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domingo, 28 de junho de 2015

ME LASQUEI COM CHICO CUNHA

ME LASQUEI COM CHICO CUNHA
1
HÉLIO CRISANTO
Esse tal de Chico Cunha
Me deixou todo biqueiro
A boca sem paladar
Amarga que só pereiro
No corpo uma comichão
Parece até meu irmão
Que dormi num formigueiro.
2
DALINHA CATUNDA
O meu fastio foi grande
Confesso perdi a fome
A virose que eu tive
Não me disseram o nome
Só sei que eu me maldizia
A dor no corpo explodia
Dor grande que nunca some.
3
HÉLIO CRISSANTO
Não tem remédio que dome
A dor dessa quebradeira
Essa tal de dipirona
Já tomei de mamadeira
Minha amiga eu tenho dito
O ferrão desse mosquito
Vem me dando uma canseira.
4
DALINHA CATUNDA
Parece uma brincadeira
Mas não tem quem aguente
Evite essa picadura
Para não ficar doente
O ferrão desse mosquito
É de fato esquisito
Pode até matar a gente.
5
HÉLIO CRISANTO
 A gente fica impotente
Sem animação pra nada
O mocotó fica inchado
Nossa unha avermelhada
Amiga é grande a sequela
Parece a febre amarela
Maltratando na calada.
6
DALINHA CATUNDA
Eu fiquei foi acamada
Com um peso na corcunda
A dor se alastrou no corpo
Nunca vi dor mais profunda
Era uma dor infeliz
Subindo pelos quadris
Pegando o rego da bunda.
7
HÉLIO CRISANTO
A cada dia me afunda
Comadre é grande o castigo
Fazer esforço eu não posso
Se sair corro perigo
Já tive doença ruim
Mas o diabo do “chiquim”
Com essa peste eu me intrigo.
8
DALINHA CATUNDA
Uma coisa digo amigo
Foi bem grande a desgraceira
Deu vômito e febre alta
Me acabei na Caganeira
Foi pior do que supunha,
Se foi mesmo Chico Cunha
Não gostei da brincadeira.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

RIO DE JANEIRO 450 ANOS


 RIO DE JANEIRO 450 ANOS
1
Quatrocentos e cinquenta
Anos faz nossa cidade
Com este tempo de idade
A mesma beleza ostenta
E o que mais a representa
É o Cristo Redentor
Divino e acolhedor
Majestosamente erguido
Monumento Construído
Com cimento e com amor.
Gonçalo Ferreira da Silva/ Presidente/Cad.01/ABLC
2
Esse Rio de Janeiro,
Que um dia me acolheu
Celebra seu jubileu
Em março, dia primeiro.
A cidade é um celeiro
Da beleza natural
Em cada cartão postal
É visível a riqueza
Dádiva da natureza
Neste espaço divinal.
Dalinha Catunda/ Cad. 25 da ABLC
Viva o Rio de Janeiro
Quatrocentos e cinqüenta,
O seu clima sempre esquenta
Aniversário festeiro
Calor, sol, praia, braseiro
Anos d’uma bela história
Todos guardam na memória
Em sua bela arquitetura
Sua imagem se afigura
Cidade de amor e glória.
Rosário Pinto/Cad.18/ ABLC
4
Maravilhosa cidade
De cenário encantador
Que na boca do cantor
Ganhou sua identidade
E virou publicidade
Com bênçãos do Padroeiro.
Em março, dia primeiro
A data do aniversário
No festivo calendário
Com cara de brasileiro!
José Walter Pires/Cad.21/ABLC 
5
Quatrocentos e cinquenta
Janeiros tem esse Rio
Nas águas do desafio
Esta cidade se aguenta
Resiste e se reinventa
Complexa geografia
Revela a fotografia
Na  hora que o Sol desmaia
As curvas de Niemeyer
Toda beleza irradia.
Morais Moreira/Cad.38/ABLC
6
 Faz o Rio de Janeiro
Quatro séculos e meio
De alegria sempre cheio
Tem no carnaval roteiro
Preparado o ano inteiro
Da forma mais primorosa
Numa ação tão gloriosa
Que gera um mundo encantado
Por isso o Rio é chamado
Cidade Maravilhosa.
Josenir Lacerda/Cad.37/ABLC

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na casa que eu fui criado/Nunca mais morou ninguem



NA CASA QUE EU FUI CRIADO
NUNCA MAIS MOROU NINGUÉM.
Mote de Gregório Filomeno
*
A janela do oitão
Está sempre escancarada
E a quem passa na estrada
Aparece assombração
Até no velho fogão
Onde era feito o xerém
Dentro da chaminé tem
Um  capuxu arranchado
NA CASA QUE EU FUI CRIADO
NUNCA MAIS MOROU NINGUÉM.
Gregório Filomeno
*
No alpendre não tem rede
Nem viola pra tocar
Não posso me balançar
Tacando o pé na parede
Para matar minha sede
Já não encontro meu bem
A saudade vai além
Quando lembro meu passado
NA CASA QUE EU FUI CRIADO
NUNCA MAIS MOROU NINGUÉM.
Dalinha Catunda

