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segunda-feira, 6 de junho de 2011

CICLO DE PALESTRA

CICLO DE PALESTRA
O presidente da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, dando continuidade ao ciclo de palestra sobre “Vertentes e Evoluções da Literatura de Cordel”, se apresentará nos dias 13 e 14 de junho, no SESC Rondônia em Porto Velho em duas concorridas apresentações.
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Foto e texto de Dalinha Catunda
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www.rosarioecordel.blogspot.com

Milho Colhido Verde


MILHO COLHIDO VERDE
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PEDRO MONTEIRO - Piauí
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O milho colhido verde
Tem o sabor sem igual!
Presente da natureza
No plantio do quintal,
Sara qualquer estressado,
É um voltar ao passado
Do jeito mais natural.
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DALINHA CATUNDA - Ceará
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O Milho colhido verde
Vira pamonha e canjica.
A mesa do sertanejo,
Com ele fica mais rica.
Sendo cozido ou assado
Alimentou meu passado
Boa saudade hoje fica.
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JADSON XAVIER (JATÃO)
Umarizal-RG
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O milho colhido verde
Dá um bolo sem igual.
Receita da minha avó,
Natural de Umarizal.
Hoje já falecida,
E de forma merecida
No reino celestial.

Imagem:dicasdecasablogspot.com
Versos de Pedro Monteiro e Dalinha Catunda
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domingo, 5 de junho de 2011

ABLC - Acadêmicos e Lançamentos


ABLC - ACADÊMICOS E LANÇAMENTOS
A ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, em sua plenária que acontecerá em 18 de junho de 2011, terá em sua pauta dois importantes momentos:
O Lançamento do livro: Um Sonho de Liberdade, do poeta de cordel, William J.G. Pinto, natural de Palmeira dos Índios, AL, radicado no Rio de Janeiro, membro da ABLC, ocupando a cadeira nº 14, que tem como patrono o poeta Pacato Cordeiro Manso.
E outros lançamentos de cordéis encabeçados pelo o poeta cordelista, mineiro, membro da ABLC, Olegário Alfredo, o mestre Gaio. Veja os detalhes no convite postado. Clique no convite para aumentar o tamanho.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

QUADRILHAS E QUADRILHAS


QUADRILHAS E QUADRILHAS

O Brasil está em festa,
É grande a animação.
É tempo de festas juninas
Diverte-se a população
É quadrilha pra todo lado
Neste país abençoado
Com ares de grande nação.

Eu danço em Caruaru,
Danço em Belém do Pará,
Danço no Boi de Parintins,
E me acabo no Ceará.
Eu só não danço em Brasília,
Por ter medo das quadrilhas
Que se organizam por lá.

Na quadrilha do senado,
Grande é a movimentação,
Nessa guerra de quadrilhas
Quem dança é a população.
Que assiste passo a passo.
O Brasil perder o compasso,
Nas mãos desta facção.
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Texto e foto de Dalinha Catunda
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Santo Antônio e o Castigo


SANTO ANTÔNIO E O CASTIGO
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Supliquei a Santo Antônio,

Rezei e pedi, por favor!

Ó meu santo casamenteiro

Não quero perder o pudor!

Mas a demora é tamanha,

E tenho uma sede medonha,

Arranje-me logo um amor!
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Mas o tal casamenteiro,

É um santinho do pau oco.

Eu peço o tempo inteiro

E ele se finge de mouco.

Se não passar essa agonia

Enfio o Santo na água fria

Pra ele ver o que é sufoco.
*
Cansei de fazer simpatia,

Cansei de velas e oração.

O santo só sai do castigo

Quando eu sair da solidão.

