Seguidores

sexta-feira, 27 de abril de 2018

MULHERES NO CORDEL


Professoras da Rede Pública Municipal, dirigidas por Beth Araujo, convidam para o espetáculo MULHERES NO CORDEL, dia 28/04/2018, às 17:00 h, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, rua Monte Alegre, 306 – Santa Teresa – RJ

O espetáculo é uma homenagem às mulheres poetas de cordel, tendo como eixo centralizador o romance de Maria José das Neves Batista Pimentel, O viulino do diabo ou o valor da honestidade.

Contamos com sua presença.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

VIVA A LEITURA


VIVA A LEITURA!

Autoras: Josenir  Lacerda
                Dalinha Catunda
1.
Vinde musa inspiradora
Pois é chegado o momento
De relatar nesses versos
O que dita o pensamento
E demonstrar gratidão
Lembrando cada lição
Da fonte do ensinamento.
2.
Uma fonte cristalina
Feita de letra e papel
Que tem diversos formatos
Comporta assunto à granel
É suporte no estudo
Pois oferta conteúdo
Quer seja livro ou cordel.
3.
Pois antes das grandes mídias
Entre as quais, televisão
O livro se destacava
Repassando informação
Cada página virada
Era uma história contada
Suprindo a imaginação.
4.
O encanto continua
E não há como negar
Ler um livro na internet
Não é como folhear
Sentir o mesmo na mão
Traz à tona a emoção
No contato singular.
5.
E desde as primeiras letras
O livro é bom timoneiro
Para quem visa crescer
É sinal alvissareiro
Pois ele com sua luz
Para o melhor nos conduz
É trilha, rumo e luzeiro.
6.
Na infância, uma cartilha
Nos ajuda a desbravar
O vasto mundo das letras
Para a mente clarear
E de letrinha em letrinha
Toda criança engatinha
Aprendendo a soletrar.
7.
E assim brota a palavra
Que gera frase e oração
Abre as portas da leitura
E amplia a nossa visão
Quer seja em prosa ou em verso
Clareia o nosso universo
Nos tira da escuridão.
8.
Quem tem um livro na mão
Tem a chave do saber
Cada lição repassada
É um mundo a conhecer
Do doutor ao aprendiz
Quando lê sabe o que diz
E o que se deve fazer.
9.
Nas mãos d'uma professora
O livro serve de guia
Definindo regiões
Se a aula é geografia
Mostrando rios e mares
E os mais diversos lugares
Em lição que contagia.
10.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MULHERES, MOTE E GLOSAS


MULHERES, MOTE E GLOSAS
*
VÂNIA FREITAS
Bebo a seiva de Alencar
No cálice de Iracema
Adormeço com o poema
Pra sonhar em alto mar
Num barco a navegar
Nas ondas em romaria
Fazendo com maestria
O que fez o menestrel
NO CAMINHO DO CORDEL
COLHENDO SÓ POESIA.
*
CREUSA MEIRA
Tentando me concentrar
Em meio a um caos profundo
Sinto-me vagar no mundo
Distante do meu lugar
Sei que o tempo há de chegar
Trazendo paz, calmaria
À luz da democracia
A verve sai no papel
NO CAMINHO DO CORDEL
COLHENDO SÓ POESIA
*
DALINHA CATUNDA
Eu não busco inspiração
Ela vem naturalmente
Se apossa da minha mente
Em notada profusão
Com muita satisfação
Eu entro nessa magia
De posse da montaria
Eu voo no meu corcel
NO CAMINHO DO CORDEL
COLHENDO SÓ POESIA
*
BASTINHA JOB
Vânia Freitas fez o mote
Medido em redondilha
Arrumei minha rodilha
Pra segurar bem o pote
Não faço á décima boicote
Sigo à isorritmia
Obedeço á isometria
Meu estro não tem revel
NO CAMINHO DO CORDEL
COLHENDO SÓ POESIA!
*
Mote de Vânia Freitas
*
Postagem de Dalinha Catunda

