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quarta-feira, 17 de março de 2021

ROGANDO EM GEMEDEIRA


 

ROGANDO EM GEMEDEIRA

*

Deus me livre desse mal

Inda tenho tanta vida

Trago meu sorriso largo

Alguém me chama querida

Eu não quero ir agora

Ai, ai, ui, ui,

Ô meu pai me dê guarida.

*

Quero viver utopias

Tenho tanto amor pra dar

No calor da minha rede

Inda quero me embalar

Mesmo no outono da vida

Ai, ai, ui, ui,

Vejo meu sonho brotar.

*

Quero meus dias brejeiros

As noites de cantoria

Com viola e lua cheia

Deus do céu me alumia

Salve todos do naufrágio

Ai, ai, ui, ui,

Nos poupe dessa agonia.

*

Faço prece pra Maria

Faço prece pra Jesus

Peço a Deus onipotente

Aquele que nos conduz

Que tire dos nossos ombros

Ai, ai, ui, ui,

Essa tão pesada cruz.

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

 

 

sábado, 17 de outubro de 2020

EXALTANDO A NATUREZA



EXALTANDO A NATUREZA

*

Eis-me aqui neste recanto

E sem arrependimento

Dos pássaros ouço o canto

Bendigo cada momento

A brisa traz acalanto

Viajo no pensamento.

*

Desfruto dessa bonança

No verde desse lugar

No peito cresce a esperança

Assim me ponho a sonhar

Nos passos da nova dança

Danço sem me alvoroçar.

*

Contemplando a natureza

Obra de Nosso Senhor

Onde a lua é realeza

Onde o sol tem esplendor

Celebro toda beleza

Nesses meus versos de amor.

*

Versos e fotos Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com






domingo, 20 de setembro de 2020

O CAMINHAR DA SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA

O CAMINHAR DA SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA
1
Com fé rogo a Santo Antônio
A quem tenho devoção
Para iluminar-me a mente
Nessa minha redação
Dando-me capacidade
Na ode à SOCIEDADE
Que faço de coração.
2
Dezessete de setembro
2010 na folhinha
Nascia a SOCIEDADE
Como de fato convinha
Os POETAS DE BARBALHA
Celebram cada batalha
E pra frente ela caminha.
3
Num Encontro Literário
Chamado “Canta Cordel”
Dali nasceu a ideia
E logo foi pro papel
Brotou na literatura
Mais um ponto de cultura
E Barbalha é seu vergel.
4
Foi Josélio de Araújo
Também Ernane Monteiro
Com José Sebastião
Os que atuaram primeiro
Assim começou a história
Numa gestão provisória
De Hugo Melo o roteiro.
5
É Doutor Napoleão
Médico e historiador
O patrono da entidade
Homem de grande valor
Nos encontros culturais
Aprecia os rituais
Pois da arte é defensor.
6
O saudoso Mestre Bula
Marcou a SOCIEDADE
Mudou-se para outro plano
Mas aqui deixou saudade
Grande foi sua importância
Pois mesmo com a distância
O Mestre é celebridade.
7
seguiu A SOCIEDADE
Tocando a vida pra frente
Foi Josélio de Araújo
O primeiro presidente,
Depois Zé Sebastião
Hoje em outra dimensão
Sua falta a gente sente.
8
Meu nome na Cordelteca
Da nobre instituição
O segundo presidente
Foi quem deu a sugestão
Ficou, Dalinha Catunda
Minha gratidão profunda
A José Sebastião.
9
Lindicássia Nascimento
Cheia de disposição
Lançou a candidatura
E ganhou a eleição
Com seu jeito de mulher
Que sabe bem o que quer
Mudou da casa a feição
10
Agora a SOCIEDADE
Na gestão da presidente
Figura nas grandes mídias
Pois é notícia presente
Lindicássia em sua meta
Divulga cada poeta
Seu trabalho é consistente
11
Mesmo sendo bem difícil
A direção feminina
A presidente tem voz
É briosa e determina
Às vezes com energia
Outras com diplomacia
O que for certo ela assina.
12
O MUGUNZÁ COM POESIA
VERSO E PROSA INTINERANTE
Foi obra de Lindicássia
Uma ideia interessante
Culinária e tradição
Poetas e interação
Um movimento importante
13
Em dois mil e dezessete
Lá pro mês de abril nascia
A caminhada ecológica
Que de Lindicássia é cria
E essa bonita jornada
Foi por ela batizada
Como TRILHA DA POESIA.
14
E cresce nos intercâmbios
A cada nova passada
Tem a Escola dos Saberes
Como ótima aliada
O quadro de beneméritos
Cada membro com seu mérito
Faz a casa mais amada.
15
Academias unidas
Dividem conhecimentos
Essa boa convivência
Registra-se nos eventos
Essa troca cultural
A real ou virtual
Ajuda em nossos intentos.
16
A Grande SOCIEDADE
DOS POETAS DE BARBALHA
Faz jus a literatura
Com ela não se atrapalha
O SESC virou parceiro
Cordel lança o ano inteiro
Se faz presente e não falha.
17
Dos poetas atuantes
Quero citar Zé Joel
Que toca bem a viola
Esse eu chamo menestrel
Com sua benevolência
Fez da sua residência
A CABANA DO CORDEL.
18
Duma saudade profunda
Não deixarei de falar
Foi-se Fátima Vieira
A nossa vice exemplar
No rádio com a leitura
Ela espalhava cultura
Vazio está seu lugar.
19
O poeta Dão de Jaime
Recordo bem o momento
Foi lá na feira do Crato
Em dia de lançamento
Foi meu primeiro contato
Registrado num retrato
No dia daquele evento.
20
Discorro sobre o passado
Sem esquecer o presente
Da nova SOCIEDADE
De atividade recente
Alcançando novas metas
Fez vídeos com os poetas
A desperta presidente.
21
A VARANDA DA POESIA
Teve boa aceitação
E a dos poetas da casa
Foi a primeira edição
Curtidas davam sinais
Lá nas redes sociais
Da grande repercussão.
22
Daí surgiu a segunda
Lindicássia achou por bem
Fazer logo uma terceira
E o projeto foi além
A edição com convidados
De variados Estados
Bombou nas redes também.
23
Ainda é uma menina
A nossa Sociedade
Mas sinto que ela cresceu
Mesmo com dificuldade
E cresce a cada dia
Nos braços da poesia
Que inunda essa cidade.
24
Nesses meus versos finais
Quero parabenizar
Poetas e poetisas
Desse valoroso lar
E a atual presidente
Que soube ser competente
Para o Sucesso alcançar.
Fim
Cordel de Dalinha Catunda
Capa de Lindicássia Nascimento
*
dalinhaac@gmail.com
 

