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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Jornal da CNT divulga literatura de cordel

Cordel de Saia divulga programação do Canal GNT. O telejornal da emissora abriu no dia, 16/01/2012, espaço para a divulgação da literatura de cordel no Rio de Janeiro.
  • Percorreu o Campo de São Bento, em Niterói, e entrevistou o poeta João Batista Melo, que ali sedia a venda de seus folhetos;
  • Deslocou-se para a Feira de São Cristóvão, onde colheu entrevista do poeta William J. G. Pinto, com sua forte temática social.;
  • Conversou ainda com o pesquisador Fernando Assumpção, responsável, pela maioria do projetos implementados pela Academia Brasileira de Literatura de cordel. Fernando, falou sobre o viés da modernidade, contemporaneidade e as interfaces da literatura de cordel com outras culturas populares.;
  • O Jornal visitou a Academia Brasileira de Literatura de Cordel para mostrar o rico acervo que dignifica sua existência, com a participação dos poeta: presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Victor Alvin (Lobissomem) e Chico Salles.
É sempre oportuno obtermos mídias informativas desse universo único, que é a literatura de cordel. PARABÉNS aos poetas e Fernando Assumpção pela conquista do espaço.

Confira também o site da ABLC, que se moderniza a cada dia::
www.ablc.com.br

domingo, 15 de janeiro de 2012

TÁ SECO OU TÁ CHUVENDO?

TÁ SECO OU TÁ CHUVENDO?

*

No sudeste tanta chuva

Causando devastação.

Enquanto no Ceará,

Não cai um pingo no chão

Para aguar o terreiro,

Que até parece um braseiro

Quando se pisa no chão

*

Diga-me caro poeta

Que vive a observar

Como tem andado o tempo

Em seu canto, em seu lugar.

Mande-me o seu recado

Em prosa ou versejado

Porém queira me informar.

*

Texto e foto de Dalinha Catunda

Recado de Rosário Pinto

Rosário PintoJan 17, 2012 07:13 AM
Cara amiga,
O caos das secas ou das enchentes é geral em todo o país. Não temos polítcas públicas que favoreçam as mínimas condições de saneamento básico e de prevenção às intempéries da natura. Ela exece o seu papela há milenios, alternando sol X chuva X calor X frio e temperança. Este último item deveria ser o pleito das autoridades públicas, a quem os cidadão já casaram de recorrer...

O que posso dizer?
Neste Rio de Janeiro
Quando chove gera medo
Nas chuva de ano inteiro
Nosso povo fica aflito
A chuva gera conflito
É sempre um aguaceiro
*
Moradores de encostas
Nunca tem o seu sossego
A família ameaçada
Exercita o desapego
Vivendo em aflição
Com o descaso da Nação
Vivem eterno escorrego
(Rosário Pinto)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PALMADAS, PROCESSO E LEI

Meus sobrinhos: e mãe: Taigo, Neide e Bruno
Acreditam que levaram umas cipoadas nas pernocas, quando moleque?
*
Os filhos de seu Hugo Pinto, como eu, foram educados numa época em que “palmada de mãe e pés de galinha", nunca molestaram, traumatizaram ou geraram ódios em seu filhos. A educação requer regras de civilidade e conduta social e familiar. Nossa educação tinha direitos e deveres. E quando fugíamos... não havia como escapar daquelas “palmada de amor”. Nossos filhos nos pedem limites e se não os oferecermos, se sentirão abandonados, negligenciados, entregues aos seus tenros e imaturos conceitos de responsabilidade e respeito; e, quem sabe à própria sorte.

Excelente e oportunos os seus versos de Dalinha Catunda. Nenhum de nós é favorável à violência contra qualquer criança e especialmente a nossas. Mas nos dias de hoje está difícil criar os filhos. Há uma interferência desnecessária do poder público. Por que não legislarem em favor de qualidade na educação pública, investir em educação de base - aquele que aprendemos aos 4, cinco aninhos em que pai, mãe, avós e qualquer familiar deve ser respeitado e respeito. Segundo o dito popular: "o costume de casa vai à rua". Vamos lá parlamento!!!, legislem menos em causa próprio em mais em causa pública. Aposto que acertarão e serão bem recebido. Afinal, nos brasileiros, somos generosos e desejamos uma sociedade mais justa, com igualdade social e sem termos de nos imiscuir na educação familiar. 
"Mão de mãe, nem pés de galinha nunca mataram suas crias", nem formaram filhos agressivos e sem limites. 

