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quarta-feira, 11 de maio de 2016

EU NUNCA FUI PAU MANDADO ENTRE AS FERAS DO REPENTE

EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
DALINHA CATUNDA
Não sei se pelejo mal,
Não sei se pelejo bem,
Mas quando a vontade vem
Também boto meu aval.
Na peleja virtual
Sempre me faço presente,
Só canto o que dita a mente!
Em cada recado dado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
SILVANO LYRA
Se atingisse cem por cento
Nos meus versos cativantes
Uns ficariam distantes
Sem dar direcionamento
E nesse esmorecimento
Ocultam Palmas na mente
Fazendo de indigente
Quem por Deus foi inspirado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
BASTINHA JOB
Dependendo do assunto
Participo da Peleja,
do bolo, não sou cereja,
nem, do bauru, o presunto;
não faço loa a defunto,
meus verso é simplesmente
catarse pra muita gente
pra outros é censurado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
DALINHA CATUNDA
Roteiro eu tenho ou traço
Na hora duma contenda,
E nela não faço emenda
Pois puxo o verso no laço.
Sem medo, sem embaraço,
Eu vou tocando pra frente,
E quem quiser que me enfrente
Mas que venha com cuidado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE

Mote de Silvano Lyra
Xilo Carlos Henrique



terça-feira, 10 de maio de 2016

NO REINO DA ESCULHAMBAÇÃO



NO REINO DA ESCULHAMBAÇÃO
*
Um Brasil desgovernado
É esta a situação
Sai o Eduardo Cunha
Entra um tal de Maranhão
Na república dos ratos
Diante de novos atos
Reina a esculhambação.
*
A bagunça está bem grande
Já impera a anarquia
Mas a Federal não para
A lista não se esvazia
Cada nova incursão
Traz à tona mais ladrão
E viva a democracia!!!
*
O que muitos decidiram
E um só tenta vetar
Agora vira incógnita
Só nos resta esperar
Uma nova decisão
Pra salvar essa nação
Ou duma vez enterrar.
*
Parte do povo enganado
Bate palma e pede bis
Achando que a presidenta
É a santa mãe do país
E acham que é invenção
Mensalão e petrolão
“Vida de gado, povo Feliz!”
*
O Brasil é muito grande
Bem maior que Maranhão
Político sem palavra
Sem respaldo ou posição
Que não merece a glória
De entrar para a história
Com mais esta armação.
*
Verso de Dalinha Catunda
Charge: Spon Holz

Cordelteca Dalinha Catunda


SPB E A CORDELTECA DALINHA CATUNDA
"A reunião de ontem da Sociedade dos Poetas de Barbalha, ganhou um colorido a mais. Recebemos nossos primeiros visitantes a CORDELTECA Dalinha Catunda, 11 alunos do Instituto Educacional Evolução do Bairro Cirolandia de Barbalha acompanhados das professoras: Iranete Maria e Angela Morais. òtima iniciativa!"
Nota de Lindicássia Nascimento

quarta-feira, 27 de abril de 2016

MULHERES CANTANDO QUADRÃO À BEIRA-MAR


MULHERES CANTANDO QUADRÃO À BEIRA-MAR


1
O sol empalidecendo
Ondas subindo e descendo
Nossa paixão acendendo
E o barco a sacolejar.
No balanço do veleiro
Um amor aventureiro
Vivi com meu timoneiro
No quadrão à beira-mar.
Dalinha Catunda
2
Lá no Planalto Central
Em Brasília a capital
Numa noite magistral
A lua a desmaiar
Uma paixão, de repente
Na vida se fez presente
Na cidade reluzente
No quadrão à beira-mar.
Rosário Pinto
3
Queria por um momento
Falar de contentamento
Esquecer o sofrimento
Neste breve versejar
Sorrir para não chorar
Ao lembrar o triste dia
Que perdi minha alegria
No quadrão à beira mar.
Creusa Meira
4
Pelo mar, entre os abrolhos,
Lembro o verde dos seus olhos,
Lágrimas descem aos molhos,
Pois é grande o meu penar:
Um dia um barco ligeiro
Levou meu amor primeiro
Vestido de marinheiro
No quadrão à beira mar.
Nezite Alencar
5
Sentindo a brisa cheirosa
Naquela hora saudosa
Ouvi uma voz bondosa
Dentro de mim declarar:
A vida é dom, é presente,
Amor é o que move a gente,
Cante e viva bem contente
No quadrão à beira-mar.
Williana Brito
6
Meu amor vai na garoa
Remando em sua canoa
Cantando uma rima boa
Pra solidão espantar.
eu fico aqui tão sozinha,
Levando a mesma vidinha,
Da sala para a cozinha
No quadrão a beira-mar.
Francy Freire
7
A natureza tão bela
A gente sente e ver nela
A mão de deus que nos vela
No céu, na terra , no ar;
No dia quando amanhece
Na noite quando escurece,
Nossa mão se eleva em prece
No quadrão a beira mar.
Bastinha Job
8
A onda beijando a praia
No poente o sol desmaia
E o céu perene atalaia
Dia e noite a vigiar.
Assim também é meu sonho
Ora alegre, ora tristonho.
Em versos traduzo e ponho
No quadrão a beira mar.
Josenir Lacerda
9
No luar do meu sertão,
Entreguei meu coração,
Ao fogo de uma paixão,
Hoje resta recordar:
Fecho os olhos, sinto o cheiro
Daquele belo vaqueiro,
Que me abraçou no terreiro,
No quadrão à beira-mar.
Anilda Figueiredo
10
À noite viro sereia
A cantar, deito na areia
Meu pensamento vagueia
No leve tom do luar
Elevo meu pensamento
Sinto a leveza do vento
Eu sou toda sentimento
No quadrão a beira mar.
Lusyennir Lacerda
11
Naquele encontro marcante
Naquela brisa ofegante
Sentimos por um instante
Uma brisa a deslizar
Vivenciamos beleza
Com afago e singeleza
E curtindo a natureza.
No quadrão à beira-mar.
Ivonete Morais
12
No mastro do meu navio
Vento louco acaricío
Ele no seu rodopio 
Me faz até delirar
Num balanço à deriva
O mar lindo me cativa
E me deixa cansativa
No quadrão a beira-mar.
Vânia Freitas
13
Minhas amigas, converso:
Este meu humilde verso
Em honraria é imerso
Para com vocês cantar
Farei jus a nossa lida
Na poesia querida
Mesmo se a vida é sofrida
No quadrão a beira-mar!
Josy Maria
14
Cai a tarde, muda o clima
Cá, da rede, olho pra cima
E me pego a fazer a rima
A espera do luar
Vento bate e me balança
Traz setembro a esperança
Pois a vida é que nem dança
No quadrão a beira-mar.
Luciana Costa
15
Vejo o luar, que beleza
Prateando a Natureza
Com harmonia e leveza
Um belo quadro sem par
É visão que propicia
No coração, alegria
Mergulho de poesia
No quadrão à beira mar.
Fátima Correia
16
Queria que por encanto
Restasse-me acalanto
Do amor que sinto tanto
No meu peito a versejar
Sabendo da incerteza
Retrato essa tristeza
E a lágrima é fortaleza
No quadrão a beira mar.
Lindicássia Nascimento
17
Uma bela poesia
Quando Deus concede o dia
Faz o astro da energia
No firmamento brilhar
Este ser puro e eterno
Não precisa de caderno
E escreve no Livro Eterno
No quadrão a beira mar.

