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segunda-feira, 18 de maio de 2015

MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL
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O cordel antigamente
Era coisa masculina
Mas a mulher nordestina
Que já cantava repente
Sem achar que era imprudente
Deu uma de menestrel
Resolveu fazer cordel
E cultura propagar
Pois muito tem pra contar
E faz bem este papel.
.
Hoje fazem recitais,
E peleja virtual
O seu folheto é real
Com histórias geniais
Não tem só suspiro e ais
Em folheto de mulher
A fêmea sabe o que quer
No repassar da cultura
Coisa que a literatura
Atualmente requer.
.
É com gosto e competência
Que a mulher entra na roda
Canta verso e vira moda
E até passa a ser tendência
Pois com jeito ou imprudência
Ela ocupa o seu lugar
Porque bem sabe rimar
A sua sabedoria
Já deixou de ser Maria
Vivendo só paro o lar.
.
Texto e foto de Dalinha Catunda

sábado, 9 de maio de 2015

O TAL DE CHICO CUNHA











O TAL DE CHICO CUNHA
1
HÉLIO CRISANTO
Esse tal de chico cunha
Me deixou todo biqueiro
A boca sem paladar
Amarga que só pereiro
No corpo uma comichão
Parece até meu irmão
Que dormi num formigueiro.
2
DALINHA CATUNDA
O meu fastio foi grande
Confesso perdi a fome
A virose que eu tive
Não me disseram o nome
Só sei que eu me maldizia
A dor no corpo explodia
Dor grande que nunca some.
3
HÉLIO CRISSANTO
Não tem remédio que dome
A dor dessa quebradeira
Essa tal de dipirona
Já tomei de mamadeira
Minha amiga eu tenho dito
O ferrão desse mosquito
Vem me dando uma canseira.
4
DALINHA CATUNDA
Parece uma brincadeira
Mas não tem quem aguente
Evite essa picadura
Para não ficar doente
O ferrão desse mosquito
È de fato esquisito
Pode até matar a gente.
5
HÉLIO CRISANTO
 A gente fica impotente
Sem animação pra nada
O mocotó fica inchado
Nossa unha avermelhada
Amiga é grande a seqüela
Parece a febre amarela
Maltratando na calada.
6
DALINHA CATUNDA
Eu fiquei foi acamada
Com um peso na corcunda
A dor se alastrou no corpo
Nunca vi dor mais profunda
Era uma dor infeliz
Subindo pelos quadris
Pegando o rego da bunda.
7
HÉLIO CRISANTO
A cada dia me afunda
Comadre é grande o castigo
Fazer esforço eu não posso
Se sair corro perigo
Já tive doença ruim
Mas o diabo do “chiquim”
Com essa peste eu me intrigo.
8
DALINHA CATUNDA
Uma coisa digo amigo
Foi bem grande a desgraceira
Deu vômito e febre alta
Me acabei na Caganeira
Foi pior do que supunha,
Se foi mesmo Chico Cunha
Não gostei da brincadeira.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Bastinha e Dalinha - Entre pombas e cobras

BASTINHA E DALINHA
Entre pombas e cobras
*
Vida tem altos e baixos
Tem curvas e tem manobras
Existe a pomba da paz
Mas também existem cobras
Desde o tempo de Adão
Perdura a situação
Deus sentiu em suas obras.

DALINHA CATUNDA
*
O seu estro louva e zomba
Diz tudo que satisfaz:
O homem é a paz da pomba,
A mulher, pomba da paz.
BASTINHA JOB
*
Bastinha eu sou capaz
De fazer qualquer manobra,
Porém não fujo da pomba,
E muito menos da cobra.
Não tenho misericórdia
Eu encaro a da discórdia,
E a da paz não deixo sobra.
DALINHA CATUNDA
*
Eu já me sinto incapaz
Se foi meu tempo de arromba
Porque não tenho mais paz
Porque não tenho mais pomba!
BASTINHA JOB
*
Mesmo sem paz e sem pomba
Você sempre é genial
Porém não creio que Branco
Não faça jus ao pombal
Você merece é peia
Fala de barriga cheia
Isso não é natural.
DALINHA CATUNDA

segunda-feira, 27 de abril de 2015

PEDALADA LEGAL

PEDALADA LEGAL
*
Final de tarde sem sol
Com brisa fresca a soprar
De repente me bateu
A vontade de pedalar
E montei na bicicleta
Por ser metida a atleta
Andei sem titubear.
*
Essa minha Pedalada
Não prejudicou ninguém
Não atropelei as regras
Fiz do jeito que convém
Abusar da transgressão
É desrespeito a nação
Pra isso não digo amém.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 21 de abril de 2015

E A CHUVA CHEGOU!

E A CHUVA CHEGOU!
*
A chuva chegou de vez
Trazendo transformação
A saparada faz festa
Saudando a nova estação
O canto da passarada
Saúda a nova jornada
Que traz vida pro sertão.
*
O sertão trocou de roupa
Volta o tempo da bonança
Na paisagem brota o verde
Carregado de esperança
O rei sol faz feriado
E sertanejo animado
Prepara sua festança.
*
O açude já encheu
Da grota escuto a zoada
O rio já deu enchente
A água corre toldada
Diante da correnteza
Eu testemunho a beleza
Que chega com a invernada.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 10 de março de 2015

II ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS EM IPUEIRAS


Amigos, hoje estou postando o cordel de Thiago Cardozo

Presidente da Sociedade dos Poetas de Araripe – CE.
Que inspirado no II ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS EM IPUEIRAS,
Registrou o evento em versos. 
Obrigada pelo mimo, Thiago Cardoso, vou partilhar com os participantes do encontro.

