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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA ABLC

Gonçalo Ferreira da Silva
Que o grande colegiado
Da nossa instituição
Tenha um ano Iluminado
Com as luzes da inspiração,
Que sinta a mesma emoção,
Que tenha a mesma alegria,
Que veja a Academia
Unida num só destino
No estatuto divino
Da casa da poesia.
Visite: http://www.cantinhodadadalinha.blogspot.com/
http://www.rosarioecordel.blogspot.com/
Foto: Dalinha Catunda
Texto: Gonçalo Ferreira da Silva

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!

Amigos e parceiros do blog Cordel de Saia,


Incentivada pela acadêmica Maria Rosário Pinto enviei meus versos para o CNFCP- Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Para meu contentamento eles foram aproveitados por Claudia Márcia Ferreira e a equipe do CNFCP para a mensagem de final de ano do centro.

Agradeço a Maria Rosário, a Claudia Márcia Ferreira e sua equipe e aproveito a oportunidade, para desejar um Ano Novo cheio de paz, saúde e alegria aos parceiros, amigos e simpatizantes do blog Cordel de Saia.

Cordialmente,
Dalinha Catunda
http://rosarioecordel.blogspot.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Globo Rural - dia 02/01/2011

Notícia da semana
Globo Rural
Domingo,    
Dia 02/01/201

às 08:00 horas
 
A Cordelteca, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/MinC é composta de mais de oito mil títulos, provenientes, em sua maioria, de doações de poetas cordelistas. O acervo está totalmente catalogado em Base de Dados, no Portal www.cnfcp.gov.br, tendo mais de cinco mil disponíveis para leitura on-line. Inclui multiplicidade temática e autores de renome como: Leandro Gomes de Barros, Francisco das Chagas Batista, Cordeiro Manso, João Martins de Athayde, Rodolfo Coelho Cavalcante, Patativa do Assaré, dentre muitos, incluindo-se os poetas contemporâneos como: Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão [José João dos Santos], Manoel Monteiro, Raimundo Santa Helena, Jota Rodrigues, Moreira de Acopiara e, poetas mulheres que vêm demonstrando seus talentos, justificando porque Patativa do Assaré se refere a mulher como fonte de onde ouviu as primeira canções da tradição oral.

Abriga títulos raros — alguns datam de 1908.

Para saber mais sobre este acervo, assista ao programa Globo Rural que, para o dia 02 de janeiro de 2011, dedicou toda uma pauta à literatura de cordel, viajando por vários estados do Nordeste e do Sudeste – Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, dentre outros tantos e também – Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Foi mais de um ano de viagens e pesquisas com poetas (da velha e da nova guarda); pesquisadores e instituições detentoras de acervos.
"(...)
No Centro Nacional
De Cultura Popular
Acervo de cordel é
Referência singular
Poeta de toda parte
Vem aqui depositar

Seus folhetos de cordel
Para conosco gravar
A Memória permanente
Da cultura popular
A Cordelteca respalda
A poesia popular"

(Maria Rosário Pinto)
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

POSSE DA ACADÊMICA JOSENIR LACERDA

A turma da ABLC prestigiando Josenir Lacerda
Miguel entregando o diploma a Josenir
O Presidente Gonçalo entregando a medalha a Josenir
Josenir lendo o juramento de posse
Dalinha Catunda fazendo a apresentação de Josenir Lacerda
A POSSE DE JOSENIR LACERDA


Domingo, dia 19 de Dezembro, tomou posse na ABLC- Academia Brasileira de Literatura de Cordel a mais nova acadêmica desta instituição, Josenir Lacerda.

Oriunda do Crato-Ce, com mais de cinqüenta cordéis publicados, muitos deles falando sobre costumes e crenças da região do Cariri, Josenir chegou para enriquecer ABLC que abraça cordelistas de todo Brasil.

Sinto-me orgulhosa em ter convidado Josenir e articulado todo o processo de sua vinda ao Rio de Janeiro e como ela mesma diz: ser sua madrinha nesta empreitada. Nesta campanha, contei com o apoio do presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva e da acadêmica Maria do Rosário Pinto os quais agradeço de coração.

Trazer Josenir para o Rio de Janeiro foi trazer um naco importante do meu Ceará para brilhar no Sudeste e assim procedendo estou divulgando de certa forma a cultura desta terra Alencarina. Seguem as fotos do Evento.

Execução do Hino Nacional

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VIVA O VIVO CORDEL!

VIVA O VIVO CORDEL!!!
O Cordel aquele matutinho que vivia no interior e que muitas vezes fora propagado o seu fim, hoje está na televisão, nos jornais e na internet fazendo a alegria dos que admiram essa Arte Popular chamada Literatura de Cordel.

O Cordel veio da Europa e aportou na Bahia, se espalhou por todo o Nordeste. Sentindo-se em casa, eu diria até que, ele perdeu o velho sotaque de origem para renascer a moda nordestina. Com o êxodo rural, ele foi se espalhando Brasil afora.

Hoje, a exemplo das grandes Academias de Literatura, temos nossas Academias Populares espalhadas por todo o país. No Rio de Janeiro, destaco a ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Crato – CE, a Academia dos Cordelistas do Crato;  Academia Caruaruense de Literatura de Cordel e, tantas outras.

