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quinta-feira, 13 de maio de 2021

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA PORQUE ME PONHO A SONHAR


 

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

 

É retiro, é solidão,

Quanta dor, quanto desgosto?

O pranto molha-me o rosto,

Ó meu Deus, quanta aflição!

Me benzo, faço oração,

Às vezes chego a chorar

Porém volto a me animar

Em meio a tanta incerteza:

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA,

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

Mote e glosa: Dalinha Catunda

*

Minha mente dando um nó

Perdida sem ter ninguém

Num constante vai e vem

Cada vez estou mais só

De mim mesma tenho dó

Em sonhos eu fui buscar

Nada irá me derrubar

Mesmo contra a correnteza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce Esteves

*

Ai de nós não fosse o sonho

Pra trazer a utopia

Mascarar a pandemia,

Esse padecer medonho

Tudo incerto que suponho

Só a fé vai ajudar,

No bom Deus depositar

O fim pra tanta crueza:

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

MOTE DE Dalinha Catunda

GLOSA DE Bastinha Job

*

Dias difíceis, nublado

Sentindo angústia no peito

Os dilemas têm efeito

Me deixa triste e calado

Eu passo por mal bocado

Mais tento me controlar

Sinto a lágrima rolar

Mas não me entrego a fraqueza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

MOTE, Dalinha Catunda

Glosa Jairo Vasconcelos.

 *

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

Nessa vida de tormento

De morte na pandemia

Um sorriso sem alegria

Exaltando sofrimento

Só reclusão e lamento

Faz sofrer o meu penar

Sem sair pra passear

Nesse tempo de incerteza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA,

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Joabnascimento

*

Arranjei forte parceiro

Que me deixa numa boa

Se é de sofrer à toa

Crio uma razão ligeiro

Um motivo prazenteiro

Por exemplo versejar

Aí me pego a cantar

As coisas da natureza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

Mote: Dalinha Catunda

Glosa :rivamoura Teixeira

*

Nos podres porões eternos

Corre sangue de criança

Uma verdadeira matança

Destes Herodes modernos

Saidos lá dos infernos

Sabem bem se disfarçar:

Mãe, polícia militar,

Agindo com malvadeza!

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR!

Fabiana Vieira

 *

Tem gente na terapia

E nós dois no apartamento

Só o assobio do vento

Traz um pouco de alegria

Pois a tal de pandemia

Chegou foi para matar

Muitos sonhos e apagar

Da vida tanta beleza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR!

Glosa: Vânia Freitas

Mote: Dalinha Catunda

*

Quem vive tem esperança

Porque viver vale a pena

Ninguém quer sair de cena

Mas a vida às vezes cansa

Recua, às vezes avança

E eu sigo o seu caminhar

Tenho tanto a lamentar

Mas a vida tem beleza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA,

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

Glosa: Creusa Meira

Mote Dalinha Catunda

*

Os riscos são perigosos

Exige de nós coragem

Está vivo é vantagem

Nestes dias tenebrosos

Cada vez mais ociosos

Desejamos os superar

Esperança é acreditar

Eis a nossa fortaleza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

Glosa: Francisco De Assis Sousa

Mote Dalinha Catunda

 *

Eu canto pra distrair

Disfarçando minha dor

Neste mundo sem amor

Eu vivo a insistir

Que algo bom possa vir

E este quadro mudar

O remédio é esperar

Mesmo não tendo certeza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

Mote Dalinha Catunda

Glosa Araquém Vasconcelos

 *

Mergulhada na saudade

O sorriso me disfarça

Forçado, já não tem graça

Em busca da liberdade

Á Deus peço piedade

Que alivie o meu penar

E as lágrimas possam cessar

E me devolva a fortaleza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR.

GlosaLindicássia Nascimento,

Mote Dalinha Catunda

*

Hoje estou trancafiado

Por causa da pandemia

Feito peba que de dia

Passa o tempo emburacado

Só não tô mais imprensado

Porque peguei a cavar

Um suspiro pra enxergar

Uma luz na profundeza

SÓ NÃO ME MATA A TRISTEZA

PORQUE ME PONHO A SONHAR

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Giovanni Arruda

 *

E eu me dou por sulfar

Em nuvens e correnteza

"Só não me mata a tristeza

Porque me ponho a sonhar"!

Estrofe: Ésio Rafael

 

E sonhando vou segundo

não dou alento a solidão.

