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sábado, 24 de outubro de 2020

DALINHA DE IPUEIRAS E ZÉ DE BRUMADO


 DALINHA DE IPUEIRAS E ZÉ DE BRUMADO

*
Quem confunde “Padim Ciço”
Com embusteiro e pastor
Não sabe o que é um santo
Nem de longe viu no andor
Com certeza é de Brumado
E deve estar calejado
De tanto bater tambor.
.
JOSÉ WALTER
Longe de mim, faz favor
Falar mal do famoso Padim Ciço
Não desafio a quem faz
Reza braba ou um feitiço
Não meto a mão em cumbuca
Quanto mais o cão cutuca
Fujo sempre de um enguiço
.
DALINHA CATUNDA
Meu verso não desperdiço
Quando entro em questão
Eu nunca fiz reza braba
Feitiço, não faço não
Mas quem come acarajé
E segura um afoxé
Não foge da tradição
.
JOSÉ WALTER
Tambor não é vocação
Por que não sou macumbeiro
Não mexo com pai de Santo
Nunca frequentei terreiro
Corro as léguas de um Pastor
Por ser um enganador,
Mentiroso e trapaceiro.
.
DALINHA CATUNDA
Já me disse um fuxiqueiro
Que você roda a baiana
Que bebe e fuma cachimbo
E recebe uma cigana
Mas também grita aleluia
Pra ter dinheiro na cuia
Pois também gosta de grana.
.
JOSÉ WALTER
Pra você deixar de drama
Deixo o dito, por não dito
Deixo quieto o padim Ciço
E em Pastor não acredito
Sendo falso mensageiro
Pois só prega por dinheiro
Ganhando o povo no grito.
.
DALINHA CATUNDA
Sendo assim, não fique aflito
Nem perca a estribeiras
Não saí fora da linha
Só fiz umas brincadeiras
Respeito o Zé de Brumado
Não fique acabrunhado
Com Dalinha de Ipueiras.
.
JOSSÉ WALTER
Nós não fazemos besteiras
Em uma troca de versos
Só mostramos qualidade
Com os temais mais diversos
Agradáveis de se ler
Como sabemos fazer
E de prazeres imersos.
.
DALINHA CATUNDA
Mergulho nesse universo
Peco e não peço perdão
Sou profana sou sagrada
Sou beata em procissão
Do meu “Padim” sou romeira
Mas também sou forrozeira
Nas latadas do sertão.
*
JOSÉ WALTER
Sei, Dalinha, que você,
Gozou bem a mocidade
Não se prendeu a tabus
Vivendo sempre à vontade
Mas sem jamais ser mundana
Como sagrada ou profana
Sempre agiu com liberdade.
*
DALINHA CATUNDA
Amigo isso é verdade
Confesso não vou negar
Eu era feito uma pipa
No céu azul a voar
Ser pássaro de gaiola
Não entrava na cachola
E jamais irá entrar.
*
MEDEIROS BRAGA
Ainda bem que os dois
Não perderam as estribeiras,
Nem Zé Walter de Brumado
Nem Dalinha de Ipueiras,
E ao final, feito mel,
Fizeram um belo cordel
Pra ser vendido nas feiras.
*
Dalinha Catunda e José Walter
Membros da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 11 de junho de 2020

DALINHA CATUNDA PELEJANDO COM ROSÁRIO PINTO


DALINHA CATUNDA PELEJANDO COM ROSÁRIO PINTO
1
ROSÁRIO PINTO
Amiga, preste atenção!
O santo anda em agonia,
E não vai lhe atender, não.
Tem medo da pandemia.
1
DALINHA CATUNDA
Amiga, nem desconfia,
Mas creia em minha verdade
Mandei sua fotografia
Com filtro e com pouca idade
E pedi com teimosia
Ao Santo essa caridade.
2
ROSÁRIO PINTO
Ele já se recolheu,
Foi pra cela em oração,
Mas jura que não esqueceu.
Tem seu pedido na mão.
2