Sábado, dia 25 de dezembro, o Jornal O Globo, em sua página 3, Prosa e Verso, numa vasta e importante reportagem sobre a Biblioteca Nacional, fala de um Cordel Holandês. O que repassarei com gosto aos que gostam do cordel e suas curiosidades:
Cordel Holandês

"O folhetim narra histórias maravilhosas sobre o Novo Mundo. Um deles, de 1706, é de autoria de John Ellis, publicado em Leiden, na Holanda. As narrativas citam o pirata Walther Raleigh. As ilustrações, feitas por holandeses, representam as descrições de piratas que estiveram nestes lugares exóticos. “A ideia destas publicações, que podem ter sido precursoras da literatura de cordel, era atrair aventureiros que estivessem dispostos a explorar este Novo Mundo.”

Hoje, dia 27 de dezembro, o jornal o Globo, em sua página 4, País, abre mais um espaço para o cordel, com o título: Rimas contra a violência do bulllyng, um cordel da hora, escrito pelos professores-poetas: Isaac Luna e Inácio Feitosa.

Domingo, dia 02 de janeiro de 2011, o programa Globo Rural, na data do seu aniversário, abrirá suas portas para o mundo do cordel, mostrando muita gente boa, tanto da área de composição de folhetos como de pesquisas.

Vamos combinar, então: sendo assim, o cordel continuará vivíssimo e caminhando a passos largos rumo ao SUCESSO! Concordam?

Texto e foto de: Dalinha Catunda
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CIRANDA DE NATAL

A Turma da ABLC
O blog Cordel de Saia deseja um Feliz Natal aos membros da ABLC e simpatizantes. Agradece a participação dos que mandaram seus versos e dos leitores que aqui passam deixando seus comentários, ou apenas visitando.
CIRANDA DE NATAL 2010
*
Depois que a gente cresce
O Natal muda de cor.
Os presentes são detalhes.
E a ceia tem mais valor.
A família reunida
A Deus pai agradecida
Celebra em seu louvor.
Dalinha Catunda
*
Natal de nossas infâncias
Jantar arroz de cuxá
Sete filhos, bem crianças,
Alegres, sempre a cantar
Bons tempos em Bacabal
A minha terra Natal,
Difícil não recordar.
Rosário Pinto
*
O Natal reverencia,
A pureza da verdade
De um ser supremo que tinha
Como arma a humildade
Com a qual mudou a forma
De pensar da humanidade.
Gonçalo Ferreira da Silva
*
Já ouço o toque dos sinos
Anunciando o Natal
Recordando o nascimento
De um menino especial
Aí me assalta a lembrança
De outra pobre criança
Esmolando no sinal
Manoel Monteiro
*
E nessa dança legal
A ordem é Cirandar
Para que neste Natal
Deus possa abençoar
Todo o povo brasileiro
Envolto nesse luzeiro
De amor e de fortaleza
De respeito e liberdade
De paz e fraternidade
Com nossa Mãe Natureza!
Bastinha Job

*
Nasceu em um berço humilde
O nosso Jesus Menino.
Viveu, pregou o amor
Ao grande e ao pequenino...
Lembrar, imitar o Cristo,
Creio se resume nisto,
O espírito natalino!
.Rouxinol do Rinaré
*
No Natal que se aproxima
Seja mais um voluntário
Ajudando quem precisa,
Do jeito mais solidário!
Não pense enganar a Deus,
Pois, o feito vai pros seus
Registros no prontuário.
Pedro Monteiro
*
Neste Natal eu queria
Um pouco menos de luz
Queria mais humildade
Nesta festa que conduz
A pensar e refletir
Nessa vida prosseguir
Na estrada de Jesus.
Chico Salles
*
Da humanidade é guia
Do universo é modelo
É exemplo de doçura
Trata irmão com desvelo
Tira a paixão põe amor
Para diluir a dor
Tempo predito a revê-lo
Geraldo Oliveira Aragão
*
O Natal está chegando
E precisamos saber
O seu significado
Pra gente não inverter
Jesus e papai Noel
Qual do Natal o papel?
Amar, comprar ou vender?
Marcus Lucenna
*
NATAL, palavra bonita!
E fácil de escrever
Mas tem um sentido amplo
Falta só o homem entender
Não é só ceia e presente
Isso não nos faz crescer.
Nelcimá de Morais

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Versos de Natal de Nelcimá de Morais

Nelcimá de Morais poeta de cordel e professora, natural de Santa Luzia (PB). Foi no curso de pós-graudação da UFPB, que deu asas às pesquisas e composições de poesia popular. É poeta de cordel e, das mais capacitadas enriquecendo a lista das mulheres cordelistas.

NATAL, palavra bonita!
E fácil de escrever
Mas tem um sentido amplo
Falta só o homem entender
Não é só ceia e presente
Isso não nos faz crescer.
*
NATAL é tempo de festa
Mas também de perdoar
Renovar o coração
Pra depois comemorar
E assim os sons do Natal
Surgem pra nos inspirar.
*
Inspirar nossos momentos
No novo ano a decorrer
Renovando os pensamentos
E nos fazendo saber
Que luz de esperança e paz
No coração vai reacender
*
Vamos queridos amigos
Comemorar o NATAL
Agradecer ao Deus pai
Por dia tão especial
Cheio de paz e amor
Com estrela em vendaval.

