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quinta-feira, 4 de junho de 2020

SEM PÂNICO NA PANDEMIA


SEM PÂNICO NA PANDEMIA
*
Caro amigo, larguei tudo
E vim pra roça, porém,
Esse não é o meu sítio
É a fazenda do meu bem.
Por aqui a gente trepa,
Dia sim outro também,
Pra tirar fruta do pé
Sem pedir nada a ninguém.
Aqui tem pomba, tem rola,
Mas me faz falta o vem vem,
Tem cobra rondando a casa,
Perereca, há mais de cem.
O frio aqui está grande,
Chuveiro quente não tem,
Às vezes é complicado,
Para lavar o sedém,
Entretanto dou meu jeito
Garanto não fico sem.
Pra fugir da Pandemia
Faço tudo que convém
Faço prece e uso máscara
Rogo a Jesus de Belém
Faço figa e simpatia
Se preciso vou além.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda cad.25 da ABLC




terça-feira, 2 de junho de 2020

Da Série: NA REDE COM DALINHA VI


ESTE É MEU SERTÃO!
*
Lá no meu sertão
Na casa singela
De ferro a panela
De lenha o fogão
Como capitão
Na mão amassado
Costume passado
Que o povo detinha
Feijão com farinha
Na mão abolado.
*
Lá na minha oca
Casa de sapé
Eu tomo café
É com tapioca
Ou com mandioca
Cozida com sal
Adoro um curral
E leite mugido
E o cheiro sentido
Não há outro igual
*
Deitada na rede
Me embalo ditosa
Que vida gostosa
Com pé na parede
Aqui minha sede
Alguém vem matar
Nós dois ao luar
E a brisa da noite
Num leve açoite
Vem nos refrescar.
*
A lua faceira
Quando fica cheia
Meu rancho clareia
Eu toda lampeira
Com a cabroeira
Faço cantoria
Só vendo alegria
Neste meu rincão
É este o sertão
Que me contagia.
*
Versos: Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
veja também: https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

sábado, 30 de maio de 2020

Da série: NA REDE COM DALINHA V


XODÓ DESMANTELADO
*
Eu fui lá ver se te via
Voltei sem te avistar
Até gritei, ô de casa!
Sem a resposta escutar
Mas vou voltar outro dia
Basta a saudade apertar.
*
Pra não perder a viagem
Minha rede vou levar
Vou armar no teu alpendre
Nela vou me balançar
Até a boca da noite
Até o galo cantar.
*
Porém se eu pegar no sono
Não se acanhe, por favor,
Quero embalar a paixão
Sem tramela e sem pudor
Quero o gemido da rede
Na zoada do armador.
*
Assim é nosso namoro
Assim é nosso xodó
Bem querer desmantelado
Mas é um chamego só
Um roendo pelo outro
Ninguém desata esse nó.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2020

DE QUARENTENA MAS GLOSANDO NA REDE


.

DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
Mote de Dalinha Catunda
1
DALINHA CATUNDA
O Mundo inteiro parou
Com esse vírus mortal
Sem prazo pro seu final
Só angústia nos restou
Mas levando a vida vou
Sem alarde propagar
A todos tento animar
Mas meu peito está doendo:
DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
2
CREUSA MEIRA
O momento é angustiante
Com tanta notícia triste
Em todo lugar existe
Este dilema constante
É morte a todo instante
Que se faz anunciar
Difícil não se assustar
Com o que está acontecendo
DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
3
ANTÔNIO CASSIANO
vou respirando o tormento
enclausurando o meu eu
para não ser um ateu
vendo tanto sofrimento
tanta angústia e lamento
tanta morte sem cessar
vou tentando me acalmar
do vírus me escondendo
de morto estou me fazendo
pra vida não me matar
4
MARÍLIA COSTA
A toda hora se vê
Na notícia do jornal
Essa doença a crescer
Com seu instinto fatal
E o povo sem se ligar
Pela rua passeando
Por isso em todo lugar
Muita gente está morrendo
De morta estou me fazendo
Pra vida não me matar.
5
VÂNIA FREITAS
Às vezes fico abatida
Mas logo me reanimo
E Jesus me faz um mimo
Renovando a minha vida
Mas alegria vai morrendo
Luto para me alegrar
Pego o terço e vou rezar
Para quem está morrendo
DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
6
JOSÉ WALTER PIRES
Já nem sei o que dizer
Dessa cruel pandemia
Que a nossa vida atrofia
Sem jamais arrefecer
O meu medo de morrer
Que começa a me atacar
E que tende a piorar
Nessa angústia vou vivendo
De morto estou me fazendo
Pra vida não me matar!
7
DAVID FERREIRA
Esse vírus, realmente,
nos ataca e não desiste,
esfomeado ele insiste
em nos tornar, claramente,
presa fácil, impotente,
sem condição de enfrentar,
sem força pra se livrar,
desse intruso tão horrendo...
De morto estou me fazendo
pra morte não me abordar.
.8
DIDEUS SALES
Tenho soltado suspiros
E a Deus suplicado sorte,
Nervoso com tanta morte
Por esse corona vírus.
Enfarte, facadas, tiros...
Preferia nem lembrar,
Mas de tanto ouvir falar
Dessas pessoas morrendo,
De morto estou me fazendo
Pra vida não me matar.
9
JOAQUIM MENDES JOAMES
Eu passo os dias deitado
Lendo histórias em cordel,
À noite mexo em papel
Que rabisquei no passado;
Assim eu fico ocupado,
Nem sinto o tempo passar,
Além de me aprimorar
Do corona me defendo!
DE MORTO ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR!
10
BASTINHA JOB
Se a vida me der limão
Faço dele limonada
Sinto até adocicada
Pra suportar o rojão
Desse vírus tão vilão
Que grassa em todo lugar
A ele vou enganar
No mote me defendendo:
DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
11
LUZARTE DE MEDEIROS BRITO
Tenho mais já de sessenta...
E se este vírus pegar-me,
Digo, sem fazer alarme,
O velho não aguenta,
Quero atingir os noventa'
Em estado salutar,
Para a vida prolongar
A doença não me rendo,
DE MORTO 'TOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
12
RIVA MOURA TEIXEIRA
Eita vidinha malvada
Só me arma esparrela
Todo dia é mais cancela
Q ela deixa escancarada
Mas eu fecho oh safada
Mas pare de azucrinar
Quero uma sina traçar
E não ficar se escondendo
DE MORTO ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
13
AIRAM RIBEIRO
Famoso vírus chinês
Veio pra acabar com tudo
Mas aqui no meu estudo
Isso não foi Deus quem fez
Matando muitos duma vez
Numa cama hospitalar
Não dá para acreditar
O fim, está parecendo
DE MORTO ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
14
INEIFRAN VARÃO
É grande a minha tristeza
Hoje eu perdi outro amigo
Que o vírus levou consigo
Mas peço a Deus de grandeza
Que elimine a malvadeza
Que é essa doença sem par.
Em quarentena e a rezar
Com cuidado vou vivendo
DE MORTO ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
*
Roda de glosas coordenadas por Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 26 de maio de 2020

DE MORTA ESTOU ME FAZENDO, PRA VIDA NÃO ME MATAR



DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
*
O Mundo inteiro parou
Com esse vírus mortal
Sem prazo pro seu final
Só angústia nos restou
Mas levando a vida vou
Sem alarde propagar
A todos tento animar
Mas meu peito está doendo:
DE MORTA ESTOU ME FAZENDO
PRA VIDA NÃO ME MATAR.
*
Mote e glosa de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

