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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

MEU CANTO DE OXUM

 
MEU CANTO DE OXUM
*
Se um dia eu ficar triste
E a mágoa me aborrecer
Eu vou entoar meu canto
E não vou me maldizer
Eu vou cantar tão bonito
Se for preciso eu repito
Não aprendi a sofrer.
*
Não vou ficar resmungando
Não vou hospedar Tristeza
Junto com mamãe oxum
Vou curtir a natureza
Eu vou adentrar a mata
Tomar banho de cascata
 Descarregar impureza.
*   
Nunca fui de cultivar
A dor da desilusão
Amores são passageiros
Como ondas vêm e vão
Na rotina dos destinos
São apenas inquilinos
Mudando de coração.
*
Vou seguir colhendo lírio
Pra meu cabelo enfeitar
Botar a mão na cintura
A outra vou levantar
Vou virar moça faceira
Nas águas da cachoeira
Meu canto vai ecoar!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Foto na bicado Ipu

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

CORDEL OU BABEL?

*
CORDEL OU BABEL?
*
Hoje tudo que se faz
Apelidam de cordel
Mas nem tudo que se escreve
Desempenha esse papel
Tem regras essa cultura
O cordel literatura
Não deve virar babel.
  *
Pra fazer cordel bem feito
É bom prestar atenção
Ter cuidado com a rima
E com metrificação
Dar sentido sempre ao tema
Pra não virar um dilema
E servir de mangação.
*

Versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

CONVERSA DE ALPENDRE

CONVERSA DE ALPENDRE
*
GREGORIO FILOMENO
No alpendre do oitão
Cinco ou seis redes armadas
Participam da palestra
Várias pessoas deitadas
Remexendo fantasias 
De mil histórias passadas.
*
DALINHA CATUNDA
As noites são encantadas
São recreios do labor
Um café uma cachaça
Boa prosa com humor
E no meio da conversa
Sempre tem um cantador.
*
GREGÓRIO FILOMENO
Um grande improvisador 
Numa noite enluarada
Tira versos da cachola
Cantando sobre a calçada
E assim sob um fresco açoite
Ninguém vê que a meia noite
Descambou pra madrugada.
*
DALINHA CATUNDA
A barra já desenhada
Aurora a se apresentar
O galo saudando o dia
Bota o gogó pra cantar
E nessa tal brincadeira
Passa-se a noite inteira
Sem ver o tempo passar.
*
GREGÓRIO FILOMENO
Se uma corda se quebrar
O violeiro não pára
Vara madrugada a fora
Com um menestrel se equipara
Segue animando a moçada
Numa alegre cachaçada
Onde até velho enche a cara.
*
DALINHA CATUNDA
Farra assim nem se compara
As farras de hoje em dia
Com viola e cantador
Com cachaça e alegria
E pra bulir com paixão
De amor tinha canção
Nas modas da cantoria.


Foto de Dalinha Catunda

VERSOS ILUMINADOS

SINTO-ME ILUMINADA 
NO MUNDO DA POESIA

*
DALINHA CATUNDA
Desde sempre faço versos
De minha mãe sou herdeira
Nunca esquentei a moleira
Para entrar nesse universo
Mas encaro o adverso
P’ra manter minha alegria
Nesse mundo de magia
Eu já sou considerada:
SINTO-ME ILUMINADA 
NO MUNDO DA POESIA

*
JOSÉ DANTAS
Um MUNDO que admiro,
que me encanta e me fascina,
uma luz me ilumina
e de pronto me inspiro,
viajo, busco e retiro,
para minha garantia,
o que me traz alegria
e me faz realizado.
SINTO-ME ILUMINADO 
NO MUNDO DA POESIA.

*
BASTINHA JOB
 Dalinha fez esse mote
Para o poeta glosar
Em dez versos derramar
Sem deixar cair o pote;
Nem tampouco passar trote
Evitar disritmia;
Estrofe sem harmonia
Não dá pra ser escutada
" SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA"

*
DALINHA CATUNDA
Quando a musa me desperta
E assopra aos meus ouvidos
Ligo todos meus sentidos
Minha mente fica esperta
A vontade em mim aperta
Isso é quase todo dia
Versejo sem agonia
Cada vez mais animada
SINTO-ME ILUMINADA 
NO MUNDO DA POESIA

*
JOSÉ DANTAS
Eu disse para Dalinha,
desenvolva esse seu mote,
minha sugestão adote,
que eu vou na sua linha,
faça a sua, faço a minha,
estrofe com harmonia,
quem sabe, se inspira e cria,
faz todo verso inspirado.
SINTO-ME ILUMINADO 
NO MUNDO DA POESIA.