Marcus Lucenna em clima de Natal

Marcus Lucenna ocupa a cadeira  nº 07 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
 É poeta, cantador, compositor e conhecido como O Cantador dos qu4tro Cantos.
NATAL: ANIVERSÁRIO DO SALVADOR DO MUNDO OU TEMPO DE PAPAI NOEL?
(MARCUS LUCENNA)

O NATAL ESTÁ CHEGANDO
E PRECISAMOS SABER
O SEU SIGNIFICADO
PRA GENTE NÃO INVERTER
JESUS E PAPAI NOEL
QUAL DO NATAL O PAPEL?
AMAR, COMPRAR OU VENDER?
*
NO NATAL VAMOS LEMBRAR
DAS VERDADES DE JESUS
POIS OS VENDILHÕES DO TEMPLO
O NOSSO MUNDO CONDUZ
DETURPANDO A ESSÊNCIA
DO FILHO DA PROVIDÊNCIA
USURPANDO SUA LUZ
*
AMOR E FRATERNIDADE
A CARIDADE E O PERDÃO
O ACOLHIMENTO AO PRÓXIMO
REPARTIR RIQUEZA E PÃO
SÃO OS VALORES DECENTES
QUE PRECISAM ESTAR PRESENTES
NO CORAÇÃO DE UM CRISTÃO
*
O PENSAMENTO DE CRISTO
PRECISA SER ENTENDIDO
ISSO SALVARÁ O HOMEM
QUE HOJE ANDA PERDIDO
SEM ENTENDER O RECADO
QUE POR ELE FOI DEIXADO
E NÃO FOI COMPREENDIDO
*
O NATAL SERIA O TEMPO
CERTO PRA REFLEXÃO
O QUE QUERIA CRISTO
DIZER EM CADA SERMÃO
CADA PARÁBOLA OU PASSAGEM
O VALOR E A MENSAGEM
DO PENSAMENTO CRISTÃO
*
POIS A INTERPRETAÇÃO
DAS ATITUDES DE CRISTO
PASSA AQUÉM DAS PREGAÇÕES
HAJA DITO E HAJA VISTO
TANTO PREGADOR CONFUSO
DEIXA O POVO EM PARAFUSO
ESTARRECIDO EU ASSISTO
*
O LEGADO DE JESUS
NINGUÉM CONSEGUE ENXERGAR
NESSES VENAIS PREGADORES
VEJO O POVO ACREDITAR
JESUS VIROU UM NEGÓCIO
E O CRISTÃO VIROU BEÓCIO
PAGANDO PRA SE ENGANAR
*
ESUS PLANTOU A SEMENTE
DE UM MUNDO NATURAL
ONDE TUDO SE RESOLVE
ONDE O BEM SUPERA O MAL
ONDE A VIDA É A RIQUEZA
SUPREMA DA NATUREZA
E SER FELIZ É NORMAL
*
JESUS NASCERÁ DE NOVO
DENTRO DO SEU CORAÇÃO
SEMPRE QUE VOCÊ FIZER
O BEM, UMA BOA AÇÃO
ESSE É O PRESENTE IDEAL
PRA QUE O ESPÍRITO DO NATAL
CHEGUE EM TODA OCASIÃO
*

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Aragão na ciranda de Natal

Geraldo Oliveira Aragão - professor e poeta de cordel. Nasceu em 03 de outubro de 1949 na cidade de Nossa Senhora da Glória, Estado de Sergipe, antes da sua emancipação (1938) chamava-se Boca da Mata. É o l0º  filho de José Machado Aragão e Cecília Maria Oliveira Aragão. Radicado na Cidade do Rio de Janeiro desde 1969, por quem  revela paixão, após conhecer o Mar, como descreveu “a utopia materializa”:

Aragão na ciranda de Natal

BEM QUIS EU IGNORAR
ESTE FATO RECORRENTE
MAS RESOLVI DAR OUVIDOS
A UM CHAMADO URGENTE
FOI MARIA DO ROSÁRIO
ELEITA COMO SACRÁRIO
PRA ESTE FIEL TEMENTE

SOU AMANTE DA CIRANDA
PORISSO NÃO RECUEI
É COISA DA MINHA TERRA
QUE SEMPRE APRECIEI
SE AVIZINHA O NATAL
UMA QUADRA FRATERNAL
VAMOS LOUVAR NOSSO REI

DA HUMANIDADE É GUIA
DO UNIVERSO É MODELO
É EXEMPLO DE DOÇURA
TRATA IRMÃO COM DESVELO
TIRA A PAIXÃO PÕE AMOR
PARA DILUIR A DOR
TEMPO PREDITO A REVE-LO

Aragão-14.12.10

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

SOBRE O NATAL



Chico Salles é poeta de cordel, cantador e músico.
Ocupa a cadeira nº 10 na ABLC que tem como patrono Catulo da Paixão Cearense.
Cordel de saia agradece a colaboração deste querido companheiro.

