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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Notícia no CORDEL DE SAIA

Queridos amigos, saiu essa semana, pela editora IMEPH meu novo livro: O LIVRO DELAS, Catálogo de Mulheres Autoras no Cordel e na Cantoria Nordestina. Trata-se de um marco na historiografia do folheto por trazer as vozes femininas. Estamos celebrando essa grande vitória! Enfim, depois de quase duas décadas de pesquisa essa obra vem ao mundo! O livro traz uma apresentação da professora Beliza Aurea e um posfácio magnifico da professora Holandesa Ria Lemaire. Interessados em adquirir a obra me contactem ! Estamos em plena gratidão!
Disse a professora Bruna Lucena:
Nesta obra de fôlego, Fanka Santos faz um importante convite a todas que fomos historicamente silenciadas: recuperar nosso espaço na história. Precisamos entender como o silenciamento e a opressão construíram campos de exclusão para as mulheres.
Ao trazer um rol de mulheres autoras no cordel e na cantoria, O livro delas rompe uma lógica de marginalização e coloca essas produções no centro da história, manifestando a transgressão, a rebeldia, a resistência e o empoderamento das mulheres com suas vozes, corpos, letras. Uma demonstração das infinitas possibilidades de mentes, almas, espíritos, corpos, imaginação e trabalho das mulheres no mundo, este Catálogo materializa conhecimentos, consciências e políticas criadas por mulheres autoras de cordéis e cantorias em diversas temporalidades e territórios.
Em um tempo como o nosso em que as vozes das mulheres têm sido esvaziadas ou cooptadas pela perspectiva liberal, é preciso reaver nossas origens feministas, indígenas, negras, brancas, mestiças... O livro delas é uma obra indispensável para conhecer e debater as bases de uma arte e cultura das vozes e das palavras das mulheres, bem como de uma epistemologia de estudo desses campos, mas também para definir que projeto de mundo sonhamos, queremos e construímos, em que as mulheres têm voz e vez.
Bruna Lucena
Professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal
Doutora em Literatura e Práticas Sociais pela Universidade de Brasília
Pode ser uma imagem de 3 pessoas

 

sábado, 22 de maio de 2021

AS MULHERES DO CORDEL COM SILVINHA FRANÇA


 

SILVINHA FRANÇA

.

Eu sou cacto do sertão

Espinhoso e resistente

Teimoso e resiliente

Mas se cai chuva no chão

Lindas flores se abrirão

Cumprindo com meu papel

Tal qual na escrita fiel

Com rima metrificada

Eu sou rosa perfumada

Nesse jardim de cordel.

.

Digo que sou nordestina

Paraibana arretada

Por cordel apaixonada

Desde o tempo de menina

Que a leitura me fascina

Quando nem sabia ler

Ler cordel foi meu dever

De baixo da castanhola

Foi minha primeira escola

Reconheço com prazer.

 

SILVINHA FRANÇA

SIlvinha: Silvinha França (Severina Luís de França) nasceu em Guarabira- PB, em 13.12.1979 e reside em Araçagi-PB.

Formação acadêmica: Licenciatura Plena em Geografia  pela UEPB, Especialista em Ciências Ambientais pelo Cintep; pesquisadora da pré-história, na região do agreste paraibano; servidora pública no Município de Curral de Cima.

É ativista cultural e organizadora dos movimentos:  ARAÇACULTURA  e CORDEL DAS ROSAS. É uma das autoras do livro: "Pré-história: uma coletânea de textos didáticos. Já escreveu vários cordéis, entre eles: "A Princesa Encantada da Lagoa do Caju", "Um Autista em minha vida",  "Sivuca: o Poeta dos Sons", "Celso Furtado: Homenagem ao seu centenário" e outros  cordéis coletivos  publicados pelo Movimento Cordel das Rosas, com os temas: "Quando tudo isso passar", "Diga não à  violência doméstica",  e outros que breve serão  publicados.