Por isso santinho querido

Arranje-me logo um marido,

Que aí eu lhe deixo de mão.
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Texto: Dalinha Catunda
Foto retirada do blog hippopotamo.blogspot
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terça-feira, 31 de maio de 2011

ANGÚSTIA

 Quero cuspir esta dor
Que me invade e assola
Sem saber pr’onde seguir
Porque nada me consola
Só pensamento canhesto
Nesta hora me arrola

CUSPIR A DOR
1
Peço perdão aos deuses
Por esta minha evocação
Tenho uma dor tão aguda
Dentro deste coração
Que ás vezes até penso
Não resistir à pressão
2
Com os olhos encharcados
O corpo feito em chaga
As pupilas dilatadas
E a alma espedaçada
Os rumos estão perdidos
E minha vida parada
3
Os amigos estimulam
Vencer esta depressão
Mas quem vive em agonia
Não enxerga a solução
É uma dor dilacerante
Que atormenta o coração
4
Sei que ainda vou sorrir
E conseguir ir adiante
Hoje, tudo está escuro
Mas é preciso ir avante
Chorar dia, noite e dia
Num soluçar constante
5
Sinto a vida decair
Equilibrar-se por um fio
Tão tènue, inverossimel
No olhar, só desafio
O cansaço me abate
Mas a vida, eu desafio
6
Andando de léu em léu
A vida eu vou levando
A tristeza invade a alma
E vou me conformando
Perdi toda a esperança
Nesta vida estou vagando
7
Desse frágil equilíbrio
Quisera sorrir, cantar
Mas o medo me apavora
Louca, não vou ficar
Se Deus não me esqueceu,
Ainda hei de me levantar
8
Há noites de grande insônia
Há um vazio tão profundo,
Que nada restabelece
A minha crença no mundo
Um sofrer silencioso
Carrega-me para o fundo
9
Fundo d’uma grande dor
Há muito tempo guardada
Sem gritar, alardear
Estou no chão colada
Desejo me soerguer
Não me sinto encorajada
10
O medo me espreitava
Lutei muito com a sorte
Ela só me açoitava
Sem oferecer suporte
Cheguei até a pensar
Que a saída seria a morte
11
Andei por plagas arenosas
Com luta em demasia
Almejando, certamente
Dias de mais calmaria
Aturdida, sem saber,
Se eu a conquistaria
12
Estou c’alma abalada
Misturando sentimentos
Mas, sofrer: é mesmo assim:
Pois se traduz em tormentos
Este poema “non sense”
Reflete meus sentimentos.
(Rosário Pinto)
Foto da autora
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

José Bernardo da Silva

Homenagem a José Bernardo da Silva

Acredito não ser possível falar de José Bernardo da Silva sem marcar a figura de Padre Cícero Romão Batista e sua unanimidades na cidade de Juazeiro do Norte (CE) e, em todo o Nordeste. Ir aos festejos do dia do romeiro em Juazeiro é algo absolutamente estarrecedor, nos tira o fôlego... nos deixa perplexos diante de um mito que permanece vivo na memória popular há mais de 100 anos, a figura do Padre Cícero Romão Batista (1844-1934).

A pesquisadora Rosilene Alves de Melo narra, em sua tese vencedora do 1º Prêmio no Concurso Sílvio Romero, 2003, intitulada Memórias impressas: trajetória da literatura de folhetos em Juazeiro do Norte, relata o nascimento e a prosperidade da Tipografia São Francisco, evidenciando a saga de um homem que de vendedor ambulante conquistou o patamar de um dos maiores editores de folhetos de cordel no Nordeste brasileiro.

Juazeiro do Norte permanece como um mito vivo até nossos dias, guiado pela imponente figura do pequenino homem, Cícero Romão Batista. As histórias que rondam a memória popular são fielmente descritas pelos poetas populares, artistas responsáveis, em grande parte, pela aura que envolveu os grandes acontecimentos da cidade. Poetas que empenharam seus talentos na permanência do conhecimento oral: o mistério do milagre da hóstia – o encontro do Padre Cícero com o sangue de Jesus, pela boca da beata Maria de Araújo; a passagem de Lampião, Virgulino Ferreira da Silva e seu bando de cangaceiros pela região (1926). Foram estes os assuntos mais “cantados” e publicados naquela ocasião.

Ao assumir a cadeira de José Bernardo da Silva – nascido em Palmeira dos Índios (AL), em 02 de novembro de 1901, patrono da Cadeira nº 18, da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC, poeta popular e um dos maiores editores de folhetos de cordel do Nordeste, cujo centenário de seu nascimento foi celebrado em 2001, o fiz com alguns receios, por não me acreditar poeta. Entretanto, me vali de citação do saudoso acadêmico Francisco Siva Nobre, que na página 81, vol. 5, da Antologia Brasileira de Literatura de Cordel, publicada pela ABLC, em 1998, consta a afirmação: