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domingo, 3 de novembro de 2019

IPHAN E POETAS DE CORDEL

Cordelistas radicados no Rio de Janeiro, estou repassando o convite feito pelo IPHAN. Eu estarei lá, e você?
Prezados cordelistas,
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) registrou a Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em setembro do ano passado, como responsável em nível federal pela preservação do patrimônio material e imaterial no Brasil. Uma vez o registro feito, gostaríamos de marcar uma reunião com os cordelistas residentes no estado do Rio de Janeiro. O objetivo é estabelecer um primeiro contato com os senhores e as senhoras, para explicar a política de salvaguarda para a Literatura de Cordel a ser realizada pela Superintendência , ouvir suas demandas para o Bem Registrado e tirar quaisquer dúvidas que tenham. A reunião está marcada para dia 07/11 (quinta-feira) a partir das 10:00, no Auditório da Superintendência do IPHAN-RJ (Av. Rio Branco 46, Centro – Rio de Janeiro, 3º andar).
.
Dalinha Catunda, cad.25 da ABLC
Idealizadora e gestora do Cordel de Saia e do http://cantinhodadalinha.blogspot.com/
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 22 de outubro de 2019

ENCONTRO NA Escola Municipal Reverendo Martin Luther King




ENCONTRO NA Escola Municipal Reverendo Martin Luther King

Hoje, 22 de outubro de 2019, o Cordel de Saia, representado por Dalinha
Catunda e Rosário Pinto, cumpriu o compromisso assumido com a Escola
Municipal Reverendo Martin Luther King.
Convidas pelas professoras Lilia Marcia de Almeida Silva e Lilian Ferreira de
Azevedo (professoras de geografia) e, que nos receberam muito bem, junto
com a professora de português, Cristina Carvalho de Araújo.
A visita à Escola teve como finalidade repassar nossas experiências com a
literatura de cordel para os alunos.
Foi uma reunião proveitosa em que conseguimos entre declamações e
esclarecimentos sobre a história e as regras da literatura cordel, apresentar
essa literatura diferenciada para os alunos, que atentos, fizeram um bonito
papel nesse acontecimento cultural.
O evento contou com a colaboração, na monitoria, das alunas Eduarda de Lima
dos Santos, Milene Santos de Oliveira e Letícia Vieira.
Como sabemos a literatura de Cordel agora é Patrimônio Cultural Imaterial
Brasileiro e com esse reconhecimento através do IPHAN – Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional cabe a nós, como detentores desse
Bem, repassar e propagar a literatura de cordel para que ele se
mantenha viva e passando de geração em geração.
.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Plenária de outubro de 2019 da ABLC



PLENÁRIA DE OUTUBRO DA ABLC
Ontem estive na plenária de outubro da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de cordel.
Assuntos da pauta:
Tomou posse como pesquisador o professor Thomas Webber que vive na Califórnia é estudioso da Literatura de Cordel e tem interesse nesse intercâmbio.
Entre os temas abordados tivemos uma primeira conversa com dois representantes do Ministério da Saúde, sobre um projeto unindo Literatura de Cordel e medicina. Fui indicada para colaborar com o projeto, pelo meu elo com poetas da ABLC que moram fora do Rio de Janeiro. Estou na torcida.
Na parte Recreativa contamos a bonita apresentação dos músicos, Severino Charlito e Emerti Maracajá, que cantaram trechos do livro de Gonçalo Ferreira da Silva, Águas Primordiais, entre alguns instrumentos utilizados, a beleza do berimbau.
Aproveitando uma sugestão minha, parte do colegiado presente, declamou sua participação no Cordel da Reciclagem, cordel esse, que ainda não havia sido lançado.
Agradeço ao poeta Zé Salvador que fez o registro fotográfico.
.
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
E Idealizadora e administradora do:
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/
Rio de janeiro, 16 de outubro de 2019
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 15 de outubro de 2019