domingo, 24 de maio de 2015

Posse de Morais Moreira na ABLC




DE MONTEIRO P’RA MOREIRA
*
Manoel Tomaz de Assis
Foi quem primeiro ostentou
O seu nome na cadeira
Onde Monteiro sentou
Manoel Monteiro partiu
A saudade não sumiu
E sua história ficou.
*
Como manda a tradição
Na casa da poesia
A cadeira de um poeta
Não pode ficar vazia
Para seguir o roteiro
Nosso novo companheiro
É um bardo da Bahia.
*
Cantor e compositor
Com as mesmas iniciais
Do poeta que partiu
Coincidentes sinais
Vejo subindo a ladeira
Ele, Morais Moreira!!
Santa Tereza! Meus sais...
*
Poeta Morais Moreira,
Receba nosso louvor
Que a inspiração divina
Conduza esse cantador
Como conduziu um dia
Para nossa alegria
O cantor, compositor.
*
Versos e Fotos de Dalinha Catunda
Essa foi minha fala na posse de Morais Moreira.
Uma homenagem, também, ao nosso saudoso e querido confrade. Manoel Monteiro.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL
.
O cordel antigamente
Era coisa masculina
Mas a mulher nordestina
Que já cantava repente
Sem achar que era imprudente
Deu uma de menestrel
Resolveu fazer cordel
E cultura propagar
Pois muito tem pra contar
E faz bem este papel.
.
Hoje fazem recitais,
E peleja virtual
O seu folheto é real
Com histórias geniais
Não tem só suspiro e ais
Em folheto de mulher
A fêmea sabe o que quer
No repassar da cultura
Coisa que a literatura
Atualmente requer.
.
É com gosto e competência
Que a mulher entra na roda
Canta verso e vira moda
E até passa a ser tendência
Pois com jeito ou imprudência
Ela ocupa o seu lugar
Porque bem sabe rimar
A sua sabedoria
Já deixou de ser Maria
Vivendo só paro o lar.
.
Texto e foto de Dalinha Catunda

sábado, 9 de maio de 2015

O TAL DE CHICO CUNHA











O TAL DE CHICO CUNHA
1
HÉLIO CRISANTO
Esse tal de chico cunha
Me deixou todo biqueiro
A boca sem paladar
Amarga que só pereiro
No corpo uma comichão
Parece até meu irmão
Que dormi num formigueiro.
2
DALINHA CATUNDA
O meu fastio foi grande
Confesso perdi a fome
A virose que eu tive
Não me disseram o nome
Só sei que eu me maldizia
A dor no corpo explodia
Dor grande que nunca some.
3
HÉLIO CRISSANTO
Não tem remédio que dome
A dor dessa quebradeira
Essa tal de dipirona
Já tomei de mamadeira
Minha amiga eu tenho dito
O ferrão desse mosquito
Vem me dando uma canseira.
4
DALINHA CATUNDA
Parece uma brincadeira
Mas não tem quem aguente
Evite essa picadura
Para não ficar doente
O ferrão desse mosquito
È de fato esquisito
Pode até matar a gente.
5
HÉLIO CRISANTO
 A gente fica impotente
Sem animação pra nada
O mocotó fica inchado
Nossa unha avermelhada
Amiga é grande a seqüela
Parece a febre amarela
Maltratando na calada.
6
DALINHA CATUNDA
Eu fiquei foi acamada
Com um peso na corcunda
A dor se alastrou no corpo
Nunca vi dor mais profunda
Era uma dor infeliz
Subindo pelos quadris
Pegando o rego da bunda.
7
HÉLIO CRISANTO
A cada dia me afunda
Comadre é grande o castigo
Fazer esforço eu não posso
Se sair corro perigo
Já tive doença ruim
Mas o diabo do “chiquim”
Com essa peste eu me intrigo.
8
DALINHA CATUNDA
Uma coisa digo amigo
Foi bem grande a desgraceira
Deu vômito e febre alta
Me acabei na Caganeira
Foi pior do que supunha,
Se foi mesmo Chico Cunha
Não gostei da brincadeira.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Bastinha e Dalinha - Entre pombas e cobras

BASTINHA E DALINHA
Entre pombas e cobras
*
Vida tem altos e baixos
Tem curvas e tem manobras
Existe a pomba da paz
Mas também existem cobras
Desde o tempo de Adão
Perdura a situação
Deus sentiu em suas obras.

DALINHA CATUNDA
*
O seu estro louva e zomba
Diz tudo que satisfaz:
O homem é a paz da pomba,
A mulher, pomba da paz.
BASTINHA JOB
*
Bastinha eu sou capaz
De fazer qualquer manobra,
Porém não fujo da pomba,
E muito menos da cobra.
Não tenho misericórdia
Eu encaro a da discórdia,
E a da paz não deixo sobra.
DALINHA CATUNDA
*
Eu já me sinto incapaz
Se foi meu tempo de arromba
Porque não tenho mais paz
Porque não tenho mais pomba!
BASTINHA JOB
*
Mesmo sem paz e sem pomba
Você sempre é genial
Porém não creio que Branco
Não faça jus ao pombal
Você merece é peia
Fala de barriga cheia
Isso não é natural.
DALINHA CATUNDA