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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cordel de Saia na Biblioteca Nacional



Cordel de Saia visita, Biblioteca Nacional - Depósito Legal.
Amigos, faz algum tempo que colaboro com a Biblioteca Nacional – Divisão de Deposito Legal, nas campanhas para arrecadar cordéis para o acervo da BN.
No primeiro momento, junto com Daniele del Giudice, responsável da Divisão de Deposito Legal, na época. Fizemos uma boa campanha, principalmente no Cariri. Retornamos com muitos cordéis para o acervo.
Recentemente fui procurada por Alessandra Morais, a atual responsável pelo Depósito Legal para darmos continuidade a campanha. Prontifiquei-me a colaborar novamente e espero contar com os poetas de cordel.
Ontem, eu e Rosário Pinto fomos a Biblioteca Nacional, para fazermos nossas doações.  Fomos muito bem recebidas por Alessandra Moraes que gentilmente nos apresentou sua equipe. Rosário doou os seus cordéis e eu, além dos meus, levei pelejas com outros poetas e cordéis que ganho para esse fim.
Tivemos uma tarde proveitosa, entre uma conversa e outra, ficamos certas que o Cordel de Saia, entrará firme nessa colaboração.
Novamente deixo aqui os contatos para que os cordelistas interessados possam contribuir:
Alessandra Moraes
Técnico em documentação
Divisão de Depósito Legal
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
Av.Rio Branco, 219 – 3º andar – Centro/RJ
Telefones: + 55 21 2220 1899 / 2220 1892 / 3095 3951

terça-feira, 11 de junho de 2019

O SÃO JOÃO DA CHIQUITA


O SÃO JOÃO DA CHIQUITA
1
Já chegou o mês de junho
É hora de celebrar
E enaltecer os três santos
Vamos juntos festejar
Chiquita é quem convida
Tem comida e tem bebida
Quem quiser pode chegar.
2
Quem não conhece o São João
Aquele tradicional
Aqui no Rio de Janeiro
Tem um bem especial
Não perca venha curtir
Você vai se divertir
Esse aqui é sem igual.
3
Um arraiá nordestino
A Chiquita preparou
Tudo que tem no Nordeste
Na barraca ela botou
Um São João de verdade
Trazendo a simplicidade
Ela mesma organizou.
4
Na Feira de São Cristóvão
Na barraca da Chiquita
O arraia está pronto
A festa vai ser bonita
E na dança nordestina
Tem rapaz e tem menina
Muito laço e muita fita.
5
Tem festa pra São João
Pra São Pedro e Santo Antônio
E tem até simpatia
Para quem quer matrimônio
Tem o noivinho astuto
No casamento matuto
E noiva com patrimônio.
6
Tem Padre, tem delegado.
Pra fazer o casamento
O cabra casa na marra
Na hora do juramento
E se não quiser casar
É capaz de se lascar
E casa sem sentimento.
7
A quadrilha preparada
Faz sua apresentação
Homem com chapéu de palha
Mulher vestindo chitão
E todos na mesma trilha
Para dançar a quadrilha
E gritar: Viva São João!
8
Até Chiquita botou
Uma saia estampada
Um belo chapéu de palha
Uma blusinha bordada
Pra atender a freguesia
Com a sua simpatia
Que de longe é notada.
9

segunda-feira, 10 de junho de 2019

CARREIRÃO PRA PEDRO BANDEIRA















AO MESTRE PEDRO BANDEIRA
.
O bardo Pedro Bandeira
Hoje muda de idade.
Desejo ao grande poeta
Saúde e felicidade.
Uma semana inteira
De glória e festividade
Que “Padim Ciço” proteja
Da inveja e da maldade.
Que a mãe das Dores lhe cubra
Com seu manto de bondade.
Que o bom Deus lhe conceda
Sucesso e prosperidade.
Que a musa mantenha sempre
Com ele cumplicidade.
Nossa Senhora da Penha
Dê paz e serenidade.
Que Santo Antônio abençoe
Os Laços da lealdade.
Que a luz da sabedoria
Brilhe com Intensidade.
Que São Gonçalo conserve
Sua força de vontade.
Que Jesus Cristo mantenha
Essa jovialidade.
Pra sempre seja louvado
Esse bardo de verdade.
Ao mestre do carreirão
Desculpas por caridade.
Nossa maior intenção
Repleta de humildade.
Foi lhe homenagear
Isso não é novidade.
É doar como presente
Nossa sincera amizade.
Viva, pois Pedro Bandeira
Artista de qualidade!
*
Um carreirão em homenagem a Pedro Bandeira
Da autoria de Dalinha Catunda e Josenir Lacerda
*

