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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A FESTA DE 42 ANOS DA BARRACA DA CHIQUITA


A FESTA DE 42 ANOS DA BARRACA DA CHIQUITA

Hoje quero agradecer, minha conterrânea, Chiquita, por fazer parte do seu grupo de amigos.

Quero agradecer também pelo convite, para participar da festa de 42 anos, da BARRACA DA CHIQUITA.

Para a grande festa de sua Barraca fui recrutada para fazer um cordel, marcando a importante data e uma boneca de pano. Fiquei feliz com o resultado e Chiquita também.

Minha grande alegria é que a capa do cordel, A BARRACA DA CHIQUITA 42 ANOS, é do grande J. Borges.

Parabéns para Chiquita grande representante nordestina no Rio de Janeiro.

Dalinha Catunda cad 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

 

RECEBENDO CORDÉIS DE IVONETE


OBRIGADA IVONETE CORDELISTA

*

Querida amiga, Ivonete

Recebi sua coleção,

Já guardei os de Rosário

Pra entregar na sua mão

Fiquei bastante contente

Adorei o seu presente

Meu abraço e gratidão.

*

Versos e fotos de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

“Não tira o terço da mão Mas vive de falsidade.”


 

*

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

Mote de Dalinha Catunda

*

Se fazendo de devota

Diz que a Deus é submissa

Vai novena, assiste a missa,

Mas tudo isso é lorota

Pois quem a conhece nota

Que ela finge de verdade

Não existe santidade

É só dissimulação:

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

Dalinha Catunda

*

Vai ver ela vai rezar

Pedindo forças pra Deus

Dirigir os passos seus

Para o outro atropelar,

Vai Jesus crucificar

Nossa Senhora deixar

Sofrer outra atrocidade,

Via - crucis da maldade

Mentiras em profusão:

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

 Bastinha Job

*

Não se vive só de orar

Já falava são João

Pois orar sem uma ação

Torna o humano vulgar

Quem vive só de falar

Não faz de Deus a vontade

Temos toda a liberdade,

Pra não sermos mal cristão

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

 Jairo Vasconcelos.

*

Eu não vou julgar ninguém

Muito menos pedra jogar

No telhado pra rachar

A alma bruta de alguém

Mas também não digo amém

A má personalidade

Mas tem gente de verdade

Que vive falsa oração

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

 Vânia Freitas

*

Gente que vive na igreja

Só para olhar os fiéis

Com pensamentos cruéis

Vive só de ora veja.

Nada de um cristão almeja,

Nem tampouco a cristandade.

Vai longe da realidade,

Sem de sonho ter noção.

“Não tira o terço da mão,

Mas vive de falsidade.”

Marcos Medeiros.

*

Reza o terço faz novena

Não pode nem ver cerveja

Vive dentro duma igreja

Mas isto não vale apena

Já sai feito uma hiena

Fazendo perversidade

Sai falando da irmandade

De tio, de irmã, irmão.

“Não tira o terço da mão

Mas vive com falsidade.”

Marcos Silva

*

Ela vai pro culto orar

Mas é só uma enrolada

Pois já fica na calçada

Na intenção de paquerar

Também gosta de espiar

A fofoca na cidade

Diz ser pura castidade

Só faço observação

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

Rivamoura Teixeira

 *

Publica muita oração,

tem inveja da vizinha,

curte a roupa bem justinha

de um tal padre bonitão...

Sua nobreza e ostentação,

valentia e santidade

é a metade da metade!

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

Fabiana Gomes Vieira.

*

Na casa paroquial

Ao padre bonito adula

E lança um olhar de gula

Se ele for escultural

Calça justa sensual

Aí aumenta a vontade

A beata na verdade.,

Naquela fornicação

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

Bastinha Job

*

Só senta se for na frente

É a primeira a rezar

De joelhos no altar

Faz gestos de penitente

Na missa, diariamente,

Põe o véu da santidade

Mas o que quer na verdade

É dar-se ao sacristão

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade.”

 Giovanni Arruda

*

Eu sei que Justo, Deus é

A calça do padre é mais

Me abano e peço meus sais

E chego a pecar até

Sou uma mulher de fé

Digo com sinceridade

Mas diante de tal beldade…

Eu pequei e ouvi sermão:

“Não tira o terço da mão

Mas vive de falsidade!”

*

Dalinha Catunda

 

Glosando na Rede com Dalinha, é uma roda de glosas coordenada por Dalinha Catunda. Será divulgada em outros espaços nas redes sociais.

Mote de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

 

domingo, 12 de dezembro de 2021

DALINHA CATUNDA E HUMBERTO PAZ E POR FALAR EM SERTÃO



 DALINHA CATUNDA E HUMBERTO PAZ

E POR FALAR EM SERTÃO

*

Confesso sou retirante

Mas adoro o meu rincão

As festas da padroeira

Os festejos de São João

Distante do meu lugar

Não quero sempre ficar

Nem só ter recordação.

Dalinha Catunda

*

Adoro mais meu sertão,

Quanto mais florido fica.

E cantado em verso e prosa

Por quem o dignifica,

Me dá um desejo imenso

De correr pra lá. Só penso

No cuscuz e na canjica.

Humberto Paz

*

Minha saudade triplica

É no tempo da invernada,

Comer meu cuscuz com leite,

Me empanturrar com coalhada.

Banhos de chuva tomar,

Ir pro rio tibungar,

Junto com a molecada.

Dalinha Catunda

*

O canto da passarada,

Banho de rio e açude,

Leite mugido e gemada

Eu tomei enquanto pude.