ALERTA VERMELHO:
QUANDO OS PAIS NÃO EDUCAM COM AMOR, O MUNDO O FAZ COM ÓDIO e RANÇO!


PALMADAS DE MÃE

Não tem lei e nem juiz

Em minha jurisdição
Que me impeça de agir
Conforme minha decisão.
Sendo no caso, palmadas.
Elas serão aplicadas
Como forma de lição.

Já criei dois filhos machos

No carão e na palmada.
Quando eu não era ouvida
Minha mão era escutada,
E garanto que deu certo
Tenho meus filhos por perto
E por eles sou amada.

Dos meus pais eu apanhei

O intuito era a correção.
Era menina levada
Carente de educação.
Mas apesar dos meus ais
Eu adoro os meus pais,
Rancor eu não guardo não.

A criança tem direitos,

E tem deveres também,
Não deve ser maltratada
Mas ter limites convém
Para repassar valores,
Não devemos ter pudores,
Nem a lei dizer amém.

Que venha primeiro a palavra,

Com ela venha o sermão,
Mas caso não tenha jeito,
O jeito é usar a mão
E recorrer à palmada,
Que hoje é renegada,
E outrora foi solução.

Foi assim que eu fui criada,

Assim meus filhos criei,
A lei por mim aplicada
Foi dos meus pais que herdei.
Aprendi a ter limite
Quando a palmada, acredite!
Era o processo e a lei.
(Dalinha Catunda)

Muito tem-se falado da Lei da Palmada, que prevê punições a pais que batem em seus filhos, O texto sujeita os pais infratores a penas sócio educativas e até ao afastamento dos filhos. Esta lei foi aprovada, por unanimidade, na  Câmara dos Deputados (14/12).
Como pai que sou jamais bati nos meus filhos, encontrei outra forma de puni-los, sem o castigo físico, portanto não darei minha opinião pessoal, mas encontrei um trabalho da poeta Dalinha Catunda (foto), “Palmadas, Processo e Lei” que em sés estrofes deixa bem claro a linha de pensamento a maioria dos pais brasileiros e mostra que essa Lei nada mais é que uma demagogia barata.
PALMADAS, PROCESSO E LEI

domingo, 8 de janeiro de 2012

Literatura de cordel brasileira viaja para a Europa


CLIK no link e acompanhe todos os temas debatidos.


Realizado nos dias 6 e 7 de outubro de 2011, na cidade de Poitiers, França, com a participação de pesquisadores da França, Portugal e Brasil, com a finalidade de discutir a cultura popular pelo viés da literatura de cordel.  Tive a honra de oferecer algumas informações ao professor Carlos Nogueira, da Universidade Nova de Lisboa/IELT, para seu trabalho Nature et environnement dans le Cordel, segue na referência: 
Carlos Nogueira, Universidade Nova de Lisboa/IELT, Nature et environnement dans le Cordel .
O elo com nossos poetas, me permitiu orientar para os trabalho realizados, o nome do poeta Marcos Maírto, do http://mundocordel.blogspot.com/ que como já me noticiou  o poeta, seus folhetos foram de absoluto e merecido sucesso. Amplamente referenciado o título: Uma Aventura na Amazônia, publicado pela Editora IMEPH e com Ilustrações de Rafael Limaverde.
Marcos Maírton é dos mais aguerridos defensores das tradições da oralidade, sem contudo perder "o olho" do grande viés da contemporaneidade. Foi citado como: "exemplo de poesia que é popular - porque próxima do povo - mantendo, por outro lado, o compromisso com o português padrão escrito, característica que, ainda segundo Carlos Nogueira, "não diminui a oralidade do texto, nem afecta a ligação do autor à família dos poetas populares brasileiros, de que ele é reconhecidamente herdeiro".
PARABÉNS !!! ao Evento e a Marcos Maírton que lá nos representou!