RODA DE GLOSAS VIRTUAL


RODA DE GLOSAS VIRTUAL
Coordenar rodas de glosas no face, e alcançar bons resultados, mais do que salvaguardar, é incentivar a literatura de cordel e manter viva essa arte tramada entre MÉTRICAS e RIMAS.
Santa Dulce dos Pobres, desta feita, foi o tema escolhido no mote de minha autoria que deu vida a ORAÇÃO: O ANJO BOM DA BAHIA, HOJE É SANTA NO ALTAR.
Nota de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
Idealizadora e gestora dos Blogs:
dalinhaac@gmail.com




O ANJO BOM DA BAHIA
HOJE É SANTA NO ALTAR
1
DALINHA CATUNDA
Foi fazendo caridade
Acolhendo cada irmão
Que seu nome correu chão
Irmã Dulce era bondade
Sua força de vontade
Era firme ao abraçar
Viveu para amenizar
Do pobre sua agonia
O ANJO BOM DA BAHIA
HOJE É SANTA NO ALTAR
2
TROYA DSOUZA
Com amor e devoção
Ela transcendeu barreiras
E foi além das fronteiras
Seguindo seu coração
Tudo com muita paixão
Ao próximo só fez amar
Acolher e amparar
Isso lhe dava alegria
O ANJO BOM DA BAHIA
HOJE É SANTA NO ALTAR.
3
CREUSA MEIRA
Irmã Dulce construiu
Hospital num galinheiro
Sem recurso financeiro
Ao pobre, ela assistiu
Deu comida, garantiu
O aconchego de um lar
Nas ruas, cada lugar
Pedindo ajuda, vivia
“O ANJO BOM DA BAHIA
HOJE É SANTA NO ALTAR”
4
BASTINHA JOB
Nossa Santa brasileira
Oriunda do Nordeste
De caridade, se veste;
Foi humilde, hospitaleira,
Hoje numa gleba inteira,
Tem santa pra venerar
E o nordestino ficar
Nessa fé que contagia:
"O ANJO BOM DA BAHIA
HOJE É SANTA NO ALTAR""

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

PARA METRIFICAR VERSOS


PARA METRIFICAR VERSOS
1
RAINILTON VIANA
Para metrificar versos
Nunca precisei de régua
E ao compor versos diversos
Não rimo peba com légua
Pois quem age desse jeito
Digo com todo respeito:
Não é um "VATE" pai d'égua!
2
DALINHA CATUNDA
Para metrificar versos
Uso sempre a audição.
Eu vou escrevendo e lendo,
Ouvindo, presto atenção,
Pois quem faz versos quebrados
Não são os mais preparados
No cordel não tem vez não.
3
HELIODORO MORAIS
Quem não metrifica o verso
E foge ao original
Segue no caminho inverso
Do processo cultural
O cordel pra ser cordel
Tem que ter rito formal.
4
BASTINHA JOB
É contar os pés do verso
Com muita sabedoria
Lembre licenças poéticas
Não esqueça a eufonia
Aí, sim, pode versar
Seu verso vai agradar
Qualquer que seja a poesia!
5
JERSON BRITO
A contagem literária
Às vezes não é igual
À separação com base
Na regra gramatical.
Existem sons produzidos
Por outros mais, reunidos:
Há vogal que atrai vogal.
6
ARAQUEM VASCONCELOS
Eu ainda não domino
O que é métrica padrão
Eu sou um autodidata
Sem nenhuma formação
Os bons poetas vou lendo
Com vocês vou aprendendo
A fazer a correção.
*
Postagem de Dalinha Catunda. Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

domingo, 11 de agosto de 2019

NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY IX



NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY IX
*
Severino Honorato
Lá na Casa do Cordel,
O agitador cultural,
Fez um bonito papel.
O poeta aboiador
Foi bom apresentador
Prestigiando o plantel.
*
Obrigada Severino
Pela sua atenção
Nossa cultura agradece
A sua dedicação
Divulgar nossa história
E resguardar na memória
A popular tradição.
*
Fotos de Daniela Reis
Versos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
Fundadora do Cordel de Saia.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY VIII















