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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mensagem de Fred Monteiro, Recife - PE

FRED MONTEIRO

PARABÉNS PRA DALINHA CATUNDA

Tou sabendo que Dalinha
já aniversariou
Vinte e oito de outubro,
sexta-feira que passou
Mas quem ganhou o presente,
foi aqui o seu criado
Um abraço de Dalinha
vale mais que ouro guardado
.
Tenho acompanhado a Dama,
de Ipueiras sertaneja
No Cantinho e no Cordel
de Saia que relampeja
feito a jóia em seu anel
banhada de prata e ouro
De uma poesia pura,
tirada do coração
Do seu mais fundo tesouro,
do seu baú de emoção
.
Então mando pra Dalinha
O abraço emocionado
De um admirador sincero
Um poeta encabulado
Um padre de  baixo clero
Dessa Igreja Afubanada
Que se tornou o reduto
Da Poesia Sagrada.
.
Foto e texto de Fred Monteiro

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Feliz aniversário, Dalinha


Falando de mulher

CORDEL DE SAIA realiza festa blogueira para o aniversário de Dalinha Catunda,  "poeta de musa cheia".






Hoje é dia de Dalinha
Mulher lá das Ipueiras
Forte, brava e valente
Iguala-se às cangaceiras
É poeta de valor
Com ela não tem besteiras
*
Hoje é seu aniversáro
No sertão daquelas bandas
Nas programações de rádio
Resolve várias demandas
Declamando os seus versos
Com suas métricas redondas
*
O seu verso é singular
Carregado de humor
Tira partido da vida
Lutando com destemor
O medo não lhe cai bem
Seu versejar tem amor.
(Rosário Pinto)
FELIZ ANIVERSÁRIO, Dalinha!

Recebemos do poeta Jatão Vaqueiro a participação nas comemorações blogueiras do aniversário de Dalinha Catunda. Obrigada, Jatão por nos prestigiar!


Querida amiga Dalinha
sertaneja por convicção
eis uma grande poetisa
versando com o coração
hoje é um dia especial
e eu aqui de Umarizal
te desejo paz e bênção 
*
Mulher de grande alegria
sabedoria e serenidade
cria aqui do nordeste
Ipueiras é sua cidade
cabocla do sertão
gente do meu coração
hoje com nova idade 
*
Parabéns Dalinha Catunda
mulher de grande expressão
tu eis destacada académica
e dos poetas expiração
do estado Ceará uma forte
e eu do Rio Grande do Norte
te admiro com devoção  *
(Parabéns: Jatão vaqueiro)
Veja mais:
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
http://rosarioecordel.blogspot.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rosa enjeitada - a mulher na poesia e na canção

Cabe um fado relembrar
Uma Rosa enjeitada!
A fadista, ouvi cantar
Rosa tão desventurada
De uma vida a chorar
O poema é baseado no fado "Rosa Enjeitada", com letra de José Galhardo e música de Raul Ferrão.
Rosa enjeitada
1
Na partida houve choro
O porquê não entendia
Pensava que brevemente
Para casa voltaria.
Estava determinado
O lugar pra onde iria
2
Não poderia voltar
E causar decepção
Todo aquele investimento
Doía em seu coração
Dormia sem entender
Questionava a razão
3
Chorava sempre escondida
Só pensava em voltar
Ninguém a compreendia:
“Nada tens a lamentar
Vais ter vida melhor!
Terás como estudar!”
4
Chegando a cidade grande
O susto foi bem maior
Um casal a esperava,
Desconhecido que só!
A rede ficou pra lá
E a vida lhe deu um nó
5
Percebeu a rejeição
Que havia no lugar
- Porque não um bebê?
- Para eu poder criar?
Ouvindo estas palavras
Escondia-se a chorar
6
Sua decepção foi grande.
Ela queria um bebê
Para chamá-la de mãe,
Quando fosse crescer!
Repetia a todo instante:
“- Mas eu queria um nenê”!
7
A menina que sofria
Sentia-se enjeitada
A culpa tomava-lhe a alma
Por não ser a desejada
Sofria quieta e solitária
Sentia-se desajustada
8
Depois de tantos abortos
Não mais pode engravidar
Seu corpo já tão cansado
Não mais podia pegar
A criança desejada
Foi obrigada a adotar
9
Apelou pro afilhado
Com uma prole numerosa
Vou ajudá-lo a criar
Uma criança mimosa
Mas aquela que lhe veio
Já tinha dez anos de rosa
10
Aquela menina alegre
Logo começou a mudar
Desdobrava-se em atenção
Buscando o amor despertar
Mágoas daquele casal
Não conseguiu suplantar
11
A solidão a roia
Sem poder manifestar
Os recados foram claros:
- Não vá aos tios preocupar
Tudo que fazia ali
Parecia não funcionar
12
Dia e noite, noite e dia
Tinha um medo pavoroso
A confusão era tanta
Tudo lhe era assombroso
Conflitos ali vividos
Sem um beijo carinhoso
13
O tempo assim foi passando
E à dor se consumando
A inapetência chegou
Uma anorexia brotando.
Os médicos diziam sempre:
- A criança: tá definhando...
14
Escondia-se nos estudos
Pra nunca decepcionar
Os pais que a haviam perdido
Pra viver em outro lar
Este lar não lhe supria
Queria mesmo voltar...
15
Ficou uma adulta tímida
Sempre com o medo a rondar
Sem saber para onde ia
Com a dor a escalar
Uma angústia tão profunda
Ela teve que ocultar
16
Teve casa e comida
Sem ter realmente um lar.
Pois sua felicidade,
Ficou lá em seu lugar.
Hoje chora relembrando
Seu berço familiar.
*
Rio, outubro de 2011 
Texto e foto : Rosário Pinto