SOBRE O NATAL:
Chico Salles
*
Neste Natal eu queria
Festejar a natureza
Que nos mostra todo dia
O tamanho da beleza
Esbanjando paciência
Despertando consciência
Pedindo delicadeza.
*
Neste Natal eu queria
Um pouco menos de luz
Queria mais humildade
Nesta festa que conduz
A pensar e refletir
Nessa vida prosseguir
Na estrada de Jesus.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Plenária/ABLC dezembro de 2010


Plenária de 19 de dezembro de 2010
Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37 – Santa Teresa
Data: 20 de novembro de 2010 as 16:00 hs.

A plenária da ABLC, do próximo domingo, dia 19 de dezembro de 2010, Terá dois grandes momentos: A posse da cordelista do Crato, Josenir Lacerda e o Lançamento da antologia da ABLC. Teremos conseqüentemente a palavra dos acadêmicos presentes manifestando-se sobre os dois assuntos e naturalmente prestando homenagem a nossa empossada.
Sendo a ultima plenária do ano e fechando com chave de ouro, com certeza teremos uma farta platéia nesta plenária de encerramento.
A ABLC Academia Brasileira de Literatura de Cordel Convida os amigos e convoca os confrades para este evento especial

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

JOSENIR LACERDA NA ABLC

Josenir e seu marido Miguel
JOSENIR LACERDA NA ABLC
Quarta feira próxima estarei recebendo em minha residência a grande Josenir Lacerda e seu Marido Miguel, que vem especialmente para a última plenária de 2010 da ABLC.
A Plenária terá na pauta dois significantes assuntos: O Lançamento da Antologia de 2010 e a posse de Josenir Lacerda, importante cordelista de Crato, também Sócia fundadora da Academia dos Cordelistas do Crato, onde ocupa a cadeira nº 03.
Josenir tem mais de 50 folhetos editados, além de escrever: poesias, contos crônicas.
Seu cordel mais conhecido é o Linguajar Cearense, que já foi editado várias vezes, mas eu destacaria também: Medicina no Cangaço e De Volta Pro Passado.
Para mim é uma honra ter contribuído para a vinda de nossa cordelista para a ABLC.
Ela já é pessoa bem conhecida no Ceará, está sempre presente nas páginas dos jornais de Fortaleza e com certeza será bem recebida como membro de nossa Academia.
A Academia Brasileira de Literatura de Cordel com certeza ganhará com essa nova aquisição. É o começo de um intercâmbio entre Academias de Cordel. E, muito me entusiasma ter mais uma mulher compondo nosso quadro.
*
Texto: Dalinha Catunda
Foto retirada do: overmundo.com.br

A balela de Belém, Manoel Monteiro

Manoel Monteiro da Silva

Poeta de cordel, natural de Bezerros (PE), 1937. Desde a infância radicou-se em Campina Grande (PB). Responsável pela implantação dos folhetos de cordel nas salas de aula em Campina Grande (PB). O poeta refere-se a poesia com estas palavras:  Alguém já disse que o homem é um animal político; e eu digo que o homem é um animal poético”, em entrevista dada para a Cordelbrás. Membro da ABLC, cadeira nº 28, patronímica do poeta Manoel Tomaz de Assis. Manoel Monteiro é um dos maiores poetas de cordel de todos os tempos e um dos responsáveis pela inserção da literatura de cordel como ferramenta de estudo nas escolas da Paraíba.

A balela de Belém

01
Já ouço o toque dos sinos
Anunciando o Natal
Recordando o nascimento
De um menino especial
Aí me assalta a lembrança
De outra pobre criança
Esmolando no sinal.
02
Um nasceu para ser rei
Morrer e ressuscitar
E dois mil anos depois
O povo inda o celebrar,
Outro nasceu pra sofrer
Morrer de fome e morrer
Sem ninguém pra lamentar.
03
A criança de Belém
Nasceu numa manjedoura,
Outra, tanto quanto aquela,
Nasceu pra ser sofredora,
Uma nasceu sem pecar
Outra vai ter que pagar
Por que nasceu pecadora.
04
Uma goza os benefícios
Do Reino Celestial
E tem merecidamente
Farta ceia de Natal
Outra vive a passar fome
Por terem feito em seu nome
O PECADO ORIGINAL.
05
Não entendo como criança
Que não pediu pra nascer
Mas depois de ter nascido
Vai sofrer, sofrer, sofrer
Por que um outro pecou
Foi embora e não pagou
O que estava a dever.
06
Quem diabos é que tem culpa
Do pecado original
Se num passado remoto
Alguém se comportou mal,
Ele que pagasse a conta
Que hoje em dia remonta
Impagável e abissal.
07
Isto me lembra crianças
Dos pontilhões, das favelas
Que como as demais crianças
São inocentes e belas,
Mas, por desvario insano
Nas festas de fim de ano
Bem poucos se lembram delas...
08
E, enquanto “árvores” coloridas
Enfeitam toda cidade
O campo chora desnudo
Por que árvore de verdade
Para compor o cenário
Só se for no calendário
Da – PARDE DA SAUDADE.

