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sábado, 8 de maio de 2021

UM FILHO É COISA SAGRADA MÃE MORRE PRA PROTEGER

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*

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

1

A mãe vira onça ferina

Pra defender sua cria,

E clama a virgem Maria,

Pela proteção divina.

Uma mãe que desatina,

Não briga pra defender,

Filho não merece ter!

É uma mãe desalmada:

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote e glosa de Dalinha Catunda

2

Mãe ê uma instituição

Onde se projeta a vida

Quem tem sua mãe querida

Dê a ela atenção

Abra o seu coração

Procure reconhecer

Todo o seu bem querer

Não a despreze por nada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Araquém Vasconcelos

3

Minha mãe se foi tão cedo,

Fiquei sem o seu carinho,

Sem ela, o meu caminho

Perdeu-se em seu enredo

De tudo eu tinha medo,

Consegui sobreviver

Sem abraço a me acolher

Que orfandade malvada:

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote Dalinha Catunda

Glosa Bastinha Job

4

Mãe é uma flor do jardim

Que nunca perde o perfume

Do filho sente ciúme

Mesmo ele sendo ruim

Mamãe é o amor sem fim

Não deixa o filho sofrer

No frio quer aquecer

Quando precisa ela agrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MAE MORRE PRA PROTEGER

Mote, Dalinha Catunda .

Glosa Jairo Vasconcelos...

5

Mãe é uma escudeira

Garantindo proteção

Seu peito traz armação

Pois, assim se faz guerreira

Tem armas e faz trincheira

Seu varão vem defender

Vai à luta por prazer

Não se sente ameaçada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce Esteves.

 6

Amor de mãe não se mede

Por ser fora do limite

Por isto não se admite

Duvidar pois não procede

Pra defender intercede

Pense num amor de ser

Seu carinho é pra valer

Sua vida é consagrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote de Dalinha Catunda

Glosa; rivamoura teixeira

 7

O amor é incondicional

A ternura é sem limite

Ela jamais admite

Que ninguém o faça mal

Da forma mais natural

Seu instinto é defender

Não queira pagar pra ver

Qualquer uma indignada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda.

Glosa: F. de Assis Sousa

 8

O maior amor do mundo

É aquele que recebemos

De nossas mães e sabemos

Que este amor é tão fecundo

Se tornando mais profundo

Por nada em troca querer

Mãe é um ser que faz valer

O amor a sua cria amada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Glosa - Vânia Freitas

Mote - Dalinha Catunda*

9

Tem mãe que os sonhos enterra

Gestante adolescente

Abandonada e doente

Pela justiça da Terra

Vive no meio da guerra

Procura sobreviver

Pra ver o filhinho vencer

É feroz onça pintada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa Fabiana Viera

Mote Dalinha Catunda

10

 Há tanta dor pra sentir

Pranto para derramar

Mãe que vai pra não voltar

Mãe que vê filho partir

Filho sem mãe, sem porvir

Sem o colo pra aquecer

Filho na creche morrer

Chacina na madrugada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa Creusa Meira

Mote Dalinha Catunda

 11

Para viver bem a vida

Carecemos de um teto

Pão, carinho, colo, afeto

Sopro na nossa ferida

Música na despedida

Amor que nos faz vencer

Caminhos pra percorrer

Mil abraços na chegada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Paola Tôrres

 12

Chacina, ódio e desgraça

Eu vi na televisão

Uma grande comoção

Tristeza que despedaça

Tiros na rua e na praça

Sangue humano a escorrer

Ver tanta gente morrer

Estendido na calçada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Paola Tôrres

 13

Nossa mãe vive na lida.

Não tem dia, não tem hora

E desde o romper da aurora

Ela segue na corrida:

Fazer o bolo e a comida.

E para o filho atender,

Trabalha para prover.