ENTREVISTA PARA MONOGRAFIA


 
Jéssica Menezes, Roberta Borba e Yara Barros  obrigada pelo contato. O trabalho de vocês está sucinto e com informações precisas. Para nós, poetas e poetisas de cordel, é muito bom verificar que as informações oferecidas foram respeitadas em seus conteúdos. Eu e Dalinha Catunda publicamos o link aqui no CORDEL DE SAIA, blog em que somos parceiras e que tem como objetivo abrir mais uma janela para a divulgação da produção feminina na literatura de cordel. 
Muito boa sorte em seus estudos e trabalhos que ainda apresentarão ao longo de suas formações.
Um abraço e contem conosco para futuros encontros,

CORDEL DE SAIA
Dalinha Catunda
 &
Rosário Pinto

CLIC no link do texto:
https://link.medium.com/sUbOzrvpoX

domingo, 9 de junho de 2019

AS MULHERES DO CORDEL - LEILA FREITAS



NOME: Francisca Leila Freitas de Lucena
NATURALIDADE: Acopiara/CE
Leila Freitas desenvolve um Projeto chamado Cordel Magico para mais de 1000 alunos. É Coordenadora Pedagógica de uma Escola com mais de 700 alunos.
Atualmente é mestre em Educação; pós-graduação em Gestão Escolar; pós-graduação em Educação Global; MBA em Gestão Empresarial;
Tem dois livros paradidáticos publicados. Um livro didático como coautora e tem 10 cordéis (folhetos) publicados.
A Cordelista escreve para o publico infanto-juvenil. Entre seus dez cordéis, destaca-se: As duas moedas de ouro de Bento. Eis aqui as três primeiras estrofes do cordel citado:
Em Ouro preto vivia
Um menino Sonhador,
Inteligente, educado,
Filho de um agricultor
Ele se chamava Bento
E sonhava em ser doutor.
*
Em suas idas e voltas
No trajeto da escola
Certo dia, distraído,
Rasgou a sua sacola
E no chão topou algo com
Sua chinela de sola...
*
Duas moedas de ouro
Viu na areia a brilhar
Bento, muito admirado,
Quase sem acreditar
Voltou depressa pra casa
Para com os pais confirmar.
*
Pesquisa de Dalinha Catunda Cad. 25 da ABLC






quinta-feira, 6 de junho de 2019


Mais um peleja virtual entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto

NOSSO SÃO JOÃO
1
DALINHA CATUNDA
É tempo de São João
Tempo de festa junina
É hora de festejar
A tradição nordestina
Um rito tradicional
Que veio de Portugal
E todo mundo se anima.
2
ROSÁRIO PINTO
Nesta data festejamos
Sempre com muita alegria
As colheitas do sertão,
Regadas com poesia
Seguindo a oralidade
Matando nossa saudade
Em noites de euforia.
3
DALINHACATUNDA
Tem dança tem cantoria
Tem festa e animação
Tem fogueira, tem quadrilha
Tem arraiá com balão
Somente para enfeitar
Balão não dá pra soltar
Porque queima a plantação
4
ROSÁRIO PINTO
Tem iguarias gostosas:
Milho cozido e assado,
Pamonha, batata doce,
Tem quentão bem apurado
Tem canjica com canela
Abarrotando a panela
E tudo vem do roçado.
5
DALINHA CATUNDA
Tem vestido de babado
Tem paixão e simpatia
A moça que quer casar
Vai se olhar numa bacia
No tronco da bananeira
A moça que é solteira
A faca virgem enfia.
6
ROSÁRIO PINTO
A menina de hoje em dia
Já não veste sua chita
Dança funk, não quadrilha,
Não usa laço de fita
Fica com João, Pedro e Zé
Não frequenta arrasta-pé.
Pula como uma cabrita.
7
DALINHACATUNDA
O passado ressuscita
Quem gosta de tradição
Com vestimenta caipira
Dança xaxado e baião
Agarradinho num xote
Leva cheiro no cangote
Tudo ao som de Gonzagão!
8
ROSÁRIO PINTO
Cada vez que chega junho
Esta festa popular,
Que é patrimônio nosso
Assume o seu lugar
Firma nossa identidade
Em meio à festividade.
Que se deve preservar.
9
DALINHA CATUNDA
Para lembrança avivar
Dessa nossa tradição
O casamento matuto
Anima a celebração
Uma noiva de barriga
Casa em meio à briga
Na quadrilha de São João.
10
Santo Antônio abre a festa. RO
É o Santo Casamenteiro. DA
São João anima a roça RO
Com fogueira no terreiro DA
São Pedro é Protetor RO
De viúva e pescador RO
E do céu é o porteiro. DA

Foto: Acervo Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de junho de 2019

SÃO JOÃO por Nelcimá de Morais

São João
João, um belo menino
Com mel foi alimentado
Viveu com os pais num deserto
A um carneirinho abraçado
De beleza exuberante
Seu cabelo cacheado.

