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segunda-feira, 6 de maio de 2019

CORDEL DE SAIA EM AÇÃO

Estive representando o CORDEL DE SAIA na FLIRME-RJ & 1ª Festa Literária do CREJA, em Outubro de 2018, a convite da professora Neyla Tafakgi,
Informamos que estamos à disposição de Coordenadores e Professores para as atividades artísticas de 2019. Temos novidades no repertório e acreditamos levar entretenimento e cultura em um só momento.
No dia 25 de outubro, o CREJA realizou a sua 1ª Festa Literária, a FLICREJA, juntamente com a Festa Literária da Rede Municipal de Ensino – FLIRME-RJ.
A 1ª FLICREJA homenageou a literatura nordestina. Sua programação contou com a apresentação de cordéis, textos diversos de autores nordestinos, vídeos, cirandas e a presença das cordelista convidada Rosário Pinto.
 Por ocasião da FLIRME-RJ, homenageou também o poeta Manoel de Barros.
“Nossa feira literária é a expressão de um processo de envolvimento com a literatura que atravessa o ano letivo, a escola e todo o trabalho pedagógico” (Daniel de Oliveira – Coordenador Pedagógico)

Para ver mais sobre a 1ª FLICREJA, acesse: http://crejarj.wixsite.com/creja/galeria-imagens-2018 
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 Faça contato:
Rosário Pinto
(21) 9 8100-9159
&
Dalinha Catunda
(21) 9 8225-0145

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O POETA E O FOLHETEIRO, 2019, 2ª edição


Acaba de sair do forno pela Cordelaria Manoel Monteiro a segunda edição da publicação O poeta e o folheteiro, da edição à venda, 2019.   

O folheto nos traz a trajetórias desses “dois figurões”, em tempos em que a divulgação da notícia era raro. Então, o poeta de cordel e o folheteiro assumiram esse papel. 

A importância não ficou restrita à notícia, mas ao Registro das manifestações da cultura popular, das festas religiosas, das brincadeiras, das cantigas e do conhecimento de rezas, benzeduras e da influência climática no plantio e na vida de cada pessoa.

O poeta e o folheteiro
1
Dois figurões importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
LEANDRO foi precursor
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
Que até hoje se propaga
Por este Brasil inteiro
Por isto que o pioneiro
Da lembrança não se apaga...
3
Poeta e grande tipógrafo
Seus folhetos imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo os distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
Para comprar poesia
4
Poucos recursos havia
O comércio era precário
Sustentou muita gente,
Vendendo: de Abecedário
Aos romances de Amor,
De Aventura e de Terror,
Pelejas e Anedotário.
5
Por sítios, vila e cidade,
Viajando toda a vida
Seu Lendro produzindo
E o folheteiro na lida
Apurando alguns mil réis,
Com a venda dos cordéis,.
Tinha renda garantida.
6
O folheteiro enfrentava
Todo impasse, todo obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir,
Pensar, amar, refletir,
Fazendo do verso oráculo.
7
LEANDRO compôs uns mil
Títulos foram vendidos
Sua Tipografia era
Um trabalho de aguerridos
O seu eterno borralho
Foi montando o cabeçalho,
Folheteiros atendidos.
8
Ferramentas mudaram
Esta bela profissão.
O folheteiro hoje vende
Folhetos em profusão,
Mas, nas Redes Sociais,
Não nas feira naturais,
Como foi na ocasião.
9
O folheteiro capaz
Na sua incansável lida
Nunca teve outro Ofício
E assim impelia a vida
De carroça ou jumento
Levando contentamento
E tendo boa acolhida
10
Mas LEANDRO adoeceu,
Deixou um acervo abundante,
Que a viúva resolveu
Vender e no mesmo instante
ATHAYDE, um homem rico
Propôs à viúva: Eu fico!
Comprando todo o montante.
11
Com a evolução do mundo
Mudou a distribuição,
Hoje em Bancas de Revistas
E em Livrarias são
Expostos e oferecidos
Nossos cordéis que são lidos
Nas escolas da nação.
12
Naqueles tempos de outrora
ATHAYDE rebanhou,
Cegos e homens do povo,
Por bom preço os contratou,
Pra venderem seus folhetos
Cordéis hoje, ontem folhetos,
Que LEANDRO lhe deixou.
13
Em seu nome colocou
Toda aquela produção
Os seus e os de Leandro
Sem qualquer má intenção
Pois naquele tempo as Leis
Sem quaisquer Decretos-Leis
Não tinham divulgação.
14
DELARME tinha um estoque
Para distribuição
JOÃO JOSÉ o procurou
Precisava ganhar pão
No Beco do Seridó
Muito empenhado que só
Montou ali o seu Galpão
15
Negócio de pouca monta
Porém de grande amplidão,
Apesar da pouca renda,
Dava ganho e profissão
Para os distribuidores
Todos eles vendedores
Dali tiravam seu pão.
16
Um utro grande editor,
ZÉ BERNARDO, este um romeiro,
Vendendo quinquiharias
Seguiu para o Juazeiro,
Encontrou pelo caminho
Viajando em seu burrinho
O vendedor folheteiro.
17
Ele que de longe vinha
Pra cumprir sua promessa
Conhecer o padre Cícero,
Andava sempre depressa
Pra chegar no dia certo
Estava, portanto, "alerto"
Isto ao padre ele confessa.
18
Sempre havia aquele que
Fazia todo o papel
De escrever e, imprimir,
Vender por ser menestrel
Fez do folheto seu lema
Tendo o sertão como tema
E o verso como corcel.
19
MINERVINO foi um deles,
Bardo, gráfico menestrel,
Imprimiu, criou, vendeu,
Foi sempre esse o seu papel,
Tinha muita produção
Ensinou toda a lição
Sua vida era um tropel.
20
RODOLFO COELHO veio
Juntar a categoria
De poeta a cantador
Criando benfeitoria
De um CONGRESSO pioneiro
De TROVADOR E VIOLEIRO
Para orgulho da Bahia.
21
Espalhou pelo Brasil
Um ideal altaneiro
Esse primeiro Congresso
De Trovador e Violeiro
No ano 55
Implantou com grande afinco
Ecoou no mundo inteiro.
22
Para conhecer melhor
Seus poetas, cantadores
Que corriam este país
Com versos acolhedores
Dessa poesia impressa
COELHO fazia remessa
Aos seus distribuidores.
23
O Jornal daqueles tempos
Era os versos de um cordel
JOSÉ SOARES, que era
O repórter menestrel
Se o rádio dava a notícia
Ele, com muita perícia,
Passava para o papel.
24
Foi repórter de seu tempo,
Narrava com precisão
As notícias que ele ouvia
Com a metrificação
Nunca perdeu uma rima
Sempre com ela se anima
Mantendo boa oração
25
Para não interromper
O ato dessa criação
Vou expondo assim, à vontade
Resquícios de uma visão
Que já publiquei em prosa
E novamente se entrosa
A verdade desta ação.
26
Os versos me vieram
De tanta leitura feita
Deixo aos poetas, colegas
Dirimir qualquer desfeita
Deixe aqui seu comentário
Ou faça um abecedário
Dessa memória imperfeita.

