mulher Negra"
que Sueli divulgou.
12
São tantas mulheres negras
Que cabe a nós aclamar.
Lia Vieira e Cidinha
Nós devemos exaltar.
A Beatriz Nascimento
Também cabe destacar.
13
A Djamila Ribeiro,
Filósofa e feminista,
Lança "O que é lugar de fala"?
Propagando uma voz mista,
Induzindo a repensar
A sociedade classista.
14
Jarid Arraes, cearense,
Cordelista renomada,
A destreza no cordel
Da família foi herdada.
Em "Quinze Heroínas Negras",
Sua grandeza é mostrada.
*
Fragmentos do cordel "HERANÇA DA DIÁSPORA AFRICANA" de Tereza Custódio.
Homenagem a Maria Firmino dos Reis, Auta de Souza, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Jarid Arraes, Beatriz Nascimento, Alzira Rufino, Mel Duarte, Geni Guimarães, Lia Vieira, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Claudete Alves.
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Postagem de Dalinha Catunda, Cad. 25 da ABLC

Fundadora do Cordel de Saia

terça-feira, 6 de agosto de 2019

NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY VIII















NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY VIII
Conheci e interagi com muita gente na Festa de Paraty.
 Foi Festa Literária para ficar marcada no coração dos cordelistas e de todos que lá estiveram.
Festas dos Encontros, das trocas de ideias e de muita celebração.
A casa do cordel encheu-se de cores e de alegria e foi nesse clima, que conheci Bráulio Tavares, escritor, compositor, pesquisador de literatura, e também roteirista e tradutor.
Traduzir Bráulio? Seria difícil... Mas posso dizer que, apesar de todos esses requisitos, Bráulio é uma pessoa alegre, divertida e de uma simplicidade sem igual, é moleque, é menino, tem um sorriso do tamanho de um bonde e por dois dias completou o nosso time.
Time composto por: Anilda Figueiredo, Arievaldo Viana, Klevisson Viana e Dalinha Catunda.
A Bráulio repassei parte dos meus cordéis, dele recebi autografado, o livro Galos de Campina. Já li e gostei. O livro reúne três paraibanos, e só lendo para saber no que deu a mistura de Bráulio Tavares, Jessier Quirino e Kydelmir Dantas.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com.br

domingo, 4 de agosto de 2019

CORDEL NA FEIRA 2019 COM DALINHA CATUNDA


CORDEL NA FEIRA COM DALINHA CATUNDA
*
Estou preparando as malas
Com muita satisfação
Mas uma vez vou ao Crato
Não me falta animação
Vou Lançar mais um cordel
Ao SESC eu sou fiel
E cumpro a programação.
*
Estão todos convidados
Para esse lançamento
Vai ter forró pé de serra
Animando esse momento
Vai ter flor e vai ter chita
E também mulher bonita
Participando do evento.
*
Meu cordel mais uma vez
Vai falar de tradição
Vou versar nesse folheto
Sobre o antigo São João
Como era diferente
O cordel de antigamente
Que guardei no coração.
*
Eu conto com os amigos
De Crato e de juazeiro
Com o povo de Barbalha
Povo amigo e prazenteiro
Vamos pro Cordel Feira
Vai ser boa a brincadeira
E o forró vai ser maneiro.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

TV BRASIL - CAMINHOS DA REPORTAGEM


Eu e Dalinha Catunda, em nome do CORDEL DE SAI, fomos entrevistadas pela jornalista Aline Beckstein, para depoimento no Documentário: CAMINHOS DA REPORTAGEM, da TV BRASIL que irá ao ar neste mês de agosto.

TV BRASIL nos convidou
Para falar de MULHER
Vamos meter a colher
CORDEL DE SAIA chegou
E seu relato postou
Lá narramos toda a história
Da MULHER, sua MEMÓRIA:
Coragem e valentia
Exibindo a poesia
Dias de muita GLÓRIA!
*
Pois na TV é cabedal
Está presente na tela
O Documento revela
Nesta saga magistral
Vem mostrar que é plural
Inspiração bem serena
Nem precisa de novena
Assista na hora mais certa
Poesia não despreza
Deixe alerta sua antena.
(Rosário Pinto)

Texto: Rosário Pinto

quarta-feira, 31 de julho de 2019

MEMÓRIA DO POETA RAIMUNDO SANTA HELENA

Participei, representando o CORDEL DE SAIA, do encontro realizado pela Fundação Casade Rui Barbosa para efetivar a assinatura do contrato de doação do acervo do poeta cordelista Raimundo Santa Helena. O encontro organizado pela doutora Sylvia Nemer contou com a participação de toda a direção da Fundação e do Setor de Memória que fará a guarda, tratamento e disponibilização do acervo para futuras consultas.
O encontro foi marcado pelos depoimentos de poetas contemporâneos e que partilharam do convívio na Feira de São Cristóvão e, pelo comovente relato de sua filha Ynah de Souza Nascimento.

Foram muitos os relatos. O salão estava repleto de poetas e representantes de outras instituições. No encerramento tivemos uma confraternização com regalos oferecidos pela Sra. Chiquita, que também acompanhou a trajetória do poeta naquele espaço cultural.


Nota:Rosário Pinto, do CORDEL DE SAIA.