Viste http://mundocordel.blogspot.com/ e obtenha mais detalhes.
Assim que receber a publicação decorrente do evento, Cordel de Saia fará ampla divulgação.
*
Texto Rosário Pinto, extraído -  

Mundo Cordel mundocordel.blogspot.com/


Fique ligado:
http://rosarioecordel.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cordel de Saia traz Marly Balthazar


Cordel de Saia traz a poeta Marly Balthazar que com sua sensibilidade constantemente nos relata em versos a mulher e suas profissões. Hoje, postamos o poema Cordel no Rio. Marly vai nos oferecendo um passeio pela cidade repleta de bela arquitetura e de grande riqueza cultural, não esquecendo das interfaces da literatura de cordel com os movimentos culturais do Rio de Janeiro.
 
CORDEL NO RIO DE JANEIRO

I
O Cordel, com as histórias,
Do cangaço e do sertão,
Vem alcançando as cidades,
Despertando a atenção.
Folhetos distribuídos,
Cuidam na divulgação.
II
Na feira de São Cristóvão,
A tradição nordestina.
Encontro de conterrâneos
Onde o Cordel predomina.
A sanfona no forró,
Aos dançarinos anima.
III
Diversidade nos temas,
Mais leitores conquistou
Despertando o interesse,
Novas histórias lançou.
Com fatos do cotidiano,
Do povo se aproximou.
IV
Vem galgando a cada dia,
Um espaço merecido,
Com o interesse da mídia
Ainda mais difundido,
Como tema de novela,
Tem sido bem acolhido.
V
Agora, imaginem só!
Numa festa popular,
Como é o carnaval
Enredo se transformar
E, na cadência do samba,
Suas origens contar.
VI
Assim, graças ao Salgueiro
Por sua escolha feliz,
No tema da sua escola,
Mostrar do Cordel a raiz,
Com versos, com harmonia,
Em deslumbrante matiz.
VII
Levar pra Sapucai,
Entre luzes e alegria,
A literatura simples
Com sua graça e magia,
Um Cordel carnavalesco
Envolto em fantasia.
VIII
Junto aos brilhos e cores,
Em noite de carnaval,
Mostrar a literatura
De forma original,
Emprestar sua cultura,
À festa monumental. 
*
(Marly Balthazar)
2011
*
Nota: Rosário Pinto
Venha nos vistar  e saber das novidades

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MOREIRA DE ACOPIARA E SEU MULHERÃO

Rosário Pinto, Moreira de Acopiara e Dalinha Catunda

MOREIRA D ACOPIARA E SEU MULHERÃO
Moreira de Acopiara, poeta e cordelista bem atuante na literatura de cordel, membro da ABLC, faz parte da Caravana do Cordel, está sempre viajando, ministrando palestras, oficinas e encantando os amantes da cultura popular com suas declamações.
Hoje Moreira de Acopiara chega ao Cordel de Saia nos trazendo seu “MULHERÃO”  que eu faço questão de apresentar aos leitores deste blog, desfrutem!
Mulherão
Moreira de Acopiara

Peça a um homem da sua geração
Que descreva o que é um mulherão,
Que por certo ele afirme sem ressábios:
“Mulherão deve ter seios graúdos,
Empinado bumbum, lábio carnudos
E um sorriso bonito nesses lábios.

Deve ter um e oitenta de altura,
Pernas grossas, ser fina de cintura,
Possuir olhos claros, mãos de fada.
Deve usar uns decotes generosos,
Saias curtas, ter dedos buliçosos
E gostar de curtir a madrugada”.

Mulherão desse tipo é coisa rara.
Porém, quando puder, pergunte para
Qualquer outra mulher, que, com razão
Ela vai refletir, se precaver,
E com voz de princesa responder
Com clareza o que é um mulherão:

“Mulherão é mulher sendo menina.
E você não encontra em toda esquina,
Mas tem muitas e muitas por aí.
Mulherão é aquela que, sem medo,
Vai à luta até tarde, acorda cedo,
E descasca qualquer abacaxi.