À noite chega cansada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

(Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Rosário Pinto)

14

Mesmo distante é presente

Nunca foge da batalha

Derruba qualquer muralha

Quando a dor do filho sente

Pois é dela a semente

Que Deus a fez conceber

Não se deixa emudecer

Até quando não é chamada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Silvinha França

 15

Do seu ventre uma semente

Ressurgiu com muito amor

Superando todo dor

A mãe o abraça contente

Num cenário comovente

O seu olhar vem dizer

Você é meu bem querer

Para toda minha jornada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa: Joabnascimento

Mote: Dalinha Catunda

16

Quando uma Mãe se consome

Pro Filho satisfazer

Ela deixa de comer

Mas do Filho mata fome

Tudo faz pelo seu nome

Também pra lhe socorrer

Não importa o padecer

Nem que seja massacrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Pedro Sampaio

17

Uma mãe que é ciente

Que seu filho é maltratado

Morreu por não ser cuidado

Não posso chamar de gente

Não passa de uma serpente

É cobra! posso dizer,

Em vida vai padecer

Jamais será perdoada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote e glosa de Dalinha Catunda

 

 Obrigada a todos os poetas e poetisas, que espontaneamente, ajudaram-me   a prestar essa homenagem a todas as mães.

Roda de glosa coordenada por Dalinha Catunda cad, 25 da ABLC dalinhaac@gmail.com

 

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

AS CIRANDEIRAS DO CORDEL DO CARIRI, EFETIVAS



                       
                                                                        

AS CIRANDEIRAS DO CORDEL DO CARIRI,

O grupo As Cirandeiras do Cordel do Cariri, que tem como  madrinha a Mestre Bastinha job,

recebeu a sigla ACC, pois desde o começo foi criado para ser incorporado a Academia dos Cordelistas do Crato, de início seria somente As Cirandeiras do Cordel, mas para ficar mais abrangente acrescentamos, Carirí, ao título.

O grupo é composto por um conjunto de poetisas, cordelistas, professoras e contadoras de história. Foi idealizado e fundado por Dalinha Catunda, tendo o compromisso de divulgar o cordel, através de suas apresentações e de repassar conhecimentos e tradições as novas gerações. Todas as participantes são integrantes da ACC, que abraça, apoia e assume o grupo como parte essencial da Morada da Poesia.

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CIRANDEIRAS EFETIVAS

Dalinha - idealizadora e fundadora

Anilda Figueiredo - conselheira

Chica Emídio - coordenadora

Fabiana Vieira - sec. de eventos

Lindicássia Nascimento - sec. divulgação

Denize Primo - equipe de produção

Fátima Correia. - equipe produção

Fátima Prado - equipe produção

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Nota do grupo: As  Cirandeiras do cordel do Carirí.


domingo, 2 de maio de 2021

ESSE MEU JARDIM FLORIDO É CACIMBA DE SAUDADE


 

ESSE MEU JARDIM FLORIDO

É CACIMBA DE SAUDADE

1

Quando rego minhas flores,

Desperto a recordação,

Que mora em meu coração.

 Entre suspiro e rumores,

 Evoco antigos amores,

E choro a fugacidade,

Do que foi felicidade,

Porém hoje é fenecido...

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

2

Recordo nós dois juntinhos

Debaixo do pé de ipê

Era só eu mais você

Numa sombra sem espinhos

Seguindo os mesmos caminhos

Vivendo a mesma verdade

E mesmo na tenra idade

O tempo não foi perdido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

3

Quando chega a primavera

Eu puxo pela memoria

Cada flor é uma história

Pra quem viveu de quimera

Então digo: quem me dera

Com toda sinceridade

Viver com intensidade

Tudo de bom já vivido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

4

Debaixo duma latada

Era o cravo era a rosa

Era um verso era uma prosa

Numa conversa animada

Era a mais bela jornada

Em meio a simplicidade

Era amor era amizade

Era a flecha do cupido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

5

Recordar é reviver

Diz o dito popular

Por isso vivo a lembrar

Sem pensar em esquecer

O que senti florescer

Em tempos de liberdade

Na mente é prioridade

Não é sonho adormecido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

6

Das flores do meu jardim

Só de lembrar sinto o cheiro

São flores do meu canteiro

É cheiro que não tem fim

Só por isso eu canto assim

Com gosto e vivacidade

Seguindo a minha vontade

Nesse mote repetido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

*

Mote e glosas de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

 

 

 

 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

O TREM QUE ME FEZ SONHAR GUARDEI NA RECORDAÇÃO


 