DALINHA CATUNDA
É forte minha oração
Mesmo estando recolhido
O santo não vai negar
Vai garantir meu pedido
Vá segurando seu facho
Esqueça fazer despacho
Macumba não faz sentido.
3
ROSÁRIOPINTO
Esqueça este casamento.
Não fiques desesperada,
Vá mudando o pensamento,
Espere bem sossegada.
3
DALINHA CATUNDA
Eu já sou amancebada
E não quero ser casada
Sou mulher emancipada
Não ligo pra casamento
Gosto de ser concubina
Sou cabocla nordestina
Que nas moitas da campina
Exerceu seu juramento.
ROSÁRIO PINTO
4
Siga tecendo as bonecas
De pano, linha e algodão.
E vá pintando as canecas
E vá compondo em mourão.
4
DALINHA CATUNDA
Eu não tenho solidão
Nem cometo desatino
Faço boneca e menino
Porque sou farta em tesão
Nesse mundo do artesão
Vivo a pintar e bordar
Meu rastro sei desenhar
Em qualquer modalidade
O meu nome é qualidade,
E o meu canto é oração.
5
ROSARIO PINTO
E por fim, vá pesquisando,
Em um “site”, de repente,
A Pandemia findando
Ele volte ao batente.
5
DALINHA CATUNDA
Meu santo Antônio é potente
Sempre foi sempre será
Não deixei meu Ceará
Sem trazer ele na mente
Trago o santo em meu repente
No meu terço e no rosário
Ele é meu relicário
E se alguém me desafia
Boto o santo na porfia
E não choro meu fadário.
*
Dalinha Catunda e Rosário Pinto
Nestes tempos de pandemia, até Santo Antônio faz quarentena! (Rosário Pinto)
O Santo faz quarentena mas as pelejas virtuais continuam firmes e fortes. ( Dalinha Catunda)


segunda-feira, 11 de maio de 2020

MOTE: EU NUNCA FUI PAU MANDADO...

EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
DALINHA CATUNDA
Não sei se pelejo mal,
Não sei se pelejo bem,
Mas quando a vontade vem
Também boto meu aval.
Na peleja virtual
Sempre me faço presente,
Só canto o que dita a mente!
Em cada recado dado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
SILVANO LYRA
Se atingisse cem por cento
Nos meus versos cativantes
Uns ficariam distantes
Sem dar direcionamento
E nesse esmorecimento
Ocultam Palmas na mente
Fazendo de indigente
Quem por Deus foi inspirado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
BASTINHA JOB
Dependendo do assunto
Participo da Peleja,
do bolo, não sou cereja,
nem, do bauru, o presunto;
não faço loa a defunto,
meus verso é simplesmente
catarse pra muita gente
pra outros é censurado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
DALINHA CATUNDA
Roteiro eu tenho ou traço
Na hora duma contenda,
E nela não faço emenda
Pois puxo o verso no laço.
Sem medo, sem embaraço,
Eu vou tocando pra frente,
E quem quiser que me enfrente,
Mas que venha com cuidado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
Mote de Silvano Lyra
Xilo de Cicero Lourenço
dalinhaac@gmail.com

sábado, 9 de maio de 2020

Dalinha Catunda e Joames Na Muda


NA MUDA
*
JOAMES
Muitos dizem: sou assim
E assim vou continuar,
Não adianta conselho
Para me fazer mudar!
Já eu mudo todo dia
Procurando melhorar.
*
DALINHA
Amigo vou lhe contar
Eu mudo até de quimera
O inverno me deixa triste
Renasço na primavera
E quando chega o verão
Minha alegria acelera.
*
Xilo Cícero Lourenço
dalinhaac@gmail.com


domingo, 5 de janeiro de 2020

DALINHA E JOAMES


JOAQUIM MENDES  JOAMES
Eis que o tempo vai mudando,
Mudam com ele as idades;
Mudam todas as pessoas,
Mudam até as vontades
E nessa eterna mudança,
Quem ontem era criança
Amanhã será saudades!
*
DALINHA CATUNDA
Não tenho dificuldades
Para viver novo dia
Seja outono, seja inverno
A vida me contagia
Invento nova quimera
Afloro na primavera
Os sonhos têm primazia.
*
Postagem de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Roda de glosa, mote de Dalinha Catunda