Manoel Monteiro
Campina Grande, 10/12/2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quadras Natalinas

Essa era a minha família, nos tempos de minha infância (falta o pai, que estava sempre a trabalhar). Naquela época, o Natal tinha um caráter de festa em que comemorávamos o nascimento do mennino Jesus e, não havia a trocas de presentes, nem a necessidade deles. Brincar era uma coisa de "viver ao ar livre e criar seus próprios brinquedos" com imaginação e muita criatividade.
Natal da minha infância
*
Naquela data festiva
Natal de nossas infâncias
Meu pai fazia seresta
Pra alegrar suas crianças
*
Contávamos as estrelas
Se havia lua cheia,
Entendendo aquela teia
Que cercava nossa aldeia
*
Naquela família pobre
Presentes eram cadernos
Mimo era para o nobre
Não havia mais alternos
*
Éramos muito felizes
Vivendo de brincadeira
As árvores de raízes
E brinquedo de madeira
*
A gangorra era um tonel,
Com uma tábua por cima
Brincadeira de anel
Adivinhas? Só com rima
*
Era assim, nosso Natal:
Sempre com muita alegria.
Cansados, já no final
Da noite de fantasia
*
E em cada sapatinho,
Colocado na janela,
Tava lá o caderninho
No sapato ou na chinela
*
Natal de nossas infâncias
Jantar arroz de cuxá
Sete filhos, bem crianças,
Alegres, sempre a cantar
*
(Rosário Pinto)
Natal 2010
Veja também:
http://rosarioecordel.blogspot.com

Foto: Gentileza, fotógrafa de Bacabal, amiga da família. Nessa altura, éramos cinco filhos, depois vieram mais dois.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DÉCIMAS NATALINAS DE BASTINHA JOB

Sebastiana Gomes de Almeida Job,
Ou Bastinha, como é conhecida no mundo do cordel, também marca presença no cordel de saia com belas décimas. Bastinha é cordelista, membro Academia de Crato. Obrigada Bastinha é muito bom ter você no Cordel de Saia.

Décimas de Bastinha
*
Que a Ciranda de Natal
esteja sempre rodando...
num giro sensacional
nas voltas que ela for dando
solte raios de alegria
pra que nosso dia-a-dia
seja um roseiral em flor;
e mesmo que algum espinho
entrave nosso caminho
vamos driblar essa dor.
*
E nessa dança legal
a ordem é Cirandar
para que neste Natal
Deus possa abençoar
todo o povo brasileiro
envolto nesse luzeiro
de amor e de fortaleza
de respeito e liberdade
de paz e fraternidade
com nossa Mãe Natureza!

Foto de Bastinha retirada da Internet.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CORDEL DE SAIA EM CLIMA DE NATAL

Na foto o poeta cordelista, Rouxinal do Rinaré, que convidado a participar das postagens de Natal, no blog: cordeldesaia, nos presenteou com belos versos. Desde já agradecemos ao poeta Rouxinol do Rinaré e aproveitamos para convidar os poetas cordelistas interessados em participar da postagem individual e da Ciranda de Natal.
O SENTIDO DO NATAL
*

Para a festa natalina
Ter realmente sentido
Creio que Papai Noel
Devia ser proibido
Pois vai ao lar abastado,
Mas deixa o pobre frustrado
Sem atender-lhe um pedido!
*
Emanuel, Deus conosco,
Assim a Bíblia traduz,
(Grande exemplo de renúncia)
Quando fala de Jesus
Que no céu deixou a glória
Pra viver vida simplória
E depois morrer na cruz!
*
“O que fazes ao teu próximo
A mim estarás fazendo”,
Às ações humanitárias
Jesus incita dizendo.
Quem visita o encarcerado
E acode o necessitado
Ao Cristo está socorrendo.
*
Nasceu em um berço humilde
O nosso Jesus Menino.
Viveu, pregou o amor
Ao grande e ao pequenino...
Lembrar, imitar o Cristo,
Creio se resume nisto,
O espírito natalino!

Foto retirada da página do autor.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

RETRATO DO PASSADO


Retrato do Passado
*
Namorou e ficou noiva.
Casou no padre e no civil.
Disse amém a sociedade
Que suas podres leis pariu,
E o que foi feito de sua vida
Não foi ela quem decidiu.
*
Casamento arranjado
Aos moldes tradicionais.
Um negócio ajustado
Aos interesses dos pais.
Que vedavam seus ouvidos,
A sua angustia e seus ais.
*
Filhos ela teve tantos
Nem pôde nos dedos contar.
Quando esvaziava o bucho,
Voltava a emprenhar.
Fez filhos e não amor,
Não aprendeu a gozar.
*
É uma boa parideira,
Dizia sempre o marido.
Pelas mãos da parteira
Eram os filhos recebidos.
Quando arriava a bexiga,
Com o médico era resolvido.
*
Empregada ela tinha,
Pois tinha “boa” situação.
Era uma cabocla prendada.
Era de forno e de fogão.
E nas quebradas da noite
Também servia ao patrão.
*
O marido era bom partido,
Criado nos dogmas da fé.
Aos domingos ia à missa,
Mas freqüentava o cabaré,
As taras eram com as putas,
E os filhos com a mulher.
*
“Até que a morte os separe”
Assim era feita a negociata.
O marido era um bom emprego,
A mulher deveria ser grata.
“O que Deus une ninguém separa”
Dai, a submissão era farta.
*
Uma fotografia na parede,
Retrata esse triste passado.
Que visando a posteridade.
Sempre fora bem focado
Entre paletós e bigodes
Vestidos bem comportados.
*
Lá se foi o velho tempo,
Do império patriarcal.
A mulher, hoje, evoluída
Não necessita de aval,
Desbrava o seu futuro
Encara o bem e o mal.
*
Foto: 1.bp.blogspot.com/.../s400/mulher_chorando.jpg
Texto: Dalinha Catunda

