Seguidores

sábado, 25 de junho de 2022

Duas Nordestinas na Salvaguarda do Cordel Dalinha Catunda e Rosário Pinto



 









Duas Nordestinas na Salvaguarda do Cordel

Dalinha Catunda e Rosário Pinto

*

Eu nasci no Ceará

Moro no Rio de Janeiro

Aqui propago o cordel

Num trabalho rotineiro

Sendo fã dessa cultura

O cordel Literatura

Apresento ao mundo inteiro.

Dalinha Catunda

*

Meu nome? Rosário Pinto

Na Ciranda sou faceira.

Nossa ação é importante

Para a mulher brasileira.

A métrica traz a cadência

Traz firmeza e coerência

Em rima sempre brejeira.

Rosário Pinto

*

O meu nome é Dalinha

Sou Catunda e Aragão

Faço versos desde sempre

Primo pela tradição

Quando saí de Ipueiras

Eu trouxe nas algibeiras

As histórias do Sertão.

Dalinha Catunda

*

Eu vim lá do Maranhão.

Cidade de Bacabal.

O meu pai foi seresteiro

Era um cantor sem igual.

Foi um operário capaz.

Estudioso sagaz.

Cantava em nosso quintal.

Rosário Pinto

*

O meu apego ao Cordel

Levou-me a Academia

Uma cadeira na casa

Ocupei com alegria

Nesse meu itinerário

Com Maria do Rosário

Fui firmando parceria.

Dalinha Catunda

*

Nós no Rio de Janeiro

Atendemos professores.

Levando para os alunos,

Histórias de mil amores.

Contadas com emoção

Com presteza e decisão

Do cordel e seus sabores.

Rosário Pinto

*

Pra nossa felicidade

Convites foram chegando

Para encontros e palestras

E assim fomos propagando

Nas escolas o cordel

Cumprindo nosso papel

E espaços fomos ganhando

Dalinha Catunda

*

Cada espaço conquistado

Nos traz muita alegria.

Cada convite leva a outros.

E nós que somos Marias!

Cada qual tem seu papel

Só divulgando o cordel

Entre beleza e harmonia.

Rosário Pinto

*

Confesso que é prazeroso

O cordel salvaguardar

Sentindo-me guardiã

Sigo sempre a semear

Sementes dessa cultura

Para a geração futura

A tocha em frente levar.

Dalinha Catunda

*

O Cordel é Patrimônio!

Pois afinal, chegou o dia

Em dezoito de novembro

Poetas com alegria

E sem ter quaisquer favores

Tornaram-se Detentores.

Um novo tempo surgia.

Rosário Pinto

*

O cordel com novo status

De Bem Imaterial

Foi um degrau alcançado

Para o meio cultural

E nesse nosso roteiro

O IPHAN foi um bom parceiro

Nos concedeu seu aval.

Dalinha Catunda

*

Trabalhei com muito afinco

Lá na Amadeu Amaral

Participei do processo

Trabalhei em alto astral.

Trabalho minucioso

Resultado primoroso.

Por fim, o IPHAN deu seu aval.

Rosário Pinto

*

Foram muitos os encontros

Até o Registro chegar

Estive no de Brasília

Gostei de participar

Também foi alvissareiro

O do Rio de Janeiro

E Crato pra completar.

Dalinha Catunda

*

Salve nossa parceria.

Salve nossa comunhão.

E até um livro em Braille

Fez parte desta união.

Nós, Eu e Dalinha Catunda

Numa produção fecunda

Marcamos a produção.

Rosário Pinto

*

Salvaguardando o cordel

Nesses tempos de inclusão

A um convite especial

Disse sim, na ocasião

E num projeto bonito

Um livro em braille, escrito

Tive participação.

Dalinha Catunda

*

Abrimos novas ações

Na difusão da cultura

Com Cursos em hospitais

E também na Prefeitura.

Curso para professoras

Algumas são diretoras

E com muita leitura.

Rosário Pinto

*

Oficinas e palestras

Ao longo da caminhada

Demostrando o que é cordel

Cumprindo cada jornada

Caprichando no argumento

Passando conhecimento

De forma simplificada.

Dalinha Catunda

*

Gravamos As Cordelistas

Na Feira de São Cristóvão.

Foi para a TV Brasil.

A linda programação

Na Barraca da Chiquita

Vestindo Saias de chita

Fizemos evolução.

Rosário Pinto

*

Caminhos da Reportagem

Um programa especial

Falando de cordelista

TV Brasil o canal

Valorizando a mulher

Como o agora requer

Com sua verve cultural.