(Rosário Pinto)
2019

Nota Rosário Pinto
Capa: Dalinha Catunda

terça-feira, 23 de abril de 2019

CORDEL DE SAIA NA FLIPORTELA




CORDEL DE SAIA NA FLIPORTELA
*
O cordel dançou ciranda
Lá na quadra da Portela
A mulher fez requebrado
Com sua dança singela
Carioca e nordestina
Abraçando a mesma sina
Deixando a feira mais bela.
*
Clarice ocupou seu campo
Da malha não teve dó
Danou-se a fazer boneca
Ligeira como ela só
Acabei ficando fã
Dessa mulher artesã
Que faz boneca com nó.
*
A Verônica deu voz
A poesia popular
Em sua apresentação
Teve graça ao declamar
Ela se vestiu de chita
E com sua voz bonita
Fez a plateia dançar.
*
Nessa feira eu conheci
Com muita satisfação
A sorridente Kish Lopes
Também Eliza Jordão
E vi Solange Medeiros
Tivemos papos ligeiros
Mas guardei no coração.
*
Passeando pela quadra
Encontrei Gustavo melo
Expondo como autor
Com ele já tinha um elo
Pois somos do Ceará
Falamos muito de lá
Do nosso canto singelo.
*
O Lobisomem também
Estava na exposição
Exibindo seus cordéis,
Seus livros, na ocasião,
Entretido em sua tenda
Trocando e fazendo venda
Como manda a tradição.
*
Carlos Maia apareceu,
Prestigiando o evento
Um ator muito simpático
Moço de muito talento
E foi boa companhia
Alegrando nosso dia
É verdade, não invento.
*
Beth Araújo elegante
Diretora em seu papel
Ensaiou as cordelistas
Para as cenas com cordel
Comigo e com Rosário
Produziu um bom cenário
Caprichou no painel.
*
Paulo Carneiro, fotógrafo
Fez Brilhar o nosso dia
Se esmerou para fazer
A nossa fotografia
Coisa de profissional
Ficou sensacional
E melhor ninguém faria.
*
Assim o Cordel de Saia
Desfilou na passarela
Visitando Madureira
Indo a quadra da Portela
Era Rosário e Dalinha
Botando o cordel na linha
Nos passos da FLIPORTELA.
*
Eu aos organizadores
Quero parabenizar
Por tudo que vi na quadra
Não saí sem me encantar
Saí feliz e contente
Quando tiver novamente
Garanto que vou voltar.
*
Cordel de Dalinha Catunda cade. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.co,


