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terça-feira, 11 de junho de 2013

SAUDADES DE NAMORIDO


SAUDADES DE NAMORIDO

Amigo tenho saudades
Daqueles poucos momentos
Logo que nos conhecemos
Despertou meus sentimentos
Um desejo tão intenso
Que às vezes até penso
Que voltarão num momento

Meu amigo, que saudades!
Das tardes de fantasia
Que sei não esqueceremos
Encheram-me de energia
Cavalgada graciosa
De aventura amorosa
Vivendo em sintonia

Guardada bem na memória
Aquela louca paixão
Tardes de muito prazer
Mas, sem perder a razão
Naquela lida infinita
Nunca pensar em desdita
Fez vibrar o coração

Ficarão bem na lembrança
Guardadas no coração
Tardes de muito amor
D’uma súbita paixão
Equilibrar-se por um fio
Sentir n’alma calafrio
Aquele louco tremor
Mas sem perder a razão
(Rosário Pinto)

ABLC E A LOJA NA FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO

Dalinha Catunda, Gonçalo Ferreira e Erinalda
ABLC TEM LOJA NA FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO
A ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel tendo um espaço propício na Feira de São Cristóvão para exposição e venda de cordel, de posse deste espaço fez uma parceria com Erinalda Villenave que vem gerenciando a loja com muita competência.
Muitos dos integrantes da ABLC têm deixado seus cordéis em consignação e aprovado o gerenciamento de Erinalda, que presta contas religiosamente com cada cordelista à proporção que vai vendendo os produtos sob sua responsabilidade.
O nome da loja é Redondilha, fica na Feira de São Cristóvão, Centro de Tradições Nordestinas, a famosa Feira dos Paraíbas. A entrada para o pavilhão é pelo lado que tem a imagem do Padre Cícero. Endereço, Rua Ceará S1- 22/23.
Além de vender, cordéis, livros, xilogravuras, cds, dvds, camisetas, Erinalda trabalha também com artesanatos e produtos do Rio de Janeiro.
O contato de Erinalda é: naldaville@yahoo.com.br o telefone será repassado após o primeiro contato.
Texto de Dalinha Catunda, foto do acervo de Erinalda.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SEMPRE NAMORADOS

SEMPRE NAMORADOS
*
Em seu olhar insistente,
Um olhar apaixonado.
Na sua mão estendida
Um buquê era ofertado
Um beijo apenas na mão
Balançou meu coração
Que ficou enamorado.
*
Não noivamos, nem casamos,
Nem teve papel passado
Porém chegaram os filhos
E o elo foi confirmado.
Vivo assim a minha vida
Sendo eu sua querida
E você meu namorado.
*
Sempre sou surpreendida,
Com sua dedicação.
A cada atitude sua,
Transbordo de emoção
Ser sua namorada
É esta minha estrada,
Ordenou meu coração.
*
Xilo de Jota Borges
Versos de Dalinha Catunda

domingo, 9 de junho de 2013

Cordel de Guaipuan Vieira

    ADAGIÁRIO NO CORDEL 
HOMENAGEM A LEONARDO MOTA

O folclore é arte, é vida
Conjunto das tradições,
Das crendices e das lendas,
De um país, suas gerações;
São adágios e provérbios,
O ninar e entre canções.


O folclore está presente
Em tudo que é popular,
Esse termo William Thoms
Em Londres fez registrar
Para os anais da história
De seu povo e seu lugar.

No Brasil, Leonardo Mota,
Com grande dedicação,
Percorreu o país inteiro
E fez toda anotação
Dos adágios brasileiros,
Registro em primeira mão.

Para o doutor folclorista
Eu presto minha homenagem,
Neste folheto de feira,
Que também é reportagem.
Já foi jornal do sertão
E preserva sua bagagem.

Pois vovó sempre falava,
Nesse doutor folclorista,
Que em certa ocasião
Foi-lhe fazer entrevista,
Em Currais no Piauí,
Na fazenda Boa vista.

As histórias bem contadas,
Na minha rima eu percorro,
Conforme vovó falava
Pra papai e mãe Socorro:
“Mais vale um cachorro amigo
Do que um amigo cachorro.”

Ela pitando o cachimbo,
Os adágios nos dizia:
“Cachorro que acua alma
Não é boa freguesia
É como mulher que trai
O marido à luz do dia.”
Pois dizia haver três coisas
Que não podem consertar:
“Cachorro que pega bode,
Mulher que passa a errar,
E o homem que é mentiroso
Não se deve confiar”.

