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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comentário de Nelcimá de Morais Sobre a Ciranda.

Nelcimá de Morais
Para Dalinha e Rosário
Desculpas quero pedir
Não participei dessa roda
Algo veio me impedir
Viajei lá pro sertão
Não pude contribuir.

A ciranda ficou linda
Com grande participação
Os versos extraordinários
Exalaram a emoção
Dos poetas pros leitores
Que a leram com o coração.
*
Um grande beijo!
Texto e foto de Nelcimá de Marais Visite também:   www.cantinhodadalinha.blogspot.com     www.rosarioecordel.blogspot.com 
Van Gogh- O Velho  Homem Triste

Ainda resisto


Não entendo. A vida não pode ser só isso.
Eu me recuso a acreditar que é só isso.
Não... Por quê? Pra que?
Viver... Viver... E sonhar.
Sonhar um sonho vil e pequeno.
Não que eu queira viver eternamente.
Mas, bem que seria diferente
se ao invés da ilusão,
nós aprendêssemos o sentir da vida...
a alfazema do olhar,
o pulsar de mãos renhidas,
o doce frescor do lutar,
e o sorrir do amigo.
Já pensou se plantássemos ternura...
Qual seria o adubo do solo de nossas vidas?
Certamente, não seria desgosto, tristeza,
raiva, oportunismo, excesso atroz de ironia ,
pandemias, caos, inveja, desesperança,
fomecídio, falta de afeto.
Estou espantado!
É duro depois de tanto tempo
perceber que a vida é convulsão lazarenta
repleta de infortúnios e desgraças.
Se ao menos respirar não fosse tão cruel,
se o hoje já não fosse amanhã
e o amanhecer não fosse retrato do ontem.
Basta! Não quero desencantar ninguém.
Se possível gostaria de ser ação
ao invés de palavras,
rosto e não lágrimas.
Como é mesmo aquele verso de Bandeira?
“Que importa a paisagem,
a Glória, a baía, a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco”
É. Definitivamente,
estou convencido
que viver só vale a pena
pra quem sabe o sabor caviloso do resistir.
Escuta. Você pode me ouvir?
Ocupado. Desconfiei...
O apreço pode esperar.
O amor ao preço não.
E eu tão ingênuo,
esperava um único gesto de bondade,
Atenção, compaixão, silêncio...
Só. Solidão e pavor.
E o que fazer ?
Se a dor e o lavrador
da mentira
próspera e abastece o ignorar
de seres arrogantes
que se plenificam.
Como ter paciência?
Chega de Lenine,
não suporto mais fingir.
Não. Não pode ser...
A vida é só isso?
Mas, não virarei um cético.
Ainda resta o caminhar,
o prosseguir, o cavalgar do pólen das rosas
no velejar do vento.
Apesar da poeira no rosto,
da vista embaçada e dos pedregulhos...
Não serei eu quem puxará o gatilho.
Não. Não virarei protagonista
de mais uma cena
dessa sociedade espetaculosa
que sensacionaliza sentimentos
e se aprofunda em bestialidades impares.
Lamento. Estou cansado.
Insuportavelmente cansado.
Flébil neste impedernismo sem órbita
Onde vagabundear traduz-se
como se fosse bandidagem.
O viver é pior do que sobreviver,
Pois, os valores foram distorcidos
E a humanidade prega o bem
Mas enraíza a desigualdade.
Constrói templos e igrejas,
Mas pratica infanticídios
Propõe justiça e se lambuza em atos tiranizados,
Engessados pela mordaz forca da vaidade.
O homem se superou,
Atingiu o ápice e esqueceu o trivial,
O mais simples,
Deslembrou o vizinho e o
O lado verde da certeza
que fortalece,
Desamparou o encontrar da verdade
sem grosserias,
e concentrou sua busca
no desejo pífio e incólume
da paz pela paz.
Quem outrora protestava
Agora dinamita, amordaça
Ameaça aterrar o mar
Que propõem dignidade.
Mas...
Acredite... ainda resisto.

Cantando...