*
VÂNIA FREITAS
É com lápis e papel
Que desenho minha arte
Tento fazer minha parte
Neste mundo de cordel
Se meu verso não tem mel
Mas tem minha fantasia
Que mudo com a luz do dia
Deixa-me mais animada
SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA.

*

Mote e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

FIM DE TARDE


FIM DE TARDE
*
Vendo a paisagem tão bela
Eu me perco no arrebol
Vejo um resquício de sol
Desenhando uma aquarela
Quando a natureza apela
E recorre ao criador
O céu muda a sua cor
Vai ficando mais bonito
Os entretons do infinito
Abrolham com esplendor.
Dalinha Catunda
*
Da janela, neste instante
Vejo o céu avermelhado, 
Como num quadro pintado
De purpurina dançante. 
Atrás da nuvem, brilhante, 
Tal qual luz de um farol, 
Espia o raio do sol
Que ao ver a noite chegar
Se apaga pra descansar
Envolto nesse lençol.

Creusa Meira
*
Foto de Dalinha Catunda

domingo, 24 de dezembro de 2017

UM CANTO PARA CHICO SALLES


UM CANTO PARA CHICO SALLES
1
Chico Salles foi artista    
Não só no Rio de Janeiro
Mas sua voz ecoou
No nosso Brasil inteiro,
Amante da poesia
Conheceu toda a magia
Deste cordel brasileiro
.
Arquiteto respeitado
Humana e boa criatura
Luminoso  pensamento
Do verso na arquitetura
Se a rima resvaladiça
Não lhe atendesse a cobiça
Mas a ideia era pura
.
De acordo com o nosso
Pensamento pobre e raso
Nós perdemos Chico Salles
Mas esse não foi o caso
Porque da gora em diante
Temos um representante
No acolhedor parnaso

Do nosso grande Brasil
Os lugares mais remotos
Mostrado por Chico Salles
Em documentos e fotos
É sua brilhante voz
terapêutica para nós
Seus seguidores devotos.
Gonçalo Ferreira da Silva
2
De Sousa na Paraíba,
No Rio ele aportou.
A cidade maravilhosa,
Chico Salles encantou.
Deu, ela, chance ao poeta,
De seguir a sua meta,
Em tudo que projetou.
.
“Matuto Apaixonado”
“Tigre que virou doutor”
São cordéis interessantes,
Que Chico já publicou,
Mas foi com “O Pai do Vento”
Qu’ ele cheio de talento,
Narrando me conquistou.
.
Parabéns a Chico Salles,
Pela sua caminhada.
Nordestino destemido,
Que botou o pé na estrada.
Tão bonita é sua história
Que guardarei na memória,
Como exemplo de jornada.
.
Nordestino de nascença,
Carioca o coração
Entrou nas rodas de samba,
Sem largar xote e baião,
Foi carioca da clara,
Mas eu lavo a minha alma
Pois é gema do sertão!
Dalinha Catunda
3
Vinte e cinco de novembro
Ainda de madrugada
A morte passou correndo
Galopando em disparada
Levou Chico nos seus braços
Provocando embaraços
Pra quem ficou na estrada
.
Chico, cidadão de Souza
Lá do sitio Chabocão
Poeta de fino trato
Também brilhou na canção
Provavelmente no Céu
Jesus descobriu o véu
Pra ouvir seu vozeirão
.
Poeta, Compositor
Uma voz melodiosa
Cordelista dos maiores
Brilhou no verso e na prosa
Quem sabe  Mestre Azulão
Junto do Rei do Baião
Lhe convida pra uma glosa
.
Chico Salles, meu amigo
Amigo da Academia
Serás sempre um Imortal
Junto a nossa Confraria
Muito triste vou dizer:
Fez pena Chico Morrer
Ficou pobre a Poesia
William J G Pinto

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cordel 80 anos de Gonçalo Ferreira da Silva