NA FESTA LITERÁRIA DE PARATY VIII
Conheci e interagi com muita gente na Festa de Paraty.
 Foi Festa Literária para ficar marcada no coração dos cordelistas e de todos que lá estiveram.
Festas dos Encontros, das trocas de ideias e de muita celebração.
A casa do cordel encheu-se de cores e de alegria e foi nesse clima, que conheci Bráulio Tavares, escritor, compositor, pesquisador de literatura, e também roteirista e tradutor.
Traduzir Bráulio? Seria difícil... Mas posso dizer que, apesar de todos esses requisitos, Bráulio é uma pessoa alegre, divertida e de uma simplicidade sem igual, é moleque, é menino, tem um sorriso do tamanho de um bonde e por dois dias completou o nosso time.
Time composto por: Anilda Figueiredo, Arievaldo Viana, Klevisson Viana e Dalinha Catunda.
A Bráulio repassei parte dos meus cordéis, dele recebi autografado, o livro Galos de Campina. Já li e gostei. O livro reúne três paraibanos, e só lendo para saber no que deu a mistura de Bráulio Tavares, Jessier Quirino e Kydelmir Dantas.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com.br

terça-feira, 30 de julho de 2019

MINHAS CAPAS MINHA ARTE



MINHAS CAPAS MINHA ARTE
*
Eu sempre gostei das artes
Inda hoje dou valor
Eu gosto de desenhar
De fazer versos de amor
Gosto de fotografar
De pintar e de bordar
Aprendi no interior.
*
Às vezes até me arrisco
A fazer ilustração
Fazer capas de cordel
Para minha produção
Nunca gostei de rotina
Sou assim desde menina
Gosto de transformação.
*
Versos e capas de Dalinha Catunda
Essas são capas, de cordel. desenhadas por mim.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

A plenária de Julho 2019 da ABLC

A plenária de Julho da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
A plenária de julho teve como tema central a homenagem ao paraibano Jackson do Pandeiro em comemoração ao seu centenário.
Lá se fez presente, Alessandra Moraes responsável pelo depósito legal da Biblioteca Nacional, incentivando a doação de cordéis para o acervo da BN.
Alessandra dos Santos, que vem usando a literatura de cordel em suas apresentações nas praças, no interior de São Paulo, também esteve presente enriquecendo a reunião com suas declamações e trazendo proposta de projetos para a literatura de cordel.
Eu lá estive, falando da FLIP – Festa Literária de Paraty. Falei da importância do cordel após ter sido declarado com bem Imaterial e cultural do Brasil.
Falei dos poetas da ABLC que participaram da Festa em Paraty, Moreira de Acopiara, Klévisson Viana e Arievaldo Viana. Agradeci aos poetas parceiros dessa jornada, Severino Honorato, Cícero Maranhão e José Salvador, que estavam presente na plenária, e representaram muito bem o cordel propagando nossa cultura nordestina.
Lá prestigiei quem merecia e dei o meu recado.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 16 de julho de 2019

FLIP- RODA DE CONVERSA - Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda


RODA DE CONVERSA A MULHER NO CORDEL
A Mulher no Cordel foi o tema da Roda de Conversa com Anilda Figueiredo e Dalinha Catunda, na FLIP2019.
A mediadora foi Ana Ferraz, da Editora Coqueiro.
Entre alguns temas debatidos, falou-se do cordel que sempre foi bem popular, mas que hoje muitos acham que ele deve ser escrito na língua culta com a finalidade de entrar nas escolas e chegar às universidades. Eu particularmente sou contra que se escreva errado, mas acho que não compromete ser escrito na linguagem coloquial, com os devidos cuidados.
Discorremos sobre o papel da mulher na história do cordel.  No primeiro momento, quando ela lendo, repassava as novas gerações em calçadas, alpendres em sítios e fazendas as histórias em cordel. Ali também ela contava histórias de trancoso, fazia a roda de versos e brincava com adivinhações.
No segundo momento a mulher se descobriu tema dos poetas nos livretos de cordel, às vezes enaltecida e muitas vezes mal falada e até escrachada.
Depois de muito tempo, a mulher que já escrevia e guardava seus versos, resolveu retirá-los das gavetas e ocupar a lacuna que lhe pertencia por direito na literatura de cordel.
As dificuldades, não foram poucas, pois campear num espaço onde o homem reinava desde sempre, não era tarefa fácil. Mas mulher com sua teimosia, não abriu mão de assegurar o seu espaço no mundo do cordel.
Fomos invisíveis por muito tempo. Hoje somos reconhecidas e convidadas para os grandes eventos e posso até dizer, que o homem tem um novo olhar sobre a mulher cordelista.
Um assunto que me preocupa e até me incomoda, e na roda de conversa foi abordado, é que a mulher que poderia ser mais parceira uma da outra, se veste de vaidade, cada uma quer reinar no seu território e esquecem que a parceria e o que vai nos levar além.
Não podemos ser rivais, devemos ser cumplices, fazer projetos juntas, seminários, encontros, pois só assim ocuparemos dignamente nosso espaço.
O Cariri me abriu essa possibilidade.  Através dessa abertura, eu levei mulheres do Cariri para o Rio de Janeiro e entrei no espaço cultural do Cariri. Fazemos muito bem esse intercâmbio, inclusive, umas hospedando as outras.
Não quero ser a dona da verdade, nem quero todos os louros. Não seremos nada sozinhas. Vamos ser estrelas, sim, cada uma com seu brilho, pois ser grande é pertencer a uma constelação.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com