Não sei tocar tocar violão.

Pra que se tenho tua mão,

que me acaricia, me guia.

E com essa certeza

só não me mata a tristeza

porque tenho a quem AMAR.

Estrofe:João Antonio Crisóstomo

*

 Xilo de Carlos Henrique

Roda de glosas coordenada por Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

 

 

sábado, 8 de maio de 2021

UM FILHO É COISA SAGRADA MÃE MORRE PRA PROTEGER

.

*

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

1

A mãe vira onça ferina

Pra defender sua cria,

E clama a virgem Maria,

Pela proteção divina.

Uma mãe que desatina,

Não briga pra defender,

Filho não merece ter!

É uma mãe desalmada:

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote e glosa de Dalinha Catunda

2

Mãe ê uma instituição

Onde se projeta a vida

Quem tem sua mãe querida

Dê a ela atenção

Abra o seu coração

Procure reconhecer

Todo o seu bem querer

Não a despreze por nada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Araquém Vasconcelos

3

Minha mãe se foi tão cedo,

Fiquei sem o seu carinho,

Sem ela, o meu caminho

Perdeu-se em seu enredo

De tudo eu tinha medo,

Consegui sobreviver

Sem abraço a me acolher

Que orfandade malvada:

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote Dalinha Catunda

Glosa Bastinha Job

4

Mãe é uma flor do jardim

Que nunca perde o perfume

Do filho sente ciúme

Mesmo ele sendo ruim

Mamãe é o amor sem fim

Não deixa o filho sofrer

No frio quer aquecer

Quando precisa ela agrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MAE MORRE PRA PROTEGER

Mote, Dalinha Catunda .

Glosa Jairo Vasconcelos...

5

Mãe é uma escudeira

Garantindo proteção

Seu peito traz armação

Pois, assim se faz guerreira

Tem armas e faz trincheira

Seu varão vem defender

Vai à luta por prazer

Não se sente ameaçada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce Esteves.

 6

Amor de mãe não se mede

Por ser fora do limite

Por isto não se admite

Duvidar pois não procede

Pra defender intercede

Pense num amor de ser

Seu carinho é pra valer

Sua vida é consagrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote de Dalinha Catunda

Glosa; rivamoura teixeira

 7

O amor é incondicional

A ternura é sem limite

Ela jamais admite

Que ninguém o faça mal

Da forma mais natural

Seu instinto é defender

Não queira pagar pra ver

Qualquer uma indignada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda.

Glosa: F. de Assis Sousa

 8

O maior amor do mundo

É aquele que recebemos

De nossas mães e sabemos

Que este amor é tão fecundo

Se tornando mais profundo

Por nada em troca querer

Mãe é um ser que faz valer

O amor a sua cria amada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Glosa - Vânia Freitas

Mote - Dalinha Catunda*

9

Tem mãe que os sonhos enterra

Gestante adolescente

Abandonada e doente

Pela justiça da Terra

Vive no meio da guerra

Procura sobreviver

Pra ver o filhinho vencer

É feroz onça pintada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa Fabiana Viera

Mote Dalinha Catunda

10

 Há tanta dor pra sentir

Pranto para derramar

Mãe que vai pra não voltar

Mãe que vê filho partir

Filho sem mãe, sem porvir

Sem o colo pra aquecer

Filho na creche morrer

Chacina na madrugada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa Creusa Meira

Mote Dalinha Catunda

 11

Para viver bem a vida

Carecemos de um teto

Pão, carinho, colo, afeto

Sopro na nossa ferida

Música na despedida

Amor que nos faz vencer

Caminhos pra percorrer

Mil abraços na chegada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Paola Tôrres

 12

Chacina, ódio e desgraça

Eu vi na televisão

Uma grande comoção

Tristeza que despedaça

Tiros na rua e na praça

Sangue humano a escorrer

Ver tanta gente morrer

Estendido na calçada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote Dalinha Catunda

Glosa Paola Tôrres

 13

Nossa mãe vive na lida.

Não tem dia, não tem hora

E desde o romper da aurora

Ela segue na corrida:

Fazer o bolo e a comida.

E para o filho atender,

Trabalha para prover.

