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domingo, 21 de dezembro de 2014

Revista Acadêmica

REVISTA ACADÊMICA
O Livro, “Revista Acadêmica” de 2014 já saiu. E eu que tenho participado das publicações da AILCA, Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes, da qual eu faço parte, tenho mais um motivo para ficar feliz, além da minha participação com a poesia, “Rainha da Rapadura” desta feita escrevi também, a pedido de Lourdes Mozart, a orelha do Livro “Revista Acadêmica”.
Lourdes pediu-me o texto sobre estações e trens, e como tenho preferência pelos versos, acabei fazendo uma poesia. “Na Estação da Saudade,” espero que gostem.
O livro ficou muito bonito e quero aqui agradecer os membros da AILCA – Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes, que são sempre muito gentis comigo.
*
Dalinha Catunda
*
NA ESTAÇÃO DA SAUDADE
*
Quantas histórias bonitas
Teve o trem em seu roteiro
Mas o descaso acabou
Com o trem de passageiro
Inda vejo o trem passar
Nos trilhos do meu lugar
Mas é apenas cargueiro.
*
Como não sentir saudades
Da vida no interior
Do trem que ia e voltava
Levando e trazendo amor
Do choro na despedida
Que havia em cada partida
Na face do sonhador.
*
Escuto um apito ao longe
É só imaginação
Pois nos trilhos da saudade
Balança meu coração
Em cada vagão lotado
A lembrança do passado
Sacode minha emoção.
*
As bancas das cafezeiras,
Bancos e bilheteria,
A sineta pendurada
Que no horário batia
Carreteiros de plantão
Disputavam na estação
Cada mala que descia.
*
Hoje as velhas estações
Testemunham a história
Da rede ferroviária
Que teve dias de glória
Conduzem nossa emoção
Quando apita a recordação
Sacolejando a memória.
*
Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

RECEBENDO OS LOUROS





RECEBENDO OS LOUROS


Ainda estou encantada com minha ida a Teresina, quero aqui agradeço o presidente da Academia Piauiense de Literatura de Cordel – APLC, Pedro Nonato da Costa, que em nome da academia concedeu-me a Comenda de Mérito Cultural, Poeta Firmino Teixeira do Amaral.
Agradeço também a Pedro Costa e Luis Carlos, a inclusão do meu mais recente cordel, “Quem Nasceu Pra Lampião Jamais será Lamparina” na conceituada revista “DE REPENTE” que completou vinte anos de existência.

Texto e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A festa de posse da Academia Piauiense de Literatura de Cordel.


A festa de posse da Academia Piauiense de Literatura de Cordel.

Tive o prazer de assistir, como convidada de Pedro Nonato Costa, a festa de posse dos Acadêmicos da APLC – Academia Piauiense de Literatura de Cordel.
O repentista e cordelista, Pedro Costa, membro da ABLC, não mediu esforços para levar uma representação da Academia Brasileira de Literatura de cordel. E lá esteve: Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC, Madrinha Mena e esta que vos fala: Dalinha Catunda.
O cordel está muito bem representado em Teresina, pelo que pude observar Pedro tem um apoio de peso da sociedade piauiense. Políticos e autoridades locais prestigiaram o evento e apoiam Pedro nesta sua peleja maior que tem como mote a cultura popular.
Quero aqui a gradecer ao primeiro secretário da APLC, Francisco de Almeida, que foi um excelente cicerone nos acompanhando nas jornadas em Teresina.
Ainda nos agradecimentos, agradeço a APLC, que me contemplou com a Comenda de Mérito Cultural, a qual recebi das mãos do Desembargador Edvaldo Pereira de Moura do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. Obrigada, a Luiz Carlos que para minha surpresa ocupou duas páginas da revista “De Repente” com meus versos.
Meu querido amigo e confrade da ABLC, Guaipuan Vieira, natural do Piauí e cearense de coração, tomou posse na Academia Piauiense de Literatura de Cordel e teve o privilégio de receber como patrono seu pai, o poeta indianista, Hermes Vieira.
O que também achei importante foi a presença das mulheres  ocupando cadeiras na APLC, e entre elas minha amiga Ilza Bezerra,  simpatia em pessoa que nos acompanhou em passeios.
Não poderia detalhar em um só texto todos os acontecimentos desta jornada piauiense, mas posso finalizar dizendo que fomos muito bem recebidos, e Pedro Costa nos proporcionou o que o havia de melhor no Piaui.
Texto e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


A Peleja de Chiquinha do Cariri com Nanã de Princesa
*
Dalinha e Josenir
*
Foi na fazenda beleza
Do compadre Zé Roberto
Que se deu essa peleja
E a musa estava por perto
E neste bate e rebate
Tinha mulher no combate
Jogo limpo e descoberto.
*
Dalinha e Josenir
*
O evento foi aberto
Pela Nanã de princesa
Chiquinha do Cariri
Botou as cartas na mesa
A comporta foi quebrada
E os versos feito enxurrada
Desceram na correnteza
*
Dalinha e Josenir
*
Então Nanã de Princesa
Afinou sua viola
Chiquinha do Cariri
Coçou aflita a cachola
Com as palmas de alegria
Começava a cantoria
Que agora se desenrola:
*
NP
Sou Nanã, segure a bola
Moro bem longe daqui
Vim disposta a pelejar
Sou braba feito um siri
Sou rima solta na língua
Verso que brota e não míngua
Sou veneno de tingui.
*
CC4
Chiquinha do Cariri
É o meu nome de guerra
Não sei o que é sobrosso
Nasci lá no pé da serra
Fazer verso é minha sina
Meu repente é carabina
Que aponta, atira e não erra.

