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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

EU SOU - NÓS SOMOS, O canto de Lindicássia e Dalinha

EU SOU, NÓS SOMOS
Dalinha Catunda DC
Lindicassia Nascimento LN

DC
Sou a brisa na palmeira
Sou cheiro de alfazema
Sou a flor da catingueira
Sou espinho de jurema
Sou morena e sou faceira
Sou do cantador parceira
Sou os versos do poema.

LN
Sou canto de seriema
Sou a sequência do rio
Sou cascata em cachoeira
Sou mulher com arte e brio
Sou filha da natureza
Sou reflexo de beleza
Sou a mística do arrepio.

DC
Sou lamparina e pavio
Sou luz na escuridão
Sou vagalume piscando
Sou o luar do sertão
Sou estrela matutina
Sou cabocla nordestina
Sou água de ribeirão.

LN
Sou poesia e canção
Sou uma graça alcançada
Sou fonte de água doce
Sou bando em revoada
Sou bala de parafina
Sou qual ave de rapina
Sou mulher empoderada.

DC
Sou a vela da jangada
Sou a cor verde do mar
Sou o canto da sereia
Sou cruviana a soprar
Sou a renda das rendeiras
Sou filha das Ipueiras
Sou das terras de Alencar.

LN
Sou fibra de caruá
Sou essência do pequi
Sou côco de babaçu
Sou doce de buriti
Sou poeta, sou navalha
Sou rebento da Barbalha
Sou a flor do Cariri.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

AQUI NO RIO DE JANEIRO MORA O CORDEL NORDESTINO.


AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
1
Retiro o velho cordel
Que trouxe no matulão
Onde minha tradição
Trago escrita no papel
Pego e monto um painel
Pra mostrar ao citadino
Meu folheto feminino
No meu linguajar matreiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Dalinha Catunda/Ipueiras-Ce
2
Antes eram folhas soltas
Leandro Gomes as prendeu
Endireitou e vendeu    
Causando reviravoltas
Dominou mas sem escoltas
Pois sempre foi peregrino
Vivendo igual Beduíno;
Agora achou paradeiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Zé salvador/Tianguá-Ce
3
Saindo do meu sertão
Vivi Aventuras mil
Vendo bala de fuzil
Furando meu matulão
Ligeiro que nem um cão
Procurei o meu destino
Depois virei bom menino
Pra dizer pro mundo inteiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
João Batista Melo/Itabaianhinha-Se
4
O cordel sei que é verdade,
Não mora em qualquer lugar
Nem basta alguém procurar
Pra matar a sua saudade.
Se houver dificuldade
Nunca faça desatino
Mude logo seu destino
E procure bem ligeiro.
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Cicero do Maranhão/Caxias-Ma
5
Prazer, eu sou o cordel
Indo além da inspiração
Métrica, rima e oração
Eu sei botar no papel
Vou concorrer ao Nobel!
Seja qual for o destino
Assino embaixo, eu assino
Sou eterno passageiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO
Morais Moreira/Ituaçu-Ba
6
A cultura Iberiana
Chegou com as caravelas
E legou como sequelas
Um escrito bem bacana
E quem tem a mente sana
Conhece um folheto fino
Eu mesmo desde menino
Do cordel sou mensageiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO
Wiliam J G Pinto/Palmeira dos Índios-Al
7
No Rio cosmopolita
Mora da arte a essência
Tem a casa da ciência
Na orla praia bonita
Igreja, centro e mesquita
A moldar o meu destino
Um Cristo humano e divino
Que é mais do que brasileiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO
Gonçalo Ferreira da Silva/Ipu/Ce
8
No Rio pude chegar

Trazendo forte lembrança
Na alma veio a esperança
E a coragem  pra lutar
Procurando melhorar
Nas veredas do destino
Acertar sem tirar fino
Controlando o meu roteiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Ivamberto Albuquerque/Alagoa Grande/Pb
 9
Quando eu vim lá do Nordeste
Encontrei grandes artistas
Poetas e repentistas
Com seu talento inconteste
Estes bons cabras da peste
Com a vida de peregrino
Fizeram aqui seu destino
E hoje eu digo ao mundo inteiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Almir Gusmão/Recife/Pe
10
Saí lá do Maranhão,
No ano sessenta e cinco.
Estudei com muito afinco.
E com amor no coração,
Aprendi muita lição.
Encarei o meu destino.
E sem muito desatino,
Com espírito altaneiro.
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Rosário Pinto/ Bacabal/ Ma
11
O Cordel no grande Rio
Que foi também Guanabara.
Chegou em paus-de-arara,
De caminhão e navio.
Exposto ao sol e ao frio,
Ganhou espaço e destino.
Ao se tornar sudestino,
Traçou seu próprio roteiro.
AQUI NO RIO DE JANEIRO.
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Erinalda Vilanave/ Natal/Rn
12
A  Cultura Brasileira
Está bem enraizada
No Rio encontrou morada
Caminha na dianteira
Sua raiz estrangeira
Diversificou o tino
Vai cumprindo o seu destino
Criando novo roteiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO
Geraldo Aragão/Senhora da Glória/Se

