Seguidores

segunda-feira, 11 de março de 2013

AS MULHERES DO CORDEL

Williana Brito

 Williana Brito
Comer um fruto docinho
Tirado do pé na hora
Poder contemplar a aurora
Ver o mato bem verdinho
Ver mãe ninando o filhinho
Entoando uma canção
Irmão abraçando irmão
Num jardim cheio de flor
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
*
Williana Brito Matos é membro da Academia dos Cordelistas do Crato e ocupa a cadeira 14, cujo patrono é Juvenal Galeno. Nasceu no Crato, é filha de Seu Alcides (in memorian) e Dona Evinha, esposa de Hercio e mãe de Felipe. Docente do IFCE campus Crato, utiliza o cordel como ferramenta importante no processo de construção do conhecimento. Tem na avó, Dona Pequena, a referência de mulher forte e doce, meiga e verdadeira, terna e altaneira, a um só tempo. Fincou raiz na terrinha onde enterrou o umbigo, de onde só sai para estudar e sempre retorna, cheinha de saudade. Contatos: socorro.crato @gmail.com

quinta-feira, 7 de março de 2013

AS MULHERES DO CORDEL

Josenir Lacerda


Graças a Deus, a mulher
Reconheceu seu espaço
Porém conserva o abraço
Daquele que bem lhe quer
Faz com garbo o seu mister
Com talento, o seu papel
No universo do cordel
Conquistou prestígio e fama
Produz do jeito que ama
Apaixonada e fiel.
Josenir Alves de Lacerda- Crato-Ceará

Natural de Crato – Ceará, onde reside, filha de José João Alves e Auzenir Amorim da Franca Alves, artesã, funcionária da Teleceará, aposentada. Co-fundadora da Academia dos Cordelistas do Crato, cadeira nº 03 patrono Enéas Duarte e membro da Academia de Literatura de Cordel – ABLC, cadeira  nº 37. Patrono José Soares ( O Poeta Reporter)

Tem cerca de 80 trabalhos publicados, destacando-se “O Linguajar Cearense,” “De volta ao Passado” e “Amedicina no cangaço”

AS MULHERES DO CORDEL

Anilda Figueiredo

Homem tem nó no pescoço

Mulher tem dengo e tem manha

Tem respeito e não apanha

E quando agarra no osso

Pode ser idoso ou moço

Tá difícil de soltar

Os dois se dana a rimar

Cada um no seu papel

Se tem mulher no cordel

Você tem que respeitar.

Anilda Figueirêdo –Crato CE
*

Anilda Figueiredo é natural da cidade de Crato, aposentada do Banco do Brasil, professora de Literatura Brasileira e Literatura Popular,  Autora de  cordéis editados pela ACC - Academia dos Cordelistas do Crato, onde ocupa a cadeira Nº07. E atualmente é presidente da ACC

quarta-feira, 6 de março de 2013

MULHERES DO CORDEL

CORDEL DE SAIA dedica esta primeira semana de março à mulher. Solicitamos às amigas(os) poetas que deixem nos comentários suas homenagens ou as enviem para o e-mail cordeldesaia@gmail.com. A poeta Creusa Meira nos deixou seu talentoso depoimento. Leia abaixo as primeiras estrofes e clic no link para ler mais.
Pretendemos congregar o maior número possível de mulheres poetas.

MULHERES NA LUTA
EM VERSOS DE CORDEL

As mulheres brasileiras
Trazem em sua história,
Passagens inesquecíveis
De luta intensa e notória,
Como a conquista do voto
Num tempo pouco remoto,
Em seu momento de glória.
*
Esta e outras vitórias,
Exigiram sacrifícios
De mulheres aguerridas
Na luta, desde o início,
Conquistando o respeito,
Garantindo o direito
Às leis e seus benefícios.
*
Uma batalha difícil
Até a atualidade,
Mulheres ainda buscam
O lugar na sociedade;
A sua força emana
Da luta cotidiana
Por espaço e dignidade.
*

Creusa Meira – Salvador – Bahia
Poeta de cordel, natural de Dom Basílio (BA), residente em Salvador. Apaixonou-se pela literatura de cordel, após contato com a poesia de Patativa do Assaré e os escritos de seu Pai Né Meira (bandolinista), que escreveu Diários e ABCs em sextilhas e os esqueceu entre papéis guardados. Com o advento do Cordel na internet participou de um festival de versos virtuais e um concurso de Cordel.

AS MULHERES DO CORDEL

Rosário Pinto


Patativa do Assaré,

Nos contou toda a verdade:

Foi Mãe Preta quem cantou,

Cantigas da oralidade.

Histórias da tradição,

Guardadas no coração,

Por toda a posteridade

(Rosário Pinto – Maranhão /Rio de Janeiro)

Rosário Pinto – Maranhão/Rio de Janeiro

Pesquisadora e responsável pela Cordelteca – Memória da literatura de cordel, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP. Natural de Bacabal, MA, mas desde criança radicada no Rio de Janeiro. Faz suas primeiras incursões do campo da poesia, já publicou Fuxico de Mulher, uma peleja virtual, em parceria com Dalinha Catunda.