Ao Senhor S. João Batista
Todos queremos louvar
Uns lhe fazem bandeirinhas
Outros balões vão soltar
Fica tudo colorido
Para o seu dia saudar.

O nosso S. João Batista
Primo de Nosso Senhor
Grande é sua santidade
Merece o nosso louvor
Não esqueçamos que ele
Jesus Cristo batizou.

Por causa de Salomé
Também foi sacrificado
As maldades de Herodes 
O fizeram martirizado
Hoje rogamos por ele
Que no céu tá assentado.

O seu dia é festejado
Quadrilha, xote, baião
Muita gente animada
Pra dançar um forrozão
Ciranda e coco de roda
Pra te festejar, São João.

O céu fica colorido
Nessas terras brasileiras
E sob o brilho dos astros
Fazemos nossas fogueiras
E os mastros de São João
Passam a ser nossas bandeiras.

Nelcimá Morais
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 4 de junho de 2019

Eu levo minha vidinha/ Do jeito que gosto e quero


EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
Mote de Dalinha Catunda
*
Não nasci pra ser padrão,
Tenho manha e sou teimosa,
Não sou fraca ou desditosa,
Piso com força no chão.
Eu sou mulher do sertão!
Sem queixa, sem lero-lero,
Ti ti ti eu não tolero,
Quem diz isso é Dalinha:
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
BASTINHA JOB
Amo a vida simplesmente 
Do jeito que ela vier 
Não desfolho malmequer 
Não sou de usar pano quente;
Prefiro ser indecente 
Moralista não tolero 
Mando um redondinho zero 
Pra quem não entrar na minha:
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO!

*
DALINHA CATUNDA
Resolvi ser diferente
Somente pra não ser santa
Eu sei que meu jeito espanta
Porém fico indiferente
Pra viver eu boto é quente
Tempo bom eu não espero
Levo na valsa ou bolero
A saga que é só minha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
VÂNIA FREITAS
Abro a boca e solto o verso
Na estrada por onde passo
Sem régua e sem compasso
Eu faço meu universo
Cheio de verso e reverso
Dizem que sou nota zero
Porém não me destempero
Não ligo pra essa gentinha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
ROSÁRIO PINTO
Rancor comigo não casa
Procuro limpar o astral
E sem conversa banal
P’ra fofoca não dou asa
E quando a besteira vasa 
A vida é um bolero
Confusão jamais tolero 
Não vivo de picuinha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO

*
RITINHA OLIVEIRA
Eu sou simples e caseira 
Não costumo viajar 
Sei me tele transportar 
E de forma aventureira
A minha mente matreira 
Me leva ao que mais venero 
Realizar eu espero 
A loucura que é só minha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO 
*

CREUSA MEIRA
Nem sempre falo de mim
Pode ser por timidez
Mas não perco a minha vez
De glosar um mote assim
Não sei se é bom ou ruim
Que seja melhor, espero
Para viver, considero
Ser do modo que se alinha
EU LEVO MINHA VIDINHA 
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
 Nessa vida sou cigana
E não tenho paradeiro
Vivo com pouco dinheiro
Melhor do que quem reclama
Que tem tudo e não se ama
Eu canto e danço bolero
Sou provocante e paquero
Quando quero entro na linha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
IVONETE MORAIS
Sou mulher determinada
E sei que feliz eu sou
Sempre caminhando vou
Curtir minha liberdade
Com real felicidade
Nos versos eu me esmero
As vezes danço um bolero
Tento andar sempre na linha
EU LEVO MINHA VIDINHA
DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.

*
RITINHA OLIVEIRA
A caneta da alegria
Rabisca os versos meus
Ela foi dada por Deus
E eu a uso todo dia
Pra honrar a poesia
Componho verso sincero
É simples mais eu espero
Agradar em cada linha
Eu levo minha vidinha
Do jeito que gosto e quero.
*
MANA CARDOSO 
Eu gosto do meu lugar 
Meu pacato Romualdo 
Aqui eu tenho respaldo 
E gosto de ensinar
Alunos a versejar 
Confusão eu não tolero
Um Brasil melhor espero 
Sei que não luto sozinha
EU LEVO MINHA VIDINHA

DO JEITO QUE GOSTO E QUERO.
*
DAVID FERREIRA
Essas nossas poetisas, 
a começar por Dalinha, 
Bastinha Job e Ritinha, 
todas reais e concisas, 
Rosário e Vânia (precisas)
para o que der e vier 
cada qual no seu mister
harmoniza a própria lida...
Cada uma leva a vida 
do jeito que gosta e quer

*
Mote de Dalinha Catunda
Xilo de Maércio Lopes
Golas das mulheres do cordel
*
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com