sábado, 12 de setembro de 2020

PRA COMER MARIA IZABEL ELE LARGOU MEU CUSCUZ.



 PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Já cansei de repetir

Essa história que hoje conto

Não aumento nem um ponto

Isso posso garantir

Se você quiser ouvir

A Deus peço muita luz

E nos versos que compus

Repito o que diz Raquel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Esse caso aconteceu

Pras bandas do Ceará

Com Raquel que é de lá

E um sujeito conheceu

Do cuscuz dela comeu

E já gritou: Ai Jesus!

Da comida que seduz

Virou um freguês fiel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Aqui na minha pensão

Ele vinha todo dia

E demonstrando alegria

Fazia sua refeição

E fez a propagação

Do jeito que lhe propus

Botou foto no capuz

Do seu antigo corcel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

O negócio foi crescendo

Eu ganhava, ele ganhava

A freguesia aumentava

E a propaganda comendo

Porém eu fui percebendo

Algo estranho e me indispus

As garras então repus

Após provar do seu fel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Traída covardemente

Eu fui e ele nem negou

Disse que se apaixonou

Por um menu diferente

Arroz com carne presente

Que a cozinheira introduz

A minha raiva eu expus

Diante do seu papel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Quem comeu na minha mão

Sabe que sei cozinhar

Pois tenho bom paladar

E sou boa de fogão

Agora preste atenção

No peso da minha cruz

Foi pior do que supus

A minha saga cruel:

PRA COMER MARIA IZABEL

ELE LARGOU MEU CUSCUZ.

*

Versos e Fotos de Dalinha Catunda

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

CARREIRÃO DA ENXERIDA



CARREIRÃO DA ENXERIDA

*

Nasci lá nas Ipueiras

Bem pertinho do Ipu

Na bica tomei cerveja

Com nome de caracu

E para tirar o gosto

Eu fatiava caju

A castanha bem assada

Eu pedia do menu

Do voguinha eu gostava

E tomava com beiju

No gangão eu tibungava

E molhava o Mucumbu

Toda fresca e apresentada

Fazia o maior rebu

Eu era nova e jeitosa

E jamais fui jaburu

Tinha gente que falava:

Mas olhe, Só no Curú!

Eu continuava a farra

Pois nunca fui de lundu

Mantenho minha alegria

Nunca fico Jururu

Quem me conhece já sabe

Que sou de quebrar tabu

Meu pirão é com pimenta

Sem caroço é meu angu

Sou forte e como pequi

Misturado com andu

Não enfio a minha mão

No buraco do tatu

Mas sou mulher de topete

Sou cobra surucucu

Não dou sombra nem encosto

Sou feito mandacaru

Quem mandar eu me lascar

Já vou dizendo: VAI TU!

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

 


sábado, 15 de agosto de 2020

SEM INDAGAÇÕES

 

SEM INDAGAÇÕES...

*

Tento manter meu sorriso

Fazer planos não procuro

Vou adornando o presente

Com versos que emolduro

Sem saber onde chegar

Continuo a caminhar

Enquanto aguardo o futuro.

*

Estrofe de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

CARREIRÃO DE MULHER


CARREIRÃO DE MULHER
*
Sou poeta popular
Nos versos sou estradeira
Quando pego um carreirão
Meu verso não tem barreira
Sempre tive a língua solta
Pois gosto de brincadeira
Quando chego num alpendre
Puxo logo uma cadeira
E desenrolo meu verso
Sem esquentar a moleira
Ninguém derruba meu verso
Com pedra de baladeira.
Quem for fraco de poesia
Pode pegar na carreira
Meu angu aqui é quente
Não se come pela beira
Quando retoco o batom
Mostro meu lado brejeira.
Tem muita gente que aplaude
Meu verso de cantadeira
Porém tem gente que diz
Que apenas falo besteira
Não canto sem minha figa
Não passo sem benzedeira.
Aprendi meu carreirão
Ouvindo Pedro Bandeira
Escrevo meus absurdos
Por causa de Zé Limeira
Eu só não aprendo nada
É quando esbarro em toupeira.
Esse canto encarrilhado
É canto de catingueira
Que não erra na flechada
Porque sabe ser certeira
SE TEM CANTO DE SEGUNDA
O MEU CANTO É DE PRIMEIRA.
*
Versos de Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
Arte da ilustração Cayman Moreira
dalinhaac@gmail.com