E seus mais recentes trabalhos são: Um cordel para Clarice, em homenagem ao centenário da grande escritora, Clarice Lispector, o livro:  A princesa encantada do reino de Araçagi e participação da coletânea, O Brasil entre cordéis e lendas com o cordel: A mulher da capa preta.

E o livro: Nisia Floresta em versos de cordel, com o tema: Salve Nísia Floresta.

*

Postagem de Dalinha Catunda,cad 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

sexta-feira, 21 de maio de 2021

DULCE ESTEVES - AS MULHERES DO CORDEL

*

Quando sentei na janela

Veio tudo em minha mente

Meu passado e meu presente

Tudo pintado em tela

Ficou pra trás a cancela

Estação por estação

Saudosa recordação

Meu lencinho a balançar

O TREM QUE ME FEZ SONHAR

GUARDEI NA RECORDAÇÃO.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce  Esteves

MINHA BIOGRAFIA

Maria Dulce Esteves da Carvalheira, Pernambucana, natural de Recife. Nascida à 6 de Agosto de 1958, em Recife. Filha de Djalma Rodrigues Esteves ( in memória)  e Marisa Santiago Esteves. Sou formada em Letras pela FAFIRE ( Faculdade de Filosofia de Recife) em 1986.Sou casada com Paulo Marcelo Borges da Carvalheira ( Fonoaudiólogo) e temos 1 filho Diego Esteves da Carvalheira ( educador físico).

Sou poetisa,  por incentivo de minha avó materna Dulce Santiago. Tenho 1 livro solo " ENTRE RISOS E RIMA ( poemas) 2013- pela editora Gorrion. Participei de várias antologias:

Mulher ( ed.do Carmo)  2017

Cartas poéticas ( ed.Compose) 2018

Mesas de glosas e vários cordéis coletivos.

*

Pesquisa de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC, para o blog Cordel de Saia.

dalinhaac@gmail.com

 

 



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

As mulheres do cordel com Jovelina Ceará


Jovelina Ceará
*

O meu nome é Mariana

Eu nasci lá no Sertão

Adotei a poesia

Como meio de expressão

Gosto de fazer repente

Por isso vivo contente

A palavra é gratidão.

 

Dizem que sou sexo frágil

Sexo frágil eu não sou não

Sou mulher, sou resistência

Firmeza e superação

Em nome da igualdade

Enfrento até tempestade

Não aceito restrição.

Mariana de Lima nasceu em Amontada interior do Ceará, mas foi morar em Fortaleza - capital e vive até hoje. Filha de agricultores, Mariana ficou conhecida como Jovelina Ceará (sua personagem humorística), uma de suas criações, é bacharela em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará-UFC. Pós  graduada em Arte Educação e Cultura Popular, é  MBE em Metodologia e Docência do Ensino Superior, dramaturga, cordelista, autora de uma linha de pesquisa Memórias do Ceará (em cordel), tem um cordel traduzido para o BRAILLE e escreveu duas peças de Teatro.

Postagem de Dalinha Catunda
cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

sábado, 2 de janeiro de 2021

As Mulheres do Cordel com: Chica Emídio


 

ACRÓSTICO

Com uma grande alegria

Hoje veio a inspiração

Indo em busca da poesia

Coração em euforia

A minha composição

.

Em todas minhas estrofes

Metrifico com cuidado

Improviso o conteúdo

Dando um toque aveludado

Inconteste em suas rimas

O acróstico assinado.

 

Biografia de Francisca Gonçalves Emídio, a cordelista Chica Emídio

Nasceu em 22 de novembro de 1948, em Potengi-CE.

Pai: José Emídio de Carvalho Filho, (in memória)

Mãe: Esmeralda Gonçalves de Lima

Primogênita de 13 irmãos, 9 mulheres e 4 homens.

Aprendeu ler em Cordel com seu pai e, desde cedo era convidada para ensinar ler escrever aos filhos dos amigos de seu pai. Foi professora do MOBBAL em Potengi, quando estudava, onde concluiu o ensino fundamental.