BORDANDO VERSOS
*
Como quem faz um bordado
Vou fiando meu cordel
Procurando ser fiel
Tramo com todo cuidado
Cada ponto do traçado
Faço com dedicação
Trago a metrificação
Pra cada verso compor
FAÇO RIMA COM AMOR
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO
*
BASTINHA JOB
Procuro tecer meu verso
Primando na isometria
Busco a isorritmia
Poesia é meu universo
Na mensagem me alicerço
Daí vem pura emoção,
Catarse, satisfação
Compromisso no lavor:
"FAÇO RIMA COM AMOR
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO "
*
JESUS DE RITINHA
Eu entro na brincadeira
Agricultando poesia
Plantando com alegria
A semente brotadeira
Levo também uma esteira
Que estendo com a mão
Para dessa plantação
Colher frutos de primor
FAÇO RIMA COM AMOR
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO.
*
DAVID FERREIRA
Não entendo de bordado,
mas, eu vi mamãe tecer.
Não consegui aprender,
porquê homem do cerrado
não podia ser prendado,
fazer bordado de mão,
pisar arroz no pilão,
era visto com temor...
“Faço rima com AMOR,
faço Cordel com PAIXÃO.
*
ROSÁRIO PINTO
Faço rima faço prosa.
Procuro ter alegria.
O meu cantar se irradia
Para alguns me chamo ROSA
Eu gosto de fazer glosa
Não conheço a solidão
Trago sempre uma canção
Canto com muito fervor
FAÇO RIMA COM AMOR
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO
*
VÂNIA FREITAS
Dedico meu tempo à arte
Eu faço que nem Dalinha
Também não saio da linha
Vou fazendo minha parte
Assim como ela reparte
Com muita dedicação
Eu tiro do coração
Algum som do meu tambor
"Faço rima com AMOR,
Faço Cordel com PAIXÃO."
*
GEVANILDO ALMEIDA
Tiro o verso da cachola
Faço ele flutuar
Sou poeta pupular
desses que não se enrola
Só não sei tocar viola
Mais na minha intuição
Metrifico a oração
Na verso que vou compor
FAÇO RIMA COM AMOR
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO.
*
FRANCISCO CHAGAS
EU DESCREVO A NATUREZA.
O SOL, Á LUA E ESTRELAS.
EU TENHO O PRASER DE VÊ:LAS.
SE EU TIVER COM TRISTEZA.
QUANDO OLHO PRA GRANDEZA.
DO DEUS PAI DÁ CRIAÇÃO.
SINTO NO MEU CORAÇÃO.
MUITA ALEGRIA E VIGOR?
FAÇO RIMA COM AMOR.
FAÇO CORDEL COM PAIXÃO.
*
RIVAMOURA TEIXEIRA
Eu sou mei intrometido
Doido levado da breca
Quero brincar de peteca
E este tema é tão querido
Eu tbem tenho mantido
Esta forma de expressão
Traço com dedicação
Metrifico com fervor
Faço rimas com amor
Faço cordéis com paixão
*
Mote e foto de Dalinha Catunda.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

PRA SUA FACA AFIADA / TEM COURO MINHA BAINHA


PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.
*
DALINHA CATUNDA

Você se diz cabra macho
Valentão e coisa e tal
Que me leva no bornal
Só para apagar meu facho
Eu querendo lhe despacho
Porém não fujo da rinha
Se souber levar Dalinha
O duelo acaba em nada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.
*

CREUSA MEIRA
Tem cara falando asneira
Sentindo-se poderoso
Na verdade é indecoroso
Discursar dessa maneira
Eu digo não é brincadeira
Governar a pátria minha
Enquanto ele faz arminha
A gente fica sem nada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.
*
BASTINHA JOB
 Um cabra assim tão gabola
Conta tanta farolice
E nesse disse que disse
Na própria linha se enrola
Na sua lama se atola
Vende pinto por galinha
E digo como Dalinha
Sua cara tá manjada:
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.