segunda-feira, 22 de abril de 2019

FESTA LITERÁRIA DA PORTELA, 2019

Solange, Clarice,Verônica, Dalinha, Rosário, Beth e Elisa
Elisa Jordão, Rosário Pinto, Solange Medeiros e Dalinha Catunda
Estive com Dalinha            Catunda na companhia de várias professoras da rede municipal de educação na Fli-Portela - FESTA LITERÁRIA DA PORTELA, 2019. Na ocasião a professora Verônica Carvalho apresentou meu poema Feira Nordestina e em seguida uma estrofe marcando a força da mulher com o mote “se tem mulher cordel, você tem que respeitar”, de Dalinha Catunda. Logo depois veio a Ciranda com a participação de alunos professores.
Trocamos folhetos com o escritor Júlio Emílio Braz, que nos ofereceu seu livro Pretinha, Eu?.
*
A ocasião foi propicia para divulgarmos nosso papel como legítimas representantes da literatura de cordel, assumindo a responsabilidade do significado de sermos hoje detentoras desse Bem de Patrimônio Cultural Brasileiro, que atravessa os tempos e mantém viva a tradição.
*
Lá encontramos o poeta Lobisomem Victor Lobisomem, que é nosso confrade na ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, o escritor Gustavo Melo e a equipe da Biblioteca Itinerante do SESC e oferecemos folhetos de cordel para a formação de uma Cordelteca.
João Gustavo Melo, Dalinha Catunda e Rosário Pinto
*
CORDEL é literatura.
Vem de antiga tradição,
Por ele tenho afeição.
Reflete nossa cultura.
Tem regras, tem estrutura.
Do homem já foi reduto
Seja erudito ou matuto.
Mas finalmente a mulher,
Chegou com sua colher,
E mexeu neste produto.
*
Meu nome? Rosário Pinto
Vou deixando a minha glosa.
Faço verso, faço prosa,
Expresso tudo que sinto,
O machismo eu não consinto!
As poetas brasileiras
Ultrapassaram barreiras
Firmando seus belos versos
Em cenários adversos
Abrindo novas clareiras.
(Rosário Pinto)
Beth Araujo, Rosário Pinto Kishinora, Dalinha Catunda
Nota: CORDEL DE SAIA
Rosário Pinto

sábado, 20 de abril de 2019

Cordel de Saia na FLIPORTELA


CORDEL DE SAIA na FliPortela – Festa Literária, 2019 – Portela Cultural
Nós, do CORDEL DE SAIA, Dalinha Catunda e Rosário Pinto, representantes da literatura de cordel, no Rio de Janeiro, estivemos presentes na abertura da primeira edição da FliPortela – Festa Literária, 2019, na Quadra da Portela.
 A professora Verônica Carvalho, numa performance especial, apresentou o poema de cordel Feira nordestina, de Rosário Pinto, intercalado com extrato do folheto Se tem mulher no cordel, você tem que respeitar, mote de Dalinha Catunda. Na sequencia participamos de uma ciranda com um grupo de alunos e professoras.
Lá encontramos o poeta Victor Alvim Garcia [Lobisomem] nosso confrade na Academia Brasileira de Literatura de Cordel com quem trocamos ideias e folhetos.
Fizemos doação de títulos para a biblioteca itinerante da rede SESC, nessa primeira FLIPORTELA que promete.
Nota do Cordel de Saia:
Dalinha Catunda e Rosário Pinto



quinta-feira, 18 de abril de 2019

Deposito Legal e Literatura de Cordel



A Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro - na Coleção “Memória Nacional” da Biblioteca Nacional:

 Atenção cordelistas de todo Brasil, Alessandra Moraes, atual responsável pela Divisão de Depósito Legal da Biblioteca Nacional está nos informando que estão retomando a divulgação do Depósito Legal numa nova fase após a Literatura de Cordel ter se transformado em Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Os cordelistas que já doaram cordéis se tiverem novos cordéis, por favor, remeter 01 exemplar de cada. E para os que nunca doaram da mesma forma, basta 01 exemplar.
Dalinha Catunda

A Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro - na Coleção “Memória Nacional” da Biblioteca Nacional:

Através do Depósito Legal (Leis 10.994/2004 e 12.192/2010) a Biblioteca Nacional recebe para seu Acervo a produção intelectual brasileira, na qual a Literatura de Cordel desempenha um papel fundamental.

Envie 01 exemplar de cada uma de suas obras de Cordel, importante Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, para integração à Coleção “Memória Nacional”, que reúne as publicações e obras musicais realizadas no país ao longo do tempo.

Endereço:

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL
Av. Rio Branco, 219 - 3º andar - Centro
20040-008 - Rio de Janeiro - RJ
A/C: Divisão de Depósito Legal

Contatos:

Divisão de Depósito Legal:
Tels.: (21) 2220 1892, (21) 3095 3950 e (21) 3095 3951

Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com