O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
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terça-feira, 23 de agosto de 2022
Dalinha Catunda, na Feira Literária de Vassouras.
quarta-feira, 10 de agosto de 2022
CORDEL EM SALA DE AULA
CORDEL
EM SALA DE AULA
O
professor João Rodrigues, poeta de cordel, nascido em Reriutaba, vem
enriquecendo suas aulas com a Literatura de Cordel.
Com
muito prazer enviei meus cordéis para serem utilizados em suas rodas de Leitura.
Sei
o quanto é interessante o aprendizado quando se utiliza os versos.
Nas
fotos a mostra da roda de leitura na Escola Antônio Alves de Sousa, distrito de
Campo Lindo, em Reriutaba
Parabéns
ao professor João Rodrigues por incentivar a leitura e a cultura nordestina.
Dalinha
Catunda Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Fotos de João Rodrigues
sábado, 6 de agosto de 2022
Vida na roça - Aboio
Dalinha Catunda, cirandeira, poeta de cordel e artesã
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
quarta-feira, 3 de agosto de 2022
NA REDE COM DALINHA
NA REDE COM DALINHA
*
RAINILTON DE SIVOCA
Quando eu era pequeno
Minha vó sempre dizia:
Manga com leite é veneno
Se eu chupasse morria
Toda vez era esse enredo
Mas eu chupava sem medo
E nem se quer me ofendia.
*
DALINHA CATUNDA
Quando eu era inda pequena
Mas já mocinha faceira
Minha mãe sempre dizia
Não prove da macaxeira
Mas eu provei e foi quente
E o meu bucho de repente
Cresceu com a brincadeira.
*
DAVID FERREIRA
No tempo d'eu meninote,
vi coisa que desarreada!...
Os mais "véi" sempre diziam
"ovo e manga e tiro e queda!"
Mas eu chupei, não o ovo,
manga madura - né povo!
pois, sendo verde, ela azeda.
*
VÂNIA FREITAS
Eu comi manga com febre
Nem morri como dizia
Fiquei foi muito valente
Comigo ninguém mexia
Não tinha medo de homem
Nem também de lobisomem
De mim o bicho corria.
*
GIOVANNI
ARRUDA
Quando
eu era pixoxoto.
Não
comia doce quente
Minha
mãe sempre dizia
Que
furava o meu dente
Mas
eu era muito esperto
Quando
mãe não tava perto
Nunca
fui obediente
*
ARAQUEM
VASCONCELOS
Quando
eu era um "culumim "
Minha
avó sempre dizia
Quando
for tomar café
Não
misture com água fria
Pra
não ter constipação
Sofrer
uma congestão
E
morrer no mesmo dia
*
DULCE
ESTEVES
Minha
avó sempre dizia
Cuidado
com banho quente
Mas,
eu não me prevenia
Era
muito inconsequente
Evite,
pois , ventania...
Tu
fica troncha demente!
Dulce
Esteves
*
ALBERTO
FRANCISCO
Quando
eu era molecote
me
dizia meu Irmão
que
não podia engolir
a
semente Do Limão
inventei
fazer um suco
não
prestei muita atenção
uma
semente desceu
ainda
Ia Nos Pulmão
eu
já sentia um alicate
puxando
as cordas dos grão.
*
JOAQUIM
MENDES JOAMES
Quando
eu era adolescente
Meu
pai me dizia: rapaz,
Se
perder alguma coisa,
Busque,
lute, corra atrás;
Mas
se perder a vergonha
Buscá-la
não se disponha,
Porque
não encontra mais!
*
RIVAMOURA
TEIXEIRA
Eu
era pirritotinho
Mãe
dizia meninada
Faça
o sinal da cruz
Passando
embaixo da escada
Quando
olhar uma estrela
Não
aponte não ao vê-la
Nascem
verrugas, moçada.
*
Xilo
de Carlos Henrique.
postagem de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
terça-feira, 26 de julho de 2022
4º ENCONTRO DE POETAS POPULARES - de 28 a 31 de julho de 2022
4º ENCONTRO DE POETAS POPULARES + TENDÊNCIAS
Autoras:
Rosário Pinto e Dalinha Catunda
Venha para o
nosso Encontro
De Poetas Populares
Em sua quarta edição
Traz poesia e cantares
Do Cordel e do Repente
E de Tendência atraente
De alegria pelos ares.
RP
É em vinte e oito de julho
Que começa a animação
Na Arena Fernando Torres
Tem Cordel, tem tradição,
Tem canto, tem brincadeira,
No espaço de Madureira,
E Oficinas em ação.
DC
Chame todos os amigos!
Os que admiram o cordel.
Vamos nos fortalecer.
Fazer tal qual menestrel,
Para aqui valorizar,
A cultura popular,
Viajar neste corcel
RP
Até trinta e um de julho,
Você pode apreciar,
O Canto de Repentista
E quem veio pra falar,
Sobre Arte, sobre Cultura.
E o Cordel literatura,
Vai ter palco pra brilhar.
DC
Cordel é Cultura viva!
Patrimônio Cultural.
Temos que salvaguardar.
É literatura Oral.
Poeta é Detentor,
Registro tem seu valor.
É Bem Imaterial
RP
Este é o 4º Encontro.
Você não pode faltar,
De Poetas Populares
Que veio para ficar.
Na verdade, um Festival!
E vai ser sensacional,
Você pode acreditar!
DC
Os versos desta programação do 4º Encontro de poetas populares + Tendências são compostos em setilhas (sete pés ou linhas, com sete sílabas métricas, no esquema de rimas do 2º com o 4º e o 7º; e, o 5º e 6º entre si.
E no dia 30 de julho estaremos Miguel Bezerra, Dalinha Catunda e Rosário Pinto, num Bate Papo, que você não pode perder.
Esperamos todos lá, Arena Fernando Torres, Parque de Madureira, Rio de Janeiro, RJ
sexta-feira, 8 de julho de 2022
CORDEL DE SAIA - Folheto
quinta-feira, 7 de julho de 2022
Os Giros da Cirandeira
Os
Giros da Cirandeira
*
Com
uma flor nos cabelos
Vai
ela toda faceira
Com
a maleta na mão
Caminha
essa cirandeira
E
enfeita com a poesia
Os
passos do dia a dia
A
poetisa brejeira.
*
De Dalinha
Catunda para Lindicássia Nascimento
Cordelista - Cirandeira e artesã
dalinhaac@gmail.com