domingo, 30 de novembro de 2014

Academia Piauiense de Literatura de Cordel












Nasce a APLC – Academia Piauiense de Literatura de Cordel
Pedro Nonato Costa, mais conhecido como Pedro Costa, repentista, compositor, poeta cordelista, editor chefe da Revista De Repente, ator e radialista, estará fundando no dia 05 de dezembro de 2014, em Teresina-Piauí, a APLAC - Academia Piauiense de Literatura de Cordel.
Quero aqui agradecer a Pedro Costa, que por telefone, gentilmente, convidou-me a participar deste evento. E também, confirmar minha presença na solenidade de posse dos membros da APLC.
Já estive com Pedro Costa em alguns eventos culturais e sei da sua luta deste guerreiro em prol da cultura popular, avante Pedro!!!!

Texto e fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

QUEM NASCEU PRA LAMPARINA JAMAIS SERÁ LAMPIÃO













QUEM NASCEU PRA LAMPARINA
JAMAIS SERÁ LAMPIÃO.

PAULO MOURA
*
Vem dando pinta de macho
Mas é medroso e covarde
Do medo não faz alarde
E não honra o próprio cacho
Não tem mais fogo no facho
E não encara questão
Quer dar uma de machão
Mas na hora a voz afina
QUEM NASCEU PRA LAMPARINA
JAMAIS SERÁ LAMPIÃO...
*
DALINHA CATUNDA
*
Ele se mostrou valente
Quando resolveu brigar
Começou a me xingar
Mas eu gritei se oriente
Fui ficando impaciente
Joguei o cabra no chão
Depois de um safanão
Ele perdeu a botina
QUEM NASCEU PRA LAMPARINA
JAMAIS SERÁ LAMPIÃO...
*
Décimas de Dalinha Catunda e Paulo Moura

terça-feira, 25 de novembro de 2014

NO FACEBOOK E NOS VERSOS

 










NO FACEBOOK E NOS VERSOS
*
Enquanto a comida queima
No face muitos suspiram
Buscando o novo na máquina
E nisso tem deles que piram
Gosto do computador
Até canto em seu louvor
Atendendo aos que pediram.

ADELMO VASCONCELOS
*
Esses versos me inspiram
Me trazendo novo look
Na Internet, eu sou
Feiticeiro, rei ou duque
Posso até me dividir
Compartilhar e curtir
Nesse tal de facebook.
*
DALINHA CATUNDA
*
Com valete e no batuque
No face eu virei rainha,
Mas como já sou coroa
Eu vou ficando na minha.
Comentando e curtindo,
Meu caminho vou seguindo,
Sem tentar sair da linha.
*
ADELMO VASCONCELOS
*
Como sou fã de Dalinha
Não posso ficar parado
No facebook, eu ouço
Belas canções do passado
Um site de cada vez
Sem erros de português
Pois entendo do riscado.
*
DALINHA CATUNDA
*
O que tem me arrebatado
No face eu vou já dizer:
É rever velhos amigos,
E poetas conhecer,
É propagar poesia,
Distribuir alegria,
Porque isso eu sei fazer.
*
ADELMO VASCONCELOS
*
Eu não deixo de comer
Para ficar sentadão
Na frente do facebook
Procurando diversão
Só quero ver coisas boas
Curtir uns versos e loas
Dos poetas do sertão.
*
DALINHA CATUNDA
*
Incentivo a interação
E seja qual for o tema.
Da palavra faço verso,
Do verso faço poema,
Quando a musa me aborda
Sinto que o lirismo acorda
Entrando em meu esquema.
*
ADELMO VASCONCELOS
*
Eu vou no passo da ema
Ponho o fone de ouvido
O mouse na minha mão
É a seta do sentido
O facebook conforta
Faz chover na minha horta
Fico todo convencido.
*
DALINHA CATUNDA
*
O meu brinquedo assumido
É mesmo o computador,
Onde digito meus textos
Engraçados ou de amor.
Gosto desta engrenagem
Aqui recebo mensagem
De um modo inovador.
*
ADELMO VASCONCELOS
*
Um poema de valor
É belo, admirável
Expondo no facebook
Me torno mais sociável
O tempo é companheiro
Mas ele passa ligeiro
E é inexorável.
*
DALINHA CATUNDA
*
Obrigada meu poeta
Pela sua interação
Eu no Rio de Janeiro
Bem longe do seu chão
Num encontro virtual
Cumprimos o ritual
Desta nossa criação.
*
Versos de Adelmo Vasconcelos e Dalinha Catunda