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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

AS MULHERES CORDELISTAS JÁ SÃO MELHORES QUE NÓS.

AS MULHERES CORDELISTAS

JÁ SÃO MELHORES QUE NÓS.

*

Não sou de muita falácia,

Mas ora desato a língua,

Não irei deixar à míngua

Os versos de Lindicássia,

Nem de Bastinha a audácia,

De Dalinha a pena e a voz;

Rosário Pinto, que após

Uniu-se a essas artistas;

AS MULHERES CORDELISTAS

JÁ SÃO MELHORES QUE NÓS.

*

Na rima, medida e zelo

Josefina se destaca,

Luzinete não é fraca,

Nem a Marina Campelo;

Marta rima com desvelo,

Dona Angelita é veloz,

Já se tornou porta-voz

Das poetas "romancistas";

AS MULHERES CORDELISTAS

JÁ SÃO MELHORES QUE NÓS.

 

Mote e glosas de Joaquim Mendes (Joames).

Xilo do acervo de Dalinha Catunda

Obra de Maercio Siqueira


 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

O PAVÃO MISTERIOSO FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

Mote de Dalinha Catunda

1

Digo e posso confirmar

Que o Romance do Pavão

No meu pequeno sertão

Já deu muito o que falar

Na feira para escutar

Era bem grande a frequência

E o povo com paciência

Escutava curioso:

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!

Dalinha Catunda

2

Clássico da Literatura

De Cordel no mundo inteiro

Seu autor, um brasileiro

De grande desenvoltura;

José Camelo figura

De afinada inteligência,

Não tinha vasta ciência,

Mas foi muito habilidoso;

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

(Joames).

3

Esse clássico perfeito

É referência bendita

Porque, de fato, habilita

Inspiração sob efeito

Dum enredo sem defeito

Que desperta a consciência

Para vermos a essência

Do Cordel esplendoroso.

- O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

(Prof. Weslen)

4

A estória de Evangelista

É um clássico da cultura

Um ícone da literatura

Sendo o primeiro da lista

Belo escritor grande artista

Poeta por excelência

Contou o fato com cadência

E que Cordel precioso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

 Jairo Vasconcelos.

5

Araquém Vasconcelos

Era um moço pobrezinho

Que namorou uma donzela

Uma princesa tão bela

Mas seu pai um rei mesquinho

Pois a pedra no caminho

O jovem com inteligência

Utilizou a ciência

Num invento maravilhoso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

 Araquém Vasconcelos

6

Um cordel tão consagrado

Em nossa literatura

Que nos mostra na cultura

Tal " Mistério" encantado

Na grandeza dum legado

Na riqueza dessa essência

Despertando a consciência

De modo lindo e gostoso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

Dulce Esteves

7

Este cordel exemplar

Atravessou gerações

Já foram mil edições

Best seller popular

E quem não ouviu falar

Certamente tem demência

Ou leitor sem competência

Coitado, rude e ocioso;

O PAVÃO MISTERIOSO

FAZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

Arimatéa Sales.

8

Esse bicho é bem falado

Na cidade e interior

Ednardo até gravou

Seu mistério encantado

Antes foi cordializado

Pela mão da competência

Hoje o mundo tem ciência

Desse verso tão famoso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

Giovanni Arruda

9

Meu pai me contou um dia

Ter lido um belo folheto

Um romance tão perfeito

Que jamais esqueceria

O nome Creusa, daria

À filha, nessa sequência

Teve plena consciência

Desse mimo precioso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

 Creusa Meira

10

Ednardo, o cantor

Compositor menestrel

Se inspirou nesse cordel

Pra sua canção compor;

A letra é um primor

Traz do folheto a essência

A Globo com sapiência

Fez tudo ficar famoso:

O pavão misterioso

FEZ 100 ANOS DE EXISTÊNCIA.

MOTE DE DALINHA CATUNDA

 Bastinha Job

11

Clássico da literatura

Brasileira de cordel

Reúne bardo a granel

Pra decantar a cultura

E com muita desenvoltura

Dalinha com competência

Na linha da experiência

Fez gesto maravilhoso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

 Lindicássia Nascimento

12

Um relatório perfeito

Um conto bem relatado

Quem ler fica admirando

Eita, que cordel bem feito

José Camelo, com jeito

Foi usando a sua essência

A mente com paciência

E a força do poderoso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

 Jerismar Batista

13

Este cordel quando ouvi

Tinha oito anos de idade

Ah como tenho saudade

Da moça que nunca vi

Meus sonhos ali vivi

No pavão por excelência

Feito com tanta ciência

Um causo tão curioso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!