 

Matéria publicada no "EL PAÍS"


https://maladeromances.blogspot.com/2019/07/materia-publica-no-el-pais.html?fbclid=IwAR1f-4l7mnJyP_mEfs3HLHlkA_G1vnDp7WiMJ6_1JIQjmVwT1MdRNFPsg4Q

segunda-feira, 15 de julho de 2019

MULHER - CORDEL E PARATY


O CORDEL COM ESPAÇO NOBRE EM PARATY
Nós os poetas de cordel, tivemos pela primeira vez um espaço, exclusivo, na Festa Literária de Paraty de 2019. Espaço democrático, onde poetas de boa parte do Brasil em perfeita harmonia souberam se acomodar.
Dividimos espaço, dividimos comidas, tomamos conta das bancas de vendas, uns dos outros, declamamos e cantamos em conjunto, e ali pela primeira vez, senti uma perfeita confraternização, onde todos os cordelistas eram do mesmo tamanho.
Sem jogos de vaidades, a alegria foi geral, saímos às ruas cantando cordel, embalando os transeuntes e trazendo a literatura de cordel para uma interação maior.
Eu, Dalinha Catunda e Anilda Figueiredo, convidadas pelo IPAN, fomos representando a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Academia dos cordelistas do Crato e o blog Cordel de Saia.
Posso aqui dizer, que nos valeu o registro do cordel como Patrimônio Imaterial e Cultural do Brasil, pois esse movimento levou a literatura de cordel para as grandes mídias e o IPHAN com sua sensibilidade nos presenteou com a oportunidade de brilharmos nessa grande festa, onde cada um com sua estrela deu brilho a grande constelação do cordel.
Aqui agradeço a cada poeta e a cada funcionário do IPHAN, a cada amigo que foi nos visitar, enfim, a todos que se irmanaram conosco nessa grande festa.
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


domingo, 7 de julho de 2019

CORDEL DE SAIA, CORDEL COLETIVO E AS REDES



CORDEL DE SAIA, CORDEL
COLETIVO E AS REDES
*
A internet chegou
Para o cordel melhorou
A sua divulgação.
A mulher bem atuante
Logo seguiu adiante
Pois gostou da inovação.
*
Deu nova vida ao cordel
Faz a ciranda a granel
E tem um objetivo,
Que é conectar poeta
Pois adotando essa meta
Faz o cordel coletivo.
*
Cordel de Saia é vezeiro
Posso dizer pioneiro
Isso não é novidade.
Sabe dar o seu pinote
Traz o poeta pro mote
E glosa a modalidade.
*
O Blog Cordel de Saia
Que se adianta e ensaia
Traz pra vitrine a mulher.
Aquela que no passado
Guardou seu verso rimado
Porém hoje espaço quer.
*
O Ciberespaço é rinha
Aonde a mulher caminha
Sem medo de pelejar
Pois hoje tem parceria
Não foge da cantoria
Pois conquistou seu lugar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

