*
SOU ARTESÃ
Eu faço arte
por prazer
Sou artesã bonequeira
Eis aqui os
meus produtos
Pra quem
interessa e queira.
Dalinha
Catunda
dalinhaac@gmail.com
O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
*
SOU ARTESÃ
Eu faço arte
por prazer
Sou artesã bonequeira
Eis aqui os
meus produtos
Pra quem
interessa e queira.
Dalinha
Catunda
dalinhaac@gmail.com
“NO SOPRO DE NOVO VENTO
SUSPIRO EM
MEU TRAVESSEIRO.”
Mote de
Dalinha Catunda
*
Quando você
me deixou
Chorei com
minha desgraça
Hoje eu até
acho graça
Recordando o
que passou
A certeza
que ficou
É que tudo é
passageiro
A paixão
passou ligeiro
Carregando o
desalento
“No sopro de
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.”
Dalinha
Catunda
*
Paciência é
virtude
E tê-la traz
esperança,
Quando
soprou a bonança
Fez-me tomar
atitude
E com total
plenitude,
Saí do seu
cativeiro
Livre e leve
por inteiro
Vivo agora
outro momento:
No sopro de
um novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.
Bastinha Job
*
Hoje só
resta saudade,
Do aconchego
dos seus braços,
Do calor dos
seus abraços,
Da nossa
intimidade,
Hoje a minha
realidade,
É a vida de
solteiro,
Na água
quente do chuveiro,
Alivio o meu
tormento,
No sopro de
novo vento,
Suspiro em
meu travesseiro.
Joabnascimento
*
Andava só a
migalha
Minha
energia bem pouca
Até a voz
era rouca
E a força
daquilo falha
O fogo só
tinha palha
Que nem
formava braseiro,
Porém eu
ganhei um cheiro
Que o bicho
pegou sustento
No sopro de
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro
Giovanni Arruda
*
Meu corpo
estava cansado
Precisava de
descanso
Da vida fiz
um balanço
Obtive um
resultado
Deixei de
lado um bocado
Usei um
jeito matreiro
O chato pus
no lixeiro
No novo
busquei alento
No sopro de
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro
Rivamoura Teixeira
*
Não me
prendo ao passado
Porque não
sou um museu
Meu coração
aprendeu
Com
sofrimento danado
Nunca foi
domesticado
Sendo meu
bom companheiro
Por isso
escuto primeiro
Seguindo sim
seu intento
No sopro de
novo vento
suspiro em
meu travesseiro.
Fátima Correia
*
De posse da
liberdade
E verdade
nua e crua,
A minha
mente flutua
Cheia de
felicidade.
Eu fui
sagaz, é verdade,
Aprendiz de
feiticeiro.
E o meu
coração arteiro
Comemora o
advento,
"No
sopro de novo vento
Suspiro em
meu travesseiro "
-
Lindicássia Nascimento
*
Se olho para
trás te vejo
Jovem belo
encantador
Descobri o
primeiro amor
Com o som do
realejo
Que tocava
no vilarejo
E tudo é tão
passageiro
Que sinto o
beijo primeiro
Nos lábios
em movimento
“No sopro de
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.”
Vânia
Freitas
*
O que é mais
permanente
Na vida é a
mudança
Quand'ela
deixa lembrança
Que toma
conta da gente
E foi não
foi de repente
Nos invade
por inteiro
Mesmo sendo
passageiro
Traz prazer
o sentimento
No sopro do
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.
F. de Assis
Sousa
*
Falar do que
já passei
Não me traz
grande emoção
Sempre tive
a sensação
Que às
vezes, muito falhei
O que foi
bom, registrei
Na memória,
por inteiro
Pois o bom
passa ligeiro
Melhor viver
o momento
No sopro do
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro
Creusa Meira
*
Quem
inventou a partida
Não sabia o
que era amor
Quem fica
morre de dor
Bem antes da
despedida
Quem me
curou a ferida
Foi Jesus,
meu companheiro
Eu agora
estou solteiro
Sem nenhum
impedimento
No sopro do
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.
Jerismar Batista
*
E se
existisse amor
O amor teria
ficado
O amor dura
um bocado
Mas quando
há desamor
Vem logo o
dissabor
Amor não é
passageiro
Nem mesmo
interesseiro
O amor não
traz sofrimento
No Sopro de
Um Novo Vento
Suspiro em
Meu Travesseiro.
João Roberto
Coelho
*
Levo a vida
com saudade
Do meu
primeiro amor
Ainda guardo
o sabor
De um beijo pela
metade
Com pouca
maturidade
Era meu
beijo primeiro
Na sombra do
cajueiro
Seu pai
chegou no momento
No sopro do
novo vento
Suspiro em
meu travesseiro.
Jairo Vasconcelos
*
Quando eu
quis, fez pouco caso,
E eu toda
apaixonada,
Não me
importava com nada,
Não via que
era um atraso.
Agora, eu
faço descaso
Desse seu
querer ligeiro,
Pelo gesto
interesseiro,
Por você eu
só lamento.
"No
sopro do novo vento
Suspiro em
meu travesseiro".
Nilza Dias
*
Glosando na
Rede com Dalinha é uma ótima maneira de exercitar a Literatura de cordel.
