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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Poetas no cordão do vagalume

VOU DE VAGALUME
*
DALINHA CATUNDA
Pra brincar o carnaval
Consultei o meu guru
Sem dinheiro pro cocar
Botei pena de urubu
A roupa a gente resume
Vou tal qual o vagalume
Só com luz no mucumbu.
*
BASTINHA JOB
Com a luz no mucumbu
Vai ser um brilho profundo
O sucesso é geral
No Rio e em todo o mundo
Manda a receita pra mim
Pra Eu brilhar um tiquim
Mesmo que seja no fundo!
*
DALINHA CATUNDA
Esse meu brilho, Bastinha,
É algo que sempre abunda
Emana do mucumbu
Reflete por toda bunda
Eu fico toda coquete
É de rosca meu soquete
Não me causa barafunda
*
LIMINHA
Igualmente a vagalume
Fantasia de primeira
Vai brincar sem gastar muito
Lá na sua Ipueira
Vai ser luz pra todo lado
Mas, porém tenha cuidado
Cuide bem da sinaleira...
*
DALINHA CATUNDA
Amigo não se preocupe
Com a minha segurança
Da sinaleira eu cuido
Ninguém vai fazer lambança
Se alguém tentar um toque
Vai levar coice e choque
E um chute na poupança.
*
ÉSIO RAFAEL
"admiro o vaga lume/
Entrando de mata a dento/
Com sua lanterna acesa
sem se apagar com o vento/
De vez em quando desliga/
Poupando seus elementos".
*
*
DALINHA CATUNDA
Admiro um pirilampo
Quando ele chega assim
Com sua luz florescente
Trazendo um brilho sem fim
Não sei se ele se liga
Mas eu faço até figa
Pra ele pousar em mim.
*
MARCOS MEDEIROS
No carnaval quero ver
Dalinha na minha tela
pulando toda risonha  
mostrando que brilha e é bela
feito um lindo vagalume  
que à noite escura assume  
seu luzir na piscadela.
*
DALINHA CATUNDA
Tendo a mira dos seus olhos
Vou brincar puxar cordão
Ocupar suas meninas
Ocupar sua visão
Com meu brilho intermitente
Encandeio sua mente
Na avenida ou no salão.
*
MARCOS MEDEIROS
Você mira nos meus olhos
eu os fecho pra sonhar
entro assim na brincadeira
que você quer provocar  
com seu brilho de candeia  
minha mente é lua cheia  
numa noite de luar.
*
DALINHA CATUNDA
No clarão da lua cheia
Que sua mente alumia
Sou fada sou feiticeira
Sou sonho sou fantasia
No bloco da criação
Quimera é ilusão
Que resulta em poesia.
*
VÂNIA FREITAS
Quisera eu ser tão bela
Como a poeta Dalinha
Brincar bem no carnaval
Sambando em cima da linha
Com as luzes do pirilampo
Na cidade ou no campo
Ela brilha até sozinha.
*
DALINHA CATUNDA
Cada estrela tem seu brilho
O seu não é diferente
No bloco que rege a vida
Você é resplandecente
Na cinza ou no carnaval
Comigo ou com Pardal
Você vai seguir em frente.

*

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O TERÇO NO ENCONTRO DE POETAS EM IPUEIRAS

O TERÇO NO ENCONTRO DE POETAS EM IPUEIRAS
No encontro de poetas em Ipueiras, no Cantinho da Dalinha, teve também um momento de oração.
A igreja estava no ponto, mês de São Sebastião, padroeiro da capela, e o senhor Francival.      dispôs-se a rezar o terço, acompanhado de boa parte dos poetas que ali chegara mais cedo.
A celebração foi muito bonita, homens e mulheres respondendo com fervor, e no final, cantando em louvor a Nossa Senhora e dando vivas aos santos do altar. Posso dizer que foi emocionante.
Não posso deixar de registrar aqui que a imagem maior de São Sebastião, foi um presente do meu querido amigo, Tonico Marreiro, a quem agradeço mais uma vez.
Dalinha Catunda

*

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

AS MULHERES DO CORDEL

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Toda vez que vejo alguém
 Movido pela vaidade
 Eu noto que, por ninguém,
 É bom sentir piedade
 Já que é tão desastroso
 Comparar um vaidoso
 Ao brilho da luz da lua
 Majestosa, cintilante
 Porém, brilha esta gigante
 Uma luz que não é sua.
*
Izabel Nascimento.
Aracaju-Sergipe Agosto/2015.
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 Izabel Nascimento é sergipana. Desde a infância escreve versos inspirada nos ensinamentos de seu pai, Pedro Amaro, poeta pernambucano. Incentivou há cinco anos, a sua mãe, Ana Santana, a escrever Cordel. Professora, Izabel desenvolve nas escolas onde trabalha, o Projeto Literatura de Cordel em Sala de Aula. Atualmente, trabalha na Sala de Cultura Popular Manoel D'Almeida Filho, na Biblioteca Pública Epifânio Dória. Izabel e sua família desenvolvem o Projeto Casa do Cordel, um Espaço Cultural onde tem a possibilidade de divulgar o trabalho que produzem os poetas sergipanos.
*
Nota de Dalinha Catunda
Mulheres no Cordel é um trabalho de pesquisa que faço na intenção de montar uma galeria de mulheres cordelistas. Com algumas mulheres tenho conversado por telefone, com outras por e-mail e tenho complementado o trabalho pesquisando na internet.