*
DALINHA CATUNDA
Você quis dançar comigo
Acabei achando bom
Você lambeu meu batom
Vi que eu corria perigo
Bem no pé do meu umbigo
Vi que algo duro tinha
Era a peixeira que vinha
Riscando desencapada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.
*
ALAÍDE S COSTA
Chega no forró sorrindo
Gasta dinheiro e alegria
Diz que não perde folia
Puxa a dama e vai saindo
Pelo salão sacudindo
Mas, deixou sua esposinha
Que ele chama de mainha
No lar, com fome, sem nada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.

*
VÂNIA FREITAS
O cabra que estufa o peito
E acha que é o maioral
Se engana pois afinal
É um coitado o sujeito
Que não merece respeito
Nem mesmo de uma calcinha
É tipo erva daninha
Deve ser logo arrancada
Pra sua faca afiada
Tem couro minha bainha.

*
ALAÌDE S COSTA
 Homem que agride Mulher
Cai na MARIA DA PENHA
Ou é melhor cair na" lenha"?
Pode ser um Chanceler
Ou o tal macho Xavier
Que grita:" a mulher é minha!"
E bateu nela agorinha
Mostrando não valer nada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.

*
RITINHA OLIVEIRA
 Fica longe meu irmão
Não invada meu espaço
Pois o meu punho de aço
Já deixou muitos no chão
Um galo sem esporão
Não enfrenta uma rinha
A coragem de Ritinha
É sua grande aliada
PRA SUA FACA AFIADA
TEM COURO MINHA BAINHA.

*
Mote de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com



terça-feira, 10 de setembro de 2019

Daudeth Bandeira e Dalinha Catunda


DAUDETH BANDEIRA E DALINHA CATUNDA
.
DAUDETH BANDEIRA
Eu não conheço Dalinha
Mas desejo conhecê-la
Todo poeta precisa
Conhecer uma estrela
Não pra ser o dono dela
Mas para aplaudi-la e vê-la.
.
DALINHA CATUNDA
Eu já conheço Daudeth
E muito, de ouvir falar,
Fama de cada Bandeira
Faz o mastro tremular
Seu clã é constelação
Constantemente a brilhar.
.
DAUDETH BANDEIRA
Dalinha pega mais fogo
Do que capim no verão,
É do tipo das caboclas
Que pingam brasa no chão,
São responsabilizadas
Por quase todas queimadas
Que existem no sertão.
.
DALINHA CATUNDA
Sou fogueira de paixão
Lambendo o chão da campina
Incendiando o agreste
Tal ventania ladina
Apesar de ser matreira
Não sou de queimar Bandeira
Meu fogo não desatina.
.
postagem de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