"Meu companheiro,
Que sai de casa e na vida cai
das cacetadas desses anos todos
eu fiquei mais velho
que meu velho pai"

(Razek Seravhat)
Recebi por e-mail de Augusto Cesar Tavares
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

BABADOS NO CORDEL


               BABADOS NO CORDEL
1
O cordel vestindo calça,
No Nordeste apareceu.
A mulher apaixonou-se
Tal paixão não escondeu.
E pegou logo o cinzel
Esculpindo seu cordel,
Belos versos escreveu.
2
Foi assim que floresceu,
Cordel de saia também.
A mulher faz seu cordel
Com a manha que já tem.
Incansável na labuta,
E naturalmente astuta,
Do homem não fica aquém.
3
É por querer competir,
E pensando em ser parceira
A mulher pega a estrada,
Sem ter medo da poeira.
Faz de igual para igual
A  peleja virtual
Na arte é aventureira.
4
O cordel já não é mais
O tal clube do Bolinha
Encarando as tais cuecas
Vejo um monte de calcinha
Tudo no mesmo varal
Sem balanço desleal
Enfrentando a mesma rinha.
5
Enquanto faz o café
E cozinha seu feijão
A mulher vai matutando
E criando a oração
E assim faz seu cordel
Passando para o papel
Pedaços de criação.
6
Às vezes deita na rede
E olhando a Luz do luar.
Cria versos tão bonitos,
Que chega a se admirar
Diante da inspiração,
Se entrega de coração,
Ao labor de versejar.
7
E de fuxico em fuxico,
A trama ganha teor.
No alinhavo dos versos,
Põe arremate de amor
Fazer versos é ofício
E sem muito sacrifício,
Tem como vício compor.
8
Entre um afazer e outro
Explode sua criação,
Tem sempre um novo babado
Em sua combinação
Põe a seda e bota chita
Sem nunca ficar aflita
Eleva sua construção.
9
A internet foi chegando
Causando revolução,
Abrindo para a mulher,
Um novo campo de ação
Morada da liberdade
E com versatilidade.
Mostra sua evolução.
10
Aprendeu bem a glosar
E para isso usa a mão,
E com os dedos faz arte
Chamada digitação.
Neste mundo virtual
Navegar é natural
Nas marolas da emoção.
11
Tira rima da cabeça
Para fazer o seu mote
Faz com a simplicidade
De quem tira água do pote
Nordestina e internauta
Caprichosa e não incauta
Versos tem é um magote.
12
Certo mesmo é que a mulher
Nessa sua concepção
Fica prenhe de palavras
Só vê uma solução,
A de parir a poesia
Buscando com alegria,
Ter nova penetração.

domingo, 10 de abril de 2011

Cirandando – Cordel velho & Cordel novo

CORDEL VELHO & CORDEL NOVO!
O cordel hoje está mais em foco do que nunca e precisamos aproveitar este momento. Na verdade, sempre estivemos caminhando, isto desde nossos idos tempos lá das arábias, Europa, América Latina e nós, no BRASIL. Aqui, ele ganhou fisionomia e carteira de identidade própria, etc... e tal... Há, realmente, muito que falar desse nosso favorito gênero literário, que acabou por influenciar todos os nossos mais ilustres literatos.
CORDEL DE SAIA leva a polêmica aos poetas. 
CORDEL - NOVO & VELHO

1
Tem nosso cordel escrito
Mais de cem anos de idade.
Dos primeiros rudimentos
Até a modernidade
Projeta-se no infinito,
Pois o cordel é escrito
Sem prazo de validade.
Gonçalo Ferreira da Silva
2
Velho cordel do passado
É o pai dos novos cordéis
Que hoje se apresentam
Em rebuscados painéis
Mas tem a cor do sertão
Estampando a evolução
Nos mais distintos pincéis.
Dalinha Catunda
3
O cordel bem feito é
Poesia sofisticada,
Que adensa o conhecer
Com a cultura aplicada.
Cheira qual fruta madura
Só comparado a ternura
Das flores da madrugada.
Pedro Monteiro
4
O cordel velho tem raiz
Nos romances medievais
Nas histórias sertanejas
Muito antes dos meus pais
O novo fala das ciências
Recheado de influências
Destas mídias digitais.
Ivamberto Albuquerque
5
Os antigos menestréis
Que vinham de Portugal
Exibiam seus folhetos
Pendurados no varal.
Ninguém imaginaria
Que fosse existir, um dia.
Até cordel virtual.
Marcos Mairton
6
O Cordel é atemporal
todo tempo é sua idade
velho ou novo é magistral
por sua diversidade:
nos mais variados temas
setilhas, outros esquemas
provam versatilidade.
Bastinha Job
7
O cordel velho foi escrito
com talento e galhardia,
rima, métrica, oração,
como exige a poesia,
num brilhantismo perfeito
pois tudo isso era feito
sem quase tecnologia.
Raul Poeta
8
Uma coisa neste mundo
ante a qual eu me comovo
são bons versos recitados
pelos poetas do povo,
uma rabeca tocando
o pobre cego cantando
Cordel velho & Cordel novo”.
Zealberto Costa
9
Cordel é sempre cordel
de agora ou de antigamente
fuxica tudo o que quer
da bancada ao repente
no papel ou no gogo
bem feito fica decente
Rosário Lustosa
10
Da "Donzela Teodora"
Ao "Pavão Misterioso",
Do "Linguajar Cearense"
Ao conto maravilhoso,
Cordel velho e cordel novo
São expressões de um povo
Alegre e laborioso.
 