*

II ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS EM IPUEIRAS – CE – 22

DE JANEIRO DE 2015
*

Em 22 de janeiro

Eu rompi muitas fronteiras

Pra chegar a Ipueiras

Lugar bom e altaneiro,

De um povo hospitaleiro

De integridade completa

Superou a minha meta

O que lá pude provar,

Aquele belo lugar

Dá grão valor a poeta.
*
Fiquei de alma inquieta

Logo ao chegar no embalo,

Encontrei mestre Gonçalo

Tão respeitado poeta

Que o oculto interpreta

Ao cantar filosofia

Ele é de academia

Merece todo respeito,

Com seu tão singelo jeito

Me encantou com poesia.
*
Foi uma bela homilia

Que seu Gonçalo falou

Quando bem me ensinou

Coisas que eu não sabia

Enriqueceu minha via

Que eu traço desde agora

E pratico sem demora

Por ser bom o que escutei,

De tudo só lamentei

O momento de ir embora.
*
Ao chegar, também na hora

Me acolheu dona Dalinha

No cordel top de linha

Poetisa que adora

O cantar que revigora

Com liberdade e essência

Sua farta residência

Me acolheu bem feliz,

Poetisa de raiz

Faz cordel com excelência.
*

Me pus com benevolência

Ante Dalinha Catunda

Cordelista tão profunda,

Trata a arte com decência

Por zelar na obediência

Para com Deus Criador,

Seu verso é um louvor

Agrada a quem escutar,

Ouvir Dalinha cantar

Ao poeta dá fervor.
*

Poeta de grão valor

Dideus Sales conheci

Também seus versos ouvi

E muito lhe dei valor,

É de fato trovador

Das coisas do meu sertão

Tem tino e inspiração

Vinda de Deus com certeza

Com agilidade e destreza

Faz verso com perfeição.
*

Tocou o meu coração

Cantando com maestria

Também Tião Simpatia

Que tocando violão

Cativou a atenção

Dos vates que ali estavam

E que lhe solicitavam

Suas canções preferidas,

Sendo elas atendidas

Todos com ele cantavam.
*

Dos que já me acompanhavam

Desde o belo Cariri

Quero mencionar aqui

Pois belo efeito causavam

Enquanto participavam

Desse evento tão aberto,

Jussylanne e Zé Roberto

As Fátimas e Liduína,

Chica, jóia genuína

Deixando o povo esperto.
*
De verso inteiro e bem certo

Consta também no enredo

Pois, Anilda Figueiredo,

A quem não sabe eu alerto:

Tem o coração aberto

E sabe valorizar

O que Jesus lhe mandar

Em favor da poesia,

É flor de grande valia

Do Cratinho, seu lugar.
*
Também quero mencionar

A grande Marlúbia Melo

Da Educação um elo

De Ipueiras grão lugar,

A ela devo exaltar

Por fazer com perfeição

Sendo da Educação

Secretária de valor,

Sei trabalha com amor

Com mente e com coração.
*

segunda-feira, 9 de março de 2015

Marcos Medeiros & Dalinha Catunda



MM & DC
Euzinho, Marcos Medeiros (MM), partilhando versos com a querida poetisa Dalinha Catunda (DC)!
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA

MM
Sou vaqueiro, sou boiada,
Sou patrão, sou serviçal,
Sou diverso, sou igual,
Sou seca, sou invernada,
Sou dia, sou madrugada,
Sou fome e também comida,
Sou saúde, sou ferida,
Sou paciente e doutor,
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

DC
Sou rio, sou correnteza,
Sou cascata, sou respingo,
Sou cacimba, sou um pingo,
Sou orvalho, sou beleza,
Sou água, sou natureza,
Sou forte, sou atrevida,
Sou o gole, sou sorvida,
Sou vida, sou esplendor,
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

MM
Sou o gosto da amizade
Sou amargor do desgosto
Sou a lágrima no rosto
Sou riso e felicidade
Sou mentira e sou verdade
Sou a saudade incontida
Sou a teima e a recaída
Sou a preguiça e o labor
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

DC
Sou barro lá do sertão
Sou a brisa refrescante
Sou o calor escaldante
Sou sussurros no colchão
Sou a trilha da emoção
Sou de nascença atrevida.
Sou sem peso e sem medida
Sou espinho e sou a flor
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

MM
Sou passarinho cantante
Sou silêncio, sou surdez,
Sou quem desmanchou e fez
Sou mandão, sou suplicante,
Sou tempo, sou cada instante,
Sou chegada e sou partida,
Sou escrita pra ser lida,
Sou leitor, sou escritor,
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

DC
Sou linha da liberdade
Sou pipa lá no infinito
Sou o canto mais bonito
Sou eu a sinceridade
Sou o choro da saudade
Sou a vida bem vivida
Sou a paixão que convida
Sou o par do cantador
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

MM
Sou amante da gentileza,
Sou pensamento e atitude,
Sou defeito e sou virtude,
Sou feiura e sou beleza,
Sou remanso e correnteza,
Sou ganga e pedra polida,
Sou abstêmio e bebida,
Sou medo e sou destemor,
ASSIM SOU GRATO AO SENHOR
POR TUDO QUE SOU NA VIDA!

 *
lustração de Dalinha Catunda