domingo, 2 de junho de 2019

Peleja virtual, Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda














A RINHA ENTRE DALINHA CATUNDA E
ANILDA FIGUEIRÊDO
1)
Dona Anilda anda sumida,
Mas não por vontade minha,
Poeta que faz bom verso
Nunca peleja sozinha,
Venha pelejar comigo,
Saia logo do castigo,
Vamos armar nossa rinha.
(Dalinha)
2)
Parabéns, cara Dalinha,
Nossa grande poetisa,
No verso você é craque,
Na rima é uma papisa,
E se pegar cabra frouxo,
Sei que vai dar um acocho,
Ou matar de uma pisa.
(Anilda)
3)
Amiga que improvisa
E que canta em meu louvor,
Se for pra bater, eu bato,
É pequeno o meu temor,
Basta oferecer o mote,
A língua vira chicote,
E tome chiqueirador!
(Dalinha)
4)
Neste sertão sofredor,
Não me escondo de ninguém,
Já dei surra em poeta,
Que rimava muito bem,
Você é boa poetisa,
Mas não troco de camisa
Pra lhe exemplar também.
(Anilda)
5)
Do jeito que você vem,
Tá querendo enfrentamento.
Se vier com desaforo,
Já sabe que não aguento,
Não vou lhe poupar da pisa,
Minha língua não alisa
Quem vem com atrevimento.
(Dalinha)
6)
Vem montada num jumento,
Eu vim no meu alazão,
Quando a gente se encontrar,
Venha estirando a mão,
Pois a minha palmatória
Vai mandar você pra glória,
Rezar com Frei Damião.
(Anilda)

7)
Quem chama aquilo alazão,
Não conhece pangaré.
Meu jumento não empaca,
Nele monto e boto fé,
Aproveite a palmatória
Para usar na trajetória,
Não pague promessa a pé.
(Dalinha)
8)
Deixe desse rapapé,
Eu conheço a sua fama,
Já vi você em Brasília,
Foi vestida num pijama,
Massageando gelol,
Procurando um urinol,
Debaixo da sua cama.
(Anilda)
9)
Anilda, não faça drama,
Pois não procurei penico,
A história do pijama
Foi ideia de jerico,
O seu era de florzinha,
O meu era de bolinha,
As duas pagaram mico.
(Dalinha)
10)
Sendo assim, eu calo o bico,
Para não dizer asneiras.
Eu falo do Cariri,
E você, de Ipueiras,
Pode até ficar legal,
Nosso cordel virtual
Pra lançar em nossas feiras.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Não vou mudar de calçada/Pra você não me encontrar.


NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
Mote de Dalinha Catunda
*
DALINHA CATUNDA
Com toda sinceridade,
Pois eu sou sincera, sim!
Quem quiser gostar de mim
Não venha com falsidade.
Se eu for a sua cidade,
Com você me deparar
Minha cara vou virar,
Sem bater em retirada.
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Eu acho que você pensa
Que eu lhe dou atenção
Porém não faço questão
Minha verdade é ofensa
Pra mim você não compensa
Não preciso nem lembrar
Não venha me adular
Não gosto de palhaçada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.

*
FRANCILDO SILVA
Não tenho medo de nada
Nesta vida neste chão
Por isso falo ao mundão
Que sou ruim igual pancada
Na canela inflamada
Como pinto a beliscar
Numa pereba a picar
Estando ela apostemada
NÃO VOU MUDAR E CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR
*
BASTINHA JOB
Não tenho rabo de palha
Se não devo, nada temo,
Na gemedeira, não gemo
Nem vou jogar a toalha;
Eu já levei muita galha
E isso me fez pensar
Se você não soube dar
Fique então de mão fechada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.

*
AGLIBERTO BEZERRA
 Quem cultiva inimizade
Fica andando na espreita
Cedo da noite se deita
Vive sem ter liberdade
Anda pouco na cidade
Se no campo então morar
Quando frequenta um bar
Não dá as costas pra entrada
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR
*

CREUSA MEIRA
Tive uma amiga na infância
Que pegava meus brinquedos
Quebrava tudo com os dedos
E eu nem dava importância
Não agia com arrogância
Mas deixava de falar
Com ela e ia brincar
Com a outra mais educada
EU MUDAVA DE CALÇADA
PRA ELA NÃO ME ENCONTRAR.
*
LUIZ BENICIO
Se você não quer me ver,
Mude você de caminho,
Porque eu serei espinho,
Que no seu pé vai doer,
Para você aprender,
Comigo não mais brincar,
Pois eu serei seu azar,
De outra vida passada.
NÃO VOU MUDAR DE CALÇADA,
PRA VOCÊ NÃO ME ENCONTRAR.
*
Mote de Dalinha Catunda