À noite chega cansada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

(Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Rosário Pinto)

14

Mesmo distante é presente

Nunca foge da batalha

Derruba qualquer muralha

Quando a dor do filho sente

Pois é dela a semente

Que Deus a fez conceber

Não se deixa emudecer

Até quando não é chamada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Silvinha França

 15

Do seu ventre uma semente

Ressurgiu com muito amor

Superando todo dor

A mãe o abraça contente

Num cenário comovente

O seu olhar vem dizer

Você é meu bem querer

Para toda minha jornada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Glosa: Joabnascimento

Mote: Dalinha Catunda

16

Quando uma Mãe se consome

Pro Filho satisfazer

Ela deixa de comer

Mas do Filho mata fome

Tudo faz pelo seu nome

Também pra lhe socorrer

Não importa o padecer

Nem que seja massacrada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Pedro Sampaio

17

Uma mãe que é ciente

Que seu filho é maltratado

Morreu por não ser cuidado

Não posso chamar de gente

Não passa de uma serpente

É cobra! posso dizer,

Em vida vai padecer

Jamais será perdoada

UM FILHO É COISA SAGRADA

MÃE MORRE PRA PROTEGER

Mote e glosa de Dalinha Catunda

 

 Obrigada a todos os poetas e poetisas, que espontaneamente, ajudaram-me   a prestar essa homenagem a todas as mães.

Roda de glosa coordenada por Dalinha Catunda cad, 25 da ABLC dalinhaac@gmail.com

 

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

AS CIRANDEIRAS DO CORDEL DO CARIRI, EFETIVAS



                       
                                                                        

AS CIRANDEIRAS DO CORDEL DO CARIRI,

O grupo As Cirandeiras do Cordel do Cariri, que tem como  madrinha a Mestre Bastinha job,

recebeu a sigla ACC, pois desde o começo foi criado para ser incorporado a Academia dos Cordelistas do Crato, de início seria somente As Cirandeiras do Cordel, mas para ficar mais abrangente acrescentamos, Carirí, ao título.

O grupo é composto por um conjunto de poetisas, cordelistas, professoras e contadoras de história. Foi idealizado e fundado por Dalinha Catunda, tendo o compromisso de divulgar o cordel, através de suas apresentações e de repassar conhecimentos e tradições as novas gerações. Todas as participantes são integrantes da ACC, que abraça, apoia e assume o grupo como parte essencial da Morada da Poesia.

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CIRANDEIRAS EFETIVAS

Dalinha - idealizadora e fundadora

Anilda Figueiredo - conselheira

Chica Emídio - coordenadora

Fabiana Vieira - sec. de eventos

Lindicássia Nascimento - sec. divulgação

Denize Primo - equipe de produção

Fátima Correia. - equipe produção

Fátima Prado - equipe produção

*

Nota do grupo: As  Cirandeiras do cordel do Carirí.


domingo, 2 de maio de 2021

ESSE MEU JARDIM FLORIDO É CACIMBA DE SAUDADE


 

ESSE MEU JARDIM FLORIDO

É CACIMBA DE SAUDADE

1

Quando rego minhas flores,

Desperto a recordação,

Que mora em meu coração.

 Entre suspiro e rumores,

 Evoco antigos amores,

E choro a fugacidade,

Do que foi felicidade,

Porém hoje é fenecido...

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

2

Recordo nós dois juntinhos

Debaixo do pé de ipê

Era só eu mais você

Numa sombra sem espinhos

Seguindo os mesmos caminhos

Vivendo a mesma verdade

E mesmo na tenra idade

O tempo não foi perdido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

3

Quando chega a primavera

Eu puxo pela memoria

Cada flor é uma história

Pra quem viveu de quimera

Então digo: quem me dera

Com toda sinceridade

Viver com intensidade

Tudo de bom já vivido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

4

Debaixo duma latada

Era o cravo era a rosa

Era um verso era uma prosa

Numa conversa animada

Era a mais bela jornada

Em meio a simplicidade

Era amor era amizade

Era a flecha do cupido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

5

Recordar é reviver

Diz o dito popular

Por isso vivo a lembrar

Sem pensar em esquecer

O que senti florescer

Em tempos de liberdade

Na mente é prioridade

Não é sonho adormecido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

6

Das flores do meu jardim

Só de lembrar sinto o cheiro

São flores do meu canteiro

É cheiro que não tem fim

Só por isso eu canto assim

Com gosto e vivacidade

Seguindo a minha vontade

Nesse mote repetido:

ESSE MEU JARDIM FLORIDO,

É CACIMBA DE SAUDADE!

*

Mote e glosas de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com