Nezite Alenca
11
"Cordel Velho" e "Cordel Novo"
Não consigo dividir
Pois o que agrada ao povo
É o modo de transmitir
Tendo rima e oração
Fiel metrificação
Dá gosto ler e ouvir
.
Josenir Alves de Lacerda ok
12
A Rima metrificada
Do nosso velho Cordel
Regula o cordel novo
Quando passa pro papel
Avançamos pro futuro
Sendo ao passado fiel
William J. G. Pinto
13
Cordel não é rapadura
Transportada num bornal,
É um gênero literário
De um rico manancial
Que agrada a todo o povo;
Não é velho, nem é novo:
Cordel é atemporal.
Marco Haurélio
14
O cordel é característico
Na cultura popular,
Seja ele velho ou novo
Tem sua escrita singular.
Sempre retratando uma história
De decepção ou glória
De maneira bem peculiar
Jadson Xavier (Jatão)
 15
Chegando à modernidade,
O cordel virou “global”
Vem de muitos idos tempos,
Na TV é cabedal.
Está presente na tela:
Acompanhe a novela.
Lá tem papel virtual
Rosário Pinto
16
Para mim, Novo Cordel
Deve ser tradicional,
Mas ter bonito papel,
Capa com bom visual,
Que seja xilogravura
Ou qualquer outra figura
E, até, em policromia.
Uma ilustração decente,
Trabalha e condizente
Com o que o cordelista cria
Moreira de Acopiara
17
Cordel velho & Cordel novo
Vejam só que discussão
Se um pretende manter
Na forma, a mesma feição
O outro para ser eterno
Propõe um jeito moderno
Sem ferir a tradição
José Walter Pires
18
O cordel não tem idade,
É um anjo nordestino;
Na cidade e no sertão,
Segue avante em seu destino;
Cordel velho e cordel novo
Sempre na boca do povo:
Um espelho cristalino!
Antonio Barreto
19
A ciranda do cordel
Não para de circular
O chamado cordel velho
Vai cedendo seu lugar
Eis que surge o cordel novo
Vindo da boca do povo
Conquistando seu lugar.
 
Olegário Alfredo
Nota: Caros amigos poetas que fizeram remessa para a Ciranda: Cordel Velho e Cordel Novo. Peço desculpas pelos transtornos criados com as postagem, mas tive um problema com a máquina (queda de luz) e perdi algumas estrofes. Busquei recuperá-las, mas se cometi alguma omissão, peços desculpas e aguardo nova remessa. Obrigada, Rosário

sábado, 9 de abril de 2011

Entre nessa roda...

CORDEL VELHO & CORDEL NOVO! 
 
O cordel hoje está mais em foco do que nunca e precisamos aproveitar este momento. Na verdade, sempre estivemos caminhando, isto desde nossos idos tempos lá das arábias, Europa, América Latina e nós, no BRASIL. Aqui, ele ganhou fisionomia e carteira de identidade própria, Há, realmente, muito que falar desse nosso favorito gênero literário, que acabou por influenciar todos os nossos mais ilustres literatos.
CORDEL DE SAIA leva a polêmica aos poetas. Venha discutir conosco, em setilha ou outra modalidade.
Segunda-feira, dia 11 abril, faremos as postagens.
(Rosário Pinto)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dalinha Catunda Zealberto Costa e Rosário Pinto

