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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mulher na panela do repente

MULHER NA PANELA DO REPENTE
1
Eu gosto de cantoria
Gosto muito de repente
Uma peleja das boas
Me deixa muito contente
Gosto de ver um combate
Aquele bate e rebate
Briga de mente com mente.
2
Sei que não sou repentista
Mas bem que eu queria ser
Pra insultar cantador
Da noite ao amanhecer
Chamar o cabra pra briga
Fazer a maior intriga
E os aplausos receber.
3
Já cheguei até sonhar
Com cantador enxerido
Que comigo pelejava
Dum jeito bem atrevido
Eu respondia a altura
Com meu jogo de cintura
Num embate divertido.
4
O sonho que tive um dia
Parecia verdadeiro
A peleja acontecia
No meio do meu terreiro
Eu nunca vi tanta gente
Querendo ver um repente.
Eu prontinha pro salseiro.
5
Em cima dum tamborete
Foi colocada a bandeja
O povo bem animado
Só aguardando a peleja
Foi quando um cabra gritou:
_A peleja começou!
Dando um gole na cerveja.
6
Um friozinho na barriga
Eu senti na ocasião
Sentindo a testa suada
Eu logo passei a mão
Mas como trato é trato
Pra não romper o contrato
Eu criei disposição.
7
A coisa começou morna
Até com certo respeito
Ele mandava um verso
Eu respondia com jeito
Mas se é pra desafiar
O bom mesmo é pelejar
Fiz valer o meu direito.
8
A sua toada é fraca
Honorável cidadão
Taque a mão nesta viola
Solte a voz com precisão
Ou então faça o favor
Se não é bom cantador
Troque já de profissão
9
Conheço bom violeiro
Pelo toque da viola
Conheço bom cantador
Pelo que tem na cachola
Com este canto sem graça
Vá cantar em outra praça
Ou vá mendigar esmola.
10
Ele logo respondeu
 Com quatro pedras na mão
Querendo ser o maior
Naquela competição
Porém não morri à míngua
Fui soltando minha língua
Do medo perdi noção.
11
Para meu contentamento
No auge da cantoria
Eu calava o cantador
Que resmungando dizia
Preciso me concentrar
Esta mulher encarar
Para evitar ironia.
12
Eu vendo o cabra nervoso
Resolvi aproveitar
E dizer umas gracinhas
Para o público agradar
Sem gostar da brincadeira
Levantou-se da cadeira
Começou a me xingar.
13
Vi a briga ficar feia
E lasquei um palavrão
Ele me chamou de quenga
Aumentando a confusão
Porém no meu replicado
Chamei de corno e viado
Enfezando o cidadão
14

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

II Encontro de Poetas Cordelistas na Cidade de Ipueiras

II Encontro de Poetas Cordelistas na Cidade de Ipueiras
Pela segunda vez tive o prazer de organizar o “Encontro de Poetas Cordelistas na Cidade de Ipueiras.” Cidade mãe de poetas como: Gerardo Mello Mourão, José Costa Matos e Jeremias Catunda, Ícones que orgulham nossa terra e nos inspiram a continuar o nosso traçado nos rumos da poesia.
Esses encontros só têm acontecido porque tenho o apoio incondicionado do meu companheiro Luiz que tem me ajudado em todas as etapas. Desde o incentivo ao patrocínio. A ele meu maior agradecimento, pois mesmo não sendo do meio e preferindo os bastidores, não mede esforços para que tudo corra bem.
 Desta feita representando o governo do Município, tivemos, o Secretário da Cultura Nelito Aragão, Secretária e Secretário Adjunto da Educação Professora Marlubia e Professor Neto, representando a Biblioteca Pública, as servidora Mariinha Ferreira e Francisca Mendes e ainda o servidor da SEDUC Erivan Medeiros.
Por iniciativa e gentileza do prof. Neto, Secretário Adjunto da Educação, boa parte dos poetas foram agraciados com um kit contendo a obra do nosso renomado poeta José Costa Matos.
 Neste evento contamos com a presença dos poetas Gonçalo Ferreira, Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Anilda Figueiredo, Presidente da Academia dos Cordelistas do Crato, Tiago Cardoso, Presidente da Sociedade dos Poetas do Araripe e ainda com os poetas, Dideus Sales, Luis Ademar, José Roberto, Secretário da Sociedade dos Poetas do Araripe, Tião Simpatia, João Rodrigues, dentre outros.
O grupo feminino Flor do Cariri, do qual eu faço parte, e que tem como intuito maior repassar a tradição oral, as novas gerações, fez sua apresentação resgatando as antigas cantigas de roda. Na formação do grupo, Anilda Figueiredo, Fátima Correia, Liduina, Chica e Dalinha.
Quero agradecer a presença de minha prima Fátima Prado que tem comparecido desde o primeiro evento. Agradecer os poetas do Cariri, as professoras que lá estiveram, minha irmã Sônia, Minha amiga Nilza, pessoas que muito contribuíram na organização do evento.
Enfim, com erros e acertos, tentando melhorar a cada ano, a missão foi cumprida.
Meus agradecimentos a todos.
Dalinha Catunda