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PELEJA ENTRE DALINHA CATUNDA E ROSÁRIO PINTO



DALINHA E ROSÁRIO
Foto: acervo do blog
Desafio entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto
Rosário:
Convidei dona Dalinha
pra comigo pelejar
para nesse Informativo
Uma peleja postar
Ela aceitou de pronto:
A peleja tá no ar
Dalinha:
Querida amiga Rosário
Amiga de confraria.
Onde canta seu José
Tem vaga pra Sá Maria
Por isso vamos testar
Se estamos em sintonia
Rosário:
Já que você aceitou
Meu convite pra cantar
Cantaremos as mulheres
Em seus cordéis a fiar
Na peleja também tem
Mulher a desafiar
Dalinha:
As mulheres desafiam,
Desde a sua criação.
Eva lá no paraíso
Provocou o tal Adão.
E ele caiu direitinho.
Na gostosa armação.
Rosário:
Dalinha, pare com isto
Não é esta nossa prosa.
Aqui nestes nossos versos
Você só quer ser garbosa.
Mas este mundo tá cheio,
De mulheres talentosas.
Dalinha:
Não fujo d’uma peleja
Tô pro que der e vier
Se eu quero ser garbosa,
È só porque sou mulher
E não venha me dizer
Que você também não é!
Rosário:
No Ceará conhecemos
As mulheres cordelistas
Publicando seus folhetos
Começando a dar nas vistas
Rimando com maestria
Nunca perdendo as pistas
Dalinha:
Você também tá na pista,
Neste desafio virtual.
Pois o seu gosto por versos,
Nasceu lá em Bacabal
Juntinho com o seu pai
Em sua cidade Natal.
Rosário:
Esta sua afirmação
É verdade, verdadeira
Seu Hugo me ensinou
A gostar da brincadeira
Tomei gosto pelo verso
E isto não é besteira
Dalinha:
Sendo para ressaltar
A mulher e sua conquista.
Eu me irmano com você
Seguindo a mesma pista.
Com mulheres no cordel
Um novo tempo se avista.
Rosário:
Os poetas reconhecem
Belas métrica, oração.
As mulheres cantadoras
Cantam com o coração.
No litoral ou na serra,
Sobretudo no sertão!
Dalinha:
Os poetas lá de cima
Apoiam a mulherada.
Pois elas já colocaram
Há muito, o pé na estrada.
Cantando com maestria,
Desde coco à embolada.
Rosário:
Quem diria, miga Dalinha,
Que pelejas eu faria
Você me incentivando,
Tempos atrás, eu temia
Que poetas descobrissem
A tamanha ousadia!
Dalinha:
Você é tão importante
Em nossa literatura.
Catalogando cordel
E divulgando a cultura.
Se hoje faz os seus versos,
É porque tem estrutura.
Rosário:
De tanto ler cordel,
De tanto catalogar,
Tomei gosto pelo verso,
E cultura popular.
Agora que tomei gosto,
Vai ser difícil parar.
Dalinha:
E é assim que se fala
Querida amiga minha.
No rumo da poesia
Você faceira caminha
Para andar de braços dados
Com sua amiga Dalinha.
Versos de Bastinha que pertence a Academia de Literatura de Cordel do Crato-Ce
A Rosário e a Dalinha
na peleja foram bem;
as duas,como ninguém
metrificaram na linha,
os parabéns de Bastinha
que da cidade do Crato
manda na décima o relato
da verve dessas artistas
duas grandes cordelistas
que sabem rimar de fato !
Versos de Josenir Lacerda que pertence a Academia de Literatura de Cordel do Crato.
Tentei falar da peleja
Igualmente fez Bastinha
Porém a musa não vinha
Estava rasa a bandeja
Então eu disse: - ora veja!

Pois que fale o coração...
Eis que a voz da emoção
Em doce estrofe se fez
E a lira por sua vez

Fez esta declaração:
*

Duas damas nordestinas
juntas no mesmo papel:
emoldurar no cordel
sonhos dourados em rimas.
parecem duas meninas
num encantado cenário
juntas, Dalinha e Rosário
espalham versejo e rosa
criam no verso e na prosa
luminoso intinerário.
*
Versos de Ivamberto Albuquerque membro da ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Chica Barrosa e Turbana
Foram duas cantadeiras
Dalinha e Rosário
Estão fazendo carreira
Resgatando a memória
Revivendo a história
Das saudosas companheiras.
*
http://rosarioecordel.blogspot.com/
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CORDELTECA MADRINHA MENA

MADRINHA MENA NA LOJA DA ABLC
CORDELTECA MADRINHA MENA


No dia 13 de novembro de 2010, no município de Cantagalo, na casa de Euclídes da Cunha foi inaugurada uma nova cordelteca em homenagem a Madrinha Mena, madrinha dos poetas do Brasil.