OITO PÉS DE QUADRÃO

DALINHA CATUNDA
Quando pego meu cinzel
Para esculpir um cordel
Galopo feito um corcel,
Dispara a imaginação.
Sem dispensar a magia
Transbordando de alegria
Gravo minha poesia
Com grande satisfação.
*
ZEALBERTO COSTA
Também sou apaixonado
Por cordel cadenciado
Rimado e metrificado
Lá no fundo da cachola,
Debochado ou moralista
No livro do Cordelista
Na boca do repentista
Que nunca foi à escola.
*
ZEALBERTO COSTA
Já ouvi muitos duelos
De cantadores famosos
Repentistas fabulosos
Como os três irmãos Batista,
Grande Pinto do Monteiro,
Que cantavam a esperança
Vivem agora na lembrança
Do seu povo saudosista.
*
DALINHA CATUNDA
Ai como eu queria ver,
Ciscando em meu terreiro
Este Pinto do monteiro
Repentista genial,
Que muita gente encantou.
Dele ficou na verdade
Versos e muita saudade
Deste vate sem igual.
*
ZEALBERTO COSTA
Os melhores repentistas
Nasceram aqui neste chão
Comendo charque e feijão
Com rapadura e farinha,
Aprendendo de menino
Como se faz poesia
Tocando com maestria
Nas cordas da violinha.
*
Dalinha Catunda
Um repentista dos bons
Me faz sorrir e chorar
Me faz até gargalhar,
Conforme a situação.
Tocando sua viola,
Ou mesmo uma rabeca
Quando o dedo ele sapeca
Balança meu coração.
*
ZEALBERTO COSTA
Cantar num “pé-de-parede”,
Pinga pra “matar a sede”,
Dormir um sono na rede
São coisas do meu sertão.
Um violeiro cantando
O povo todo escutando
Ele só improvisando
Nos oito pés de quadrão.
*
Dalinha Catunda
Quando um violeiro canta
A minha alma se encanta,
Minha alegria, é tanta!
Que chego a me requebrar.
E danço xote e baião,
Arrasto meu pé no chão.
Nos oito pés de quadrão,
Sem vontade de parar.
*
 Rosário Pinto
Minha vida é no cordel
Ele é meu bacharel
E, quem paga o aluguel.
Ele é meu ganha-pão
Realizo meu trabalho
Se errar, pego o atalho,
Ou, então, me atrapalho
Nos oito pés a quadrão.

*
Amiga, eu também quero
Participar do lero-lero,
Na peleja sou sincero
Posso até me travesti,
Passar das saias pra calça
Sem topada, sem percalço,
Atravessar rio à balsa,
Mas, confesso que vivi. 


*
Zealberto / Maceió-AL/ Abril/2011.
Dalinha Catunda/ Rio de Janeiro-RJ
Rosário Pinto/Rio de Janeiro
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Foto: Dalinha Catunda

terça-feira, 5 de abril de 2011

O FIM DA PICADA

O Fim da Picada

Quem diria minha gente,
Eu nem posso acreditar,
A picada de um mosquito
Hoje é arma de matar
E a saúde decadente
Não consegue nos salvar.

Vejo famílias chorando
A morte de ente querido,
Que parte na flor da idade,
Não há nada mais sofrido.
O descaso contagioso
De morte nos deixa ferido.

Morrem adolescentes,
Criança, idoso e mulher.
A doença é uma praga,
É um salve-se quem puder,
E a culpa meu amigo,
Assumir ninguém não quer.

Nem São Jorge nem espada
Nos salvará nessa hora.
O negócio e ir à luta
De pressa e sem demora,
O caminho é a prevenção
Pra esse mal que apavora.

Não deixe pneu jogado,
Não jogue latas no chão.
Caixa d’água destampada,
Ajuda na proliferação.
Não deixe água parada,
Evite a contaminação.

Nas plantas de sua casa,
Tenha um cuidado maior.
Pondo areia nos pratos
Tudo ficará melhor
Desalojando o mosquito
O perigo é bem menor.

Não caia nos milagres
Da igreja universal.
O óleo santo oferecido
Jamais vai curar seu mal
Quando muito ele serve,
Pra lustrar cara de pau.

Se óleo santo servisse
Serviria água benta.
E a igreja católica
A receita não apresenta.
Por isso fique esperta.
A receita é ficar atenta.

Se sentir dor de cabeça,
E dor nas juntas também,
Mal-estar ânsia de vômito,
Não espere por ninguém,
Antes que a febre chegue,
Vá ao médico, pro seu bem.

Tome bastante liquido,
Que evita a desidratação
Na base do acetilsalicílico
Remédio não tome não,
Assim dizem os médicos,
Interfere na coagulação.

A população padece
A situação é dramática
Temos a hemorrágica,
Além da dengue clássica.
Precisamos com urgência
De uma medida drástica

Usar um repelente,
É uma boa medida.
Mas isso não quer dizer,
Que você está protegida.
É apenas um paliativo
A se usar nessa corrida.

Receba bem os guardas,
Que fazem a varredura,
Abra as janelas ao “fumacê”
No mosquito dê uma dura.
Ajude aos que combatem
Para evitar amargura.

Cuidar da nossa saúde,
É mais que obrigação.
Também devemos cobrar.
Aos que dirigem a nação.
Que nos devem casa, comida,
Saúde, segurança e educação.

A quem pertence o mosquito?
Não sei, nem quero saber.
Só sei que é o fim da picada,
Por causa dele morrer,
Sabendo que justas políticas,
Poderiam nos socorrer.

O aedes aegypti taí
Dengue não é natural.
Precisamos combater,
A picadura mortal,
E a picaretagem política
Que é nosso maior mal.
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Texto: Dalinha Catunda
Imagem retirada do: commons.wikimedia.org