Dalinha Catunda

*

O Curso que ministrei

Foi o Versos de Cordel

Nesta Cena Carioca.

E preparei um bom painel,

Na Prefeitura do Rio.

Para tantas professoras

Muitas delas contadoras

De histórias a granel.

Rosário Pinto

*

A convite do IPHAN

Fui a festa em Paraty

O cordel ganhou espaço

E foi sucesso eu previ

A Festa internacional

Foi manchete em jornal

Momentos bons lá vivi.

Dalinha Catunda

*

Eu roteirizei uma Peça

De Teatro Popular.

Foi Mulheres no Cordel

Título particular.

Trazer nossas poetisas

Suas linguagens precisas

No falar, cantar, dançar.

Rosário Pinto

*

Mesmo com a pandemia

Não faltou divulgação

Com ebooks, podcast

Lives na programação

Pois o modo não importa

E de maneira remota

Seguimos em plena ação.

Dalinha Catunda

*

De Paracambi a Paraty

E tudo que nos circunda

Fizemos estripulias

Numa produção fecunda.

E sempre em nossas andanças

Fizemos as alianças

Com alegria profunda.

Rosário Pinto

*

Quando saí do Nordeste

Trouxe comigo a missão

De propagar meus costumes

Louvar minha tradição

Por isso vivo a louvar

A cultura popular

Em toda sua dimensão

Dalinha Catunda

*

Nosso Encontro de Poetas

Populares de Cordel

Foi um momento marcante

Traçado um belo painel.

Cada qual fez seu papel.

Levando conhecimento

Logo atingimos o intento

Na difusão do cordel.

Rosário Pinto

*

São sete anos de Encontro,

Com poetas Cordelistas.

No Cantinho da Dalinha,

Renomados ativistas,

Revivem a tradição,

Em cada apresentação.

Têm distinção, os artistas!

Dalinha Catunda

*

Aqui temos um extrato

De nossas atividades.

Estabelecemos elo,

E fizemos amizades.

No Consulado Americano

Já atuamos todo ano

Nas suas festividades.

Rosário Pinto

*

De verso a verso a mostrar

Eis aqui a descrição

Duma jornada importante

Que requer dedicação

Pro cordel continuar

Devemos salvaguardar

Fazendo a propagação.

Dalinha Catunda

*

Cordel de Dalinha Catunda e Rosário Pinto

dalinhaac@gmail.com

Dalinha Catunda - Cordelista - Cirandeira e  artesã


NA SALVAGUARDA DO CORDEL

NA SALVAGUARDA DO CORDEL

Olá, amigos e amantes da Literatura, de Cordel,

Hoje quero apresentar para vocês mais uma de minhas parcerias com Rosário Pinto. Apesar de nordestinas, nossa história no mundo do cordel, veio a se desenvolver no Rio de Janeiro.

Sempre que idealizo e organizo, algum movimento, convido a cordelista Rosário Pinto, para participar, assim foi com o blog Cordel de Saia, com minha página Cordel de Maria e com As Cirandeiras do Cordel, entre tantos.

Desta vez não foi diferente, pensei em escrever um cordel contando nossas andanças culturais,

levando a literatura de Cordel aos mais diversos espaços, aqui no Rio de Janeiro. Fiz o convite, e para minha satisfação a poetisa aceitou. O título é: Duas Nordestinas na Salvaguarda do cordel e tem a apresentação de Fernando Assumpção.

Obrigada Rosário Pinto, eis aqui, nosso cordel.