Esta rodada
ficou no capricho. Meus agradecimentos aos poetas e poetisas que aqui passaram
para interagir no Glosando na
Rede. Meu abraço a todos.
dalinhaac@gmail.com
Ciranda de
Versos em homenagem a Patativa do Assaré,
Pelo seu
aniversário
1
“CANTE LÁ
QUE CANTO CÁ”
É canto do
nosso irmão
Que cantou
magistralmente
Tudo que
envolve o sertão
Patativa do
Assaré
É bardo que
boto fé
No pé de
cada oração.
Dalinha
Catunda
2
“CANTE LÁ
QUE CANTO CÁ”
Canto firme
sou mulher
Meu canto é
para saudar
Patativa do
Assaré
Ave símbolo
do Nordeste
Poeta, cabra
da peste
Eu respeito
o seu mister.
Lindicássia
Nascimento
3
“CANTE LÁ
QUE CANTO CÁ”
Já cantava
Patativa
E lá de cima
da serra
Rolava
poesia viva
Seu canto
chegou pra mim
Trazido por
querubim
No cântico
de uma diva.
Vânia
Freitas
4
“CANTE LÁ
QUE CANTO CÁ”
inspiração
nordestina
Que tem
ispinho e fulô
A saga que
nos ensina
A conhecer o
sertão
O camponês e
seu chão
Que sofre,
padece, é sina.
Bastinha Job
5
Cante lá que
eu canto cá
É o retrato
da raiz
Desta nação
nordestina
No versejar
tudo diz
É por esta
luz tão viva
Afirmo,do
patativa
Sou um
eterno aprendiz.
Riva Moura
Teixeira
6
CANTE LÁ QUE EU CANTO CÁ
Nosso mestre
esta no céu
Aqui ficou a
história
Desse poeta
fiel
Deixe a
cultura viva
Se inspire
em patativa
E vamos dar
corda ao cordel.
Maria de
Lourdes da Silva
7
CANTE LÁ QUE
CANTO CÁ
Meu cantador
da mão grossa
Hoje, moro
na cidade
Mas, também
morei na roça
Se tu aboias
no céu,
Eu, aqui,
tiro chapéu
Pra cantar a
Pátria nossa.
Arimatéa
Sales
8
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Sou mulher
pois represento
O cordel com
poesia
Vim mostrar
o meu poder
Patativa já
dizia
Essa força
feminina
Nossa musa
em primazia.
Dulce
Esteves
9
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Um poeta sem
estudo
Nascido no
Ceará
Mas
desmanchava a miúdo
Conforme
fosse a pedida
A bela e
triste partida
Sobre o
sertão falou tudo
Jerismar
Batista
10
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Patativa
quem cunhou
Foi um
mestre em poesia
No repente
transbordou
Foi um
homem-passarinho
Assaré foi o
seu ninho
Seu poleiro,
seu amor
Giovanni
Arruda
11
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Patativa
disse um dia
No seu canto
de protesto
Carregado de
poesia
Um caboclo
lá do mato
Soube fazer
o relato
Das dores
que ele vivia
Creusa Meira
12
Pedro
Sampaio
"Cante
Lá Que Eu Canto Cá
O meu canto
é orgulhoso
E o seu
verso reinará
Imortal e
majestoso
Falo eu de
Patativa
A figura
mais altiva
E Poeta
valoroso"
Pedro
Sampaio
13
"Cante
Lá, Que Eu Canto Cá
Pra fazer
exaltação
Qual força
do Carcará
No Sol
quente do Sertão
O verso
patativano
Do Poeta
soberano
Patativa
inspiração"
Pedro
Sampaio
14
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ,
Frase duma
lenda viva,
Que escreveu
o Nordeste,
Com sua
mente criativa,
Com seu modo
de falar,
Nasceu pra
nos ensinar,
Grande
mestre Patativa.
Joabnascimento
15
Gerardo
Carvalho Pardal
Canta um
canto penitente
Pede ao Deus
Onipotente
A mais pura
compaixão
Deste povo
nordestino
Para que
mude o destino
DA VOZ QUE
CANTA O SERTÃO.
Gerardo
Carvalho Pardal
16
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
É a voz que
canta o sertão
Canta um
canto penitente
De mais pura
compaixão
Pelo povo
nordestino
Pra que mude
o seu destino
De sofrer
neste torrão...
Gerardo
Carvalho Pardal
17
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Foi sempre
minha inspiração
De aluna a
professora
Tinha em
mãos a sua lição
Fazia
questão de estudar
O seu jeito
de falar
Com respeito
e emoção.
Nelcimá
Morais
18
"CANTE
LÁ QUE EU CANTO CÁ"
poeta cabra
da peste,
Patativa foi
roceiro,
vida comum
no agreste,
mas cantou
com primazia
a popular
poesia
das coisas
do meu nordeste.
Zé Salvador
19
CANTE LÁ QUE
EU CANTO CÁ
Patativa é
milagreiro
Pois nele a
poesia aflora
Transborda o
verso roceiro
Dizendo aos
jovens de agora
Que ouçam
seu coração
De onde vem
a Inspiração
E a viola
canta e chora.
Orlando
Freire Junior
*
Ciranda de
versos organizada
Por Dalinha
Catunda
dalinhaac@gmail.com