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sábado, 18 de março de 2017

UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.

UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.
*
A guerreira nordestina
É grande em sua luta
Não se abate na labuta
Nem acha que tudo é sina
Com coragem ela ensina
Que devemos prosseguir
Sem pensar em desistir
Ela escancara o sorriso
Mostrando que é preciso
Olhar pra frente e seguir.

Verso de Dalinha Catunda
Foto: Ivonete Morais

sexta-feira, 17 de março de 2017

ABLC presta sua homenagem a Pedro Costa

ABLC presta sua homenagem a Pedro Costa

Ontem, dia 15 de março, primeira plenária de 2017, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, fez sua homenagem ao nosso companheiro, Pedro Costa que nos deixou prematuramente.
O presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, falou sobre a passagem de Pedro e de sua importância em várias áreas da cultura popular.
Além do minuto de silêncio, muitos dos poetas que lá estavam, leram suas décimas e as décimas enviadas por poetas do Cariri e do Piauí e da Bahia, em homenagem a Pedro Costa. Madrinha Mena, também emocionada falou da partida de Pedro.
E como já foi falado, a ABLC fará um cordel com versos de seus acadêmicos e com poetas convidados, da Academia de Cordel do Piauí, para assim ficar registrado um pouco da saga deste companheiro que se foi.
Dalinha Catunda.

quinta-feira, 16 de março de 2017



E no país em que tudo é relativo... e vivemos por um fio. .
*
No país do escracho!

Caros amigos, leitores
Olha só que confusão
Em que suruba danada
Foram meter o povão.
Parece coisa do demo
Tamanha complicação
*
Estes governos revoltam.
Com sua democracia
Que na miséria do povo
É pura demagogia
Parecendo até cinismo
Falar em cidadania
*
Todos dizem “Eu não sabia!
E não fui um presepeiro.
Mas, se tem farinha pouca,
Quero meu pirão primeiro!”
O povo vai se ajeitando,
Talvez saia do atoleiro.
*
Voltamos às privatizações,
Com o Estado falido,
E vendendo o patrimônio.
O povo vive aturdido
Sem saber pra onde correr,
Continua oprirmido.
*
Vamos voltar para o tempo
Com a luz de lampião
Que afeta nossa vista
Estraga nosso pulmão
Tudo como conseqüência
Da tal privatização.
*
No ponto em que chegamos,
Não existe “data venha”.
Pois, “salvo melhor juízo”,
Na cozinha eu uso lenha
Cada um faz o que pode
Da forma que lhe convenha
*
Para cumprir a medida
Inventaram uma meta,
No consumo lá de casa,
Parece coisa incorreta
Bisbilhotando a vida
De quem anda em linha reta
*
Até o nosso São Pedro
Recebeu sua incumbência
Providenciar que chova
Pela divina clemência!
Assim ficou de plantão
Sem perder a paciência.
*
Ah! Que saudades que tenho
Dos tempos que já se vão
Toda chuva que caía
Anunciava o trovão
Nosso querido São Pedro
Nem pensava em apagão
*
Há governantes que cuidam
Da saúde do povão
Mas aqui é diferente:
Pois o nosso cidadão
Somente é visto e lembrado
Quando chega uma eleição
*
Sofrendo as ameaças
De ver luzes apagadas
As famílias constrangidas
Ficam sempre aperreadas
Banham-se rapidamente
Usam roupas mal lavadas
*
Não se pode ouvir o rádio
Pois na corrente é ligado
Televisão, nem pensar
O lazer foi controlado
A gente tem que ficar
No escuro e abafado
*
Não consigo entender
A tal globalização
O mundo todo alinhado
O Brasil na contramão
Se isto é globalizar...
Fora, a globalização!
*
Hoje as nossas riquezas
Pelo mundo, empenhadas.
Nossas maiores empresas
Já foram arrematadas
(Em leilões constrangedores)
No país, espoliadas.
*
O distante dirigente
Quando chega a eleição
Beija o povo ardentemente
Chega perto da nação
Foge dele quando vem
O final da votação
*
O Brasil é sempre jovem
Como país do futuro
Vamos chegar à velhice
Em regime muito duro
Nossas crianças vivendo
Sem conforto e no escuro
*
Até mesmo o futebol
Já está prejudicado
Horário em nossos estádios
Agora está controlado
Para se ganhar a copa
O sonho fica adiado
*
Também como anda a vida
Com as coisas escrachadas
Nossa seleção não ganha
Nem dos times de peladas
Só falta agora perder
As copas já conquistadas
*
Nosso país hoje vive
A grande guerra civil
A violência parece
Ser de pólvora um barril
A continuar assim
Morrerão de mil em mil
*
O povo passando fome
E com a barriga vazia
Já perdeu as esperanças
E também a fantasia
Pagando pelos enganos
Com erros em demasia
*
Sem ter a quem reclamar
Paga conta exorbitante
Liga para o ouvidor
Com ouvidos de mercante
Cansado, o povo desiste,
Do sonho de reclamante
*
Quem tem o dom de poeta
Rimando sente alegria
O cordel é uma luz
Que a todo mundo “alumia”
E não existe apagão
Que apague a poesia.
(Rosário Pinto)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.

Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.
*
Gostaria de avisar aos poetas que participaram do Cordel Coletivo, desenvolvendo o mote de minha autoria: Aqui no Rio de Janeiro/ Mora o cordel nordestino.
Que os cordéis já ficaram prontos. O lançamento será dia 15 de março, na plenária da ABLC.
Endereço: Rua Teixeira de Freitas nº 5 - 3º andar. Cada participante se apresentará lendo sua estrofe.
Quem não for, por favor, avisar, pois estarei entregando os cordéis também. Quem quiser apanhar antes, é só entrar em contato.

Dalinha Catunda

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NO PASSO DOS VERSOS

NO PASSO DOS VERSOS
*
Nos meus tempos de criança
Muitas quadrinhas eu lia
Nunca tirei da lembrança
As trovas que eu ouvia.
*
O tempo foi se passando
Logo saí da cartilha
Peguei o rumo dos versos
E fui seguindo essa trilha
Em pouco tempo saí
Das trovas para sextilha.
*
Fui gostando achando bom
Também fui “pegando pilha”
Acabei até fazendo
Meus versos para quadrilha
Metrificando e rimando
Bons conselhos escutando
Eu alcancei a setilha.
*
As mangas arregacei,
Nas oitavas eu cheguei,
Se no caminho pequei
Não foi falta de oração
Eu posso dizer até
Em meus versos boto fé
Caprichei em cada pé
Eis aqui o meu quadrão.
*
A décima tão querida
Foi a última a chegar
Veio para me encantar
Minha estrofe escolhida
Muitas vezes requerida
Na hora da criação
Com mote e inspiração
Sai uma glosa perfeita
Assim fico satisfeita
E termino a preleção.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

GUARDEI NA MENTE O RETRATO, DA CASA QUE MOREI NELA.

GUARDEI NA MENTE O RETRATO,
DA CASA QUE MOREI NELA.
*
Eu tenho recordação…
Do casebre da fazenda,
Do meu almoço a merenda,
Preparada no fogão,
Eu vejo o velho pilão,
E uma tampa da panela,
Vi na brecha da janela
Um caco velho de prato.
Guardei na mente o retrato,
Da casa que morei nela.

Glosa: Washington Lucena
Mote: Silvano Lyra

*
Não esqueço a rapadura
Na hora de merendar
Quando eu ia me deitar
Na cama de vara dura
Muriçoca e picadura
Eu levava na canela
Nunca vi tanta mazela
Meu destino foi ingrato
GUARDEI NA MENTE O RETRATO,
DA CASA QUE MOREI NELA.

Glosa: Dalinha Catunda
Mote: Silvano Lyra


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

EM BOA COMPANHIA

EM BOA COMPANHIA
*
Muito bem acompanhada
Estou na fotografia
 Um poeta do cordel
E o outro da cantoria
Mestre Gonçalo Ferreira
E o grande Pedro Bandeira
Num momento de alegria.
*

Dalinha Catunda

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

PORQUE PAIXÃO MACHUCADA SÓ PASSA COM OUTRO AMOR

PORQUE PAIXÃO MACHUCADA
SÓ PASSA COM OUTRO AMOR
*
NELSON NUNES FARIAS
Não adianta beber
E viver na roedeira
Procurar a rezadeira
Pra te fazer esquecer
Pode chorar e sofrer
Rezar missa em seu louvor
Dar o dízimo pro pastor
Macumba na encruzilhada
"PORQUE PAIXÃO MACHUCADA
SÓ PASSA COM OUTRO AMOR"
*
DALINHA CATUNDA
A paixão ficou pequena
Tanto a dele quanto a minha
Nosso ninho virou rinha
E já não valia a pena
Nele botei uma antena
Acho que fiz um favor
Nunca fui santa no andor
E resolvi a parada:
"PORQUE PAIXÃO MACHUCADA

SÓ PASSA COM OUTRO AMOR"

*

Mote: Zé Adalberto. Xilo: Carlos Henrique