Dalinha Catunda estará em Palmas, TO, nos dias 30 e 31 de julho, para recital intitulado Sertaneja, Sim Senhor!. Será uma das saias em meio a tantas calças, representando a mulher poeta que, nos últimos tempos vem mostrando sua cara e publicando seus folhetos.
Poeta popular, natural de sua Ipueiras, CE, de onde tira toda inspiração, apresenta uma poesia leve e cheia de novidades. Ela, sempre irreverente e que transita com desenvoltura e tranquilidade no universo masculino da literatura de cordel e, navega do sertão ao contidiano da vida urbana com igual qualidade poética. Seus mais recentes folhetos: Apologia ao cordel e No reino animal, chegarão à FLIT, diretamente do forno gráfico, para a exposição que ali será exibida. Com temáticas de pesquisa histórica do cordel e lúdica de valor pedagógico, com rimas impecáveis. A realização de oficinas em escolas públicas a levou, de imediato, ao universo infantil e o seu paralelo mais fulgurante – o reino dos animais.
Dalinha nos mostra o que mais a caracteriza poeticamente – versatilidade na criação temática, na arte da composição, da rima e da estruturação das orações. Seus versos fluem, com o humor, que lhe é peculiar.
Maria Rosário Pinto
Rio de Janeiro, 2011.
BELA DAMA DO CERRADO
I
Palmas, linda capital
No centro desta nação
Totalmente programada
Assim foi tua construção
Muito bem arborizada
E vendo-a fico encantada
E até faço louvação.
II
És maior em Tocantins
Mimosa flor do cerrado,
Tão jovem e tão bonita
Bem segura em teu traçado
Olhando tuas palmeiras
Relembro minha Ipueiras
Que até hoje é meu condado.
III
A Palma do buriti
Que é farta no Jalapão
E também é encontrada
Pras bandas do meu sertão.
Bela dama do cerrado,
Neste encontro bem marcado
Roubaste meu coração
(Dalinha Catunda)
Rio de Janeiro, julho de 2011
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Nota: para adquirir folhetos de Dalinha Catunda, envie email para : cordeldesaia@gmail.com