13
Tem a Fonte da Saudade
Portela e Maracanã
O museu do Amanhã
Tem Bangu e Piedade
Do mundo a melhor cidade
O mar sempre cristalino
O velho fica menino
Tem o povo hospitaleiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Chico Salles/ Sousa/PB
14
Em toda esta região
Rica em história e cultura
Encontrou desenvoltura
A cultura da Nação,
Depois veio do Sertão
O folheto genuíno
Ampliando o seu destino
Aos olhos do mundo inteiro,
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Spalo Campelo/Campo Redondo/Rn
15
Fui pesquisar na memória
Encontrei todo sentido
De um mundo construído
No aconchego da glória
Antes de cantar vitória
Bem rápido fiz um hino
Com traço apurado e fino
Confesso que fui ligeiro
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Severino Honorato/Mulungu/Pb.
16
Se o ritmo do coco é
Alagoano, é também
De Pernambuco e tem
Na Bahia o axé
De todos santos e até
Bate ganzá pro divino,
No calango tira um fino.
E se o calango é mineiro,
AQUI NO RIO DE JANEIRO
MORA O CORDEL NORDESTINO.
Edmilson Santini/Águas Belas-Pe.
*
O Cordel nordestino no Rio de Janeiro.
O cordel que aportou na Bahia no baú dos colonizadores, no nordeste, encontrou terra fértil para se propagar. Ganhou novas feições e na mala do nordestino migrou para as grandes cidades.
Hoje somos muitos escrevendo Literatura de Cordel pelo Brasil afora.
A internet é um termômetro a nos indicar essa estatística.
Sempre me perguntam pelos nordestinos que escrevem cordel aqui no Rio de Janeiro.
Diante da pergunta reincidente, resolvi criar um mote, que nos remetesse ao tema, e convidar alguns cordelistas nordestinos, que atuam na Cidade Maravilhosa a participarem deste cordel coletivo.
 Aos poetas que atenderam minha solicitação, quero aqui agradecer a todos, em especial ao poeta e escritor, José Walter Pires, que gentilmente fez a apresentação deste cordel, por mim organizado.
Contatos: E-mail: dalinhaac@gmail.com tel: (21) 98225-0145
Dalinha Catunda idealizadora e coordenadora do cordel.
Rio de Janeiro, fevereiro de 2017.

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A ABLC NO VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS.


A ABLC NO VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS.
.
A ABLC Esteve no Espaço Cultural SABERES DO SERTÃO EM IPUEIRAS – CE, no Cantinho da Dalinha onde aconteceu o VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS.
O evento se deu em 25 de janeiro, marcando a grande confraternização entre as três agremiações, SPB, ACC, ABLC e poetas independentes.
A Academia Brasileira de Literatura de Cordel, representada, por Anilda Figueiredo, Dalinha Catunda, Dideus Sales, Lindicássia Nascimento e Tião Simpatia, cumpriu a sua missão propagando a literatura de cordel, através de seus poetas, para um número considerável de pessoas, que pelos aplausos recebidos encantaram- se com a literatura de cordel.
Dideus Sales recebeu das mãos do poeta/professor, Luiz Ademar Muniz, da cidade de Trapiá
a comenda ofertada a ABLC, que sempre se faz presente como detentora da Literatura de cordel – Bem registrado em setembro de 2018, no Livro das Formas de Expressão, como Bem de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, com esse registro cresce a responsabilidade do cordelista na divulgação desse nosso bem maior. O CORDEL.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC, promotora do Encontro.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Encontro, Poetas e Alpendre














ENCONTRO, POETAS E ALPENDRE
*
Uma casa, um alpendre,
Um rancho no interior,
Visita de bons amigos
Ocupando o armador
Um encontro nordestino
Com a bênção do divino
Nosso pai e criador.
*
O colorido das redes
Alegrando o ambiente
O zoada das conversas
Na voz de cada presente
Em meio a alacridade
Notícia e novidade
Vi todo mundo contente.
*
Cada um traz sua rede
Cada qual traz seu lençol
Deitam na boca da noite
E se levantam com sol
Curtindo a natureza
Apreciando a beleza
Que oferece o arrebol.
*
Esse encontro se repete
Pra minha felicidade
Celebramos a cultura
E também nossa amizade
Agradeço a interação
Aqui nesse meu sertão
Vocês deixaram saudade.
*
Versos de Dalinha Catunda
Fotos do Encontro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

SPB NO ENCONTRO NACIONAL DE CORDELISTAS EM IPUEIRAS


A Sociedade dos Poetas de Barbalha no VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS REALIZADO EM IPUEIRAS
 A Sociedade dos Poetas de Barbalha, que tem Lindicassia Nascimento como presidente, marcou presença com sua comitiva que fez bonito no evento.
Além de Lindicássia Nascimento, contamos com a presença de Sergio Pereira, Secretário da SPB e pela primeira vez esteve presente, o ator e Conselheiro Tutelar, Jerônimo Gonçalves que veio enriquecendo a comitiva.
 A presidente da SPB, recebeu o certificado de participação, das mãos de Sérgio Pereira, poeta e membro da diretória da SPB.
A entrega de comendas, reforça o intercâmbio entre as academias, que unidas vão se fortalecendo nesse mundo cultural.
Agradeço a SPB pela participação,
Dalinha Catunda – promotora do evento

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

DO VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS REALIZADO EM IPUEIRAS


DO VII ENCONTRO NACIONAL DE POETAS E CORDELISTAS REALIZADO EM IPUEIRAS
 Seguindo o roteiro do evento, no Teatro Saberes do Sertão, aconteceu a entrega dos certificados as três academias que participaram desse intercâmbio cultural.
Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC – Recebeu comenda, o Poeta Dideus Salles das mãos do professor e Poeta de Cordel Luiz Ademar Muniz.
Em seguida foi a vez de Anilda Figueiredo que é presidente da Academia dos Cordelistas do Crato – ACC, receber a comenda das Mãos do Secretário de Cultura, Neto Alves.
Lindicassia Nascimento, presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha – SPB, recebeu o certificado de participação, das mãos de Sérgio Pereira, poeta e membro da diretória da SPB.
Essa entrega de comendas, visa firmar essa interação entre as academias, assim vamos nos fortalecendo culturalmente e apoiando uns aos outros.
Agradeço a todos pela participação,
Dalinha Catunda – promotora do evento

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

VII Encontro Nacional de Cordelistas em Ipueiras


A todos que compareceram ao VII Encontro Nacional de Cordelistas em Ipueiras
*
Hoje venho agradecer
De todo meu coração
A todos que estiveram
No meu querido rincão
Prestigiando o encontro
Que já virou tradição
No Cantinho da Dalinha
No Saberes do Sertão
Na cidade de Ipueiras
Meu belo e sagrado chão
O evento foi um sucesso
Vocês foram a razão
Deixo aqui o meu abraço
Num gesto de gratidão.
*
Cad. 25 da ABLC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

VERSOS NO AR



VERSOS NO AR
*
Eu posso medir o pé
Palavras não meço não
No que escrevo boto fé
É forte minha oração
Faço versos a granel
A rima do meu cordel
Com inspiração pincelo
São versos que vestem saia
E que voam como arraia
Na liberdade que atrelo.
*
Versos e arte de Dalinha Catunda cad 25 da ABLC


domingo, 8 de dezembro de 2019

EXPOSIÇÃO DE JOTA RODRIGUES



EXPOSIÇÃO
 JOTA RODRIGUES O POETA DA VIDA ATREVIDA

A literatura de cordel vem ganhando espaço em lugares especiais, na cidade do Rio de Janeiro, os bons ventos começam a soprar após o cordel ser reconhecido como Patrimônio Imaterial e cultural do Brasil.  E eu, como cordelista e interessada nesse tema, fico feliz em aplaudir e divulgar essa nossa arte.
A Galeria Cândido Portinari, espaço admirável, comemora os 70 da UERG com a exposição de Jota Rodrigues, O Poeta da Vida Atrevida. Exposição essa, que teve a curadoria de Ricardo Gomes Lima e Ana Carolina.
 A exposição começou dia 5 de dezembro e se estenderá até 13 de fevereiro, vale a pena ver os vários aspectos da trajetória desse poeta nordestino que mesmo com todas as dificuldades não desistiu de propagar sua cultura em todos os lugares por onde passou.