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote de Dalinha Catunda

*

O trem da felicidade

Sacolejou diferente

Apitou em minha mente

Sacodiu minha saudade

Lembrei da minha cidade

Da pequenina estação

Do ir e vir da paixão

E do meu regozijar:

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote e glosa de Dalinha Catunda

*

O trem apitou no peito

O soltou sua fumaça

Me deixou o ar da graça

Na lembrança deu efeito

Agora eu arranjo um jeito

E a melhor solução

Vou pensar na estação

Pra tudo rememorar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote Dalinha Catunda

Glosa rivamoura teixeira

 *

Continua muito viva

A lembrança que não passa

Via a maria fumaça

Que na época era ativa

A velha locomotiva

Movida pelo carvão

Puxando lento um vagão

Ouvia ao longe apitar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote Dalinha Catunda

Glosa Araquém Vasconcelos

 *

Bastinha Job

Trem Azul muito famoso

No qual fiz tantas viagens

Da janela, as imagens

Dum tempo tão majestoso,

Hoje recordo saudoso

Parada em cada estação

Lembranças em profusão

Do passado a relembrar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

BASTINHA JOB

*

Verdade, saudade, e sonho,

É embarcar na viagem ;

Bilheteria e passagem,

Estrada, trilho medonho ;

O maquinista, eu suponho,

Parava em cada estação ;

Meninos vendendo pão,

Por onde o vagão passar ;

"O TREM QUE ME FEZ SONHAR,

GUARDEI NA RECORDAÇÃO".

Mote : Dalinha Catunda .

Glosa : Wellington Santiago .

 *

Tua cidade tem nome

De uma velha Ipueiras

A minha é cajazeiras

Que o fruto dela é azedo

Dela eu guardo segredo

Dentro do meu coração

Fica lá no alto sertão

E pra lá eu vou voltar

O TREM QUE FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Antônio Honorio

 

Todo dia a mesma hora

Ao escutar seu apito

Um cenário tão bonito

Que estou lembrando agora

Naquele tempo de outrora

Batia forte o coração

É tão grande a emoção

Que eu sinto ao lembrar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Glosa: joabnascimento

Mote: de Dalinha Catunda

 *

Na linha do horizonte

Passa meu trem da saudade

Vem de uma localidade

E traz lembranças de monte

Sinto o passado defronte

Lembro as tardes de verão

No banco véi da estação

Esperando ela chegar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote, Dalinha Catunda .

Glosa Jairo Vasconcelos.

*

Num país continental

Indo em busca de igualdade,

Buscando toda irmandade,

Aos trens eu dou meu aval.

O trem é menos letal,

E não anda na contramão,

Falam ao coração.

O país todo ligar...

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

(Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Rosário Pinto)

 *

É neste trem de poesia

Que agora vou embarcar

Com vocês quero versar

Trocar rimas com alegria

Mudando de sinfonia

No pulsar do coração

Quando eu descer na estação

Do sonho vou acordar

O trem que me fez sonhar

Guardei na recordação

Mote Dalinha Catunda

Glosa Vânia Freitas

*

Esse trem de longe vem

Para atravessar meu rumo

Eu depressa então me aprumo

Pego a mala e um vintém

Faço a cruz e digo amém

Vou ligeiro à estação

Trago o bilhete na mão

Só me falta embarcar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Mote Dalinha Catunda

Glosa Luciana Costa

*

Na saudosa memória

Projeto umas imagens

Já fiz até umas viagens

Fazendo sua trajetória

Baseada na história

Contada com emoção

Mas só vejo a estação

Ele, não cheguei alcançar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

Mote de Dalinha Catunda

Glosa Francisco De Assis Sousa

*

Quando sentei na janela

Veio tudo em minha mente

Meu passado e meu presente

Tudo pintado em tela

Ficou pra trás a cancela

Estação por estação

Saudosa recordação

Meu lencinho a balançar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce Esteves

*

Já ouvi alguém dizer

Que existe um trem bala

Mas isto não me abala.