domingo, 1 de abril de 2018

CREUSA MEIRA NO MARTELO AGALOPADO


CREUSA MEIRA NO MARTELO AGALOPADO
*
Ser Mulher é viver cortando os laços
Que a mantém presa ao seu próprio mundo
É querer libertar-se num segundo
Dos grilhões que limitam os seus passos
Ser Mulher é ocupar todos espaços
Que são seus por direito e garantia
É lutar e é vencer a cada dia
As batalhas contra a desigualdade
A Mulher transforma a sociedade
Caminhando com a democracia
*
Ser mulher é ter sonhos de mudança
É tomar decisões em seu caminho
É alçar voos como um passarinho
Vislumbrando horizontes de bonança
É marcar o compasso de uma dança
Com os passos da sua alforria
Ser mulher é ter força e ousadia
Pra vencer qualquer adversidade
A mulher transforma a sociedade
Caminhando com a democracia
*
Ser mulher é achar o rumo certo
Numa estrada de curvas e desvios
É seguir como a corrente dos rios
Desbravando o caminho a céu aberto
Ser mulher é alcançar o longe e o perto
Na tormenta, buscar a calmaria
É ser facho de luz que irradia
Os recintos da obscuridade
A mulher transforma a sociedade
Caminhando com a democracia
*
Ser mulher é ser tudo e muito mais
Do que apenas um osso de costela
É ser bruxa, ou fada, ou Cinderela
No convívio dos tempos atuais
Garantindo os direitos sociais
Conquistados na luta, dia a dia
Ser mulher é escutar a melodia
Da igualdade de oportunidade
A mulher transforma a sociedade
Caminhando com a democracia
*
As quatro estrofes são no estilo martelo agalopado com mote. O martelo é um estilo muito utilizado pelos cantadores repentistas. São compostos por uma décima decassilábica, com as tônicas na terceira, sexta e décima sílabas. Pesquisando no Google é possível aprender com os exemplos de versos com as sílabas em negrito. O paraibano Silvino Pirauá de Lima (Patos1848 - Bezerros1923) desenvolveu o que hoje é conhecido com o nome de Martelo agalopado. São versos de 10 sílabas, com tônicas na terceira, sexta e décima sílaba. Seu esquema rítmico seguiu o esquema das décimas dos cantadores, ou seja, ABBAACCDDC.
Postagem de Dalinha Catunda

quinta-feira, 29 de março de 2018

ESTÃO MATANDO O BRASIL MAS EU ME FINJO DE MORTA


*
ESTÃO MATANDO O BRASIL
MAS EU ME FINJO DE MORTA.
*
DALINHA CATUNDA
Vejo o Brasil desgastado
Totalmente corrompido
Vejo o povo dividido
País desmoralizado
O supremo maculado
O caos ninguém mais suporta
Essa política torta
Cansou-me por ser tão vil
ESTÃO MATANDO O BRASIL
MAS EU ME FINJO DE MORTA.
*
BASTINHA JOB
O País tupiniquim
Só falta mesmo enterrar
Não tem a quem apelar
Ele tá de perna ruim
Querem matar o Fachim
Mas isso ninguém se importa
Vergonha fechou a porta
Mas esse mote é mil
ESTÃO MATANDO O BRASIL
MAS EU ME FINJO DE MORTA

*
Mote: de Dalinha Catunda
Charge Spon holz

quinta-feira, 22 de março de 2018

 

ÁGUA É VIDA
*
BASTINHA JOB
Versifico meu apelo
Meu grito vivo de alerta
Cada verso é incisivo
Indicando a rota certa:
Águas que contam histórias
Que fazem as trajetórias
Pra vida não ser DESERTA,
*
DALINHA CATUNDA
Cada rio, cada fonte.
É vida pro cidadão
Mas que desatentamente
Motiva a poluição
Porém sem raciocinar
Acaba por provocar
A própria destruição.
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda.

CORDEL DE SAIA NOVA MARCA


*
CORDEL DE SAIA NOVA MARCA
*
O blog Cordel de Saia
Achei por bem renovar
Ganhou uma nova marca
Fui artesã a bordar
Convido aqui os leitores
E também pesquisadores
Para o blog visitar.
*
Setilha e arte de Dalinha Catunda.
*
“Sete Linhas, Sete Pés, Septilha ou Setilha.
No início do século atual, o Cantador alagoano Manoel Leopoldino de Mendonça Serrador fez uma adaptação à Sextilha, criando o estilo de sete versos, também chamado de sete linhas ou de sete pés, rimando os versos pares até o quarto, como na Sextilha; o quinto rima com o sexto, e o sétimo com o segundo e o quarto.
Postagem de Dalinha Catunda