sábado, 6 de julho de 2019

A MULHER, O CORDEL, E A TÃO SONHADA FLIP



A MULHER, O CORDEL E A TÃO SONHADA FLIP.
A mulher vem travando uma luta constante em busca da igualdade.
E a luta para se firmar na literatura de cordel não é diferente.
Quantas vezes fomos a pequenas feiras ou bienais de livros, apenas como consumidoras, ou para bater palmas para os poetas que tinham seus estandes e um palco para declamar seus versos.
A internet veio para ser nossa vitrine, um espaço democrático onde todos podem mostrar seus trabalhos, suas performances e sua capacidade.
Hoje divulgamos nossa caminhada em sites, blogs e principalmente no face. Organizamos e participamos de Seminários, participamos dos eventos do IPHAN onde se discutia o processo do registro do cordel. Recebemos convites de universidades, hospitais, escolas, do SESC, de restaurantes. Somos motivo de estudos em monografias, enfim, a mulher conquistou seu lugar.
Eu acho que tanto o cordel, como a mulher, após o registro do cordel, como patrimônio cultural e imaterial do Brasil, ganharam asas. A mulher marcou presença, como pesquisadora, como poeta, e apareceu abraçada a essa literatura, não tem como desvencilhar.
E para coroar a crescente trajetória, ser convidada pela Superintendência do IPHAN/RJ – www.iphan.gov.br/rj – através de sua superintendente Mônica Costa, em conjunto com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP – www.cnfcp.gov.br – com Elisabeth Costa diretora do Departamento de Pesquisa, em parceria com Iphan/Paraty, para participar das atividades de literatura de cordel na FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, como já registrou, a cordelista Rosário Pinto, é simplesmente chegar ao pódio.

Aqui do Rio de Janeiro na caravana da ABLC temos os seguintes convidados: Dalinha Catunda, (Lobisomem) Victor Alvim, Rosário Pinto, que não poderá viajar, pois está se reestabelecendo de uma cirurgia, do Cariri, representando a ACC, a presidente da Academia dos Cordelistas do Crato, Anilda Figueiredo, que já faz um intercâmbio com o CNFCP na organização dos seminários que acontecem no Crato.
Fico feliz, pois sei que faremos bonito, daremos nosso toque feminino e com certeza seremos a representação de mulheres abrindo espaço para outras mulheres no futuro.

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com.

CACIMBA DE INSPIRAÇÃO - Um mimo que recebi do poeta José Walter Pires.


CACIMBA DA INSPIRAÇÃO

.
Eu queria beber água 
Nessa cacimba profunda,
Onde Dalinha Catunda 
A sua verve deságua,
Sem jamais revelar mágoa,
Da sua vida nativa,
Da qual não se fez cativa
Como mera “nordestina”;
Porém, Transformando a sina
Fez-se cordelista altiva
.
Rompendo os grilhões da sorte,
Numa luta sem cansaço,
Conquistou o seu espaço,
Vislumbrando além do “norte”,
Como mulher livre e forte,
Sendo amante da verdade,
Cantando com liberdade,
Sonhos, desejos, paixões,
Sem dar vez às convenções
Pra sua saciedade!
Soube cantar o sertão
Como poucos vi cantar!
Com versos pra revelar
A mais sincera paixão
Que devota ao seu rincão:
Árvores, flores, animais,
E as beleza naturais,
A sua gente e a cidade,
Mas morrendo de saudade
Do que não volta jamais!
.
José Walter Pires