Mulherão é aquela que trabalha,
Vai de ônibus e volta, mas não ralha,
Mesmo quando o cansaço lhe consome.
Quando enfim acha um jeito de voltar
Topa um tanque de roupas pra lavar
E uma prole sentindo muita fome.

Mulherão é aquela que, tranquila,
Passa horas e horas num fila
Garantindo a matrícula das crianças.
E é aquela senhora aposentada
Que apesar de ser mal remunerada
Não se entrega nem perde as esperanças.

Mulherão é a jovem secretária
Que tão bem assessora a empresária,
E só falta morrer quando se engana.
Numa empresa precisa trabalhar,
E a família tem que administrar
Todos os sete dias da semana.

Mulherão se depila, se maquia,
Se penteia pra ir à padaria,
Passa cremes, caminha e se perfuma.
Usa salto, usa meia-calça, malha,
Faz dietas, e quando se atrapalha
Até sofre, mas diz: Errou? Assuma!

Mulherão leva os filhos para a escola,
Pro balé, natação, jogo de bola,
Vai buscar, bota a janta e diz que ama.
E se acaso algum deles cai doente
A coitada não dorme e, impaciente,
Fica de sentinela ao pé da cama.

Mulherão faz serviços voluntários,
Leciona, tem gestos solidários,
Quando sente um efeito estuda a causa,
Planta, colhe, opera e apascenta,
Corta o pão, dá receitas e inda enfrenta
Menstruação, TPM e menopausa.

Mulherão quando vê o seu marido
Fatigado, com o corpo dolorido,
Coça os pés, faz massagem e tira a dor.
Sabe sempre onde cada coisa está,
E é com muito capricho que se dá
No momento sublime do amor”.

Lumas, Brunas, Luanas, Feiticeiras,
Carlas, Sheilas... São lindas brasileiras,
Detentoras de graça e simpatia.
Mas, mulher de verdade, mulherão,
Imponente em qualquer situação
É quem mata um leão a cada dia.
*
Este poema de Moreira de Acopiara faz parte do livro: O Sertão é meu lugar e poderá ser adquirido através do e-mail: m.acopiara@uol.com.br


referência bibliográfica do livro:

Acopiara, Moreira de. O sertão é meu lugar. São Paulo: Duna Dueto, 2011.

Foto e notas: Dalinha Catunda
Versos: Moreira de Acopiara

domingo, 1 de janeiro de 2012

CORDEL DE SAIA 2012

Rosário Pinto e Dalinha Catunda

FELIZ 2012 AOS AMIGOS, COLABORADORES E SIMPATIZANTES DO BLOG CORDEL DE SAIA.

CORDEL DE SAIA 2012


É mais um ano que chega,

Com ele um clima bacana
Cordel de saia com asas
Vai rodar sua baiana,
Fazer grande movimento
Este é meu pensamento
E ele nunca me engana.
*
Teremos nossas cirandas,
Agregando mais poetas.
E versos sobre mulheres
Já constam em nossas metas.
A cultura popular
Vai ver saia levantar
Neste cordel de atletas.
*
 Amigos, chegou a parceira Rosário Pinto  para animar ainda mais o ano que entra. 


Intenções para 2012.

Dando continuidade
Ao convite de Dalinha.
Chego agora, neste instante,
Para dar minha palhinha.
O convite está feito
Deixe aqui o seu ACEITO!
Grande vate, aqui se alinha.
*
2012 chegando,
Cordel de Saia inicia,
Um ano de muitas festas
E de muita alegria.
Convidando as mulheres,
A meter suas colheres,
Trazendo sua poesia.
*
Abrindo porta e janela
Recebendo neste espaço
O poeta e a poeta,
Sempre com um forte abraço.
Vates de grande valor,
Venha para o calor,
Se deixe cair no laço.
*
É laço de poesia,
De cultura popular.
Neste espaço virtual
Muitas saias vão rodar,
Espalhando nossos versos,
Muitos deles controversos,
Para a todos deleitar.
(Rosário Pinto)




Texto e foto de Dalinha Catunda
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