Fotos enviadas por Ana Carolina.
Nota de Dalinha Catunda

terça-feira, 26 de novembro de 2019

CORDEL - BAIANAS DE ACARAJÉ


HOMENAGEM A BAIANA DE ACARAJÉ
1-DC
A Iansã peço licença
Para falar da Baiana
A que sempre se engalana
Pra fazer boa presença
E levar a sua crença
Pra rua e para o terreiro
Na cabeça um tabuleiro
E na caminhada a fé
Baiana do acarajé
Patrimônio Brasileiro.
2-RP
Acarajé? Iguaria!
Um bolinho de feijão
Bem vendido em profusão
Pelas ruas da Bahia
Dia e noite, noite e dia
Levados em tabuleiros
E vão deixando seus cheiros
Na passagem da Baiana
É de origem africana
E servido em terreiros.
3-DC
Segue-se um ritual
Tradição lá na Bahia
Na feitura da iguaria
Na receita original
Não é comida banal
É alimento sagrado
Que ao santo é ofertado
E na entrega da oferenda
A Baiana veste renda
Como manda o combinado.
4- RP
Bolinho de acarajé
Feito com camarão seco
Desfila por todo beco
Iguaria do Candomblé
Carrega sempre um axé
Na marca tem tradição
Ressaltado na canção
É da mulher um Ofício
Que sem qualquer sacrifício
Exercem essa função.
5-DC
As baianas atuantes
Com seus panos e colares
Chamam pra si os olhares
Com atraentes turbantes
Batas bem interessantes
Capricho na vestimenta
O interesse assim aumenta
Diante do oferecido
E o tabuleiro sortido
A freguesia alimenta.
6-RP
E no comércio ambulante
Negócio de pouca monta
Mas, é bom levar em conta.
Veio de terra distante.
Baiana segue adiante
É mulher que tudo enfrenta
Aqui ela representa
A viagem dos negreiros
Embarcados em veleiros
Numa viagem sangrenta.
7-DC
Hoje nas festas e feiras
Em festejo popular
Quem gosta vem se fartar
Na banca dessas guerreiras
Que trazem suas bandeiras
De geração a geração
Preservando a tradição
Deste fazer ancestral
Um Bem Imaterial
Cultural dessa nação.
8-RP
O traje dessa Baiana
Tem seda, tem fita e renda
Sustenta sua vivenda
E não é qualquer fulana
Dela a energia emana
Dos Saberes Culturais
Com a carga de seus ais
Percorre toda a cidade
Seguindo para a irmandade
Em busca dos ancestrais.
9-DC
Em sua concepção
Baiana do Acarajé
Mistura Ofício e Fé
E transforma em profissão
Trabalho e religião
É base do seu sustento
Da alma é alimento
Assim vai regendo a vida
No dia a dia da lida
Ganha empoderamento.
10-RP
Usa seu pano-da-costa
Tem no Livro dos Saberes
E também o dos Deveres
Representa uma proposta
Nele a Baiana recosta.
Pra melhor se apresentar
Do alaká tem que cuidar
Não pode ser enrolado
Mas pode ser bem bordado
Pra o Orixá agradar.
11- DC
Viva a mulher nordestina
Com o seu matriarcado
Que luta e acha mercado
E nessa saga agrestina
Vai delineando a sina
De quem sabe se manter
E cumprindo seu dever
Com a cara e a coragem
E jamais perde a viagem
Pois aprendeu a viver.
12-RP
Ela é bem respeitada
Como boa cozinheira
E na calçada a fileira
Para comprar a cocada
Tem da branca e da dourada
Entre os doces e o salgado
Vai deixando o seu recado
Sempre final do dia
Demonstra sua alegria
Apostando em seu legado.
13-DC
A luta não foi inglória
Não teve batalha em vão
A Baiana em ascensão
Hoje conta sua história
Salvaguardar a memória
Mais que obrigação é preito
E o IPHAN teve respeito
E acatou esse projeto
Que hoje já é concreto
O registro já foi feito.
14- RP
É um dia especial
O 25 de novembro
Vi escrito inda me lembro
Que o IPHAN deu seu aval
Patrimônio Nacional
Baiana de Acarajé
Que renovou sua fé
E comemorou com canto
Em homenagem ao santo
Em ritos de candomblé.
15-DC
Eu fiz minha louvação
Nas páginas desse cordel
Tentei cumprir meu papel
Nas linhas dessa oração
Pesquisei com atenção
E de maneira profunda
Pra que meu verso difunda
Das Baianas a cultura
Aqui deixo a assinatura
Eu sou: Dalinha Catunda!
16-RP
Encerrando este Tributo
minha participação
Me engajei de coração
Num preceito absoluto
Fiz valer cada minuto
Deste momento distinto
Aqui eu disse o que sinto
Sobre a saga da Baiana
E tudo que dela emana
E assino: Rosário Pinto!
*
Fim

Apresentação

Ofício das Baianas de Acarajé

O Ofício das Baianas de Acarajé foi registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo IPHAN no Livro dos Saberes em 2004. O Acarajé é uma iguaria de origem africana, feito de feijão fradinho, cebola, sal e frito no azeite de dendê. O Dia Nacional das Baianas de Acarajé tem como objetivo celebrar esse saber tradicional da cultura afro-brasileira e as Baianas, como detentoras desse bem imaterial registrado. Esse Cordel foi feito como uma homenagem para a data.

'Assessoria de Patrimônio Imaterial
IPHAN-RJ'
 Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com