Izabel Nascimento

MULHERES E CORDEL COLETIVO

Sobre o Cordel: MULHERES CANTANDO QUADRÃO Á BEIRA-MAR.
Poetas, enfim, nosso cordel coletivo.
Quero agradecer a todas vocês pela participação e reafirmar que com estas iniciativas estamos contribuindo para ampliar e propagar a presença feminina na Literatura de Cordel.
Estamos pensando em fazer um lançamento no Cariri, em maio, pois boas partes das cordelistas residem lá.
Com a poetisa Josenir Lacerda ficaram os cordéis das cordelistas do Crato, Juazeiro e Barbalha, podem apanhar e acertar com ela.
Com a poetisa e cordelista Vânia Freitas ficaram os cordéis das participantes de Fortaleza, que também podem pegar e acertar com ela.
Os cordéis de Rosário Pinto ela pegará em minha casa.
Já os cordéis da cordelista Creusa Meira e da cordelista Izabel Nascimento, mandarei aqui do Rio de Janeiro, espero o endereço das duas. Podem enviar para o e-mail: dalinha@gmail.com
Mais uma vez obrigada pela interação.
Meu abraço para todas,

Nota de Dalinha Catunda
Xilo de Erivaldo Ferreira

terça-feira, 26 de abril de 2016

“A GENTE LEVA DA VIDA A VIDA QUE A GENTE LEVA.”

*
VÂNIA FREITAS
Hoje lancei a semente
Na roça do coração
De paz amor e união
E digo sinceramente
O que se planta na mente
Bem ou mal cresce e se eleva
Para o céu ou para a treva
A semente é colhida
“A GENTE LEVA DA VIDA
A VIDA QUE A GENTE LEVA.”
*

DALINHA CATUNDA
Sou mulher bem humorada
Não arrumo confusão
Eu tenho meu pé no chão
Para seguir minha estrada
Por Deus sou bem comandada
Não tenho sina maleva
A poesia me enleva
E assim prossigo aguerrida
“A GENTE LEVA DA VIDA
A VIDA QUE A GENTE LEVA.”
*
*
BASTINHA JOB
Semente boas semeio
Rego com muito carinho
E deixo pelo caminho
Um saboroso recheio
Na força do bem eu creio
Igual ao Éden de Eva
Sem a serpente que entreva,
Na maçã não dou mordida
"A GENTE LEVA DA VIDA
A VIDA QUE A GENTE LEVA"
*
Mote de Vânia Freitas
“A GENTE LEVA DA VIDA
A VIDA QUE A GENTE LEVA.”

A NATUREZA E EU

A NATUREZA E EU

Em cima daquela serra

De longe bem destacada

Uma cruz marca o lugar

Especial da chapada

È lá que me sinto bem

Envolvida com alguém

Com a natureza abraçada!
*

E quando lá eu me encontro

Exalo o cheiro do mato

A natureza seduz

Me pega pelo olfato

Embevecida de amor

Envolvida no calor

Num arrepio sensato.
*
Assim eu me sinto bem

Nos braços da natureza

É eu protegendo ela

E ela a mim com firmeza

Somos duas protetoras

De uma a outra defensora

Unidas nessa beleza.
*
Foto de Dalinha Catunda
Versos de Lindicássia Nascimento