Dalinha Catunda - Cordelista - Cirandeira e Artesã

dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 21 de junho de 2022

NO DIA DE CORPUS CHRISTI

NO DIA DE CORPUS CHRISTI
1
Esqueça a politicagem
Baixarias e fofocas
Busque em Deus a coragem
Pra viver em união
Ter paz no seu coração
Ao ódio, fazer blindagem!
Bastinha Job
2
No dia de Corpus Christi
Ponha a mão na consciência
Peça a Deus em oração
Pelo fim da violência
Não cometa a falsidade
Leve a vida sem maldade
Pratique a benevolência.
Dalinha Catunda
3
O pão do nosso café
Que comemos todo dia
Depressa volta a fome
Vamos a mercearia
Mas há um pão verdadeiro
Que alimenta por inteiro
É o pão da Eucaristia
Araquem Vasconcelos
4
Jesus juntou os discípulos,
quando repartiu o pão,
pão e vinho transformados
em fonte de salvação,
mas é preciso Amor,
como fez Nosso Senhor,
doando-se pelo irmão.
Anilda Figueiredo
5
No dia de Corpus Christi
Receba em comunhão
O corpo de Jesus Cristo
Na humildade de irmão
Reze ao Pai Onipotente
Pois Ele é Onisciente
Peça paz para a nação.
Lindicássia nascimento
6
Corpus Christi é pão da vida
Que deixa a alma servida
Dando espírito guarida
Rumo ao Santo paraíso
Onde reina paz e amor
Lugar sem pranto, sem dor
Lá só Deus é o senhor
E somente amar é preciso.
Jairo Vasconcelos.
7
À devoção eucarística
Hoje eu lhe faço um convite,
Nela ao cristão Deus se dá,
Sobre a fé, então, levite,
Deixe a maldade enjaulada,
Faça o bem na caminhada
E os descaminhos evite.
Nilza Dias
8
Na Sagrada Eucaristia
Deus se revela no pão
Ao saciar um irmão
No milagre dia- a - dia
Sua paz nos contagia
Nos renova com amor
Traz coragem e fervor
Renovação pela FÉ
Sempre nos pondo de pé
Na situação que for.
Dulce Esteves
9
Ir em busca de justiça
Mesmo havendo imprevisto
Proteger o índio e o pobre
Das agruras do malquisto
É política decente
Qual a reza de um Crente
É também reviver Cristo.
Giovanni Arruda
10
Os relatos de Juliana
de Mont Cornillon, fez
Com o "Milagre de Bolsena"
O papa criar de vez
No século XIV datado
Corpus Christi é adornado
Com amor e honradez.
Francy Freire
11
Corpus Christi foi criado
Como uma prova de amor
Do Deus que veio ao mundo
Se doando com fervor
Para se viver com fé
O Jesus de Nazaré
Exemplo de pregador.
*
Para salvar nossa vida
Seu corpo e sangue é dado
Em forma de pão e vinho
Nos deixando alimentado
Mesmo sendo dividido
Não fica diminuído
E nos tira do pecado.
Vânia Freitas
*
Meus agradecimentos aos amigos que participaram da roda de versos.
Meu abraço e muito obrigada.

dalinhaac@gmail.com 

 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

FEITO CORA CORALINA







 

 FEITO CORA CORALINA

Feito Cora Coralina

Faço doce e poesia

Não vivo chorando a sorte

Gosto de adoçar meu dia

Com doces e com palavras

Vou produzindo magia.

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com.br 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

TROVAS DE DALINHA CATUNDA


 

TROVAS DE DALINHA CATUNDA.

1

A saudade é dor no peito

Em noite de solidão;

Eu no cetim do meu leito,

Ela no meu coração.

2

A saudade companheira

Faz parte da minha sina;

Se achegou como posseira,

Logo virou inquilina.

3

Saudade punhal mortal

Que sangra a alma da gente;

Um sentimento letal,

Quando visita o presente.

4

Que triste fado é perder

Na vida um grande amor,

E a saudade se prender

Para alimentar a dor.

5

Para não viver vazia

Casei-me com a saudade;

Ela me faz companhia

No avançado da idade.

6

É doce sentir saudade

De alguém que foi pra voltar;

Sempre tempera a vontade

E abrasa o reencontrar.

7

A saudade é acalanto

Que algumas vezes apraz;

Quando ela chega sem pranto,

É dengo que satisfaz.

8

Não vou viver de saudade,

Pra ela não me matar;

Mas pra falar a verdade,

Não vivo sem recordar.

9

Saudade é dor passageira,

Quando é pequena a paixão;

Ela vem sem gemedeira,

Não maltrata o coração.

10

Sou a saudade ladina,

Sou a saudade marota,

Daquele chão nordestino

Dos meus tempos de garota.

11

A saudade é rede armada

Que embala a recordação;

Lembrando da terra amada,

Balança meu coração.

12

Já mergulhei na saudade,

Contudo sem me afogar;

Não tive dificuldade

Para sair desse mar.

13

A saudade é filme antigo,

Que preservo com carinho;

Do tempo que andei contigo,

Dividindo o mesmo ninho.

14

A nossa louca paixão,

Não tem como não lembrar;

No perfume e na canção,

Ela volta a incomodar.

15

Debaixo de um juazeiro

O seu amor eu ganhei;

Lá eu fiz o meu canteiro,

E só saudades plantei.

16

Saudade é dor descarada,

Que invade o peito da gente;

Sem se sentir acanhada.

Badala dentro da mente.

*

Quero agradecer ao poeta José Walter Pires, o convite para participar desse livro de trovas. Ai, ai, saudade… é um livro repleto de belas trovas escrito por poetas incríveis, que são: Lêda Selma, Alba Helena Corrêa, josé Walter Pires, Creusa Meira e Dalinha Catunda.