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bento Raimundo e Dalinha Catunda


 BENTO RAIMUNDO E DALINHA CATUNDA
Mote do repentista Bento Raimundo

"Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando"

 Bento Raimundo
Quando eu encontro Dalinha
Eu canto já me inspirando,
Na sanfona ou na viola
Sou bom poeta cantando,
Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando.
*
Dalinha Catunda
Ouvindo Bento Raimundo,
Ouço e vou me encantando
No repente e na viola
Vejo o poeta tramando,
Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando.
 *
Rosário Pinto
Também quero palpitar
Falar d’ um amor chegando:
Veio com uma viola
Ele chegou abafando!
Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando.
*
Josenir Lacerda 
 D'um lado Bento Raimundo
A viola dedilhando
Do outro a nossa Dalinha
Faz versos insinuando
Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando
.
*
Dalinha Catunda
Rosário glosou bonito,
Josenir chegou rimando
Seguindo o barco de Bento,
Que só navega cantando
Um amor de quando em vez
Um verso de vez em quando.

Fotos de Dalinh Catunda
Versos: Bento Raimundo, Dalinha Catunda, Rosário Pinto, Josenir Lacerda

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cordel de Saia divulga link publicado no YOUTUBE e amplamente compartilhado no FACEBOOK. O assunto é : Vídeo da série Conhecendo Museus -  sobre o Museu de Folclore Edison Carneiro, do Rio de Janeiro (RJ).
Leve para sua sala de aula. Certamente, será de grande interesse para todos - professores e alunos.


CLIC NO LINK ABAIXO e FAÇA UMA VIAGEM MUSEOLÓGICA . Não esqueça de deixar seus comentários na janela especialmente aberta para você 
*
*
Consulte ainda:
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domingo, 9 de outubro de 2011

Concurso Cordel Contemporaneo - adiado

CORDEL DE SAIA  recebeu o informe abaixo e nos propomos a repassar a divulgação: face à greve nos serviços de correios o Concurso Cordel Contemporâneo sofreu adiamento. Lamentamos o fato, mas não desejamos prejudicar os concorrentes por motivos alheios à vontade de cada um.

Companheiros,
Precisamos disponibilizar este comunicado em todos os sites e blogs afins, para dar abrangência necossária ao fato. E isto deve ser feito o mais rápido possível.
Transcrevo abaixo, o texto que enviamos para todos sobre o adiamento do evento. Pedimos compreensão e divulgação:

Prezados,
Vimos aqui informar a todos, a decisão conjunta das Instituições: FUNDARPE, ABLC e ACLC, em adiar para os dias 28 e 29 de outubro, a programação original dos eventos evidenciados acima, devido principalmente a atual greve dos CORREIOS, pois inumeros Concorrentes do Concurso de Litratura de Cordel, de todo Brasil não tinham confirmados a entrega da suas inscrições.
Assim solictamos a todos os envolvidos e colaboradores em promover e divulgação esta notícia, que trará desencontros para alguns, mais certamente será mais justa para todos.
As programações serão as mesmas, conforme releases em anexos, transferendo-seapenas as datas. A divulgação dos inscritos classificados será feita no p´rximo dia 20.
Direção Cultural - ABLC.
Chico Salles.
Nota de responsabilidade do Diretor Cultural da ABLC

Acompanhe as novidades do Cordel de Saia
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

BENVINDA FERREIRINHA AMADOR

Dia das crianças felinas
*
 Tenho uma filha linda
Daquelas bem carinhosa
Gosta de pique-esconde
É também muito charmosa
Gosta de morder papai
É também muito dengosa

Ela ama o papai
Ele diz: te viro em oito
Ela corre esbaforida
Ele não é tão afoito
E isto só lhe distrai
Mas acaba em biscoito

Temendo pela corrida
Entre beijo e lambida
Papai é um Samurai!!!
Ela é desinibida
Deita sempre aos seus pés
Dolente e embevecida

Ela sempre está presente
O nome dela Benvinda
Sua mãe é carinhosa
Nunca fica na berlinda
Papai é um pensador
Na casa sou a mais linda 
*
(Versos para a Benvinda Ferreirinha Amador, minha filha)
Texto e foto: Rosário Pinto
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