O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
segunda-feira, 24 de maio de 2021
Notícia no CORDEL DE SAIA
sábado, 22 de maio de 2021
AS MULHERES DO CORDEL COM SILVINHA FRANÇA
SILVINHA
FRANÇA
.
Eu
sou cacto do sertão
Espinhoso
e resistente
Teimoso
e resiliente
Mas
se cai chuva no chão
Lindas
flores se abrirão
Cumprindo
com meu papel
Tal
qual na escrita fiel
Com
rima metrificada
Eu
sou rosa perfumada
Nesse
jardim de cordel.
.
Digo
que sou nordestina
Paraibana
arretada
Por
cordel apaixonada
Desde
o tempo de menina
Que
a leitura me fascina
Quando
nem sabia ler
Ler
cordel foi meu dever
De
baixo da castanhola
Foi
minha primeira escola
Reconheço
com prazer.
SILVINHA
FRANÇA
SIlvinha:
Silvinha França (Severina Luís de França) nasceu em Guarabira- PB, em
13.12.1979 e reside em Araçagi-PB.
Formação
acadêmica: Licenciatura Plena em Geografia
pela UEPB, Especialista em Ciências Ambientais pelo Cintep; pesquisadora
da pré-história, na região do agreste paraibano; servidora pública no Município
de Curral de Cima.
É
ativista cultural e organizadora dos movimentos: ARAÇACULTURA
e CORDEL DAS ROSAS. É uma das autoras do livro: "Pré-história: uma
coletânea de textos didáticos. Já escreveu vários cordéis, entre eles: "A
Princesa Encantada da Lagoa do Caju", "Um Autista em minha
vida", "Sivuca: o Poeta dos
Sons", "Celso Furtado: Homenagem ao seu centenário" e
outros cordéis coletivos publicados pelo Movimento Cordel das Rosas,
com os temas: "Quando tudo isso passar", "Diga não à violência doméstica", e outros que breve serão publicados.
E
seus mais recentes trabalhos são: Um cordel para Clarice, em homenagem ao
centenário da grande escritora, Clarice Lispector, o livro: A princesa encantada do reino de Araçagi e
participação da coletânea, O Brasil entre cordéis e lendas com o cordel: A
mulher da capa preta.
E
o livro: Nisia Floresta em versos de cordel, com o tema: Salve Nísia Floresta.
*
Postagem
de Dalinha Catunda,cad 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
sexta-feira, 21 de maio de 2021
DULCE ESTEVES - AS MULHERES DO CORDEL
*
Quando sentei na
janela
Veio tudo em minha
mente
Meu passado e meu
presente
Tudo pintado em tela
Ficou pra trás a
cancela
Estação por estação
Saudosa recordação
Meu lencinho a
balançar
O TREM QUE ME FEZ
SONHAR
GUARDEI NA
RECORDAÇÃO.
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Dulce Esteves
MINHA BIOGRAFIA
Maria Dulce Esteves
da Carvalheira, Pernambucana, natural de Recife. Nascida à 6 de Agosto de 1958,
em Recife. Filha de Djalma Rodrigues Esteves ( in memória) e Marisa Santiago Esteves. Sou formada em
Letras pela FAFIRE ( Faculdade de Filosofia de Recife) em 1986.Sou casada com
Paulo Marcelo Borges da Carvalheira ( Fonoaudiólogo) e temos 1 filho Diego
Esteves da Carvalheira ( educador físico).
Sou poetisa, por incentivo de minha avó materna Dulce
Santiago. Tenho 1 livro solo " ENTRE RISOS E RIMA ( poemas) 2013- pela
editora Gorrion. Participei de várias antologias:
Mulher ( ed.do Carmo)
2017
Cartas poéticas ( ed.Compose) 2018
Mesas de glosas e vários cordéis coletivos.
*
Pesquisa de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC, para o blog
Cordel de Saia.
dalinhaac@gmail.com
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
As mulheres do cordel com Jovelina Ceará
O meu nome é Mariana
Eu nasci lá no Sertão
Adotei a poesia
Como meio de expressão
Gosto de fazer repente
Por isso vivo contente
A palavra é gratidão.
Dizem que sou sexo frágil
Sexo frágil eu não sou não
Sou mulher, sou resistência
Firmeza e superação
Em nome da igualdade
Enfrento até tempestade
Não aceito restrição.
Mariana de Lima nasceu em Amontada interior do Ceará, mas
foi morar em Fortaleza - capital e vive até hoje. Filha de agricultores,
Mariana ficou conhecida como Jovelina Ceará (sua personagem humorística), uma
de suas criações, é bacharela em Filosofia pela Universidade Federal do
Ceará-UFC. Pós graduada em Arte Educação
e Cultura Popular, é MBE em Metodologia
e Docência do Ensino Superior, dramaturga, cordelista, autora de uma linha de
pesquisa Memórias do Ceará (em cordel), tem um cordel traduzido para o BRAILLE
e escreveu duas peças de Teatro.
sábado, 2 de janeiro de 2021
As Mulheres do Cordel com: Chica Emídio
ACRÓSTICO
Com uma grande alegria
Hoje veio a inspiração
Indo em busca da poesia
Coração em euforia
A minha composição
.
