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sábado, 22 de setembro de 2018

CORDEL dentro da Oficina Literária do HUGG




Noções de Literatura de cordel com Dalinha Catunda,
 dentro da Oficina Literária do HUGG, com Regina Macri.

A THEREZA RODRIGUES
*
Numa letrinha bonita
Pra minha SATISFAÇÃO
Um recado eu recebi
E tocou meu CORAÇÃO
A mensagem me encantou
Pois estava escrita a MÃO.
*
E foi Thereza Rodrigues
Quem escreveu cada LINHA
Meu nome ela não lembrava
Repito agora é DALINHA
Disse que eu era “arretada”
Razão sobrando ela TINHA.
*
Com palavras carinhosas
Ela disse o que QUERIA
Falou que tinha adorado
E demonstrava ALEGRIA
Por ter vivido comigo
Momentos de POESIA.
*
Até cobra no seu texto
Que eu cumpra meu PAPEL
Que é o de ensinar ao grupo
Fazer versos de CORDEL
Na medida do possível
Eu tentarei ser FIEL.
*
O cordel tem o poder
De entreter e ALEGRAR
Você com as companheiras
Contentes irão FICAR
Com essa literatura
De cordel que é POPULAR.
*
Dalinha Catunda
Sextilhas usadas na Oficina Literária do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.
 Noções de Literatura de cordel com Dalinha Catunda,
 dentro da Oficina Literária, com Regina Macri.
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Dor da Saudade por Lindicássia Nascimento


A DOR DA SAUDADE
*
Hoje vivo de ilusão
Tenho lágrimas no rosto
Por conta de um amor
Ter me causado desgosto
Eu não amo mais ninguém
Não consigo, não convém
Nem mesmo, meu lado oposto.

Ficou cravado no peito
A dor tirou-me a alegria
Explodiu e não tem jeito
Não existe sintonia
Pois ainda sinto o cheiro
Do caboclo, cangaceiro
Que sugou minha poesia.

Lindicássia Nascimento colunista do blog: Cordel de Saia
Poeta de Cordel e Presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

A NOSSA LITERATURA/ TEM QUE SER MAIS DIVULGADA




A NOSSA LITERATURA
TEM QUE SER MAIS IVULGADA

*
DALINHA CATUNDA
A nossa arte em cordel
Atualmente é modismo
Quanto exibicionismo
Recebendo até laurel
Cada um com seu papel
Vai seguindo sua estrada
Uns de forma equivocada
Deturpam nossa cultura
A NOSSA LITERATURA
TEM QUE SER MAIS DIVULGADA

*
JERSON BRITO
Pela mídia brasileira
Desfila uma enormidade
De atrações sem qualidade,
Inúteis... Quanta besteira!
A cultura verdadeira
Não tem espaço, coitada,
Mendiga pra ser mostrada,
Em poucos meios figura.
A NOSSA LITERATURA
TEM QUE SER MAIS DIVULGADA.

*
Mote: Zilmar de Souza



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

As Mulheres do Cordel


ONDE E COM QUEM
*
No troféu do Gonzagão
Em noite espetacular
Em Fortaleza encontrei
Uma mulher singular
Ivonete de Morais
Que é poeta até de mais
E veio para ficar.
*
Sorridente e bem feliz
E demonstrando alegria
Ela me ofertou seu livro
Apinhado de poesia
Agradeci a guerreira
Que vence qualquer barreira
Pra viver o dia a dia.
*
Recomendo o livro: “Beleza poética em versos rimados”
De Ivonete de Morais, com apresentação da poetisa Josenir Lacerda,
e arte de Nonato Araújo.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda.



domingo, 9 de setembro de 2018

Lobo em pele de cordeiro


LOBO EM PELE DE CORDEIRO
*
Tem coisa que eu não me engano
Pois consegui comprovar
Eu vi o tempo passar
Dia e noite ano a ano
E assisti o ser humano
Representando um roteiro
Ao se despir por inteiro
Não era santo e nem bobo
No fundo era um feroz lobo
Que se vestiu de cordeiro.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Cordel de Saia e animação



Cordel de Saia, composto por Rosário Pinto e Dalinha Catunda esteve hoje, 06/09/2018, no Hospital Universitário Gaffrée Guinle fazendo uma tarde de recreação para dois grupos de idosos: Renascer e Oficina Literária – do Projeto de Extensão da Pró Reitoria de Extensão da UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ambos os projetos são desenvolvidos no Hospital Gaffrée Guinle, sob a coordenação de Regina Macri, Arte-terapeuta e Coordenadora da Oficina Literária do HUGG.

Foi uma tarde muito agradável onde mais ou menos 150 pessoas formavam uma plateia atenta e animada que respondia com sorrisos e aplausos nossas apresentações.
Lá falamos de literatura de cordel, de mulheres, apresentamos pequenas pelejas, fizemos declamações e tivemos também um momento de trovas populares além dos versos engraçados.
No final, para nossa alegria, o grupo fez um canto de agradecimento e boa parte da plateia veio nos abraçar mostrando contentamento.
Tarde de alegria e magia poética!
Nota do Cordel de Saia

AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI - CORDEL -


AS MULHERES CORDELISTAS DO CARIRI
1
Para guiar os meus passos
Eu peço licença a musa
Que tem sido camarada
Quando rogo não recusa
E por ser condescendente
Ilumina minha mente
Que pede, mas não abusa.
2
Eu sou Dalinha Catunda
Sou poeta popular
Minha mãe é poetisa
Sempre gostou de rimar
O fio da tradição
Eu peguei da sua mão
Para meus versos fiar.
3
Envolvida com os versos
Cordelista me tornei
Sabendo que esse universo
Que admiro e adentrei
O homem é maioria
Porém a mulher queria
Fazer parte dessa grei.
4
Foi chegando de mansinho
E firmando o pensamento
Escrevendo seu cordel
Com garra e discernimento.
Não tardou a demarcar
Nessa história seu lugar
E seu comprometimento.
5
Quando o homem acordou
Viu que não era esparrela
Sentiu a mulher no todo
Não somente uma costela
Viu o canto da mulher
Que meteu sua colher
Enfrentar qualquer querela.
6
Hoje no Brasil inteiro
Tem mulheres cordelistas
Pois apesar do machismo
Já somos muitas nas listas
Confirmando nosso traço
Ocupando mais espaço
E tendo novas conquistas.
7
E se o cordel criou asas
A mulher junto voou
No seio do Cariri
Acolhida ele encontrou
Nessa seleta morada
A mulher enamorada
Tal arte revigorou.
8
A mulher do Cariri
Tem postura no cordel
Pesquisa e conhecimento
Ela bota no papel
Faz bonito no presente
Sua garra é evidente
E se reflete em laurel.
9
Assim sendo resolvi
Fazer minha louvação
A mulher caririense
Que preserva a tradição
E mostra sua cultura
No cordel literatura
Com afinco e inspiração.
10
Deus queira que eu não esqueça
De ninguém nesse momento
Que me garanta destreza
Na força do pensamento
Que flua a imaginação
Nessa minha louvação
A quem tem merecimento.
11