Veio para o Crato em fevereiro de 1972, com o objetivo de estudar no Colégio Agrícola do Crato, hoje IFCE, onde teve os melhores professores do Crato: Zé do Vale, Eli Menezes, d. As três, Tereza Pinheiro, e tantos outros.

Estudou na Faculdade de Filosofia do Crato, hoje URCA, onde fez o curso de Letras.

Trabalhou na CEQUIP, Posto Padre Cícero, de Moacir Siqueira, e, finalmente, em setembro de 1981 foi contratada pelo Estado do Ceará, no 18• Crede, em Crato-CE, lotada no Logos II, que viria a ser Centro de Estudos Supletivos, atual CEJA Crato-CE, professora de Língua Portuguesa, Literatura e Educação Artística.

Atualmente além de fazer parte do grupo, As Cirandeiras do Cordel do Cariri, assumiu a cadeira de número 12 que tem como patrona Dandinha Vilar na Academia dos Cordelistas do Crato.

Mesmo antes de se assumir como cordelista já utilizava cordéis em sala de aula.

Pesquisa e postagem de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

sábado, 5 de setembro de 2020


 

GALOPANDO NO TEMPO
 Creusa Meira


Juntando pedaços de elos partidos

No tempo que passa em ritmo veloz

Eu sinto no peito, o aperto dos nós

Que se desenrolam a seguir, divididos

De um lado a saudade de tempos vividos

Do outro a esperança de logo encontrar

Um porto seguro e poder ancorar

Com o peso dos anos nos ombros, levando

Nos olhos, a luz do luar prateando

As ondas que quebram na beira do mar

 

 

 

Galopo pensando no tempo que passa,

Tão vertiginoso qual sopro do vento,

Que varre caminhos e até pensamento,

Deixando pra trás, nevoeiro, fumaça...

O sopro é o que traz um alento e abraça

A vida que segue traçando caminho.

O tempo é o relógio no redemoinho,

Dos dias, semanas, dos meses, dos anos

Passados, presentes, anelos e planos,

Que foram por certo, gerados no ninho.

 

Seguindo o caminho de curva fechada,

Um forte arrepio na espinha dorsal;

Na beira da mata, um estranho arsenal

De tocos, garranchos e pedra lascada,

Vedando o acesso, atrasam a jornada.

Cansaço medonho nesse galopar

São léguas à frente e o tempo a rolar

No despenhadeiro do dia que morre

Nos braços da noite, um pranto escorre 

Em gotas que banham a terra e o ar.

 

 

E quando amanhece o sol ilumina

A estrada de pedra que resta a seguir.

Sem olhar para trás, à frente, há porvir.

Na noite cinzenta, ficou a neblina,

No leito do rio de água cristalina,

O corpo tão frágil se banha sedento.

Erguendo o olhar ao azul firmamento,

Tentando alcançar a linha do horizonte

Que tece a beleza que nasce da fonte

E expressa a grandeza da força do vento

 *

Creusa Meira é uma das mulheres da vitrine do Cordel da Saia. Poeta como poucas. Seus versos além das regras são carregados de poesia.

Postagem de Dalinha Catunda

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

CARREIRÃO DE VÂNIA FREITAS

 Dalinha tu és poesia
Legítima e verdadeira
Vou entrar nessa história
Pois gostei da brincadeira
Vou pegar o carrilhão
E tocar a noite inteira
Pra a rainha do Cordel
Essa rosa da roseira
Que com belo verso exala
A subida da ladeira
Daqui de baixo eu olho
Vejo outra bem ligeira
É Lindicassia a dama
Da bela poesia brejeira
De gaiata me misturo
Com esta gente timoneira
"Devagar se vai ao longe..."
Mesmo sendo derradeira
Remando contra a maré
Embora ainda topeira
Faço da vida uma arte
Da arte minha videira
Donde tiro meu bom vinho
Que inspira minha dodeira
Pra criar novas ideias
E não ser prisioneira
Mas ser livre leve e solta
Pra fazer qualquer besteira
Como estou fazendo agora
Verso sem eira e sem beira
Para ocupar minha mente
E tirar da prateleira
Tudo que está cheio mofo
Também cheio de poeira
O meu canto é de segunda
Porque o seu é de primeira.
Glosa - Vânia Freitas
Mote de Dalinha Catunda só inverti, porque seria um atrevimento da minha parte achar que meu canto seria de primeira.
SE TEM CANTO DE SEGUNDA

O MEU CANTO É DE PRIMEIRA. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

CARREIRÃO DE LINDICÁSSIA NASCIMENTO


CARREIRÃO DE LINDICÀSSIA NASCIMENTO
*
Sou mulher, sou nordestina
Sou verso de gemedeira
Sou musa do universo
Sou leveza na ladeira
Não escorrego na rima
Do cordel, sou curandeira.
Eu aprendi com Dalinha
Que é poeta companheira
Ela aprendeu com o vate
Poeta Pedro Bandeira
Ele o príncipe dos poetas
Ela a rainha faceira.
Já eu mulher sertaneja
Com astúcia cangaceira
Desbravo a literatura
Tal qual a mulher rendeira
Eu vivo parindo versos
Sem precisar de parteira.
Sou da arte popular
A ponta da lançadeira
Se eu cair me levanto
Não me sinto prisioneira
Eu não disputo espaços
Porque sei ser verdadeira.
Meu mundo é colorido
Desde casa até a feira
Levo comigo quem quer
Me seguir sem ter zoeira
Ninguém pense que derruba
Meu canto de feiticeira.
Carrilhão sem dobrar rima
Só pra quem é fiandeira
Me garanto nessa roda
Porque eu sou cirandeira
SE TEM CANTO DE SEGUNDA
O MEU CANTO É DE PRIMEIRA.

Glosa: Lindicassia Nascimento
Mote de Dalinha Catunda
postagem de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

CORDELISTA QUE FAZ - VÂNIA FREITAS


VÂNIA FREITAS, CORDELISTA QUE FAZ

É uma de nossas cordelistas da galeria do Cordel de Saia.

Poeta licenciada em letras, premiada mais de uma vez em concursos literários, cordelista que escreve dentro das regras zelando pela literatura de cordel.
Vânia começou a escrever incentivada pelo marido, mas logo mostrou sua independência e seu talento, ao enveredar por esse caminho.
Hoje Vânia tem um papel importante interagindo com outros poetas e tomando para si, a responsabilidade, de editar cordéis coletivos com os motes sugeridos do face.
Os cordéis editados por Vânia Freitas, tem saído muito bons, papel de qualidade, uma diagramação que não deixa nada a desejar, em relação as edições que se visto.
O mais importante, é que nossos versos que poderiam se perder no espaço e no tempo, são encaixados nas edições de Vânia Freitas, e assim, vamos tendo o registro das rodas de glosas que costumamos participar.
Querida, Vânia, você é: CORDELISTA QUE FAZ! Só tenho a lhe agradecer e parabenizar. Você é muito importante para o nosso movimento do Cordel de Saia, o movimento das Mulheres Cordelistas e Artesãs, enfim, você cabe em qualquer espaço onde a arte e a cultura fincam o pé.
Obrigada pelos cordéis, com registro de nossas interações no face.
Dalinha Catunda Cad. 25 da ABLC
Idealizadora do Cordel de Saia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

CLEUSA SANTO - AS MULHERES DO CORDEL


CLEUSA SANTO
*
Meu rosto está marcado,
De tristezas e alegrias,
Que bom que eu envelheci,
Que já vivi muitos dias,
Quero minhas rugas sim,
Elas fazem partes de mim,
Rugas também são poesias.

*
Meu nome é Cleusa Santo. Na verdade é Cleusa Alves dos Santos, e eu uso Cleusa Santo sem o “s”. Eu nasci dia 13 de março de 1954 – sou pisciana –, em Tarumã, interior de São Paulo, cidade que eu não conheço porque nós [Cleusa e a família] fomos para o Paraná quando eu tinha dois meses de idade. Então digo que sou paranaense porque fui criada no Paraná até os doze anos. Meus pais são baianos, de Jacobina, interior da Bahia. Depois voltamos para São Paulo
Editei pela Luzeiro, meu primeiro foi “Joselito e sua Cabra”, depois veio “Uma Formiga em Hollywood”, “Súplica de um papagaio”, “Uma Pedra no Meu Caminho”, esse último que foi premiado, e tem também “Rino: o rato que roeu a roupa do rei de Roma”. Vai sair também um texto que fiz chamado “O Migrante” falando sobre a trajetória de vir para São Paulo e o preconceito que São Paulo tem com o nordestino.
Texto e foto da cordelista, atriz e contadora de história, Cleusa Santo
*
Pesquisa de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

CORDEL BAIANA DE ACARAJÉ


Lançamento do Cordel, BAIANA DE ACARAJÉ, autoras Dalinha Catunda e Rosário Pinto
O IPHAN Rio de Janeiro, estará celebrando no dia 25 de novembro o Dia Nacional das Baianas de Acarajé. Eu, Dalinha Catunda e Rosário Pinto, estaremos participando da homenagem ao Ofício das Baianas de Acarajé com um cordel de nossa autoria.
A Literatura de cordel, após seu registro como Patrimônio Imaterial e cultural Brasileiro vem tendo mais espaço e já discute parcerias com o IPHAN.
Dalinha Catunda. cad.25 da ABLC

terça-feira, 22 de outubro de 2019

MULHERES DESTEMIDAS


MULHERES DESTEMIDAS
*
LINDICASSIA NASCIMENTO
Sem medo de solidão
Sigo firme meu destino
Sou gente de multidão
Vivendo sem desatino
Encaro a vida sem dor
Mesmo sendo fingidor
Meu coração clandestino.
*
DALINHA CATUNDA
Eu não temo a solidão
Que dirá o meu destino
Se a vida ficar sem graça
Jamais vou perder o tino
Procuro outra direção
Dou asas ao coração
Nesse peito nordestino.
*
BASTINHA JOB
Já eu não temo o destino
E sei viver isolada
Foco muito no ditado
Antes só que misturada
Porque, a má companhia
Empana a alegria
E vem sempre camuflada.
*
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com 



quinta-feira, 3 de outubro de 2019

MULHERES CORDELISTAS INTERAGINDO


MULHERES CORDELISTAS INTERAGINDO
*
DALIHA CATUNDA
Paola mulher que agrega
Com seu versejar feliz
A sua missão é nobre
Quem a escuta bendiz
E é na Roda da Vida
Que a prevenção vira lida
Nas palavras que ela diz.
*
PAOLA TORRES
Essa homenagem me alegra
Me enche de contentamento
Dalinha e sua poesia
É força, fé e alento
E as mulheres cordelistas
São pra poesia alimento.
*
RITINHA OLIVEIRA
A conheci de relance
Nessa última bienal
Ela tem muito talento
E uma mente genial
Sinto que ela sacia
A sede de poesia
Numa fonte divinal
*
VÂNIA FREITAS
Como sou uma matuta
Uso aqui minha batuta
Para afinar o meu verso
A Paola toca e canta
O mundo ela encanta
E ninguém fica disperso.
*
Agradeço a interação das mulheres do cordel.
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

domingo, 29 de setembro de 2019

Paola Torres - As mulheres do cordel.


Paola Torres Costa,
É médica, especialista em Onco-Hematologia, Professora Titular de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Presidente do Instituto Roda da Vida, escritora, compositora e cordelista; é também responsável pelos Projetos Andei por Aí(Narrativas em Medicina) e medicina com poesia – O Cordel e Cantoria para a saúde de todos.
.
O folheto de cordel
É uma antiga tradição.
E o poeta que tem
Pelo seu verso afeição,
Fará valer este ofício
Rimando com perfeição.
.
Do mundo ele é patrimônio,
Cordel é nossa cultura...
Nos rincões do meu sertão
Foi sempre a literatura.
Se a seca  mata de fome,
Poesia tem com fartura.
*
Postagem e pesquisa de Dalinha Catunda
Para o Cordel de Saia.