 Vânia Freitas

14

Contínua tremulando

No varal do universo

Esse folheto este verso,

Todo mundo festejando

Em gerações vai mostrando

Cultura com eficiência

Literatura, vivência,

Um século, canto ditoso...

O pavão misterioso

Faz cem anos de existência

Rivamoura Teixeira

15

Passando por gerações

Antes mesmo do varal,

Sem outro romance igual,

Terão comemorações

No Brasil e seus rincões!

Esta obra rica, é influência,

Sempre esteve em evidência;

Deixa o cordel mais famoso...

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE BEXISTÊNCIA!

 Zé Salvador.

16

Oh! pavão encantador,

É tão linda sua história,

Cheia de mistério e glória,

Desencanto e amor,

Sua plumagem multicor,

É bela por excelência,

Durante a sua vivência,

Sempre serás majestoso,

O PAVÃO MISTERIOSO

FAZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

Joab Nascimento

17

Dia de segunda-feira

Na feira livre do Crato

Sua leitura era um fato

E a plateia verdadeira

Exposto sobre a esteira

Num sinal de resistência

Envolto em leve aparência

De conteúdo garboso

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

Josenir Lacerda

18

Não conheci o pavão,

consagrado e fervoroso,

inda que misterioso,

conforme entoa a canção.

Devoto a minha atenção,

com decoro e deferência

à nobreza e reverência

desse pássaro formoso…

O PAVÃO MISTERIOSO,

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.

David Ferreira

19

E "Nas Asas do Pavão",

Prestei minha homenagem.

Um Romance de coragem.

Já vendeu mais de um milhão.

Este famoso Pavão,

Permanece em evidência,

Marcando grande influência.

De poeta talentoso,

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!

Glosa: Rosário Pinto)

20

Foi de um fantástico plano

De um engenheiro famoso

Que com seu feito engenhoso

Criou um aeroplano

E que voou sem engano

Sobre a rica residência,

Desafiando a ciência,

Por um amor ardoroso:

O PAVÃO MISTERIOSO

FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!

José Walter Pires

 Glosando na rede com Dalinha

Trabalho proposto e coordenado por Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

SÓ TEME O PESO DA CRUZ QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.


 

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Mote de Dalinha Catunda

1

Não adianta chorar

A vida que foi já era

Os sonhos de primavera

Eu vi o inverno levar

Sem medo de me molhar

Vou seguindo minha andança

Em Deus tenho confiança

É ele quem me conduz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Dalinha Catunda

2

Temos que ter paciência

Pense no perseverar

Que a hora, sim, vai chegar

E acabar toda a sofrencia

Rogue pra Deus por clemência

Pra ser forte na andança

Dizem o persistente alcança

Muito mais sofreu Jesus

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Rivamoura Teixeira

3

Um fardo nos carregamos

A vida não é moleza

Mas, encare com leveza

Se quisermos suportamos

Pois assim nós caminhamos

Esperando por bonança

O tempo correndo avança

Sigamos com muita luz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA!

Dulce Esteves

4

Minha vida é de retalhos,

rezo em luta cidadã

desde o café da manhã

se me encontro em atos falhos

mesmo que tenha trabalhos

no meu caminho em andança

uso de Deus a poupança

no tempo que Ele conduz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Zé Salvador

5

Deus dá as árduas disputa

A seus melhores saldados

Sabe que são preparados

E nunca foge da luta

A vida é uma disputa

Mas, quem acredita, alcança

O crê é o fiel da balança,

E o interruptor da luz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA...

Jairo Vasconcelos

6

Nem que fosse jacaúna,

Ou pau-de-manjerióba ;

Angico, pinho ou peróba,

Cédro puro ou caviúna.

De madeira essa coluna,

Foi lavrada em confiança;

Cristo fez essa aliança,

Quem tem coragem a conduz;

SÓ TEME O PESO DA CRUZ,

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Wellington Santiago.