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

VERSOS COM CAJU

 VERSOS COM CAJU
*
Quem não gosta de caju
Não sabe o que é gostoso
Sou igual passarinho
Num cajueiro frondoso
Sem provar caju não fico
Toda hora melo o bico
Mesmo que seja travoso.
*
ADELMO VASCONCELOS
O caju é fruta boa 
E tem muita vitamina
A castanha bem assada
É tradição nordestina 
O doce é saboroso 
O fruto delicioso 
Parece coisa divina.
*
DALINHA CATUNDA
Suco só de copo cheio
A castanha não recuso
Com cana, bem fatiado
Pra tirar gosto eu uso
Quando vou pra Teresina
Me acabo na cajuína
Bebo muito e não abuso.
*
GREGÓRIO FILOMENO
Pouco vou ao Ceará
Por isso, do seu caju
Talvez não tenha chupado
 Porém os do Pajeú
Chupei e achei bacana
Pra tira-gosto de cana
Não perde nem pra umbu.
*
DALINHA CATUNDA
Nunca fui ao Pajeú
Porém posso imaginar
O saboroso caju
Típico desse lugar
Se o cachaceiro de lá
For feito o do Ceará
Caju não vai enjeitar.
*
Fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cordéis do poeta Francisco de Almeida

Os cordéis do poeta Francisco de Almeida
A literatura de cordel com suas variadas temáticas vem me encantando dia a dia, e não foi diferente com os Títulos do autor: Francisco de Almeida, Advogado, Membro da Advocacia Geral da União e Poeta, que com suas mensagens educativas enriquece a literatura de Cordel.
Obrigada pelos cordéis, meu amigo, já os li, agora farão parte da minha cordelteca.
Meu abraço,

Texto e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

As Criações de Vânia Freitas

As Criações de Vânia Freitas.
A poetisa Vânia Freitas, presenteou-me com cordéis onde ela aborda temas bem interessantes. Achando pouco, acrescentou ao presente dois livros que me deliciei ao lê-los: “Com o pé em Limoeiro” e “Histórias Infantis”.
Se suas histórias narradas em versos ficaram primorosas a ilustração de André Artes não deixou por menos, nos dois livros.
Quero aqui parabenizar Vânia Freitas e André Artes pelo trabalho em conjunto.

Nota e foto de Dalinha Catunda

Amor comprado não cura, os males do coração




AMOR COMPRADO NÃO CURA
OS MALES DO CORAÇÃO.

*
GREGÓRIO FILOMENO
*
Amizade verdadeira
Entre o homem e a mulher
Só há onde não houver
Atitude interesseira
Quem esvazia a carteira
Comprando uma relação
Em vez de satisfação
Pode ter uma amargura
AMOR COMPRADO NÃO CURA
OS MALES DO CORAÇÃO.
*
DALINHA CATUNDA
*
Do homem não desejei
Sobrenome ou dinheiro
Sempre quis um companheiro
E tenho o que almejei
Por grana nunca troquei
Amor, carinho e paixão,
Jamais vendi emoção
Minha verdade assegura:
AMOR COMPRADO NÃO CURA
OS MALES DO CORAÇÃO.

*
Mote de Gregório Filomeno


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Mulheres Cordelistas do Piauí

MULHERES CORDELISTAS DE TERESINA
*
Passando por Teresina
Num encontro cultural
Achei sensacional
Encontrar com Janaina,
Com Ilza e Josefina,
As mulheres cordelistas
As verdadeiras artistas
Na arte de versejar
Na cultura popular
Elas já estão nas listas.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
Ilza e Janaina, obrigada pelos cordéis.