Obrigada pela atenção e por ter enviado seu material, Izabel.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Grupo Flor do Cariri em Ipueiras

O  Grupo Flor do Cariri em Ipueiras
O Grupo Flor do Cariri composto por mulheres poetas, professoras, donas de casa,
esteve abrilhantando o Encontro de Poetas e Cordelistas, na cidade de Ipueiras.
No repertório do grupo tivemos a peça, Fuxico de Mulher, representada por Chica e Mana que se saíram muito bem.
 Tivemos o diálogo musical, Morena Creusa, com Fátima Correia e Dalinha Catunda, peça que vem agradando as plateias.
O forte do grupo são as cantigas de rodas, e como sempre, Ó Flor ó linda flor, que vem projetando  o grupo, mais uma vez, não só agradou o público presente, como teve seu refrão cantado por muitos, a exemplo da música mulher rendeira, que também teve o coro da plateia.
Quero agradecer cada membro deste grupo, a dedicação, o empenho, com a união, o grupo está cada dia mais capacitado e dando show em suas apresentações.
Quero registrar a ausência da poetisa Josenir Lacerda, pioneira na organização do grupo, um braço forte na continuidade deste grupo, conselheira, orientadora que por motivos maiores não pode comparecer. Registrar também  ausência da Alexsandra Salvador nossa instrumentista que nos orienta nos ensaios.
O grupo conta na sua formação atual com: Anilda Figueiredo, Alexsandra Salvador, Cilinha, Dalinha Catunda, Denise, Chica, Fátima Correia, Francy Freire, Josenir  Lacerda e Mana Cardoso. 

Dalinha Catunda

Mestre Lucas Evangelista na ABLC


Lucas Evangelista na ABLC
Numa rápida visita a Crateús, eu e Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, passamos uma agradável tarde na Academia de Letras de Crateús, na companhia de do nosso mestre de cultura, cordelista, violeiro e cantador, Lucas Evangelista. Desfrutamos também da simpática presença do poeta Humberto Rodrigues Paz.
Entre uma conversa e outra fomos agraciados com livros cordéis e cds, presentes dos dois poetas, os quais agradeço a atenção.
Nessa ocasião, o presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, convidou o mestre Lucas Evangelista a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, conforme sugestão do Presidente Gonçalo, O nome de Lucas Evangelista será apresentado por mim na primeira plenária de 2016. Posso dizer que vamos abrir 2016, com chave de ouro.

Dalinha Catunda

O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras

O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras
O III Encontro de poetas e cordelistas na cidade de Ipueiras, aconteceu na Chácara Cantinho da Dalinha, Com a presença da Academia Brasileira de Literatura de cordel, da Academia dos Cordelistas do Crato, Da Saciedade dos Poetas de Barbalha, com a presença de poetas independentes e apologistas da literatura de cordel, vindos de Reriutaba, Trapiá, Santa Quitéria, Crato, Barbalha.
Representando o Município de Ipueiras, contamos com a presença de professores liderados pelo secretário adjunto da educação professor Antônio Neto Alves.
Gostaria de ter convidado muito mais poetas e amigos, mas a chuva me roubou o alpendre onde boa parte dos poetas se acomodam.
Agradeço o apoio de meu companheiro, mais uma vez, ajudando em todas as etapas, e deixo aqui meus agradecimentos a todos os amigos e poetas que compareceram a este evento cultural.
Dalinha Catunda

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CHUVA NA PORTEIRA


-- CHUVA NA PORTEIRA
*
De um lado um cajueiro
Do outro um pé de jurema
No meio uma porteira
Que hoje me serve de tema
Eu vejo a chuva caindo
É o sertanejo sorrindo
Chega ao fim o seu dilema.
*
A chuva traz alegria
Para o povo do sertão
A água que cai do céu
Molha o ressecado chão
A natureza em festa
Contente se manifesta
Em forma de brotação.
*
O sertão troca de roupa
Cresce o mato na campina
É verde pra todo lado
Mudando a agreste sina
Volta o tempo da bonança
E cresce a esperança
Nessa terra nordestina.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda