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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Cordel de Saia lança cordel coletivo no Teatro Saberes do Sertão em Ipueiras-Ce.













Cordel de Saia lança cordel coletivo no Teatro Saberes do Sertão em Ipueiras-Ce.
O blog Cordel de Saia marca presença no VI Encontro com Poetas Cordelistas no Cantinho da Dalinha, Com o lançamento de um cordel coletivo.
O cordel coletivo e as pelejas virtuais são atividades do Cordel de Saia, que nascem das interações entre poetas nas redes sociais.
Desta feita, As Mulheres do Cordel, glosaram um mote de minha autoria.
“Se tem mulher no cordel
Você te que respeitar”
Agradeço a participação das excelentes cordelistas que enriqueceram essa coletânea.
*
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Mote: Dalinha Catunda
1
O homem é mestre no verso,
e a mulher nunca se acanha,
rodando a saia com manha,
Ingressa nesse universo.
Encara tema diverso
Na cultura popular,
Ocupando seu lugar,
ela faz bem seu papel.
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Dalinha Catunda
2
A mulher só aglutina
Com sua sabedoria
Canta noite, canta dia
Burilando sua rima
Tem calma, não desatina
O seu lema é cantar
O verso metrificar
Já provou não ser bedel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Rosário Pinto
3
Homem tem nó no pescoço
Mulher tem dengo e tem manha
Tem respeito e não apanha
E quando agarra no osso
Pode ser idoso ou moço
Tá difícil de soltar
Os dois se dana a rimar
Cada um no seu papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Anilda Figueiredo
4
Se o verso não for matuto
Respeitem a nossa língua
Ela está morrendo á míngua
Num português dissoluto;
Com verso mau não disputo
Regra é pra orientar
Existe pra ensinar
Não versejar à revel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Bastinha Job
5
O direito à igualdade
Sempre foi nossa bandeira
Seguindo numa trincheira
Lutamos por liberdade
Dentro da sociedade
Marcamos nosso lugar
Conseguindo conquistar
Seu registro em papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Creusa Meira
6
Merecemos mais respeito
E mais valorização
Mais amor no coração
Deixar de ter preconceito
Temos os mesmos direito
Aqui e em todo lugar
No papel e no pensar
Nosso instinto é fiel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Lindicássi Nascimento
7
Quem foi que disse algum dia
Que poesia tem sexo?
Machismo hoje é complexo,
Do medíocre a nostalgia,
que não vê que a poesia
É gema por lapidar;
Se o homem sabe lavrar,
A mulher usa o cinzel.
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Nezite Alencar
8
A linguagem feminina
Tem mais vez, voz e espaço
Saia, batom, flor e laço
Sobre a cultura se inclina
A musa achou outra sina
Outra forma de encantar:
Tramas de seda ao rimar
Em versos, xale e dossel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Josenir Lacerda

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

David Ferreira no SIM e NÃO das cordelistas



David Ferreira no SIM e NÃO das cordelistas
*
Reitero, poetisas,
cada uma opinião,
nossa vida é mesmo feita
de muita contradição,
do começo até o fim,
há momentos só de sim
e momentos só de não.
*
Nossa Anilda Figueiredo,
tem a voz do coração;
Lindicássia Nascimento
tem o dom de dizer não,
já a Dalinha, a meu ver,
quando resolve dizer
não muda de opinião.
*
Não sei porquê a Bastinha
se diz burra e sem senão,
diferente da Rosário
que, se preciso, diz não.
Só fala o que lhe convém,
não quer o mal de ninguém,
nem mete os pés pelas mãos.
*
São, pois, cinco poetisas
de grande percepção,
cada uma com seu jeito,
com seu preito e condição
tornando o nosso país,
mais bonito e mais feliz
e com mais inspiração.
*
Versos de David Ferreira
para as Mulheres do Cordel

Cordelirando com Lindicássia Nascimento

CORDELIRANDO
*
"A noite se torna linda 
Quando o dia foi legal 
Naquele sol que se finda
Por detrás do matagal 
Levou a dor da saudade
Pois matei minha vontade 
Desse meu sonho real.
*

O tempo por pouco tempo 
Do tempo que encontramos 
Foi o tempo desse tempo 
Da hora que nos amamos 
Num tempo curto e feliz 
Desse tempo peço biz
Do verso que declaramos.
*

Da poesia singela 
Vinda no seu versejar
Das lindas palavras doces
Do teu belo linguajar 
Da tristeza que o angústia 
Mesmo assim trouxe alegria 
Na hora de me beijar.
*

Nesses versos trago a saga
Dessa imensa paixão
Uma paixão matadeira 
Que me enche de emoção 
No meu corpo há calor
No meu peito há amor 
Dentro do meu coração"!
*

Versos e foto de Lindicássia Nascimento.

domingo, 23 de dezembro de 2018

MULHERES DO CORDEL DE SAIA

 
























 Mulheres do Cordel de Saia
*
ANILDA FIGUEIREDO
Deus me dê força e poder,
Quando eu for dizer um NÃO,
Porque só quero falar
Com a voz do coração,
E quando eu disser um SIM,
Eu sinta dentro de mim,
Firmeza na decisão!
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Deus me deu sabedoria
Para saber dizer NÃO
Me deu graça e simpatia
Para tomar decisão
E quando preciso for
Eu digo SIM com amor
Abraço a situação.

*
DALINHA CATUNDA
Eu engulo muita coisa
Antes de dizer um NÃO.
Quando resolvo dizer,
Não mudo de opinião.
Costumo fazer assim
Também quando digo SIM
Usando a voz da razão.
*
BASTINHA JOB
Não tenho sabedoria
Mesmo burra digo Não
E sou até radical
Sem talvez e sem senão
Sou firme até o fim
Mas se eu disser um sim
É que perdi a questão.
*
ROSÁRIO PINTO
Se precisar, digo NÃO!
Com amor eu digo SIM!
Não gosto de pabulagem.
O que não quero pra mim,
Não desejo pra ninguém
Só falo o que me convém.
Vou levando a vida assim.
*
Postagem de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A MULHER EM TRÊS TEMPOS NO CORDEL














A MULHER EM TRÊS TEMPOS NO CORDEL
1º - a mulher teve grande importância no ofício de repassar a cultura popular. Foi mestre em difundir suas tradições, contando histórias, lendas, causos, cantando cantigas de ninar, fazendo adivinhas, cantando cantigas de roda, repassando as superstições, pois tudo isso é parte da andante cultura oral. O cordel parente próximo do repente não ficou de fora, era lido contado ou cantado, também, por mulheres. Era dessa forma que a mulher contribuía com a cultura, nos tempos passados. Reuniam-se em alpendres terreiros e calçadas.
2º - a mulher foi tema dos folhetos nas mais diversas formas: A musa, louvada por seus poetas, escrachada por outros, conforme o olhar de cada bardo sobre a figura feminina.
3º - finalmente, chegou a vez da mulher marcar espaço, e ocupar seu lugar ao lado do homem de igual para igual. Não, apostando numa competição, e sim numa parceria, ocupando a lacuna a ela destinada. E assim, aconteceu. A mulher hoje escreve cordel, ministra oficinas, ocupa as academias de literatura, onde antes era apenas um “clube do bolinha.” Enfim, a mulher ganhou voz e começa a ser respeitada como poeta cordelista.
 Mais uma vez, consegue reunir, aglomerar, não em alpendres, calçadas, terreiros, nem na debulha do feijão, mas num espaço muito mais amplo, a internet! Onde navega com garra, conhecimento, participando das pelejas virtuais, desbravando novos caminhos e fincando sua bandeira, nas mídias contemporâneas.
Nas fotos as Mulheres Cordelistas que nos ajudam a manter o intercâmbio entre as Academias de Cordel.
Texto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
rosariuspinto@gmail.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

São Francisco por Bastinha Job


SÃO FRANCISCO
*
São Francisco de Assis
patrono da Ecologia.,
neste abençoado dia.
tenhamos por diretriz,
ter um mundo mais feliz
respeitando os animais
aves e mananciais
dessa rica Natureza
e o futuro, com certeza,
não sairá dos anais.
*
Bastinha Job
dalinhaac@gmail.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/
Dalinha Catunda Cad. 25 da ABLC

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O REGISTRO DO CORDEL



O REGISTRO DO CORDEL
*
Nosso querido cordel
Do Nordeste é natural
É agora do Brasil
Patrimônio nacional
Reconheceu o IPHAN
Quando deu o seu aval
*
Dezenove de setembro
Dia da reunião
Desse dois mil e dezoito
Para oficialização
Reuniu nosso universo 
Repleto de emoção
*
Professora Rosilene
De Melo iniciou
Toda essa caminhada 
Com pesquisa encaminhou
Academia Brasileira
De Cordel solicitou
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda
Versos de Rosário Lustosa

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O BRAVO CORDEL DE SAIA


O BRAVO CORDEL DE SAIA
*
O bravo "Cordel de Saia"
Que com Dalinha e Rosário 
Cumpre seu itinerário
Sem nunca fugir da raia
Em vigilante tocaia
É do cordel, guardião
Merece aplauso e menção
Nesse momento de glória
Pois faz parte dessa história
No zelo e divulgação.

*
Homenagem da poetisa Josenir Lacerda
Ao Cordel de Saia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Dor da Saudade por Lindicássia Nascimento


A DOR DA SAUDADE
*
Hoje vivo de ilusão
Tenho lágrimas no rosto
Por conta de um amor
Ter me causado desgosto
Eu não amo mais ninguém
Não consigo, não convém
Nem mesmo, meu lado oposto.