domingo, 24 de maio de 2020

Da série: NA REDE COM DALINHA IV


Da série: NA REDE COM DALINHA IV
O ARMADOR SOLITÁRIO
*
Comprei uma rede branca
Para embalar nosso amor
E nela eu fiz um bordado
Salpicadinho de flor
Mandei quarar e lavar
Só pra nós dois chamegar
Era um sonho promissor.
*
Um armador solitário
Cansou-se de tanta espera
No alpendre brotou flores
Anunciando a primavera
Nem cheguei armar a rede
Em seco engoli a sede
Sepultei nova quimera.
*
Dobrei a rede bonita
Dentro da mala guardei
Perante o sonho abortado
Confesso não fraquejei
Coração aventureiro
Tem sempre novo roteiro
Nisso eu jamais me enganei.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Veja também:https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

sábado, 23 de maio de 2020

Da série: NA REDE COM DALINHA III

Da Série: NA REDE COM DALINHA III
NO BALANÇO DA REDE 
*
Você esqueceu minha rede
Veio outro e se deitou.
Esqueceu q´eu tinha sede,
Veio outro e chamegou.
*
A rede estava armada,
Mas você se desarmou.
Eu querendo ser amada
Veio outro e me embalou.
*
No vai e vem da rede
Faz zoada o armador.
Embalando a magia,
Nos acordes do amor.
*
Deixei de ninar saudades
Voltei a embalar paixão.
Na rede da felicidade.
Balança meu coração.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Da série: NA REDE COM DALINHA II

Da série: NA REDE COM DALINHA II
UM GRUDE SÓ
*
É o friozinho chegando
Tu agarrado mais eu.
É rede se balançando
No chamego teu e meu
E nesse grude danado
Meu corpo fica suado
Debaixo do corpo teu.
*
Lá na cama de conchinha
Tu és o meu cobertor.
Suspirando em meu cangote
Vai atiçando calor,
E assim viro a madrugada,
Acordo tonta e suada
Nos braços do meu amor.
.
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Veja também: https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de maio de 2020

LENÇÓIS MARANHENCES


Lençóis maranhenses
(Fragmentos de uma Lenda)...

Visitando São Luís,
Capital do Maranhão.
Não deixe de visitar
Nesta grande ocasião,
A região dos Lençóis
Terra de Sebastião.

Vá direto a Santo Amaro
Terra de deslumbramento,
Na Pousada Paraíso,
Terá seu contentamento,
Dormirá tranquilamente,
Não conhecerá tormento.

Nas areias dos Lençóis,
De paisagem leve e fina
Você ouvirá histórias
Contadas por D. Menina:
Àquele lugar foi dado,
Carregar tão dura sina.

Ali corre antiga lenda,
De um Rei muito Menino.
Era o Rei Sebastião,
Que teve um triste destino,
Muito cedo abreviado,
Deixou o povo em desatino
(Rosário Pinto)

Texto e foto: Rosário Pinto
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terça-feira, 19 de maio de 2020

GRAVIDEZ PRECOCE


GRAVIDEZ PRECOCE
1
Que tudo tem o seu tempo
Eu não posso discordar
As vezes nós temos pressa
Mas só por ignorar
Que sofremos consequência
Quando na adolescência
Não paramos pra pensar.
2
O certo é que precisamos
Ter uma orientação
Porém jovem não aceita
De pai de mãe o sermão
Por não querer escutar
Acaba enfim por pagar
O preço da transgressão.
3
Nós somos donas do mundo
No auge da mocidade
Audazes e corajosas
Com a força da pouca idade
Voamos sem ter noção
Sem consultar a razão
Pois é nossa a liberdade.
4
E é nessa ingenuidade
Ignorância talvez
Que inadvertidamente
Chegamos a gravidez
Onde a vida se complica
O corpo se modifica
Perdemos a solidez.
5
Uma gravidez precoce
Com certeza altera a vida
E quando a barriga cresce
Você se sente perdida
E nem sempre é apoiada
Achando-se desprezada
Chora então desiludida.
6
As vezes quem faz o filho
Não toma a paternidade
Muitas vezes por ser jovem
Sem responsabilidade
Faz um filho sem querer
Numa transa por prazer
Só pra matar a vontade.
7
Se não pensamos em nós
Imagine no inocente
Esse chegará ao mundo
Por uma ação imprudente
Qual será nossa esperança
Se apenas somos criança
Brincando de fazer gente.