terça-feira, 2 de julho de 2019

CORDEL BEM CULTURAL E IMATERIAL BRASILEIRO


CORDEL BEM CULTURAL E IMATERIAL BRASILEIRO
*
O cordel literatura
Agora já tem aval
Já ganhou o seu registro
É bem imaterial 
Cultural e brasileiro
Na banca no Tabuleiro
Mostra seu potencial.
*
Ele saiu do nordeste
Chegou as grandes cidades
Está na televisão
E nas universidades
Em revistas e jornais
E nas redes sociais
Com as suas novidades.
*
Pelos versos bem rimados
Pela metrificação
Pelas histórias narradas
E respeito a oração
O cordel encanta, sim,
Tem começo, meio e fim,
É bom prestar atenção.
*
Cordel não é presepada
Tem regras para ser feito
Quem diz que faz, mas não faz,
E se sente no direito
De ensinar, mas sem saber,
Papel feio vai fazer
Além de ser desrespeito.
*
Ministrar uma oficina
Apenas com teoria
É simplesmente zombar
De quem tem sabedoria
Pois quem quer mesmo ensinar
Deve se capacitar
Tem que ter categoria.
*
O cordel é popular
Mas tem normas a seguir
Quem se assina cordelista
Não pode se permitir
Um cordel mal acabado
Capenga, de pé quebrado,
Carecendo corrigir.
*
Tem curioso infiltrado
Na cultura popular
Se valendo do cordel
Sem as regras dominar
Dizendo que é ensaio
Exibindo em balaio
Para projetos ganhar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Texto do Professor Aragão, sobre o cordel, MARIA SEM VÉU.

Bom dia, poeta Dalinha Catunda.

Li com muita atenção o seu novo cordel MARIA SEM VÉU, aliás como faço
invariavelmente com toda obra que pelas minha mãos passa.

Devo esclarecer que o fato de me expressar por meio privado não estou
vetando a sua publicização, é que tenho algumas hesitações quando me
exponho, seja pela escrita ou oralmente.

Se não faço citações de sábios  pode transparecer arrogância,
auto-suficiência ou, opostamente, ignorância quanto a existência
deles.

Percebo que algumas palavras originárias de saberes científicos são
lançadas na mídia e assumem caráter popular e muita vez até mal
empregadas; destaco duas delas: empoderamento e resiliência, sim, vou
lançar mão delas no decorrer desta minha divagação acerca do seu
cordel em foco; mas vou de vagar.

Apresentação e/ou prefácio em  folheto de cordel para mim é coisa nova
, salvo melhor juízo, e, a partir da minha constatação, para meu
deleite tem sido recorrente.

Esta 'novidade' quando bem entendida pelos seus executores é, sem
dúvida,um facilitador prévio  para que o leitor possa imaginar quão
valorosa é a obra que lhe chegou as mãos. Onde quero chegar? -
Conhecia a poeta Lindicássia Nascimento através de esporádicos
desafios poéticos contigo. Só agora tive a raríssima oportunidade de
sentir a extensão da sua competência, sensibilidade e zelo pela nossa
língua. A sua apresentação tem a dimensão exata, nos limites extremos
e perigosos da prolixidade, que nos empurra para a redundância ou pela
síntese precipitada, mutiladora do pensar alheio.

A lindicássia foi capaz de traduzir o sentimento de todas as Marias,
citadas ou omitidas, a final são tantas!.

São mais de trinta Marias
De procederes distintos
A mais ousada de todas
Revelou muitos instintos.
Longe de ter sido Amélia
Nem uma insossa camélia
A desdenhar dos famintos.

Maria que não aceita
Ser TOCADA como as outras,
Por demais empoderada
Sem se fechar como ostras
Gostei de te vê sem véu
Por isso tiro o chapéu
Sem desprezo pela outras.

A psicologia, a sociologia, a filosofia etc, se apropriaram de maneira
honesta e justa do vocábulo RESILIÊNCIA que tem seu emprego genésico
na física e uso agora, creio que apropriadamente, dizendo que você deu
prova de resiliência ao ser submetida a tantas intempéries sem que se
deformasse, física ou psicologicamente, quando um sem número de outras
Marias com tão menos repuxões apresentaram flacidez de caráter ,
renunciando a essência, que nos faz fortes e singulares.

Por fim, só não hesito em declarar como foi intelectualmente excitante
vê-la despida por inteiro, circulando pelas veredas e estradas que
você mesmo as construiu e pavimentou de POESIA LIBERTÁRIA.

G. O. Aragão. Rio,26 de junho de 2019.

.
Texto do Professor Geraldo Oliveira Aragão
Foto do poeta Zé Salvador