Pra não morrer de saudade,

Imploro por caridade:

Papai do céu, me ajude!

Humberto Paz

*

Enquanto eu tiver saúde,

Meu rancho nas Ipueiras,

Eu não vou deixar de ouvir,

O som das carnaubeiras.

O vento se faz presente,

Em cada palma virente,

Movimentando as palmeiras.

Dalinha Catunda

*

Na sombra das ingazeiras

Deixei minha doce infância.

Corri pelo mundo afora,

Indo e seguindo, na ânsia

De um dia me firmar,

Pra depois poder voltar,

Mas só aumenta a distância.

Humberto paz

*

Quando estou em minha estância

Parece que estou no céu

Quando chego na porteira

Zoada faz o tetéu

Passando no meu terreiro

Me cumprimenta o vaqueiro

Me acenando com chapéu.

Dalinha Catunda

*

Quem tem na mão o pincel

Que pinta as cores da vida,

Quem canta sua terra e deixa

A cena mais colorida,

Quem ama o sertão merece

As graças de uma prece

À Mãe do Céu dirigida.

Humberto Paz

*

Eu fico toda enxerida

Pra falar do meu sertão

Vou retirando palavras

De dentro do coração

Nessa minha ladainha

Vou fazendo louvaminha

No percurso da oração.

Dalinha Catunda

*

Pra visitar meu torrão

Topo qualquer desafio.

Também não meço distância.

Vou correndo a mais de mil.

Toco no rumo de lá.

Só precisa alguém falar

Para acender o pavio.

Humberto Paz

*

Com meu linguajar macio,

Com seu canto nordestino,

Nós fomos trocando versos,

Sem cometer desatino.

Esse canto sertanejo,

É fruto do nosso desejo,

Com muito gosto eu assino.

Dalinha Catunda

*

Aprendi desde menino,

Nas sagradas escrituras,

Que amar é tudo de bom.

Entre a cozinha e a costura,

Mamãe com gestos suaves.

Vou guardar a sete chaves,

Esta sua assinatura.

Humberto Paz

*

Versos e fotos de:

Dalinha Catunda e Humberto Paz 

dalinhaac@gmail.com

sábado, 11 de dezembro de 2021

PODE CHEIRAR MEU TABACO ELE É FEITO DE IMBURANA!

GLOSANDO NA REDE COM DALINHA

 

PODE CHEIRAR MEU TABACO

ELE É FEITO DE IMBURANA!

Mote de Dalinha Catunda

*

Foi para sobreviver

Que a Ana mulher sem ócio

Abriu seu próprio negócio

Sem falatório temer

E se alguém quiser meter

A Língua no que faz Ana

A vendedora se dana

E dá pro cliente um naco:

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana!”

*

Com seu negócio montado

Outra coisa ela não quer

Pois negócio de mulher

Sempre dá bom resultado

Já que o seu tem prosperado

Contratou logo sua mana

E a dupla toda semana

Faz zoada no barraco:

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana!”

Dalinha Catunda

*

Meu tabaco é guardado

Naquele chifrim de boi

Nosso Patativa foi

Que deixou esse legado

Rapé acondicionado

Que cura a gripe tirana

A pleura fica bacana

Do nariz, limpa o buraco:

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana!”

 Bastinha Job

*

Cada doido tem mania

Meu cunhado tem a dele

De cheirar o tabaco ele

Se deu mal um certo dia

Foi falar mal pra Maria

Do tabaco de dona Ana

Que virou uma taturana

Deixando o homem um caco

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana.”

 Vânia Freitas

*

E a Ana se insinua

Em dizer que seu tabaco

Nem é forte nem é fraco

É no ponto que atua

Seja vestida ou nua

O seu cheiro não engana

Vai de semana em semana

Ela diz cheira seu fraco

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana!”

Rivamoura Teixeira

*

Eu tive uma vizinha

Que para viver no mundo

Precisou usar o fundo

Da poupança e da caixinha

Mas se ela adivinha

Que cheiroca dava grana

Ia sem bater pestana

Pegar besta em ponto fraco

“Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana!”

 Giovanni Arruda

*

Só quem nasceu no sertão,

sabe e pode destrinchar

o que é sofrer, suportar,

a penúria e a condição

de extrair do seco chão

o pouco que dele emana,

pra manter a vida humana,

sem o estigma do fraco.

“Já cheirei muito tabaco,

mas, me falta o de imburana.”

David Ferreira

*

Desse jeito é cheiroso

Assim como você diz!

Vou abusar do nariz

Feito um sujeito teimoso

Não é cru e é gostoso

O torradinho de Ana

Sua vozinha puritana

Acertou meu ponto fraco

Pode cheirar meu tabaco

Ele é feito de imburana.

Francisco de Assis Sousa

*

Mote de Dainha Catunda

Xilo de Erivaldo Ferreira

*

Glosando na Rede com Dalinha, é uma roda de glosas coordenada por Dalinha Catunda. 

dalinhaac@gmail.com

 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

BASTINHA E DALINHA NO QUADRÃO


 

BASTINHA E DALINHA NO QUADRÃO

*

Eu gostei desse quadrão

As cordas do coração

Vibraram de emoção

Num tique-taque ligeiro

Que bela modalidade

Cheia de expressividade

Fiquei pasma de verdade

CANTANDO QUADRÃO MINEIRO!

Bastinha Job

*

Para cantar com Bastinha

Eu canto até ladainha

Faço a minha louvaminha

Com meu canto corriqueiro

Faço meu verso picante

Ela vem no mesmo instante

Com seu cantar instigante

CANTANDO QUADRÃO MINEIRO!

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com