Ficou cravado no peito
A dor tirou-me a alegria
Explodiu e não tem jeito
Não existe sintonia
Pois ainda sinto o cheiro
Do caboclo, cangaceiro
Que sugou minha poesia.

Lindicássia Nascimento colunista do blog: Cordel de Saia
Poeta de Cordel e Presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

As Mulheres do Cordel


ONDE E COM QUEM
*
No troféu do Gonzagão
Em noite espetacular
Em Fortaleza encontrei
Uma mulher singular
Ivonete de Morais
Que é poeta até de mais
E veio para ficar.
*
Sorridente e bem feliz
E demonstrando alegria
Ela me ofertou seu livro
Apinhado de poesia
Agradeci a guerreira
Que vence qualquer barreira
Pra viver o dia a dia.
*
Recomendo o livro: “Beleza poética em versos rimados”
De Ivonete de Morais, com apresentação da poetisa Josenir Lacerda,
e arte de Nonato Araújo.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda.



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cordel de Saia e animação



Cordel de Saia, composto por Rosário Pinto e Dalinha Catunda esteve hoje, 06/09/2018, no Hospital Universitário Gaffrée Guinle fazendo uma tarde de recreação para dois grupos de idosos: Renascer e Oficina Literária – do Projeto de Extensão da Pró Reitoria de Extensão da UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ambos os projetos são desenvolvidos no Hospital Gaffrée Guinle, sob a coordenação de Regina Macri, Arte-terapeuta e Coordenadora da Oficina Literária do HUGG.

Foi uma tarde muito agradável onde mais ou menos 150 pessoas formavam uma plateia atenta e animada que respondia com sorrisos e aplausos nossas apresentações.
Lá falamos de literatura de cordel, de mulheres, apresentamos pequenas pelejas, fizemos declamações e tivemos também um momento de trovas populares além dos versos engraçados.
No final, para nossa alegria, o grupo fez um canto de agradecimento e boa parte da plateia veio nos abraçar mostrando contentamento.
Tarde de alegria e magia poética!
Nota do Cordel de Saia

AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI - CORDEL -


AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI
1
Para guiar os meus passos
Eu peço licença a musa
Que tem sido camarada
Quando rogo não recusa
E por ser condescendente
Ilumina minha mente
Que pede, mas não abusa.
2
Eu sou Dalinha Catunda
Sou poeta popular
Minha mãe é poetisa
Sempre gostou de rimar
O fio da tradição
Eu peguei da sua mão
Para meus versos fiar.
3
Envolvida com os versos
Cordelista me tornei
Sabendo que esse universo
Que admiro e adentrei
O homem é maioria
Porém a mulher queria
Fazer parte dessa grei.
4
Foi chegando de mansinho
E firmando o pensamento
Escrevendo seu cordel
Com garra e discernimento.
Não tardou a demarcar
Nessa história seu lugar
E seu comprometimento.
5
Quando o homem acordou
Viu que não era esparrela
Sentiu a mulher no todo
Não somente uma costela
Viu o canto da mulher
Que meteu sua colher
Enfrentar qualquer querela.
6
Hoje no Brasil inteiro
Tem mulheres cordelistas
Pois apesar do machismo
Já somos muitas nas listas
Confirmando nosso traço
Ocupando mais espaço
E tendo novas conquistas.
7
E se o cordel criou asas
A mulher junto voou
No seio do Cariri
Acolhida ele encontrou
Nessa seleta morada
A mulher enamorada
Tal arte revigorou.
8
A mulher do Cariri
Tem postura no cordel
Pesquisa e conhecimento
Ela bota no papel
Faz bonito no presente
Sua garra é evidente
E se reflete em laurel.
9
Assim sendo resolvi
Fazer minha louvação
A mulher caririense
Que preserva a tradição
E mostra sua cultura
No cordel literatura
Com afinco e inspiração.
10
Deus queira que eu não esqueça
De ninguém nesse momento
Que me garanta destreza
Na força do pensamento
Que flua a imaginação
Nessa minha louvação
A quem tem merecimento.
11

terça-feira, 24 de julho de 2018















AS FERAS DA PELEJA VIRTUAL.

*
Entre o verso e uma prosa
Na peleja virtual
Entre Dalinha e Rosário
É coisa sensacional
Eu fico admirada
Com cada fera tomada
Pelo o dom especial.
*
É gosto que dar prazer
Vê mulheres pelejando
Métrica, rima e oração
No verso vai desfilando
Cada uma em seu estilo
Sem medo disso ou daquilo
Com a poesia encantando.
*
A mulher sim é garbosa
É encanto, sinfonia
Passou de musa a poeta
Escreve com maestria
Seu canto é vasto, completo
Tem afinco é seleto
É a alma da poesia.
*
Por isso que sobre o canto
Eu decanto o sentimento
Dessas mulheres guerreiras
Revestidas de talento
Rosário Pinto e Dalinha
Nenhuma foge da rinha
E eu aprovo cem por cento.
*
- Lindicássia Nascimento.