DALINHA CATUNDA
Cadeira, 25 da ABLC
*
Mestre Gonçalo Ferreira
Oitenta anos de idade
Com muita capacidade
Vencendo cada barreira
Lá no alto da ladeira
No cimo de Santa Tereza
Demonstra sua destreza
Na arte de versejar
Como sabe declamar
Disseminando beleza.
*
Lá no Ceará nasceu
Esse mestre da cultura
No cordel Literatura
Ele vive o apogeu
A classe reconheceu
Sua obra sua história
Vive seus dias de glória
Só colhendo o que plantou
Seu nome lugar ganhou
Numa legenda notória.
*
Fundador da Academia
Brasileira de cordel
Desempenha bom papel
Na casa da poesia
Lá se encontra todo dia
Muito bem acompanhado
Madrinha Mena ao seu lado
Cheia de dedicação
Cumprindo a Santa missão
Nesse ideal tão sagrado.
*
Parabéns ao presidente
Dessa nossa academia
Cuidando da confraria
Semeou boa semente
É voz forte e presente
Em nossa instituição
Ao poeta a louvação
Faço com muito carinho
Muita Luz em seu caminho
Desejo de coração.
*
ROSÁRIO PINTO
Cadeira, 18 da ABLC
*
Gonçalo, grande poeta
Hoje faz aniversário
Com nome no abecedário
Do verso, é grande esteta
Sua poesia arquiteta.
Pelas musas, abonado
Do cordel um apaixonado
Percorre todos os temas
Pra ele não há dilema,
Por seus confrades, aclamado
*
Fundou a Academia
E aos poetas irmanar
Reuniam-se num bar
Alegres e em harmonia.
Tudo ali se discutia.
A Academia cresceu
E atingiu seu apogeu.
E com seus 80 anos,
Tem lugar entre decanos.
Dezembro é seu jubileu.
*
E Gonçalo muito ativo
Nestes seus 80 anos
Une “gregos e troianos”
É sempre muito assertivo
Respeita o coletivo
E os poetas reunidos
Aplaudem hoje comovidos
Mena, sua companheira,
É também uma guerreira
Tantos folhetos vendidos.

ALBA HELENA CORRÊA
Cadeira, 16 da ABLC
*
20 de Dezembro – o dia!
Diligente o calendário,
comunica o aniversário,
de alguém que com energia,
desde bem jovem porfia.
Lutou demais e venceu,
porque nunca esmoreceu.
De viva voz eu propalo:
estou falando do GONÇALO,
que chegou ao apogeu!
*
Aos 80 anos de vida
ele escreveu bela história,
que culminou em vitória.
O tempo é que consolida,
a trajetória seguida.
Constrói cada octogenário,
o seu próprio relicário.
A idade nos enobrece:
prêmio que Deus oferece,
é glória em nosso fadário!
*
GONÇALO se dedicou
à difusão do cordel:
magistral em seu papel!
Muito saber propagou
sempre por onde passou,
recebeu consagração,
dentro e fora da nação.
Parabéns, mestre GONÇALO!
Todos querem abraçá-lo,
no seu dia de oitentão.
*
JOSENIR LACERDA
Cadeira 37 da ABLC
*
A data tem ar de festa
É dezembro, dia vinte
Tons de beleza e requinte
Em tudo se manifesta
Parecem fazer seresta
As aves no arvoredo
A natura, sem segredo
A novidade anuncia
E escreve com maestria
Mais um precioso enredo
*
Evento que tem começo
Na folha do calendário
Que registra o aniversário
De alguém alvo de apreço
Por isso tanto adereço
Cerca a comemoração
Alegria e emoção
Enchem festivos espaços
Sentimento vira abraços
Gestados no coração
*
Brilhante ação envolvida
No mais precioso halo
Pra homenagear Gonçalo
Que celebra o dom da vida
Com sua esposa querida
A doce madrinha Mena
Que a vivência faz serena
E com os filhos, completa
A musa acolhe o poeta
E sela uma vida plena
*
ANILDA FIGUEIREDO
Cadeira, 03 da ABLC
*
Vejo em Gonçalo Ferreira
Uma grande fortaleza,
O mar na sua grandeza,
Um tronco de aroeira,
A força da cachoeira,
Exercendo seu papel,
Quando derrama o cordel
Com rima, métrica e bravura,
O verso ganha estrutura
Nas mãos desse menestrel.

*
Conterrâneo de Iracema
Do romance alencarino,
Penso que, desde menino,
Pinta e borda em poema,
A natureza é um tema
Que lhe é peculiar,
Porém pode abordar,
Qualquer assunto ele escreve,
Pois é farta a sua verve
Na arte de versejar.

*
Oitenta anos de idade,
Amor e sabedoria,
Seu CPF é poesia,
Seu cordel, a identidade,
Sua pena é qualidade,
Seu tinteiro é escrever,
Títulos tem por merecer,
Arranca do coração,
Sua melhor criação
Foi fundar a ABLC.
*