7

Já sofri muitos transtornos

Nas caminhadas da vida,

Galguei ladeira comprida,

Desviei-me, fiz contornos,

Fiz até alguns retornos

À minha fé de criança,

Para ter mais confiança

Nas promessas de Jesus;

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Joames.

8

Cada ser tem sua sina

Um sonho e uma vontade

Busca a felicidade

Um desejo na retina

A própria vida ensina

Ter coragem e confiança

Ter fé e perseverança

Que a perfeição nos conduz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA

 Araquém Vasconcelos

9

Confesso ficou pesada

Essa cruz que eu carrego

Luto, luto, não me entrego

Vou suportar a jornada

Uma dura caminhada

Que a velhice mal alcança

Posso tropeçar na dança

Mas minha fé vira luz:

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Bastinha Job

10

Sem medo de ser feliz

Eu piso firme na estrada

Não tenho medo de nada

Nem de quando sou infeliz

Preto e branco nada diz

Disto não tenho lembrança

Fui alegre quando criança

E a alegria me seduz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Vânia Freitas

11

Eu sei que a vida é pesada

Mas há sempre o que alivia

E traz alguma alegria

Pra amenizar a jornada

De uma dura caminhada

Precisa ter confiança

E se fazer de criança

Como aconselhou Jesus

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA

12 Pardal Cordelista

*

Arranco toco no mato

Subindo e descendo rampa

Eu suo até às tampas

Me rasgo em unha-de-gato

Eu boto pra fora o fato

E não fujo dessa dança

Em casa eu encho a pança

Com baião e com cuscuz

SÓ TEM O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA

 Giovanni Arruda

13

Em cada luta há uma dor

Cada dor um recomeço

Sigo firme sem tropeço

Na paz de Cristo, O Senhor

Que é minha fonte de amor

E me dar perseverança.

Convicta da confiança

Porque Ele a minha luz.

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM PERDEU A ESPERANÇA.

Lindicássia Nascimento

14

Não temo as lutas da vida!

Encaro toda demanda.

É minha oração que abranda.

Ando de cabeça erguida.

Não assumo ares de sofrida.

Sigo firme minha andança,

A minha fé não descansa.

Sigo o caminho da luz.

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA

Rosário Pinto

15

A vida se classifica

Por uma base singela:

- Quanto mais simples mais bela

Quanto mais útil mais rica!

Por isso se frutifica

No ir e vir como herança

De calma ou intemperança,

Conforme foi com Jesus.

- SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Professor Weslen

16

Fiquei como um anjo torto

Pela cruz que carreguei

Porém nunca tropecei

Bem mais vivo do que morto

Porém fiquei absorto

Com a busca da bonança

E me perdi nessa dança

Conforme o mundo conduz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA

José Walter Pires.

17

A nossa VIDA diária

nos exige FORÇA e FÉ…

Nos impõe se por de pé

e, do seu jeito arbitrária,

nos impõe - autoritária -

tino, força e confiança,

com jeito de contradança

exposta ao clarão da LUZ…

“SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

David Ferreira

18

O plantio é necessário,

A colheita é obrigatória,

Não existe escapatória,

Para aquele que é falsário,

O homem que é temerário,

Que pratica só bonança,

De Deus tem sua confiança,

No breu oferta sua luz,

SÓ TEME O PESO DA CRUZ,

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Joabnascimento

19

Com calma, levando a vida

Eu vejo o tempo passar

Sei que nada o faz parar

É causa estabelecida

Sem pensar em despedida

Prefiro ter confiança

Longevidade e bonança

São minhas fontes de luz

SÓ TEME O PESO DA CRUZ

QUEM JÁ PERDEU A ESPERANÇA.

Creusa Meira

20

Eu vou seguindo a diante

Sem medo da criatura

Todo mau da ditadura

Viajou pra bem distante

Quem pensava a cada instante

Em quebra essa aliança

Entrou ligeiro na dança

Em nome de Deus Jesus

Só teme o peso da cruz

Quem já perdeu a esperança.

Jerismar Batista

.

Amigos, primeiro quero desejar um 2023 com muita paz e saúde para todos.

E segundo, agradecer cada poeta e poetisa que passaram aqui para deixar suas glosas.

Gostei muito das interações, abrimos bem o ano!

.

Roda de glosas coordenada por Dalinha Catunda

Xilo Carlos Henrique.

dalinhaac@gmail.com