E com sua linguagem farta
Da boa expressão popular,
Quando algo era mal feito,
Sempre tinha o que falar:
“O costume do cachimbo
Que faz a boca entortar”.

Há coisas que, nem agouro,
Dizia ela, que atormenta:
“É se ter um mal vizinho,
Que nem o diabo aguenta.
Uma casa com cupim,
Ou então mulher briguenta.”

E continuava a prosa
Com aquela sua perfeição:
“Dizia que há ciência
Pra pegar boi e ladrão:
Pelo chocalho do outro,
Sabe a sua posição.”

À noitinha ela rezava
Tendo o terço em sua mão,
Ao seu lado a filharada,
Juntos faziam o refrão,
Mas antes de nos benzer
Tinha uma forte oração

“Deus te livre de sezão,
Tosse braba ou catapora;
Do sarampo e coqueluche
Que o vento trás lá de fora
E da queda de espinhela,
Dor perversa que demora”.

“Deus te livre de caxumba,
Da sífilis nem pensar,
Barriga d’água ou gastrite,
Nó na tripa ou calazar;
Do maldito reumatismo
Que faz o cristão penar”.

Depois da reza dizia:
“Só assim Deus nos defende
Dos males que há na vida
Que, pelo mundo, se estende.
Dormimos pra acordar cedo,
Quem mais vive mais aprende”.

Quando o sol, por trás da serra,
Deslumbrava a linda aurora,
Acordava a filharada,
Dizendo já está na hora:
“Quem precisa é quem se estira,
Quem não quer é quem demora”


(Folheto com 8 Páginas,31 estrofes)
Autor: Guaipuan Vieira. Membro da Academia 
Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC,
Cadeira de número 19, Patrono: Leonardo Mota.
ACESSE:
   Texto postado originalmente no:

terça-feira, 4 de junho de 2013

VINTE E CINCO ANOS DE ABLC

ANTOLOGIA - 25 ANOS DE ABLC
A ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, foi fundada no dia 7 de setembro de 1988, fará portanto, 25 anos de existência em setembro de 2013.
Diante de uma data tão expressiva não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem a esta entidade cultural que tem contribuído de maneira aguerrida na difusão e promoção do cordel.
Eu acho que agora, cabe a cada um de nós honrarmos como devemos nossa cadeira na ABLC. E como poderíamos fazer isto? Participando da antologia sobre os 25 anos da nossa Academia.
Poderão participar da Antologia da ABLC, além do colegiado da casa, Beneméritos e poetas convidados.
Cada página do livro custará 100,00 ao participante que poderá participar com quantas estrofes quiser, na modalidade que desejar. Os textos poderão também ser em prosa.
Os textos deverão ser entregues no mais tardar até 15 de outubro.
O pagamento deverá ser feito na entrega dos textos, diretamente ao presidente Gonçalo Ferreira, ou depositado na conta da ABLC, enviando a cópia do boleto por e-mail.
Nº da Conta: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 3223-9 - CONTA POUPANÇA (OP 22) – Nº 59-2.
Informações sobre a história da ABLC no seu site: www.ablc.com.br
Informações sobre a antologia com o presidente da ABLC - Gonçalo Ferreira da Silva
No e-mail: ablc@ablc.com.br ou nos telefones: (21) 2232-4801 da ABLC – (21) 2221-1077 de casa.
Cordialmente,
Dalinha Catunda

segunda-feira, 3 de junho de 2013

APELO A SANTO ANTÔNIO


APELO A SANTO ANTÔNIO
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Meu Santo de Portugal,
Meu Santo Antônio de Pádua,
Arranje-me um matrimônio
Pois essa luta é árdua.
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Fiz mais de mil simpatias,
Confesso que foi em vão,
Mas segue desocupado,
Um lado do meu colchão.
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Eu nem fui tão exigente,
Nessa reivindicação.
Só queria encontrar
Um pacato cidadão.
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Que fosse pouco rodado,
É claro que eu gostaria.
E se o motor funcionar
Nem ligo pra lataria.
.
Se só pegar no arranco,
Não tem importância não,
Estou até dispensando
A boa conservação.
.
O meu caso é de urgência,
Muita urgência, sim senhor.
Interceda junto a Deus
Meu santinho, por favor!

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Texto de Dalinha Catunda

Foto retirada do blog hippopotamo.blogspot