Seguidores

quinta-feira, 14 de maio de 2020

GLOSANDO NA REDE COM DALINHA



“TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU.”
Mote de Dalinha Catunda
*
A vida é pra ser vivida
Com coragem sem temor
Quem se prendeu ao pudor
Teve essa chance perdida
Agora sonha abatida
Com amores que perdeu
O jugo prevaleceu
E o que era bom, se acabou:
“TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU.”
*
BASTINHA JOB
O Francisco Otaviano
Aflorou á minha mente
Poeta que sabiamente
Diz que tem o ser humano
não ousa sair do plano
Na rotina, se escondeu
Nem sabe que já morreu
Sem coragem, não ousou
TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU
*
CREUSA MEIRA
Eu vejo o tempo passando
Com muita velocidade
Cada dia aumenta a idade
De quem vai se acomodando
Não é bom ficar clamando
O tempo que se perdeu
Se gozou ou se sofreu
Prossiga de onde parou
"TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU.”
*
VÂNIA FREITAS
Amarga o doce da vida
Quem vive só para o mundo
Este se vai em um segundo
A vida não é sentida
Na subida e na descida
Pelo o tanto que escolheu
Se deu mal com que colheu
Porquanto o bem não plantou
TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU.”
*
RIVAMOURA TEIXEIRA
Quem queria uma padaria 
E só conseguiu biscoito
Não ousou não foi afoito
E nem fez estripulia
Não soube q a ousadia
Foi pouca e não valeu
Não gozou porque não deu
O real ao que sonhou
"TENHO DÓ DE QUEM PASSOU
PELA VIDA E NÃO VIVEU.” 
*
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Veja também:
https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de maio de 2020

MOTE: EU NUNCA FUI PAU MANDADO...

EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
DALINHA CATUNDA
Não sei se pelejo mal,
Não sei se pelejo bem,
Mas quando a vontade vem
Também boto meu aval.
Na peleja virtual
Sempre me faço presente,
Só canto o que dita a mente!
Em cada recado dado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
SILVANO LYRA
Se atingisse cem por cento
Nos meus versos cativantes
Uns ficariam distantes
Sem dar direcionamento
E nesse esmorecimento
Ocultam Palmas na mente
Fazendo de indigente
Quem por Deus foi inspirado
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE.
*
BASTINHA JOB
Dependendo do assunto
Participo da Peleja,
do bolo, não sou cereja,
nem, do bauru, o presunto;
não faço loa a defunto,
meus verso é simplesmente
catarse pra muita gente
pra outros é censurado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
DALINHA CATUNDA
Roteiro eu tenho ou traço
Na hora duma contenda,
E nela não faço emenda
Pois puxo o verso no laço.
Sem medo, sem embaraço,
Eu vou tocando pra frente,
E quem quiser que me enfrente,
Mas que venha com cuidado:
EU NUNCA FUI PAU MANDADO
ENTRE AS FERAS DO REPENTE
*
Mote de Silvano Lyra
Xilo de Cicero Lourenço
dalinhaac@gmail.com

sábado, 9 de maio de 2020

Dalinha Catunda e Joames Na Muda


NA MUDA
*
JOAMES
Muitos dizem: sou assim
E assim vou continuar,
Não adianta conselho
Para me fazer mudar!
Já eu mudo todo dia
Procurando melhorar.
*
DALINHA
Amigo vou lhe contar
Eu mudo até de quimera
O inverno me deixa triste
Renasço na primavera
E quando chega o verão
Minha alegria acelera.
*
Xilo Cícero Lourenço
dalinhaac@gmail.com


sexta-feira, 8 de maio de 2020

SOU DA LINHA DO CORDEL


SOU DA LINHA DO CORDEL
*
Sou Cordel de Saia
Cordel de vestido
Cordel feminino
Cordel atrevido
Cordel de Calcinha
Cordel de Dalinha
Cordel divertido.
*
Sou manha e gracejo
Sou verso ladino
Sou canto nascido
No chão nordestino
Sou nesse universo
Cabocla do verso
Santo e libertino.
*
Sou alma do verso
Sou rima no ar
Sou dedos que contam
Pra metrificar
Sou inspiração
Dou voz a oração
No palco a cantar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com