Estou pagando para ver

Se ele vai poder mexer

E causar mais emoção

Vibrando o meu coração

Quando chego a relembrar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

(Mote: Dalinha Catunda )

Glosa Severino Marreiro

 *

Quando eu via o trem que vinha

Lá em meu Piripiri

Pra as brandas do Piauí

Por uma infinita linha

O sacolejo que tinha

Só me trazia emoção

Curtindo com devoção

A natureza a passar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

Glosa: Gerardo Carvalho Pardal

Mote: Dalinha Catunda

*

Nosso trem virou parceiro

Nessa saudade infinita

Conta a história bonita

De quem já foi passageiro

E o poeta mensageiro

Transforma estrofe em vagão

E nessa composição

Faz o verso encarrilhar:

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO

Glosa e Mote de Dalinha Catunda

*

Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 22 de abril de 2021

DALINHA DAS IPUEIRAS E LINDICÁSSIA DE BARBALHA


 

DALINHA DAS IPUEIRAS E LINDICÁSSIA DE BARBALHA

1 – DC

Quem diabo que é essa doida

Que vem lá do Cariri

Comendo cuscuz com ovo

E um balaio de pequi

Com fumaça no cachimbo

Pra assanhar meu inxuí

2- LN

Quem diabo é esse Zumbi

Que parece assombração

Com molambo na cabeça

E uma boneca na mão

Achando que é gostosona

A crueira do sertão.

3 - DC

A minha apresentação

Faço agora com audácia

Sou abelha do sertão

Meu ferrão tem eficácia

Para Dalinha Catunda

Se apresente sem falácia.

4 – LN

O meu nome é Lindicássia

Sobre nome Nascimento

Sou mulher de atitude

Cheia de atrevimento

Quando me dano a brigar

Brigo até no pensamento.

5 – DC

Não venha afoitamento

Pois eu posso ser cruel

Minha língua é venenosa

Já derrubei menestrel

Mas se quer mexer com cobra

Lhe apresento a cascavel.

6 – LN

Amargo igualmente a fel

Sem medo vou pra disputa

Seu veneno não me atinge

Bicha besta e biruta

Eu também sou cobra ruim

Na Selva sou mais astuta.

7 – DC

Eu vejo que nessa luta

Só tem cobra peçonhenta

Vou pegar teu desaforo

E esfregar na tua venta

A bicha besta e biruta

É você coisa nojenta.

8 – LN

Já vejo que não aguenta

Essa nega cangaceira

Se eu puxar o meu facão

Boto seu fato na feira

Pergunto quem quer comprar

O resto da mulambeira.

9 – DC

Se eu puxar minha peixeira

Eu entorto o teu facão

Corto um palmo da tua língua

Mudo a tua profissão

Nunca mais voltas a ser

Lambe saco de patrão.

10- LN

Comigo tem isso não

Mulher fraca igual a tu

Faz zoada mais não morde

Só incha igual cururu

E quando me vê se esconde

No buraco do tatu.

11- DC

Nem que tu faças vodu

Xexelenta macumbeira

Eu não fujo dessa briga

Meta seu pé na carreira

Peça logo seu penico

Que o medo dá caganeira.

12- LN

Deixe de falar besteira

Franga "véia" de macumba

Eu quebro teu espinhaço

Antes de mandar pra tumba

Te faço lamber o chão

Bem antes que tu sucumba.

13- DC

Tu tá querendo quizumba

Do choco vou te tirar

As penas desse teu rabo

Uma a uma vou puxar

Depois que eu quebrar teu bico

Quero ver cacarejar.

14- LN

Basta tu se imaginar

Na mesma cena isolada

Mas as penas que eu puxar

Nessa peleja arretada

Vou queimar com gasolina

No meio da encruzilhada.

15 DC

Eu não vou sair queimada

Deixe já de picuinha

E nem vou lhe depenar

Já desmontei minha rinha

Isso tudo é presepada

Tanto tua como minha

16 -lN

teu pensamento se alinha

e me causa emoção

somos luzes da lapinha

do céu a constelação

na terra somos semente

lançada em riba do chão.

*

DC E LN

Cumprimos nossa missão

Com rimas e brincadeiras

Lindicássia de Barbalha

Dalinha das Ipueiras

Pois além de cordelistas

Também somos cantadeiras.

*

Postagem de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com