No evento tivemos a presença marcante de Gonçalo Ferreira da Silva presidente da ABLC, Academia Brasileira de Literatura de cordel, esposo da homenageada.

Madrinha Mena é uma pessoa simples, querida no mundo dos cordelistas, pela sua dedicação ao cordel, pelo amor que ela tem pelos folhetos que sempre estiveram presente em sua vida.
Madrinha Mena não escreve cordéis, mas com sua violinha na mão é capaz de cantar um cordel inteirinho.

Cantagalo está de parabéns por homenagear esta cearense guerreira. A Cordelteca Madrinha Mena é uma justa homenagem a esta mulher de garra que não esquece suas raízes.

Texto e foto de: Dalinha Catunda
Visite também: www.cantinhodadalinha.blogspot.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Plenária ABLC - novembro 2010

Plenária de 20 de novembro de 2010
Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37 – Santa Teresa
Data: 20 de novembro de 2010

 
A plenária da ABLC, do próximo sábado, dia 20 de novembro de 2010, dentre outras atividades, será dedicada aos lançamento do folheto de cordel
Paraíba, de Filipéia a João Pessoa, do poeta Ivamberto Albuquerque de Oliveira; Dom Quixote em cordel, do poeta Olegário Alfredo; e, do livro Cordel nas Gerais: oralidade, mídia e produção de sentido, organização Simone Mendes.

Convidamos os amigos e convocamos os confrades


ADQUIRA OS LANÇAMENTO na sede da ABLC
e
100 Cordéis Históricos Segundo a ABLC
Editora:
Queima-Bucha
Formato: 21 X 28
Páginas: 568
Capa: Papel Triplex 350g 2 cores
Miolo: Papel Off-Set 90g P/B
Preço: R$ 50,00 (caixa com dois volumes)
Para envio por Correios será acrescentado o valor correspondente para cada cidade.
A coleção está à venda pelo e-mail 100cordeis@ablc.com.br.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Calma amigos! ela já, já estará chegando

 
Amigos, venho avisar, a nossa poeta Dalinha em Ipueiras está. Resolvendo alguns pepinos que apareceram por lá. Mas fiquem confiantes, ela não deixou de pesquisar.... Continua suas leituras para em seus versos aplicar. Dedico estes versinhos, para dela me lembrar. Em final deste novembro, ela irá retornar
   Caros amigos blogueiros
Dalinha, nossa poeta
No Ceará inda está
Não a caçar borboleta
Anda muito atarefada
Numa quizila afiada
Parecendo o capeta

No sertão daquelas bandas
Na sua bela Ipueiras
Mexeram com suas terras
Ela armou as fileiras:
-“Aqui dentro não se passa
Aqui ninguém ameaça
Não se avança porteiras”
(Maria Rosário Pinto)

Pra defender meus direitos
Amigo vou lhe contar
Não boto o galho dentro
Calada não sei ficar
Se precisar riscar a faca
Risco, pois não sou fraca
E só me desacatar
(Dalinha Catunda)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!


28 de outubro

28 de outubro
Começando o verão
Neste dia ela faz anos
É poeta do sertão
Canta valores da terra
Otimista até na guerra
Meiga flor do sertão

Hoje é seu aniversário
Das poetas, a mais bela
Ela dança, canta, salta
De uma forma singela
O seu olhar tem o brilho
De quem traça seu trilho
Pela estrada mais bela

Fica lá em Ipueiras
A sua terra natal
Dali ninguém a tira
Ama todos sem igual
Na cacimba ou no açude
Faz parte de sua virtude
É um amor fraternal

Ela é sempre generosa
Distribui o seu amor
Almeja o crescimento
Seu incentivo é clamor
Seus amigos, os poetas
Para ela fazem festas
Agradecem com louvor

Mas também não é santinha
Se não lhe pisarem os calos
Dela terão gratidão
Merecem os seus regalos
Espalha sua alegria
Dia e noite, noite e dia
Do amor, sabe os atalhos

Neste dia importante
Grande é a comemoração
Haverá grande festança
Receberá saudação
Dos amigos mais chegados
E também dos afastados
Carinhos de coração

Aceite estas flores
Como prova de carinho
Elas são multicolores
Pra enfeitar o seu caminho

Beijinhos,
Rosário Pinto
Veja também:
http://rosarioecordel.blogspot.com

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cordel de Saia e um Salto para o Futuro



Salto para o Futuro

Salto para o Futuro integra a grade da TV Escola (canal do Ministério da Educação).  É exibido diariamente às 19h na TV Escola e reprisado às 8h e às 15h. Produzido pela TV Brasil, o programa é apresentado em reprise na grade da emissora e também pode ser assistido na página www.tvbrasil.org.br às 05h50. É exibido simultaneamente pelos canais DirecTV e Sky.

Esta semana (de 18/10 a 24/10/2010) a programação está voltada para a literatura de cordel, com entrevistas e depoimentos de vários poetas de cordel, xilógrafos, pesquisadores e professores.

A Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC esteve representada pelo seu presidente e por vários de seus membros entre poetas, músicos, xilógrafos e pesquisadores da área. A temática central foi a presença da literatura de cordel na sala de aula, como importante ferramenta na grade curricular das escolas.

Maria Rosário Pinto e Dalinha Catunda [Maria de Lourdes Aragão Catunda] ofereceram depoimentos ao lado de poetas de renome e de pesquisadores, reconhecido pelos trabalhos desenvolvidos sob a temática da literatura de cordel.

Foto: Fernando Assumpção


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SALA DE VISITA RECEBE - Geraldo Aragão


É com grande alegria e entusiasmo que Cordel de Saia recebe o professor, poeta de cordel e Vice-presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC, Geraldo de Oliveira Aragão, natural da cidade de Nossa Senhora da Glória, Estado de Sergipe, antes da sua emancipação (1938) chamava-se Boca da Mata. Radicado na cidade do Rio de Janeiro desde 1969, por quem  revela paixão, após conhecer o Mar, como descreveu “a utopia materializa”:que nos oferece esta bela homenagem.  Dalinha Catunda e eu, Maria Rosário Pinto estamos sensibilizadas com o poema.

CORDEL DE SAIA
(HOMENAGEM)

HOJE EU VIM MATAR A SEDE
NA FONTE DA POESIA
EXPOR O MEU PENSAMENTO
CUNHADO DE ANALOGIA
DIZER DA SATISFAÇÃO
VIVER SEM CONTRADIÇAO
IRRIGANDO A ALEGRIA

NÃO SOU MOTE DE CORDEL
QUE MEREÇA SER CANTADO
MAS TAMBÉM NÃO SOU ENTULHO
PRA SER NO LIXO VASADO
DIGO O QUE NO PEITO BROTA
MINHA MENTE NÃO SE EMBOTA
SE O VERSO CHEGA ATRASADO

DO OLHO D’AGUA QUE  NASCE
EM BREVE SERÁ RIACHO
FALO DO CORDEL DE SAIA
TENHO CERTEZA, NÃO ACHO
FOI INSPIRAÇÃO DIVINA
DA POETISA DALINHA
É RAPADURA NO TACHO

TEM MARIA DO ROSÁRIO
MENA, MADRINHA LOUVADA
É UM TRIO DE VALOR
TERRA FÉRTIL E LAVRADA
JÁ COMEÇOU A CHOVER
É SÓ TER  OLHOS  PRA VER
A SEMENTE ESTÁ PLANTADA

Geraldo Aragão-17.10.2010
 

sábado, 16 de outubro de 2010

Plenária ABLC - outubro 2010

Plenária dedicada a Catullo da Paixão Cearense com palestra do Acadêmico Chico Salles – o poeta, músico e cantor

Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37 – Santa Teresa
DATA: 16 de outubro de 2010
Pauta: Homenagem a Catullo da Paixão Cearense

A plenária da ABLC, do próximo sábado, com palestra do poeta, músico, cantor  e Diretor Cultura da instituição, Chico Salles, será em homenagem a seu patrono Catullo da Paixão Cearense, cadeira nº 10. Em seus 22 anos a ABLC atinge a juventude totalmente revigorada, com inúmeras iniciativas no desenvolvimento de novos projetos.
Convidamos os amigos e convocamos os confrades 

sábado, 9 de outubro de 2010

GALERIA DE FOLHETOS

Galeria  de folhetos: uma homenagem a poeta e amiga
Dalinha  Catunda 

     Dalinha Catunda, Maria de Lourdes Aragão Catunda, poeta popular, natural de sua Ipueiras, CE, de onde tira toda a sua inspiração, nos apresenta uma poesia leve e que brota da alma, borbulhante como água de uma fonte que nunca se esgota. Sua temática é sempre corajosa, carregada de humor e com rimas impecáveis. Sua criatividade/atividade é intensa, explode ao menor sinal. Basta cutucá-la com um tema qualquer, que logo começa um novo poema.
Conheci Dalinha Catunda, numa época em que pensava não ser mais possível fazer novas e duradouras amizades. Engano meu, ficamos amigas e mais que isto - parceiras. Um tipo de parceria peculiar – voltada para a produção poética, em que Dalinha evidencia toda a sua versatilidade, humor e qualidade em suas composições. Além disso – é uma pessoa extremamente generosa para com os amigos. É responsável pela minha liberdade na busca dos versos.
É na leitura de seus versos que me inspiro. Em Cobra criada, Dalinha nos mostra o que mais a caracteriza poeticamente – versatilidade na criação temática, na arte da composição, da rima e da estruturação das orações. Seus versos fluem, com o humor, que lhe é peculiar. Sua coragem e generosidade são contagiantes, nos anima na busca de novos caminhos. Por esta razão me atrevo a dizer que Dalinha Catunda é o que os grandes menestréis identificam como poeta de musa cheia.
Apresento para vocês
Uma Cobra bem criada
Versos de Dalinha são,
Pra ficar embasbacada
Seu humor é transbordante
E de forma apimentada
 (Maria Rosário Pinto)
Membro da ABLC
O verso que dedico a ela são fruto de sua generosidade e incentivo