quarta-feira, 6 de maio de 2020

O Canto da Cordelista Lindicassia Nascimento

MEU DESPERTAR DIÁRIO
*
Geralmente acordo cedo
Antes do romper d'aurora
Logo na primeira hora
Rezo uma prece em segredo
Pra Deus que é meu rochedo
Me entrego em oração
Com profunda inspiração
Peço clareza ao meu guia
Que dê vida a poesia
Nascida em meu coração.
*
E assim fortalecida
Eu me dedico a escrita
Minha arte favorita
Dela fico abastecida
A face mais colorida
Ao rabiscar um poema
Floresce um novo tema
Viajo na minha mente
Meu coração logo sente
O pulsar do meu dilema.
*
Decanto a dor da saudade
Por vezes falo de amor
Lembro a essência da flor
Que me traz felicidade
E escrevo com mais vontade
Despertando erotismo
Delicioso lirismo
Com o êxtase em perigo
Calorosa assim prossigo
Em clima de romantismo
*
Depois eu faço o café
Como já é de costume
Me banho passo perfume
Ergo firme minha fé
Pois pra cedo está de pé
No caos dessa pandemia
Só escrevendo poesia
Dando vida a inspiração
Costurando a oração
Recomeço novo dia.
*
Foto e versos de Lindicássia Nascimento
dalinhaac@gmail.com
Veja também:
https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

domingo, 3 de maio de 2020

PRECISO DO SEU CHEIRO


PRECISO DO SEU CHEIRO
*
Quando por mim você passa
Eu viro mulher feliz
Tão cheiroso e provocante
Que logo acendo o nariz
E deixo seu cheiro entrar
Só para me deleitar
Pois sou mulher de raiz.
*
Se sempre acordo bem cedo
É pra provar seu sabor
O meu paladar exige
Antes que eu vá ao labor
Ter você sempre bem quente
Alertando minha mente
Provocando meu calor.
*
Para ter você comigo
Caminho léguas o pé
Vou até o fim do mundo
E não perco minha fé
De provar do meu neguinho
Nem que seja um golinho
Sou viciada em café!
*
Foto e versos de Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com
Veja também:
https://cantinhodadalinha.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de abril de 2020

NOS BRAÇOS DE UM FURACÃO

NOS BRAÇOS DE UM FURACÃO
*
Em noite fria de outono
De luar encantador
A lua cheia brilhava
Mostrando seu esplendor
A noite estava tão bela
Entreabri a janela
Com meu ar contemplador
*
Ao apagar o abajur
Ensaiando pra dormir
Um rumor vindo de fora
Eu imaginei ouvir
Acheguei-me ao travesseiro
Porém despertei ligeiro
E vi meu sono sumir.
*
Foi quando ele sorrateiro
No meu quarto penetrou
E sem que eu me desse conta
Nesse ambiente se espalhou
Bem de leve me roçava
Num sopro que acarinhava
E o meu corpo despertou.
*
Chegou brando e carinhoso
Confesso me satisfez
Encantava-me a meiguice
Afagando a minha tez
E não achei que era abuso
A visita desse intruso
Oportunista talvez.
*
Inteiramente à vontade
Eu me deixei seduzir
Ele entrava, ele saía
E eu gostando do ir e vir
Cada vez que penetrava
O meu corpo arrepiava
meu anseio a consentir.
*
Foi visita relaxante
Até um dado momento
Ficou mais audacioso
Intenso no movimento
Meus cabelos, desmanchou
Os lençóis, desarrumou
Transformou-se totalmente.
*
Daí eu me levantei
Tentando uma solução
Tentei fechar a janela
Mas faltou força na mão
Depois desse vento forte
Quase que perco meu norte
Nos braços de um furacão.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com
https://cantinhodadalinha.blogspot.com/