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quarta-feira, 20 de julho de 2016

“VESTIMENTA DE CABOCLO”

“VESTIMENTA DE CABOCLO”
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Por detrás da Samambaia
Vejo a morena guerreira
Com um sorriso no rosto
Segurando bem faceira
Do “caboco” a vestimenta
Que no ritual ostenta
Retirando da touceira.
*
Versos de Dalinha
Foto de Lindicássia


sábado, 9 de julho de 2016





O folclorista Edison Carneiro

No próximo mês de agosto, a cultura popular comemora o nascimento de Edison Carneiro,  o folclorista que percorreu todo o país em busca das mais preciosas tradições da cultura popular brasileira,.natural de Salvador, BA, nasceu em 12 de agosto de 1912.
.
O Folclore comemora
Relevante centenário
Neste Agosto é o mês
Do grande aniversário
Do gigante folclorista
Que conviveu com artista
Nos deixou belo cenário
*
De quem falo já vos digo
O nome homenageado
Edison Caneiro é
Folclorista apegado
Às tradições brasileiras
Fez delas suas bandeiras
Da cultura advogado.
*
Percorreu todo o país
Festas e religiões
Pesquisou tudo em detalhe
Em todas ocasiões
Nada deixou para trás
De tudo, correu atrás
Também estudou baiões.
*
Amigo de Jorge Amado
Que sempre reconheceu
No folclorista, o mérito
De tudo que descreveu
Muitos anos de pesquisas
Leu também as poetisas
Sobre tudo escreveu
*
Pesquisou sobre a umbanda
E também, o candomblé
Toda a religiosidade
Estudou e fincou pé
Fez minucioso estudo
Foi mestre, tal qual Cascudo
Na cultura, mostrou fé
*
O Rodolfo Cavalcante
Que foi grande menestrel
Um folheto publicou
Todo versado em cordel
Exaltando o folclorista
Passou sua vida em revista
Como um grande nobel
*
Convidei dona Dalinha
Da família dos Catunda
Para trazer o seu verso
Com sua verve profunda
Ela é ágil na setilha
Sempre mantém sua trilha
Sua poesia é profunda
*
Leia abaixo o folheto
Clique o “link”, sem temor
Para conferir-lhe a vida
O poeta tem valor
E o Edison Carneiro
Este grande brasileiro
Provocou muito rumor.
(Rosário Pinto)

Cavalcante, Rodolfo Coelho. Dr. Edison Carneiro: o gigante do folclore afro-brasileiro. Salvador : Tipografia Ansival, 1977. 8 p.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

VERSOS NA MEDIDA

VERSOS NA MEDIDA
*
Pra fazer verso bem feito
Carece concentração.
Prestar atenção na rima,
E na metrificação.
O cordel tem exigência
Observe a coerência
Dê sentido a oração.
*
Mesmo em versos satíricos
Não faça um verso qualquer,
Pois a boa produção
Cuidado maior requer
Cada um faz do seu jeito
Mas para fazer bem feito
Será como a regra quer.
*

Foto e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O DÃO DE JAIME PEDINDO PRA APANHAR

O DÃO DE JAIME PEDINDO PRA APANHAR
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DÃO DE JAIME
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Eu vou bulir com Dalinha
Só pra ver o alvoroço
Dizem que ela é mais dura
De que carne de pescoço
Não tolera desaforo
Eu vou preparar meus coro
Que aí vem chumbo grosso.
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DALINHA CATUNDA
Dão eu estou sossegada
Vem você me aperrear
Quem não tem o que fazer
Procura até encontrar
Se prepare para o tombo
Pois eu vou lanhar seu lombo
Só pra você se mancar.
*
DÃO DE JAIME
Dalinha se eu te pegar
Na cidade de Barbalha
Vou botar uma cangalha
Um jogo de cassuar
Uns tronco de jatobar
E uns pau de arrueira
Pra fazer minha fogueira
Depois lhe dou uma pisa
Acabo com a poetisa
Da cidade de IPUEIRAS.
*
DALINHA CATUNDA
Vou fazer um juramento
Vou até deixar escrito
Em você boto é cambito
Pra deixar de ser marrento
A carga de um jumento
Vou fazer você levar
Se resolver empacar
Eu lhe como no cipó
Vou bater mesmo sem dó
Pra você me respeitar
*

Xilo de Cícero Lourenço.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

EM LOUVOR A NATUREZA

EM LOUVOR A NATUREZA
*
DALINHA CATUNDA
Entre a estrada e o céu
Entre a folhagem e a flor
A vida segue adiante
Mostrando seu esplendor
Perante tanta beleza
Vou louvando a natureza
E a Deus pai o criador.
*
BASTINHA JOB
Louvo esse céu anilado
Tanta planta verdejante,
Flores lindas e rosadas
Da paisagem insinuante;
E ergo os olhos meus 
Admirando esse Deus
E sua obra gigante!
*

Foto de Cayman Moreira

terça-feira, 14 de junho de 2016

ENTREVISTA EM VERSOS




ENTREVISTADA: DALINHA CATUNDA (DC)  
ENTREVISTADOR: Gilberto Cardoso dos Santos (GCS)
*
GC: Cara Dalinha Catunda,
Poetisa e cordelista,
Quero, em forma de cordel,
Fazer-lhe esta entrevista
Rainha dos menestréis,
Fale-nos de seus cordéis
Esboce uma mini lista.
 *
DC: Gilberto, caro poeta
Eu agradeço o convite
E fico lisonjeada
Com a proposta acredite
Vou puxar pela memória
E lhe contar minha história
Se a musa assim me permite.
 *
Dos cordéis que escrevi
Bem mais de cinquenta são
O mais ilustre de todos
É a Invasão do Alemão
Tem pelejas virtuais
Até sobre animais
E o cordel do Lampião.
 *
GCS: Como foi a sua infância?
Tem alguma formação?
Fale-nos de sua origem
Do que traz-lhe inspiração
A rimar, quando aprendeu?
Como se desenvolveu
Essa tão grande paixão?
 *

segunda-feira, 13 de junho de 2016

MULHERES CANTANDO QUADRÃO À BEIRA MAR EM BARBALHA

MULHERES CANTANDO QUADRÃO À BEIRA MAR EM BARBALHA
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O Cordel, “MULHERES CANTANDO QUADRÃO Á BEIRA MAR” foi lançado no evento cultural do dia 24 de maio em Barbalha. Esse lançamento aconteceu lá, porque a maioria das mulheres era do Cariri. Quero mais uma vez agradecer a todas que participaram deste cordel coletivo atendendo meus apelos e enriquecendo a caminhada das mulheres cordelista. E agradeço de coração as poetisas que lá estiveram lendo suas estrofes e prestigiando o evento.

Dalinha Catunda