Em todas minhas estrofes
Metrifico com cuidado
Improviso o conteúdo
Dando um toque aveludado
Inconteste em suas rimas
O acróstico assinado.
Biografia de Francisca Gonçalves Emídio, a cordelista Chica
Emídio
Nasceu em 22 de novembro de 1948, em Potengi-CE.
Pai: José Emídio de Carvalho Filho, (in memória)
Mãe: Esmeralda Gonçalves de Lima
Primogênita de 13 irmãos, 9 mulheres e 4 homens.
Aprendeu ler em Cordel com seu pai e, desde cedo era
convidada para ensinar ler escrever aos filhos dos amigos de seu pai. Foi
professora do MOBBAL em Potengi, quando estudava, onde concluiu o ensino
fundamental.
Veio para o Crato em fevereiro de 1972, com o objetivo de
estudar no Colégio Agrícola do Crato, hoje IFCE, onde teve os melhores
professores do Crato: Zé do Vale, Eli Menezes, d. As três, Tereza Pinheiro, e
tantos outros.
Estudou na Faculdade de Filosofia do Crato, hoje URCA, onde
fez o curso de Letras.
Trabalhou na CEQUIP, Posto Padre Cícero, de Moacir Siqueira,
e, finalmente, em setembro de 1981 foi contratada pelo Estado do Ceará, no 18•
Crede, em Crato-CE, lotada no Logos II, que viria a ser Centro de Estudos
Supletivos, atual CEJA Crato-CE, professora de Língua Portuguesa, Literatura e
Educação Artística.
Atualmente além de fazer parte do grupo, As Cirandeiras do
Cordel do Cariri, assumiu a cadeira de número 12 que tem como patrona Dandinha
Vilar na Academia dos Cordelistas do Crato.
Mesmo antes de se assumir como cordelista já utilizava
cordéis em sala de aula.
Pesquisa e postagem de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
sábado, 5 de setembro de 2020
No tempo que passa em ritmo veloz
Eu sinto no peito, o aperto dos nós
Que se desenrolam a seguir, divididos
De um lado a saudade de tempos vividos
Do outro a esperança de logo encontrar
Um porto seguro e poder ancorar
Com o peso dos anos nos ombros, levando
Nos olhos, a luz do luar prateando
As ondas que quebram na beira do mar
Galopo pensando no
tempo que passa,
Tão vertiginoso
qual sopro do vento,
Que varre caminhos
e até pensamento,
Deixando pra trás,
nevoeiro, fumaça...
O sopro é o que
traz um alento e abraça
A vida que segue
traçando caminho.
O tempo é o relógio
no redemoinho,
Dos dias, semanas,
dos meses, dos anos
Passados,
presentes, anelos e planos,
Que foram por certo,
gerados no ninho.
Seguindo o caminho
de curva fechada,
Um forte arrepio na
espinha dorsal;
Na beira da mata,
um estranho arsenal
De tocos,
garranchos e pedra lascada,
Vedando o acesso,
atrasam a jornada.
Cansaço medonho
nesse galopar
São léguas à frente
e o tempo a rolar
No despenhadeiro do
dia que morre
Nos braços da
noite, um pranto escorre
Em gotas que banham
a terra e o ar.
E quando amanhece o
sol ilumina
A estrada de pedra
que resta a seguir.
Sem olhar para
trás, à frente, há porvir.
Na noite cinzenta,
ficou a neblina,
No leito do rio de
água cristalina,
O corpo tão frágil
se banha sedento.
Erguendo o olhar ao
azul firmamento,
Tentando alcançar a
linha do horizonte
Que tece a beleza
que nasce da fonte
E expressa a
grandeza da força do vento
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
CARREIRÃO DE VÂNIA FREITAS
O MEU CANTO É DE PRIMEIRA.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
CARREIRÃO DE LINDICÁSSIA NASCIMENTO
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
CORDELISTA QUE FAZ - VÂNIA FREITAS
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
CLEUSA SANTO - AS MULHERES DO CORDEL
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
CORDEL BAIANA DE ACARAJÉ
terça-feira, 22 de outubro de 2019
MULHERES DESTEMIDAS
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLCMULHERES DESTEMIDAS*LINDICASSIA NASCIMENTOSem medo de solidãoSigo firme meu destinoSou gente de multidãoVivendo sem desatinoEncaro a vida sem dorMesmo sendo fingidorMeu coração clandestino.*DALINHA CATUNDAEu não temo a solidãoQue dirá o meu destinoSe a vida ficar sem graçaJamais vou perder o tinoProcuro outra direçãoDou asas ao coraçãoNesse peito nordestino.*BASTINHA JOBJá eu não temo o destinoE sei viver isoladaFoco muito no ditadoAntes só que misturadaPorque, a má companhiaEmpana a alegriaE vem sempre camuflada.*
dalinhaac@gmail.com


















